Então aguentem outros cinco anos, uma espécie de sequência indesejada da série Outras preces (não escutadas).
Para quem andou dez anos a dar graxa à mediocridade que infesta o Portugal dos Pequeninos com o mantra «nós portugueses somos os melhores e, por isso, não admira que aqui estejam os melhores a fazer o melhor», é um pouco insólito evocar na sua última mensagem em contraponto a atributos (exagerados) como «a franqueza, a doçura, a bondade, a imensa bondade», os defeitos (bem reais) como «o desleixo, a constante trapalhada nos negócios e (...) a imaginação, que leva sempre a exagerar até à mentira», «a esperança constante de algum milagre, no velho milagre de Ourique, que sanará todas as dificuldades». O pior de tudo foi concluir que «assim somos há quase 900 anos, assim seremos sempre».
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