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26/06/2017

ARTIGO DEFUNTO: O suicídio de Passos e a arte do agitprop. Aprendam como se faz

Nos últimos 10 dias, Costa, ministros e dirigentes do PS disseram dezenas de mentiras, meias-mentiras, meias-verdades, omitiram verdades e contradisseram-se inúmeras vezes só a propósito do incêndio de Pedrógão Grande. Com excepção de um pequeníssimo número de comentadores desalinhados, foi precisa uma lupa para encontrar na imprensa um exercício de fact checking a esse respeito.

Num episódio relativamente raro de diarreia verbal, Passos Coelho disse com indesculpável ligeireza que houve «pessoas que puseram termo à vida em desespero» na sequência do incêndio de Pedrógão Grande. Parece que não houve.


Poucas horas depois desta argolada, a máquina da geringonça pôs-se em marcha e um dilúvio de fact checking inundou as páginas online dos jornais desacreditando Passos Coelho. Às 20:00 uma pesquisa Google mostrou aquele número espantoso de ocorrências - ainda que expurgado de redundâncias e de posts de blogues (em todo o caso alguns deles ao serviço do agitprop), restam centenas de referências na imprensa.

1 comentário:

Anónimo disse...

Mais uns segunditos para listar a procura «dead or alive» dum Dom Sebastião. Ah,ah,ah. Podiam concorrer aos prémios IgNobel — http://www.improbable.com/ig/archive.html — dado serem lindos.

abraço respeitoso