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21/11/2012

Não há pachorra

Não há pachorra para ouvir as luminárias, silenciosas, a maioria, ou, quanto muito, produzindo discursos redondos, enquanto caminhámos durante décadas para o nosso «fiscal cliff», virem agora partilhar connosco as suas angústias existenciais. Como é o caso da presidente do Conselho de Finanças Públicas, doutora Teodora Cardoso, que disse ao canal ETV:
«Os mercados financeiros sabem que o défice parece uma coisa, mas é outra. Nessa perspectiva é muito difícil aliviar a austeridade. O erro foi no início ter-se subestimado o efeito das medidas de austeridade. O programa foi feito admitindo que o efeito da austeridade seria menor do que foi.»
Os défices ou, mais exactamente, a abundância deles, mesmo aldrabados pelos vários governos, com especial destaque para os de José Sócrates, sempre me pareceram que só podiam conduzir-nos onde nos encontramos. A mim, que não sou luminária, parece-me muito mais difícil antecipar o efeito das medidas de austeridade do que o efeito do acumular dos défices desde o tempo da outra senhora.

LEMA: «Os cidadãos deste país não devem ter memória curta e deixar branquear as responsabilidades destas elites merdosas que nos têm desgovernado e pretendem ressuscitar purificadas das suas asneiras, incompetências e cobardias.»

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