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| Nelson Mandela, South African Icon of Peaceful Resistance, Is Dead (NYT) |
Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)
05/12/2013
ACREDITE SE QUISER: Coisas que me fazem infeliz
A constituição já garante que o povo português quer abrir o caminho para uma sociedade socialista … e o doutor Soares in illo tempore meteu na gaveta o socialismo; diz que a soberania, una e indivisível, reside no povo … e agora reside em Bruxelas, diz que o serviço nacional de saúde é tendencialmente gratuito… e custa-nos os olhos da cara; diz que temos direito a uma habitação de dimensão adequada... e estamos endividados por termos levado a coisa a sério.
Agora, segundo o DN, temos um doutorado em economia da Felicidade que quer incluir direito à felicidade na Constituição.
Agora, segundo o DN, temos um doutorado em economia da Felicidade que quer incluir direito à felicidade na Constituição.
Bons exemplos (74) – Nostra Culpa, Nostra Culpa, Nostra Maxima Culpa, reconheceu ele por outras palavras
Em entrevista ao negócios o antigo MF Teixeira dos Santos disse a propósito das medidas que o actual governo está a adoptar, a seguinte frase inesperada e enigmática: «O que estamos a fazer agora devia ter sido feito há 14 anos, sem dúvida».
Há 14 anos estávamos em 1999 e era governo o XIII (do qual Teixeira dos Santos foi SE Tesouro), a que seguiu, ainda em 1999, o XIV governo, ambosliderados animados por António Guterres.
Há 14 anos estávamos em 1999 e era governo o XIII (do qual Teixeira dos Santos foi SE Tesouro), a que seguiu, ainda em 1999, o XIV governo, ambos
04/12/2013
Estado empreendedor (78) – O fecho da torrefacção de Viana do Castelo acordou os adormecidos
É surpreendente as criaturas que hoje vociferam com o contrato de concessão dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo à Martifer e até insinuam negócios por baixo da mesa do ministro da Defesa – como a Ana Gomes, La Pasionária do Largo do Rato, que contudo não teve quaisquer dúvidas nos vários negócios que a Martifer fechou com e sob os auspícios dos governos de José Sócrates – se tenham quedado mudas durante décadas com:
Outros posts sobre os ENVC.
- O empurrão ao colapso financeiro dos ENVC dado pelo Governo Regional dos Açores, presidido pelo inefável Carlos César, que por razões fúteis modificou o projecto original do «Atlântida» de 80 para 700 lugares, e de seguida recusou aceitar o navio por não cumprir os requisitos de velocidade em consequência dessa alteração;
- Os delírios subsequentes de Sócrates de venda do «Atlântida» ao amigo coronel Chávez, venda de patrulhas (ou «navios petroleiros e plataformas») ao Brasil, ideia parida por Marcos Perestrello - cuja voz também se faz agora ouvir em protesto;
- Os resultados da incompetência e negligência de governos desde Cavaco até Sócrates foram anos sucessivos de perdas que avolumaram o passivo dos ENVC até quase 300 milhões de euros e consumiram os capitais próprios deixando-os negativos em 140 milhões, apesar de 200 milhões de euros de dinheiro dos contribuintes injectados na torrefacção de Viana.
Outros posts sobre os ENVC.
Comentário a um comentário que merece ser comentado
Comentário de Fernando Nogueira ao post «De boas intenções está o inferno cheio (17) – A religião é a política por outros meios?»:
«Existe uma grande diferença entre o 'capitalismo selvagem' e desumano e a 'monetarização social' a que o Papa se refere a meu ver correctamente e o sistema capitalista 'per se' para o qual ainda não conseguimos arranjar uma alternativa melhor. Não misturemos alhos com bugalhos... Ninguém está a defender o 'populismo', o comunismo, o socialismo ou o 'papismo' mas uma coisa é certa: O sistema capitalista não sobreviverá no seu presente formato, se não conseguirmos resolver rapidamente as desigualdades humanas e financeiras existentes globalmente. E a não existência actual de um sistema mais justo que promova o crescimento e ao mesmo tempo diminua as desigualdades financeiras, não quer dizer que não possa vir a existir. Tomemos por exemplo a Suécia e a Noruega onde tais disparidades não existem devido ao sistema social desenvolvido ao longo dos anos. Se queremos um sistema mais justo, é responsabilidade de todos nós, incluindo o actual Papa, denunciar e tentar eliminar as desigualdades existentes. E não estou a defender o actual Papa... faria exactamente as mesmas afirmações se fosse o Dalai Lama ou o Zé da Esquina...»
Comentário ao comentário:
O meu post não visava a exegese da exortação apostólica Evangelii Gaudium, aliás para além das minhas competências. O seu propósito era salientar as consequências político-sociais deste manifesto papal anticapitalista em linguagem panfletária e incendiária. É disto que se trata quando se lêem os n.ºs 53 a 60, que incluem leads com textos tão sugestivos como: «Não a uma economia da exclusão», «Não à nova idolatria do dinheiro», «Não a um dinheiro que governa em vez de servir», «Não à desigualdade social que gera violência».
Aliás, basta ver a recepção entusiástica dos papas e bispos da esquerda e do jornalismo de causas para se concluir que, quaisquer que tenham sido as intenções do Papa Francisco, está em causa, não apenas a denúncia dos «desvios», mas o capitalismo per se, arquétipo que nem existe no mundo real. E esse entusiasmo tem razão de ser porque o Papa Francisco, como a esquerda colectivista (na prática, toda a esquerda existente, porque um liberal de esquerda é mais raro do que um lince da serra de Malcata) rejeita o «livre mercado» e desconfia da propriedade privada, ou seja, à boleia dos seus supostos excessos, não aceita os dois pilares sem os quais não é possível a democracia nem uma vida decente para as grandes maiorias, realização nunca proporcionada pelas grandes utopias, talvez da simpatia de Francisco.
Em minha opinião, a Evangelii Gaudium é no propósito e no desenho comparável a um manifesto que um anticlerical poderia escrever demolindo a Igreja católica e os fundamentos do catolicismo à boleia das Cruzadas, da Inquisição, dos Bórgias e do money laundering do Banco do Vaticano.
«Existe uma grande diferença entre o 'capitalismo selvagem' e desumano e a 'monetarização social' a que o Papa se refere a meu ver correctamente e o sistema capitalista 'per se' para o qual ainda não conseguimos arranjar uma alternativa melhor. Não misturemos alhos com bugalhos... Ninguém está a defender o 'populismo', o comunismo, o socialismo ou o 'papismo' mas uma coisa é certa: O sistema capitalista não sobreviverá no seu presente formato, se não conseguirmos resolver rapidamente as desigualdades humanas e financeiras existentes globalmente. E a não existência actual de um sistema mais justo que promova o crescimento e ao mesmo tempo diminua as desigualdades financeiras, não quer dizer que não possa vir a existir. Tomemos por exemplo a Suécia e a Noruega onde tais disparidades não existem devido ao sistema social desenvolvido ao longo dos anos. Se queremos um sistema mais justo, é responsabilidade de todos nós, incluindo o actual Papa, denunciar e tentar eliminar as desigualdades existentes. E não estou a defender o actual Papa... faria exactamente as mesmas afirmações se fosse o Dalai Lama ou o Zé da Esquina...»
Comentário ao comentário:
O meu post não visava a exegese da exortação apostólica Evangelii Gaudium, aliás para além das minhas competências. O seu propósito era salientar as consequências político-sociais deste manifesto papal anticapitalista em linguagem panfletária e incendiária. É disto que se trata quando se lêem os n.ºs 53 a 60, que incluem leads com textos tão sugestivos como: «Não a uma economia da exclusão», «Não à nova idolatria do dinheiro», «Não a um dinheiro que governa em vez de servir», «Não à desigualdade social que gera violência».
Aliás, basta ver a recepção entusiástica dos papas e bispos da esquerda e do jornalismo de causas para se concluir que, quaisquer que tenham sido as intenções do Papa Francisco, está em causa, não apenas a denúncia dos «desvios», mas o capitalismo per se, arquétipo que nem existe no mundo real. E esse entusiasmo tem razão de ser porque o Papa Francisco, como a esquerda colectivista (na prática, toda a esquerda existente, porque um liberal de esquerda é mais raro do que um lince da serra de Malcata) rejeita o «livre mercado» e desconfia da propriedade privada, ou seja, à boleia dos seus supostos excessos, não aceita os dois pilares sem os quais não é possível a democracia nem uma vida decente para as grandes maiorias, realização nunca proporcionada pelas grandes utopias, talvez da simpatia de Francisco.
Em minha opinião, a Evangelii Gaudium é no propósito e no desenho comparável a um manifesto que um anticlerical poderia escrever demolindo a Igreja católica e os fundamentos do catolicismo à boleia das Cruzadas, da Inquisição, dos Bórgias e do money laundering do Banco do Vaticano.
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bombeiro incendiário
03/12/2013
SERVIÇO PÚBLICO: Empurrando a dívida para a frente com a barriga da banca
«A Agência de Gestão da Tesouraria da Dívida Pública (IGCP) anunciou que realizou uma operação de troca de dívida no montante de 6.637 mil milhões de euros. Nesta operação, os investidores aceitaram voluntariamente proceder à troca de dívida com maturidade em 2014 e 2015, por igual montante de dívida com maturidade em 2017 e 2018.
Assim, o IGCP recomprou 837 milhões de euros de dívida com maturidade em Junho de 2014 (a uma yield implícita de 2.127%), 1.64 mil milhões de euros de obrigações com vencimento em Outubro de 2014 (yield implícita de 2.753%) e 4.16 mil milhões de euros de dívida com maturidade em Outubro de 2015 (yield implícita de 3.324%). Em troca, foram emitidos 2.68 mil milhões de euros de obrigações com maturidade em 2017 e 3.97 mil milhões de euros de títulos com maturidade em 2018, com taxas de juro implícitas de 4.677% e 4.956%, respectivamente.»
[Flash news do BPI de hoje]
É uma das modalidades de reestruturação da dívida, sob a forma de um reescalonamento para aliviar a pressão de curto prazo. Não é bom, nem é mau. É o que tem de ser. O que não teria de ser, e provavelmente é, é a operação de troca de dívida ter sido feita em grande parte à custa dos suspeitos do costume – os bancos portugueses, que assim prolongam por mais 3 a 4 anos o parqueamento em dívida pública de fundos que deveriam estar disponíveis para financiar a economia.
E, por falar disso, é mais uma razão para continuar a chamar patetas aos patetas que clamam pelo default da dívida pública com 1/3 da mesma nas mãos da banca portuguesa, agora com uma ainda maior duration.
Assim, o IGCP recomprou 837 milhões de euros de dívida com maturidade em Junho de 2014 (a uma yield implícita de 2.127%), 1.64 mil milhões de euros de obrigações com vencimento em Outubro de 2014 (yield implícita de 2.753%) e 4.16 mil milhões de euros de dívida com maturidade em Outubro de 2015 (yield implícita de 3.324%). Em troca, foram emitidos 2.68 mil milhões de euros de obrigações com maturidade em 2017 e 3.97 mil milhões de euros de títulos com maturidade em 2018, com taxas de juro implícitas de 4.677% e 4.956%, respectivamente.»
[Flash news do BPI de hoje]
É uma das modalidades de reestruturação da dívida, sob a forma de um reescalonamento para aliviar a pressão de curto prazo. Não é bom, nem é mau. É o que tem de ser. O que não teria de ser, e provavelmente é, é a operação de troca de dívida ter sido feita em grande parte à custa dos suspeitos do costume – os bancos portugueses, que assim prolongam por mais 3 a 4 anos o parqueamento em dívida pública de fundos que deveriam estar disponíveis para financiar a economia.
E, por falar disso, é mais uma razão para continuar a chamar patetas aos patetas que clamam pelo default da dívida pública com 1/3 da mesma nas mãos da banca portuguesa, agora com uma ainda maior duration.
CASE STUDY: O estranho caso do excedente externo "excessivo"
«Operou-se recentemente uma curiosa viragem no pensamento económico politicamente correcto. Até ao eclodir da crise financeira, prevalecia a ideia de que, no interior da zona euro, os deficits da balança corrente com o exterior eram irrelevantes. Depois de 2008, os factos encarregaram-se de mostrar as terríveis consequências que continuados e vultuosos deficits externos acarretam para quem os suporta. Morreu aqui a fantasia da irrelevância do deficit externo.Mas, logo outra fantasia nasceu: aceite a nocividade do deficit, logo uma ideia simétrica foi elaborada em dois passos. Primeiro, o excedente externo também seria nocivo. Segundo, a origem dos deficits em alguns países residiria na existência de excedentes "simétricos" noutros países; por outras palavras seria o excesso de competitividade e a procura deficiente de alguns países (basicamente a Alemanha e a Holanda) a causa dos problemas dos países com deficits crónicos.»
[Continue a ler aqui O estranho caso do excedente externo "excessivo" por Avelino de Jesus]
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Bons exemplos (73) – A competência e o rigor contam. Os subsídios não.
| European Business School Ranking (Financial Times) |
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SERVIÇO PÚBLICO: O princípio do princípio (26)
Continuação de (1), (2), (3), (4), (5), (6), (7), (8), (9), (10), (11), (12), (13), (14), (15), (16), (17), (18), (19), (20), (21), (22), (23), (24) e (25)
No Portugal Que Trabalha (PQT) continuam a surgir mais algumas boas notícias:
No Portugal Que Trabalha (PQT) continuam a surgir mais algumas boas notícias:
- A taxa de desemprego está há oito meses a baixar e o número de desempregados voltou também a baixar em Outubro (Eurostat);
- Com menos trabalhadores e menos 2.500 empresas do que em 2007 o sector têxtil está a exportar o mesmo valor. Como disse o Dr. Soares em 1984: «Não se fazem omoletas sem ovos. Evidentemente teremos de partir alguns»;
- O indicador de clima económico e a confiança dos consumidores recuperaram em Novembro (INE);
- Os animal spirits parecem dar sinais de vida, teria dito o querido John Maynard sempre vivo nas meninges esquerdizantes;
- O consumo no sector alimentar está a recuperar;
- O consumo de electricidade está a aumentar desde Julho e teve um crescimento homólogo em Novembro de 1,3% (este costuma ser um dos indicadores mais correlacionados com a recuperação da economia);
- Este ano pode poderá ser o melhor ano de sempre das exportações (previsão que só me deixa preocupado por ter sido adoptada também pelo irrevogável Portas).
02/12/2013
De boas intenções está o inferno cheio (17) – A religião é a política por outros meios?
Instintivamente, desconfiei do Papa Francisco. Tive e tenho dúvidas que seja um bom papa para a Igreja e tenho dúvidas de que seja um bom papa para o mundo. É o estilo e a substância. Cheira-me a teologia da libertação.
Escrevi o que antecede duas semanas depois da tomada de posse. Decorridos sete meses, a sua primeira «exortação apostólica» Evangelii Gaudium foi acolhida com surpreendente gáudio pelo tele-evangelista Louçã e pelo papa do socialismo lusitano Soares, agora convertido à teologia da libertação na sua versão de violência libertadora. No mínimo, trata-se um enorme equívoco, filho ilegítimo do excesso de causas e da falta de soluções da esquerda. Mas suspeito que possam ser dois: o do Papa Francisco e o dos convertidos. A não ser que coloquemos a religião no papel que von Clausewitz atribuiu à guerra.
Por coincidência, pouco depois de registar o gáudio do novo Pacheco, li o post What if? de Joaquim Couto no Portugal Contemporâneo, que transcrevo por me poupar a escrever, por outras palavras, pouco mais ou menos ou mesmo.
Escrevi o que antecede duas semanas depois da tomada de posse. Decorridos sete meses, a sua primeira «exortação apostólica» Evangelii Gaudium foi acolhida com surpreendente gáudio pelo tele-evangelista Louçã e pelo papa do socialismo lusitano Soares, agora convertido à teologia da libertação na sua versão de violência libertadora. No mínimo, trata-se um enorme equívoco, filho ilegítimo do excesso de causas e da falta de soluções da esquerda. Mas suspeito que possam ser dois: o do Papa Francisco e o dos convertidos. A não ser que coloquemos a religião no papel que von Clausewitz atribuiu à guerra.Por coincidência, pouco depois de registar o gáudio do novo Pacheco, li o post What if? de Joaquim Couto no Portugal Contemporâneo, que transcrevo por me poupar a escrever, por outras palavras, pouco mais ou menos ou mesmo.
Pro memoria (150) – De Semper idem para Semper mutandis. Pacheco born again.
Uma sequela deste post.
O Pacheco que escreve laudes ao «magisterium» anticapitalista da Igreja do papa Francisco é o mesmo Pacheco que preferia «uma Igreja institucional e conservadora a mais um “movimento” com fronteiras indefinidas, mesmo que fundado numa fé genuína dos seus crentes»?
[Muito bem observado por Vítor Cunha no Blasfémias]
O Pacheco que escreve laudes ao «magisterium» anticapitalista da Igreja do papa Francisco é o mesmo Pacheco que preferia «uma Igreja institucional e conservadora a mais um “movimento” com fronteiras indefinidas, mesmo que fundado numa fé genuína dos seus crentes»?[Muito bem observado por Vítor Cunha no Blasfémias]
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é muito para um homem só,
pela boca morre o peixe
01/12/2013
Lost in translation (194) – Abusivo significa o que eles quiserem
Um trio composto pelo controleiro da CGTP, por um camarada deputado do PCP e por um camarada deputado do BE, acolitados por uma dúzia de camaradas dos CTT tentaram impedir a saída os camiões do centro de distribuição de Cabo Ruivo durante a noite do dia de greve e tiveram que ser afastados pela polícia de intervenção enquanto encenavam uma resistência passiva para os jornalistas de causas casualmente presentes.
O trio comandante da tentativa de obstrução a quem queria trabalhar, protestou em newspeak contra o «acto de coarctar a liberdade» e o «uso abusivo de força». O camarada Arménio dirigiu-se ainda aos camaradas polícias em sindicalês com palavras simples e pedagógicas adequadas ao intelecto dos camaradas polícias: «Tenham calma, ponham-se lá no vosso sentido. Qual é o problema de segurança aqui, pá? Não se virem contra aqueles que estão do vosso lado, pá. Virem-se contra aqueles que estão do outro lado, que vos exploram, que vos cortam os salários, pá. As pensões, pá. Ainda não perceberam isso?».
O trio comandante da tentativa de obstrução a quem queria trabalhar, protestou em newspeak contra o «acto de coarctar a liberdade» e o «uso abusivo de força». O camarada Arménio dirigiu-se ainda aos camaradas polícias em sindicalês com palavras simples e pedagógicas adequadas ao intelecto dos camaradas polícias: «Tenham calma, ponham-se lá no vosso sentido. Qual é o problema de segurança aqui, pá? Não se virem contra aqueles que estão do vosso lado, pá. Virem-se contra aqueles que estão do outro lado, que vos exploram, que vos cortam os salários, pá. As pensões, pá. Ainda não perceberam isso?».
CONDIÇÃO MASCULINA: Se a discriminação positiva fizesse sentido seria para os homens
Um das obsessões recorrentes de politicamente correcto é a procura incessante da igualdade dos sexos e a correspondente doutrina da discriminação positiva das mulheres. Ora acontece que qualquer observador atento e descomplexado da realidade perceberá que se há coisas desiguais são homens e mulheres, desigualdade que felizmente tem resistido a décadas de endoutrinação e políticas no mínimo fúteis e nalguns casos nocivas. Dirão os fiéis mais razoáveis que não se trata de «igualdade» mas de igualdade de oportunidades. Ainda assim, se homens e mulheres são tão diferentes, porque haveriam de procurar oportunidades iguais?
30/11/2013
DIÁRIO DE BORDO: A terra vista do céu (5)
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| Deserto Dasht-e Kavir com 240.000 km2 (aproximadamente 3 vezes a área de Portugal continental) situado no planalto central do Irão, onde no passado existiu um mar interior. (Via Wired) |
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delírios pontuais
29/11/2013
Nem todos os obamas de Obama fazem felizes os obamófilos: episódio (74) – Be patient. Is it unaffordable? Don't care. Obama talks.
O arranque do Patient Protection and Affordable Care Act está a ser um falhanço estrondoso (ler aqui o ponto de situação da Economist) em resultado de um enorme amadorismo e incompetência cada vez mais difíceis de esconder por detrás das toneladas de conversa de fiada derramadas por Barack Obama em inúmeras entrevistas, comunicações e discursos.
Verdade seja que o volume de conversa fiada está à altura da dimensão da lei Obamacare que com as suas mais de 900 páginas (ver aqui o pantagruélico texto da lei ao qual se acrescentam mais 1.500 páginas de regulamentos) é um bom exemplo da obsessão legiferante do intervencionismo estatal da administração Obama.
Como se fosse pouco, vão surgindo situações em que o próprio desenho da lei está a ser questionado como, entre outros exemplos, a recusa de organizações e empresas de proporcionarem no seguro de saúde uma cobertura completa de contracepção que é obrigatória no Affordable Care Act, abrangendo desde preservativos, diafragmas, pílulas e ainda medicamentos e dispositivos para impedir o embrião de se implantar no útero considerados como modalidades de aborto.
O Supremo Tribunal decidiu na 3.ª feira passada julgar alguns casos sobre a possibilidade das empresas recusarem contratar a cobertura de seguro de contracepção por razões de religião dos seus proprietários.
Independentemente do desfecho, é mais um exemplo da intrusão na vida privada do intervencionismo estatal que pretende financiar com recursos públicos as suas causas.
Verdade seja que o volume de conversa fiada está à altura da dimensão da lei Obamacare que com as suas mais de 900 páginas (ver aqui o pantagruélico texto da lei ao qual se acrescentam mais 1.500 páginas de regulamentos) é um bom exemplo da obsessão legiferante do intervencionismo estatal da administração Obama.
Como se fosse pouco, vão surgindo situações em que o próprio desenho da lei está a ser questionado como, entre outros exemplos, a recusa de organizações e empresas de proporcionarem no seguro de saúde uma cobertura completa de contracepção que é obrigatória no Affordable Care Act, abrangendo desde preservativos, diafragmas, pílulas e ainda medicamentos e dispositivos para impedir o embrião de se implantar no útero considerados como modalidades de aborto.
O Supremo Tribunal decidiu na 3.ª feira passada julgar alguns casos sobre a possibilidade das empresas recusarem contratar a cobertura de seguro de contracepção por razões de religião dos seus proprietários.
Independentemente do desfecho, é mais um exemplo da intrusão na vida privada do intervencionismo estatal que pretende financiar com recursos públicos as suas causas.
28/11/2013
ARTIGO DEFUNTO: O que seria do PCP e da CGTP sem o jornalismo de causas? (2)
Continuação de (1)
O ano passado existiam cerca de 146 mil professores no ensino básico e secundário (Pordata). Ontem cerca de uma centena de professores, segundo o Público (apesar dos cuidados de enquadramento do cameraman de causas, no vídeo parecem umas duas dúzias), aproximadamente um por mil do total, participaram numa concentração promovida pela Federação Nacional dos Sindicatos de Educação no Campo Pequeno e no final uma parte dirigiu-se «espontaneamente» para a porta do ministério da Educação a protestarem contra a prova de avaliação de conhecimentos.
Foi mais um exercício promovido pela CGTP, que, como aqui escreve Camilo Lourenço, «já perdeu a guerra. A maioria dos cidadãos que diz representar está-se a marimbar para a CGTP. E a prova disso é que, embora com dificuldade, as famílias lá vão apertando o cinto, ao mesmo tempo que se "matam" por manter o emprego. Ou seja, vão-se ajustando a um mundo que mudou sem aviso prévio. Contrariados? Claro. Ninguém gosta de dar dois passos atrás. Mas realistas.
É esta imensa mole de cidadãos que está a mudar o país. Passando por cima de Arménio Carlos e da sua CGTP. Embora descontentes, eles sabem que a contestação "à la PREC" não serve para nada... a não ser para destruir emprego e para criar mais pobreza. São esses estóicos cidadãos que merecem uma homenagem.»
O ano passado existiam cerca de 146 mil professores no ensino básico e secundário (Pordata). Ontem cerca de uma centena de professores, segundo o Público (apesar dos cuidados de enquadramento do cameraman de causas, no vídeo parecem umas duas dúzias), aproximadamente um por mil do total, participaram numa concentração promovida pela Federação Nacional dos Sindicatos de Educação no Campo Pequeno e no final uma parte dirigiu-se «espontaneamente» para a porta do ministério da Educação a protestarem contra a prova de avaliação de conhecimentos.
Foi mais um exercício promovido pela CGTP, que, como aqui escreve Camilo Lourenço, «já perdeu a guerra. A maioria dos cidadãos que diz representar está-se a marimbar para a CGTP. E a prova disso é que, embora com dificuldade, as famílias lá vão apertando o cinto, ao mesmo tempo que se "matam" por manter o emprego. Ou seja, vão-se ajustando a um mundo que mudou sem aviso prévio. Contrariados? Claro. Ninguém gosta de dar dois passos atrás. Mas realistas.
É esta imensa mole de cidadãos que está a mudar o país. Passando por cima de Arménio Carlos e da sua CGTP. Embora descontentes, eles sabem que a contestação "à la PREC" não serve para nada... a não ser para destruir emprego e para criar mais pobreza. São esses estóicos cidadãos que merecem uma homenagem.»
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ESTADO DE SÍTIO: O Portugal inconstitucional (7)
Outros Portugais inconstitucionais: (1), (2), (3), (4), (5) e (6)
«TC valida interpretação do Governo, mas sindicatos prometem combater 40 horas no Estado» escreve o Público e acrescenta que «nos tribunais ou fora deles, os sindicatos da UGT e da CGTP prometem não baixar os braços» e Ana Avoila dirigente do PCP e da Frente Comum (CGTP) declarou «é com greves com certeza que se vai fazer a luta dos horários de trabalho, isso não tenho dúvidas. Os trabalhadores não se vão conformar com decisões desta natureza».
Ana Avoila poderá não ter dúvidas mas eu tenho muitas, entre elas as seguintes:
«TC valida interpretação do Governo, mas sindicatos prometem combater 40 horas no Estado» escreve o Público e acrescenta que «nos tribunais ou fora deles, os sindicatos da UGT e da CGTP prometem não baixar os braços» e Ana Avoila dirigente do PCP e da Frente Comum (CGTP) declarou «é com greves com certeza que se vai fazer a luta dos horários de trabalho, isso não tenho dúvidas. Os trabalhadores não se vão conformar com decisões desta natureza».
Ana Avoila poderá não ter dúvidas mas eu tenho muitas, entre elas as seguintes:
- Não será isto uma «pressão descarada» sobre Tribunal Constitucional como referiu o ex-procurador-geral da República Pinto Monteiro, o mesmo que mandou destruir as escutas a José Sócrates;
- Não teremos de dar razão ao chefe de Ana Avoila, camarada secretário-geral Jerónimo de Sousa, e considerar em esta «uma pressão e uma chantagem inaceitáveis»;
- Não devemos alertar o camarada Pacheco Pereira e classificar esta como mais uma das «abundantes pressões para que o Tribunal Constitucional não aplique a Constituição»?
- Não será esta contestação às decisões do TC mais «uma provocação constitucional», como referiu o camarada secretário-geral do PS António José Seguro?
27/11/2013
Lost in translation (193) – O grego é uma língua muito difícil
«Cerca de metade das novas infeções com HIV, na Grécia, foram autoinfligidas por pessoas que pretendem receber subsídios de 700 euros por mês e admissão mais rápida nos programas de drogas de substituição» escreveu a Organização Mundial de Saúde no relatório de Setembro. (Expresso)
A frase «traduzida» para grego ficou assim:
A frase «traduzida» para grego ficou assim:
«Metade dos novos casos de HIV são de indivíduos que se autoinjetam, entre os quais poucos são contaminados deliberadamente com o vírus».
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estão a ver-se gregos,
Ridendo castigat mores
CAMINHO PARA A INSOLVÊNCIA: O Vítor Gaspar do Largo do Intendente
Depois de Bernardino Soares em Loures, que se queixou da pesada herança socialista, e do novo presidente da câmara de Vila Nova de Poiares do PS, que se queixou da pesada herança social-democrata, temos António Costa, o presidente da câmara de Lisboa, agora instalado no Largo do Intendente, que não se podendo queixar da sua própria herança (recordar aqui) queixou-se da redução de impostos que o governo lhe impôs e por isso «terá de aumentar taxas municipais no próximo ano para compensar a perda de receita do previsto fim da derrama e do IMT.»
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