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27/01/2026

A democracia não está em perigo. É a inteligência que está em perigo

Este post pode ser lido como sequela de O inimigo do meu inimigo não é necessariamente meu amigo e
O estatismo populista e o estatismo socialista partilham o estatismo.

Nos dois diagramas seguintes estão representadas os resultados das respostas deste vosso escriba ao Votómetro Presidenciais 2026 do Observador, respostas que constituem um exemplo de como uma criatura pode estar praticamente equidistante dos dois candidatos em relação aos temas escolhidos, não se identificando com nenhum deles. O quid reside em quais os temas em que essa criatura está mais próxima ou afastada dos referenciais dos dois candidatos, algo quase impossível de compreender por uma mente unidimensional.


A democracia, por agora, não está em perigo. É a inteligência que está em perigo, disse sagazmente Manuel João Vieira, talvez lembrando-se do general Millán-Astray a gritar a Miguel de Unamuno "¡Muera la inteligencia! ¡Viva la muerte!

Não está em perigo a inteligência do Doutor Ventura, que é "esperto que nem um figo" ou “fino como o alho”, mas a inteligência dos seus seguidores, que o "líder da direita" (se ele é isso, eu sou o Clark Kent) insulta, excitando a amígdala e entorpecendo o neocórtex com seu discurso primário e inflamado.

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