Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
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Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

24/06/2022

DIÁRIO DE BORDO: Elegeram-no? Então aguentem outros cinco anos de TV Marcelo (7) - Marcelo, o Repetidor

Então aguentem outros cinco anos, uma espécie de sequência indesejada da série Outras preces (não escutadas)

Confesso, nunca aguentei ouvir o que diz Dr. Marcelo e faz algum tempo já não aguento ler o que se diz que ele disse. Por isso, esta série de posts tem apenas sete. Felizmente, ainda há quem o escute ou o leia, e não me refiro às legiões de retardados que ainda se babam com o show Marcelo. Falo de gente ilustrada e com juízo, como Alexandre Homem Cristo que a propósito da cumplicidade de S. Ex ª com o Dr. Costa escreveu várias coisas e entre elas o seguinte parágrafo que subscreveria tirando a expressão «continua a admirar-me uma coisa:» que substituiria por «não me admira nada».
«Ora, a mim, desculpem-me o desabafo, continua a admirar-me uma coisa: que o Presidente da República tenha escolhido para si este papel — o de ser cúmplice institucional de um primeiro-ministro que, após anos de geringonça e imobilismo anti-reformista, está a arrastar um país com ele. As coisas são o que são. E, a Marcelo Rebelo de Sousa acontecerá o que acontece aos que lideram para gerir o imediato, em vez de para construir o futuro: a história julgá-lo-á.»

4 comentários:

Camisa disse...

O Martelo comporta-se como se os fracassos do Governo fossem os seus fracassos pessoais pelo que tenta a todo custo ocultá-los.

A esta altura do campeonato ainda não percebeu nada de nada do papel do PR.

Quando tudo o que a direita teve nos últimos 7 anos para apresentar ao país foram Rui Rios e Marcelos, está tudo dito sobre porque é que estes anos volvidos, o PS governa em maioria absoluta.

Impertinente disse...

Ainda talvez o Sr. Camisa não tivesse nascido, já eu tinha percebido quem era o Dr. Marcelo como antes de ser eleito percebi o papel que iria ter. Deve ter sido por isso que não votei nele.
Desde há quase 20 anos que neste blogue se escreveram centenas de posts sobre a criatura. Por exemplo esta avaliação contínua de 25-11-2003: A montra alfarrabista da estação marcelista (https://impertinencias.blogspot.com/2003/11/avaliao-contnua-montra-alfarrabista-da.html).

Unknown disse...

Um risível "compère" revisteiro, de um histrionismo que roça o patológico...
Mas como enquadrar a fauna que o elegeu...e continua a aplaudir os números circenses do bípede?...

Anónimo disse...

Na primeira eleição que o Marcelo ganhou, não havia volta a dar. Era entre ele e um terrorista comunista.
A popularidade dele vem precisamente do facto de não se atravessar no caminho do sucialismo. A máquina mediática não o hostiliza. Passam-lhe a mão pelo lombo. E ele sabe disso.
Como é extremamente improvável ganhar um candidato sem o apoio de pelo menos um dos grandes partidos, estamos condenados.