Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

09/07/2018

CASE STUDY: Um imenso Portugal (38)

[Outros imensos Portugais]

«Tudo começou no final do dia de sexta-feira quando, poucos minutos depois do fecho do expediente normal daquele tribunal, dois deputados do PT (Partido dos Trabalhadores, partido de Lula da Silva) fizeram entrar um pedido de habeas corpus, apanhando de surpresa a própria defesa do antigo Presidente do Brasil.

Ao entregarem o pedido já depois do encerramento do tribunal aqueles dois advogados permitiram que este fosse analisado pelo juiz desembargador de plantão, o que não terá sucedido por acaso: Rogério Favreto foi durante quase 20 anos (de 1991 a 2010) membro do PT e chegou a ser secretário nacional da Reforma do Judiciário, no Ministério da Justiça, entre 2007 e 2010, precisamente durante a governação do petista. Mais: Favreto tem sido um crítico público do principal acusador do juiz que tem conduzido a operação Lava Jato, Sérgio Moro, tendo já votado sozinho e a favor das pretensões de Lula em anteriores decisões do coletivo.»  (Observador)

O que faz isto lembrar? A Justiça dos tempos do presidente do STJ Noronha do Nascimento e do PGR Pinto Monteiro (os que mandaram destruir as escutas ao clã Sócrates), da DCIAP Cândida Almeida (a que levava caixotes de processos para casa) e do juiz Rangel (que para encerrar processos cobrava propina, como dizem os brasileiros).

Sem comentários: