A Portela não se protela mais. O tempo das realizações ainda não começou e o dos resultados ainda não sabemos
Depois décadas de adiamentos pelos quais todos os governos foram responsáveis, o ministro das Infraestruturas, Dr. Pinto Luz, ao inaugurar a enésima expansão do Terminal do Aeroporto da Portela, espetou ameaçadoramente o dedinho na cara do Dr. Arnaut, actual presidente do CA da ANA que no passado exerceu uma dúzia de cargos políticos e entre eles o de ministro que tutelou os aeroportos, e disse sem se rir «o tempo dos adiamentos acabou, teremos um novo aeroporto dentro de 10 a 12 anos».
Ideias simples para reformas baratas
Há vários anos que o (Im)pertinências vem criticando as políticas energéticas dos sucessivos governos (ver, por exemplo, este post de 2017), em particular, os avultados subsídios aos operadores, através do mecanismo das tarifas garantidas.
| [Carlos Enes no jornal Sol (sem link)] |
O diagrama acima evidencia os sobrecustos para os consumidores e as empresas desses subsídios políticos e também um aspecto geralmente ignorado que é o desequilíbrio dos preços garantidos de compra aos produtores domésticos e aos pequenos produtores empresariais. Aqui está uma oportunidade para o governo fazer uma reforma barata e simples.
O ministro das Finanças chumbou no exame de Economia
A semana passada, o Dr. Miranda Sarmento disse com orgulho que a isenção de IMT e do Imposto de Selo na compra de casa beneficiou cerca de 70 mil jovens e a garantia pública beneficiou 23 mil jovens. Dito de outro modo, estes incentivos representaram uma percentagem significativa do número de casas vendidas em 2025. Entretanto, o ministro ainda não decretou a revogação das leis da procura (que aumentou em boa parte devido a essa medidas) e da oferta, que não aumentou, apesar da palavra de ordem do ministro «oferta, oferta, oferta», porque não foram tomadas as medidas necessárias, que vão desde o aumento das superfícies urbanizáveis e a simplificação da burocracia desmedida no licenciamento e na aprovação de projectos até aos benefícios fiscais de incentivo ao arrendamento para colocar no mercado as 250 mil casas vazias em boa condições e à construção.
(Continua)

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