Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

28/07/2018

A defesa dos centros de decisão nacional (24) - Onde o público e o privado se equivalem

[Continuação de (1), (2), (3), (4), (5), (6), (7),  (8), (9), (10), (11), (12), (13), (14), (15), (16), (17), (18), (19), (20), (21), (22) e (23)]

Recordemos os inúmeros manifestos pela defesa dos centros de decisão nacional, alguns deles assinados por empresários que passado algum tempo venderam a estrangeiros as suas empresas e as inúmeras declarações no mesmo sentido da esquerdalhada em geral. Recordemos também que esta necessidade de vender o país aos retalhos surge pelo endividamento gigantesco de públicos e privados e pela consequente descapitalização da economia portuguesa, consequência de décadas a viver acima das posses.


«O grupo SATA anunciou em 17 de Abril que a Loftleiðir Icelandic foi pré-qualificada para a segunda fase do processo de negociação da alienação de 49% do capital social da Azores Airlines. Segundo o grupo, ficou pré-qualificado o único potencial comprador que apresentou manifestação de interesse na Azores Airlines. (...) O capital social do grupo SATA é detido por um único accionista, a Região Autónoma dos Açores.» (Público)

Esclarecimento: nós aqui no (Im)pertinências não temos por princípio nada contra a participação de capital estrangeiro em empresas portuguesas, pelo contrário. Quem se dizia contra eram os empresários que assinaram os manifestos antes de venderem as suas empresas e a esquerdalhada que enche a boca com aquelas tretas contra a globalização, etc.

Sem comentários: