Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.
» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)

02/12/2019

Ó Dr. Costa, porque não troca com o Sr. Antti Rinne?


«Presidência finlandesa insiste num Quadro Financeiro Plurianual mais pequeno do que o proposto pela Comissão Europeia. São 1087 mil milhões para gastar em sete anos, 1,07% da riqueza europeia, bem abaixo dos 1,16% defendidos pelo Governo português.»

Visual Capitalist

E estamos nisto, um país com quase 900 anos dedica-se ao peditório à Óropa e entrega-se a merceeiros que imaginam que esse é o seu papel histórico.

ARTIGO DEFUNTO: Assinalo a minha rara concordância com o Dr. Balsemão

«Não sei como é que dizem sempre no Expresso Curto que estão a ler imensos livros, ninguém acredita».
Palavras do «chairman da Impresa, e fundador do Expresso, Francisco Pinto Balsemão», aka o Chico dos Porsches, reveladas pelo jornalista de serviço que hoje, talvez devido a estas palavras, apenas citou um livro.

Crónica da asfixia da sociedade civil pela Passarola de Costa (8)

Avarias da geringonça e do país seguidas de asfixias

Era uma vez um Centeno

Pelo menos desde a posse do governo, a queda no estrelato socialista do Ronaldo das Finanças era já visível para os observadores mais atentos. Agora é visível para quase toda a gente que não é cega,

Quando se for embora para o aconchego do BdP, Centeno levará consigo as cativações e as culpas da paralisia do Estado Sucial e o PS renascerá purificado pronto para a distribuição do maná orçamental.

Boa Nova

«Portugal quer investir €2500 milhões na indústria espacial até 2030», anunciou o semanário de reverência, sendo metade financiada pela Agência Espacial Europeia e um quarto pelos "privados" (o que no patuá socialista significa a parte produtiva do país). Interrogou-se o Impertinente, e eu com ele, pois se nem um aparelho de raio X a cair de podre substituem, vão mandar para o espaço um quarto do orçamento anual do SNS?

Em defesa do SNS, sempre

E a propósito do quarto do orçamento do SNS a enviar para o espaço, quanta baba de indignação teriam os geringonços vertido se durante o anterior governo as mortes por complicações a gravidez duplicassem de um ano para outro? Ou se não houvesse cirurgiões nas urgências do Hospital de Faro. Muita, certamente.

E o que dizer das conclusões do relatório «O Estado da Saúde da UE» da Comissão Europeia que vem fazer luz sobre a mitologia do SNS que a esquerdalhada vem alimentando desde a sua criação? A despesa pública na saúde é em Portugal dois terços da média da UE e continua a descer. A percentagem das despesas com saúde directamente pagas pelos utentes em Portugal é 27,5% contra 15,8% na UE. Em 2017 não tinham médico de família 600 mil portugueses.

01/12/2019

Gratificação por serviços prestados. Parte II - Os deuses do socialismo castigam Nicolau cortando-lhe o "envelope financeiro"

Recapitulando:

«Governo escolhe Nicolau Santos para presidente do conselho de administração da Lusa»


Para quem nos acompanha não será novidade que Nicolau, um decano do jornalismo de causas de saída do semanário de reverência, é o nosso pastorinho favorito da economia dos amanhãs que cantam, a quem dedicámos resmas de posts e por isso saudamos a sua subida ao olimpo da produção de boas notícias. É uma promoção inteiramente merecida.

Essa promoção que então saudámos foi há dois anos. Na sua carreira ao serviço da causa socialista, recheada de sucessos (o caso Baptista da Silva é apenas um deles), durante o governo "neoliberal", Nicolau criticou inúmeras vezes as medidas de austeridade impostas pelo programa de resgate, tornado necessário pela governação do Sr. Eng. Sócrates e negociado pelo seu governo socialista.

Nicolau punha então em causa a necessidade dessas medidas, contrariando o TINA (There Is No Alternative) do governo de então e defendendo uma receita que ele considerava keynesiana. O pobre John Maynard teria morrido outra vez - de susto, desta feita - se soubesse dos tratos de polé que o Nicolau dava às políticas que ele, Keynes, então defendeu num contexto incomparável.

Meia dúzia de anos depois destas suas críticas ao "governo neoliberal", a agência Lusa - o equivalente socialista à agência TASS que tão bem serviu o PCUS e hoje serve o putinismo - queixa-se de não ter «capacidade de cobertura de viagens do Presidente da República e do primeiro-ministro, devido à instabilidade orçamental» e o nosso pastorinho da economia dos amanhãs que cantam explica que o problema é o «envelope financeiro por parte dos acionistas. A isto soma-se o facto de este ano o orçamento da Lusa ter tido um corte de cerca de 460 mil euros».

É agora a vez de Nicolau gritar ao Dr. Costa e àquele senhor das Produções Fictícias TIA (There Is Alternative), libertem a guita!

30/11/2019

DIÁRIO DE BORDO: Ó políticos de merda, ó jornalistas de trampa, ó palhaços em geral, tende vergonha... (II)

... e botai processos disciplinares uns aos outros, retirai comendas ao rancho de comendadores ineptos, indignai-vos olhando para as vossas fuças ao espelho e largai o Berardo que fez aquilo que vós esperastes dele e agora ele ri-se, com razão, nas vossas trombas, escrevi aqui.

E o que fizeram os políticos de merda? O que seria de esperar. Diz-nos o Expresso que Berardo leva repreensão mas mantém condecorações.

E porquê? Ora, porque haveria de ser? Ele sabe o suficiente para enterrar metade do pessoal político que está ou esteve na direcção do PS, incluindo o preso.

29/11/2019

Se tivesse sido há quatro anos teríamos tido os futuros geringonços a rasgar as vestes, a gritar «assassinos» nas manifs, etc.


Morreram 17 mulheres na sequência de complicações na gravidez, parto ou puerpério. Só três destas mulheres tinham 40 anos ou mais. Directora-geral da Saúde está “preocupada”

DEIXAR DE DAR GRAXA PARA MUDAR DE VIDA: Portugueses no topo do mundo (24) - Deucalion, o supercomputador português, é poucochinho super

Outros portugueses no topo do mundo.

Desta vez não é um português de carne e osso. É um português feito de chips, cabos, e o resto da parafernália de um computador. Ou mais rigorosamente de um supercomputador.

«Chama-se Deucalion, é português e consegue fazer 10 mil biliões de operações por segundo» titula reverentemente o semanário de reverência, explicando que «é o segundo supercomputador português, cujo financiamento a União Europeia acaba de aprovar. Custará 25 milhões de euros e vai multiplicar por 10 a capacidade nacional de computação».

Pois é, os 10 mil biliões de operações por segundo são, para usar a jargão do meio, 10 teraflops, o que poderá ser muito para o Portugal dos Pequeninos (e se arrisca a ser glorificado pela ignorância de S. Ex.ª em Belém), mas não chegaria para qualificar o nosso Deucalion nos campeonatos destas coisas.

Na verdade, o supercomputador mais fracote do TOP500 tem uma potência de 1,14 petaflops ou o equivalente a 1.140 teraflops, ou seja a mais de 100 vezes a potência do nossa Deucalion. Sem falar do Summit do Oak Ridge National Laboratory que com os seus 148,6 petaflops tem quase 15 mil vezes a potência do nosso supercomputadorzito, o que faz do Deucalion um flop.

28/11/2019

Após quatro anos de mancebia, cortam-lhe a mesada, põem-lhe as malas à porta e queixa-se de violência doméstica

As críticas ontem no parlamento da líder berloquista Catarina Martins ao governo e o tiro ao sitting duck Centeno - «o principal adversário ao SNS chama-se Ministério das Finanças», disse -, fizeram lembrar aquela dondoca de um passado remoto, antes da "igualdade dos géneros", que esperou quatro anos de mancebia que o amante lhe cortasse a mesada e lhe pusesse as malas à porta para se queixar de violência doméstica.

Era uma vez um Centeno ou a excelência da máquina mediática socialista limpando o passado e preparando o futuro

ACREDITE SE QUISER: Pois se nem um aparelho de raio X a cair de podre substituem, vão mandar para o espaço um quarto do orçamento anual do SNS?

«Portugal quer investir €2500 milhões na indústria espacial até 2030»

«Criar mil empregos qualificados nos próximos dez anos, em especial nas áreas da observação da Terra, telecomunicações e desenvolvimento de pequenos satélites, e aumentar a faturação anual do sector dos atuais 40 a 50 milhões de euros anuais para 500 milhões em 2030, metade financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) e a outra metade pela Agência Espacial Europeia (ESA), são as metas do “Portugal Space 2030”.

(...) E Portugal quer investir 2500 milhões de euros no sector ao longo da próxima década, com 50% deste montante assegurado pelas empresas privadas.»

Escreve o semanário de reverência, reverencialmente pela pena de um jornalista muito reverente.

No final, quando forem feitas as contas, se a ESA torrasse os 50% (um grande "se"), se os «privados» aplicassem 50% de 50% (um gigantesco "se"), o Estado Sucial gerido pelo Dr. Costa só falharia em mandar para o espaço os 25% sobrantes. Entretanto, o Dr. Costa e os seus ministros podem fazer anúncios todos os meses, enquanto por aí andarem.

27/11/2019

TIROU-ME AS PALAVRAS DA BOCA: O Estado Sucial extorsionário

«Por outras palavras, Portugal transformou-se num Estado de autoritarismo fiscal sem limites. Só quem tenha andado a dormir nos últimos anos se surpreendeu com o que esta reportagem relatou. Nas últimas décadas, os vários partidos que se foram revezando no poder viram-se permanentemente encurralados entre duas necessidades.

Em primeiro lugar, a de usarem o Estado para redistribuírem a maior quantidade de riqueza possível pelas clientelas que deles dependem, e das quais eles próprios dependem ainda mais. Em segundo lugar, a de, para terem com que fazer essa redistribuição, manterem junto dos mercados financeiros o crédito suficiente para endividarem o Estado a preços minimamente comportáveis, e com esse propósito, cumprirem as exigências orçamentais que possibilitem a permanência no euro que dá a Portugal as taxas de juro baixas de que vai beneficiando.

Por terem de alimentar os “boys” e as “girls” que gravitam em torno do poder político, os partidos de governo não podem cortar de forma “excessiva” as despesas do Estado. Por terem de, no mínimo, acalmar os receios europeus quanto à “indisciplina orçamental” portuguesa, têm de garantir que a diferença entre o que uma parte significativa do país espera do Estado e aquilo que o Estado lhes pode oferecer – ou seja, o défice – seja a menor possível. E para o conseguirem, precisam que o Estado opere à margem da razoabilidade e da lei

«Sem limites», Bruno Alves no Jornal Económico

26/11/2019

Está na hora de iniciar a luta pela emancipação do homem

Segundo o relatório “Estado da Educação 2018” do Conselho Nacional da Educação, 42,5% das mulheres portuguesas entre os 30 e os 34 anos tem um diploma do ensino superior, quase 20 pontos percentuais acima dos homens com apenas 24,1%. Em 2017 os valores foram 40,4% e 26,2%, respectivamente. O abandono escolar entre os 18 e os 24 anos nas raparigas é de 8,7% e nos rapazes de 14,7%.

Estas diferenças estão a aprofundar-se ano após ano e provavelmente irão acentuar-se. Porquê? Basicamente porque os rapazes são muito diferentes das raparigas e os homens das mulheres, reagem a incentivos diferentes, têm diferentes processos de aprendizagem e as escolas, onde a maioria dos professores são mulheres, está formatada para as raparigas.

Não tarda, temos o politicamente correcto a pretender adoptar programas de discriminação positiva dos rapazes nas escolas, com notas mais baixas para passarem e terem acesso à universidade.

Sem nunca ter estado vivo, o capitalismo português está morto e estar morto é o contrário de estar vivo

Qual é a instituição que melhor simboliza o capitalismo como sistema político e económico assente no mercado e na democracia liberal? A bolsa, claro, ou melhor as bolsas, mas fiquemos pela bolsa de valores.

Por isso, a evolução e o estado da bolsa de valores portuguesa medido pelo respectivo índice e comparado com o de outras bolsas é um bom indicador da evolução e do estado do capitalismo português.

João Cortez de O Insurgente deu-se ao trabalho de fazer a comparação de 4 bolsas nos últimos 10 anos. Eis o resultado das valorizações dos índices nesse período:

  • Nova Iorque (S&P500)  ..........................................+ 244%
  • Talin - Estónia (OMX Tallinn) ...................................+ 341% 
  • Euronext Dublin (ISEQ20) .......................................+ 234%
  • Euronext Lisboa (PSI-20) ............................................- 9%

Consideremos outros quatro índices:
  • Paris (CAC)  .........................................................+ 60%
  • Frankfurt (DAX)  ...................................................+ 132% 
  • S. Paulo (BOVESPA) .................................................+ 56%
  • Londres (FTSE100) ................................................. + 41%
Será preciso dizer mais alguma coisa? Talvez só acrescentar que o PSI-20 na verdade já só tem 18 empresas cotadas.

25/11/2019

Crónica da asfixia da sociedade civil pela Passarola de Costa (7)

Avarias da geringonça e do país seguidas de asfixias

Em defesa do SNS, sempre

Lembram-se do tempo em que tudo ia bem no SNS, do tempo em que a falta de resposta era uma invenção da oposição? Pois bem, subitamente, dois bonzos-em-chefe do PS reconhecem o caos do SNS. A líder parlamentar Ana Catarina Mendes - a mesma que é citada no título Em defesa do SNS, sempre - reconhece em entrevista à Visão que a coisa está preta no SNS. No mesmo dia (o SNS pode falhar mas a central de manipulação não falha), o presidente do partido Carlos César em entrevista à TSF diz que o governo «ou inverte esta tendência de degradação do SNS nesta legislatura, ou vai ter uma dificuldade muito grande para explicar aos portugueses».

O que mudou? Há a explicação ingénua - o PS teve finalmente uma epifania e reconheceu a realidade. E há a teoria conspiratória - a queda do Dr. Centeno no ranking do aparelho vai desarrolhar o orçamento do SNS para evitar a «dificuldade muito grande» nas próximas eleições.

Uma nova estrela no firmamento socialista

O governo do Dr. Costa pode deixar o SNS à míngua de investimento ou descurar a governação da coisa pública mas não descura a sua propaganda, como é visível na promoção da nova ministra do Trabalho que, aproveitando o know-how da pasta do Turismo por onde passou, vê a sua imagem e as suas palavras polvilharem a imprensa do regime (a pesquisa Google "ana mendes godinho" "ministra do trabalho" site:pt na secção Notícias apresenta quase 2,8 mil resultados em menos de um mês). Em contrapartida, o Ronaldo das Finanças está a ficar na penumbra mediática, acompanhando a sua cotação em perda e antecipando a sua reforma no BdP.

A propósito do 25 de Novembro - Um país onde as ideias costumam chegar tarde e a más horas

Quando os regimes ditatoriais nazi-fascistas caíram com estrondo como corolário da II Guerra Mundial, o nosso salazarismo e o seu Estado Corporativo fingiu adoptar a democracia, fez simulacros de eleições e sobreviveu mais 30 anos.

Quando a URSS e o bloco comunista já ameaçavam ruína e as revoluções estavam desacreditadas, aqui na jangada de pedra o salazarismo colapsava e ensaiava-se o PREC que, segundo a lenda, haveria de parir o socialismo revolucionário dirigido pela vanguarda do proletariado constituída por comunistas de todas as confissões.

Com a implosão do bloco soviético o mundo assistiu a uma onda de liberalização social e económica. Por cá continuámos a cantar loas ao insubstituível papel do Estado como regulador ou, nas versões mais encalhadas, mesmo como «empreendedor», por muito que o termo não casasse bem com o papel do Estado, a não ser na colheita de impostos.

Passámos incólumes pela falência do comunismo na Europa (o único partido que sobrevive é o do camarada Jerónimo), pelo esvaziar do esquerdismo radical (reduzido hoje, na Europa, aos Verdes) e pela erosão da esquerda socialista (praticamente todos os partidos socialistas estão ausentes dos governos europeus), e cometemos a proeza de ter um governo de socialistas que perderam as eleições, apoiado por comunistas e esquerdistas, a que sucedeu um outro que é mais de quase o mesmo.

E assim andámos, até que a globalização gerada pela onda liberalizante começou a morrer na praia, não sem antes ter retirado da miséria e da pobreza extremas uma fracção importante da humanidade, e as tendências anti-liberais voltaram a emergir sob diversas formas. É então, pela primeira vez em 45 anos de democracia, que surge uma força política reclamando-se abertamente de liberal e consegue um lugar no parlamento.

Decididamente, andamos de candeias às avessas.

24/11/2019

AVALIAÇÃO CONTÍNUA: Carlos Tavares, a great car boss e um gajo teso

Secção Res ipsa loquitur

Sendo muitos portugueses, desde o mais anónimo até ao mais mediático (o papagaio mor do reino, quem haveria de ser?), verdadeiros álvares cabrais obcecados com a descoberta de portugueses no topo do mundo, é para mim um mistério ainda não ter sido concedida verdadeira atenção ao português mais emérito no mundo empresarial internacional, para além de artigos de circunstância com menos relevo do que os dedicados aos êxitos de Jesus, o treinador do Fla. E muito menos uma comenda, num país onde um dramaturgo e poeta de nomeada ironizou «Foge, cão, que te fazem barão! (...) Para onde, se me fazem Visconde».

Carlos Tavares, antigo número dois da Renault, onde começou a trabalhar como piloto de testes, actual presidente do grupo francês PSA (Peugeot e Citröen), liderou o ano passado o takeover à Opel do grupo General Motors e está a liderar a fusão da PSA+Opel com a Fiat Chrysler para criar o quarto maior construtor automóvel.

Não é qualquer um que merece um artigo como «Peugeot’s boss, Carlos Tavares, plans a merger with Fiat Chrysler» com um lead que é um verdadeiro tributo «What a great European car boss can teach a troubled industry». Tudo numa página inteira ilustrada por Brett Ryder, numa secção significativamente chamada Schumpeter da Economist, provavelmente a melhor revista de economia e finanças desde dona Maria II, ou, mais rigorosamente, desde 1843.

Por isso, e porque Carlos Tavares faz parte duma subespécie ameaçada de extinção de portugueses tesos, tenho de atribuir-lhe a pontuação máxima da tesura - cinco afonsos. A S. Exª que pendura medalhas em todos os patetas do Reino de Pacheco, atribuo-lhe também a pontuação máxima em chateaubriands, por confundir o seu papel do PR com o de enternainer do Portugal dos Pequeninos.

23/11/2019

Chega duplica intenções de voto com uma pequena ajuda dos seus inimigos

As sondagens da Aximage publicadas pelo Jornal Económico mostram que o Chega de André Ventura duplicou as intenções de voto em relação às últimas eleições.

Qual é surpresa? Tem tido a imensa ajuda da esquerdalhada cuja obsessão com o Chega é uma espécie de indicação de voto ao eleitorado que está pelos cabelos com os partidos que têm ocupado o Estado Sucial e se julgam donos do país.


Na verdade, o Chega e os outros partidos fora do círculo do Partido do Estado, que actualmente vai do PS-D - a parte do PSD de Rio encostada ao PS - até ao BE, passando pelo PS e pelo PCP, têm uma ampla margem de crescimento nos 4,25 milhões eleitores que não votaram e não se identificam com a ortodoxia, os ritos e os interditos do politicamente correcto que em dose maior ou menor contaminam os partidos da geringonça.

22/11/2019

COMO VÃO DESCALÇAR A BOTA (30) - Agora, que o santo está de saída, anunciam-se milagres

Outras botas para descalçar


«As projeções do governo para o investimento público indicam que no próximo ano é que é. De acordo com a avaliação da Comissão Europeia ao esboço de Orçamento do Estado para 2020 (OE 2020), que o Ministério das Finanças enviou para Bruxelas em meados de outubro, Portugal vai ter o maior aumento da zona euro no valor do investimento público no ano que vem (16,2%) e o segundo maior da Europa, ficando apenas atrás do desempenho da Roménia

O truque é sempre o mesmo: (1) todos os anos anuncia-se um aumento do investimento orçamentado em comparação com o ano anterior; (2) depois, como o investimento executado é inferior, compara-se com o investimento executado no ano precedente que também tinha sido fraquito.

Diário de Notícias
Feitas as contas, depois de todos os anúncios, o investimento em 2020 é o terceiro mais baixo da Zona Euro.

O santo está de saída? perguntareis. Pois parece que sim, é o que diz a comentadoria doméstica, o que, só por si, mereceria pouco crédito não fosse ser cada vez mais notório que, seguindo naturalmente as instruções da central de manipulação, o jornalismo de causas está a desinvestir na imagem de Centeno deixando passar as más notícias e esforçando-se menos por inflacionar as boas novas.

21/11/2019

Parlamento português sucumbe à tentação da pedofilia ambiental

«Há uma semana, os deputados da comissão parlamentar de Ambiente aprovaram, por unanimidade, a proposta para a vinda da ativista sueca Greta Thunberg a Portugal. A proposta, apresentada pelo presidente da Comissão de Ambiente, teve aprovação unânime dos deputados e foi aceite pelo presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues»

Comissão do Ambiente, Ordenamento do Território e Poder Local (é este o nome completo da comissão) é composta por 23 deputados efectivos e 22 suplentes. No conjunto estes deputados representam quase 1/5 (um quinto) do parlamento.

O que levará umas dúzias de adultos a convidarem uma adolescente diagnosticada com síndrome de Asperger, transtorno do déficit de atenção, transtorno obsessivo-compulsivo e mutismo selectivo, distúrbios que ela considera um super-poder, que falta às aulas para falar de um tema controverso até nos meios da ciência, tema sobre o qual ela não tem qualquer conhecimento especializado?

Uma explicação possível - hipótese mais benigna - é que todos esses adultos (a proposta foi aprovada por unanimidade) sofrem de oligofrenia, sob a forma de debilidade mental, imbecilidade ou idiotia. Outra hipótese menos benigna é que são apenas oportunistas ou gente sem coragem de enfrentar os ditames do preconceito politicamente correcto.

20/11/2019

DIÁRIO DE BORDO: R.I.P.


Morreu ontem José Mário Branco, um músico com um talento imenso apropriado pela esquerdalhada que instrumentalizou a sua obra e usou música popular de grande qualidade como um panfleto.