Recordemos, uma vez mais, os inúmeros manifestos pela defesa dos centros de decisão nacional, alguns deles assinados por empresários que passado algum tempo venderam a estrangeiros as suas empresas e as inúmeras declarações no mesmo sentido da esquerdalhada em geral. Recordemos também que esta necessidade de vender o país aos retalhos surge pelo endividamento gigantesco de públicos e privados e pela consequente descapitalização da economia portuguesa, consequência de décadas a viver acima das posses.
Em 2010 a Camargo Corrêa e a Votorantim compraram 32,9% e 21,2% da Cimpor, respectivamente, sabendo-se que uma delas iria lançar uma OPA mais tarde ou mais cedo para comprar as acções ainda nas mãos de accionistas portugueses cravejados de dívidas, como o país.
Dois anos depois, em 2012, a Camargo Corrêa lançou a OPA comprou 10,7% que Manuel Fino tinha pendurados na loja de penhores da Caixa, os 9,6% desta e os 10% do Fundo de pensões dos trabalhadores, tratados como se fossem do banco e mais umas quantas miudezas.
Em resposta à OPA da Camargo Correia, Pedro Queiroz Pereira representando os maiores accionistas da Cimpor propôs à Caixa e ao BCP comprar as acções da Cimpor detidas por estes dois bancos por troca com acções de uma holding a criar em que participariam a família Queiroz Pereira e aqueles dois bancos, a qual deteria as participações na Semapa e na Cimpor. Em alternativa, as acções da Cimpor poderiam ser pagas em dinheiro a 5,75 €. A proposta de PQP morreu na praia por oposição da Caixa e do BCP e, dado o endividamento da Carmargo Correia, ficaram criadas as condições para o passo seguinte - a venda da Cimpor.
Entretanto, o ano passado a Camargo Correia retira a Cimpor da bolsa e começa a procurar comprador para a InterCement que controlava 90% da Cimpor, para reduzir o seu pesadíssimo passivo.
Já encontrou e acaba de vender a Cimpor ao fundo de pensões das Forças Armadas turcas OYAK. É um desfecho condizente com o capitalismo português falido e pendurado no Estado Sucial através da Caixa e do BCP que durante os anos de Sócrates foi um apêndice da Caixa.
Em 2010 a Camargo Corrêa e a Votorantim compraram 32,9% e 21,2% da Cimpor, respectivamente, sabendo-se que uma delas iria lançar uma OPA mais tarde ou mais cedo para comprar as acções ainda nas mãos de accionistas portugueses cravejados de dívidas, como o país.
Dois anos depois, em 2012, a Camargo Corrêa lançou a OPA comprou 10,7% que Manuel Fino tinha pendurados na loja de penhores da Caixa, os 9,6% desta e os 10% do Fundo de pensões dos trabalhadores, tratados como se fossem do banco e mais umas quantas miudezas.
Em resposta à OPA da Camargo Correia, Pedro Queiroz Pereira representando os maiores accionistas da Cimpor propôs à Caixa e ao BCP comprar as acções da Cimpor detidas por estes dois bancos por troca com acções de uma holding a criar em que participariam a família Queiroz Pereira e aqueles dois bancos, a qual deteria as participações na Semapa e na Cimpor. Em alternativa, as acções da Cimpor poderiam ser pagas em dinheiro a 5,75 €. A proposta de PQP morreu na praia por oposição da Caixa e do BCP e, dado o endividamento da Carmargo Correia, ficaram criadas as condições para o passo seguinte - a venda da Cimpor.
Entretanto, o ano passado a Camargo Correia retira a Cimpor da bolsa e começa a procurar comprador para a InterCement que controlava 90% da Cimpor, para reduzir o seu pesadíssimo passivo.
Já encontrou e acaba de vender a Cimpor ao fundo de pensões das Forças Armadas turcas OYAK. É um desfecho condizente com o capitalismo português falido e pendurado no Estado Sucial através da Caixa e do BCP que durante os anos de Sócrates foi um apêndice da Caixa.
