Estória
Passaram 5 anos desde a escolha da Cidade da Tripa para Capital Europeia da Cultura, e passaram dois anos desde o final do ano de 2001, como poderia ter dito, se ainda fosse vivo, Monsieur de La Palice.
Dois anos depois, o custo total do Porto 2001 - Capital Europeia da Cultura ninguém sabe ainda quanto é, nem mesmo se sabe quando se saberá.
Há uns meses a Agência Lusa informou os contribuintes que o custo nunca seria inferior a seis vezes o orçamento inicial – qualquer coisa entre 75 milhões e 85 milhões de euros.
Uma parte da massa foi torrada para recuperar algum do património tripeiro mais amolgado e, talvez por isso, lá vi grafitos pintados em paredes da Invicta com os dizeres Estado do Património, ao lado de outros que saborosamente nos informam que Vistos daqui dá para ver que já era tempo de trocares de roupa interior.
Mas a fatia de leão, que neste caso com mais propriedade se deveria chamar fatia de dragão, foi e continuará a ser torrada para tentar pôr de pé a Casa da Música. E essa fatia, que, por razões de matemática elementar, não pode estar contida no alegado custo total, o qual deixa assim de ser total, para passar a ser parcial, vem crescendo de forma incontornável atingindo, na última estimativa do Dr. Alves Monteiro, a bonita soma de 98 milhões de euros,apenas um pouco mais do que o orçamento inicial de 46 milhões de euros.
É claro que o Dr. Alves Monteiro, não sendo um artista, lida um pouco melhor com os números e esclarece-nos que não é comparável o que está a ser comparado”. Quer ele dizer que na primeira estimativa se deixaram de fora várias pequenas coisas. O terreno por exemplo, coisa fácil de esquecer porque passado alguns meses já estava escondido debaixo da Casa da Música. Aliás, a própria Casa também foi crescendo ao longo da obra que era para ter acabado sucessivamente em Julho de 2001, Abril de 2002, Agosto de 2002 e, na última versão, mas não definitiva, em Abril de 2004.
Moral (infelizmente não tida em devida conta)
Quem paga, encomenda a música (provérbio russo).
Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)
30/11/2003
29/11/2003
AVALIAÇÃO CONTÍNUA: Uma penada nas conquistas de Abril.
Secção Padre Anchieta
A propósito da putativa constituição europeia, disse a Dona Ilda Figueiredo, em nome do PCP, num encontro com jornalistas portugueses, que o documento proposto seria um golpe constitucional no nosso País, porque perdíamos, de uma penada, todos os direitos conquistados com o 25 de Abril.
Quanto ao golpe constitucional podemos discutir a coisa, mas quanto à perda dos direitos, que se saiba, a ralé europeia, que não teve a sorte de beneficiar das conquistas de Abril, não parece muito preocupada com isso. Pelo contrário, parece mais preocupada pela ameaça da economia europeia não recuperar e poder ficar, pouco a pouco, parecida com a choldra da terra que teve o privilégio de beneficiar de tais conquistas gentilmente oferecidas pelo Dona Ilda e os seus colegas.
Irremediavelmente a Dona Ilda leva com os chateaubriands da praxe – 3 na circunstância, porque tem a atenuante de já estar no PCP há muitos anos, o que lhe concede a honra de 4 bourbons.
A propósito da putativa constituição europeia, disse a Dona Ilda Figueiredo, em nome do PCP, num encontro com jornalistas portugueses, que o documento proposto seria um golpe constitucional no nosso País, porque perdíamos, de uma penada, todos os direitos conquistados com o 25 de Abril.
Quanto ao golpe constitucional podemos discutir a coisa, mas quanto à perda dos direitos, que se saiba, a ralé europeia, que não teve a sorte de beneficiar das conquistas de Abril, não parece muito preocupada com isso. Pelo contrário, parece mais preocupada pela ameaça da economia europeia não recuperar e poder ficar, pouco a pouco, parecida com a choldra da terra que teve o privilégio de beneficiar de tais conquistas gentilmente oferecidas pelo Dona Ilda e os seus colegas.
Irremediavelmente a Dona Ilda leva com os chateaubriands da praxe – 3 na circunstância, porque tem a atenuante de já estar no PCP há muitos anos, o que lhe concede a honra de 4 bourbons.
28/11/2003
BLOGARIDADES: Um funeral, um casamento, que também é um funeral, e o rio místico onde navega o macho man.
O fim anunciado do Cataláxia
Não há desculpas para liquidar um blogue impertinente. Não há nenhuma tese de doutoramento que o justifique. É uma desistência sem perdão. É um desastre na bloguilha e um rombo na minha bloguenave.
O casamento da Doutora Amélia
Não devia dizer isto, nem para os meus botões de marialva encartado, mas a verdade é que faz-me falta o pique daquela irreverente presunçosa. É uma vergonha acabar com o Procuro marido, só porque encontrou um marmanjo com um blog, um blog sério, muito lido. Muito lido, ainda vá (veja-se O Meu Pipi), mas sério?
O que vale é que morre na bloguilha a Doutora Amélia e nasce uma nova estrela: a Doutora Cornélia que procura um bigode farfalhudo entre os 27 e os 50 anos (sem marido apenso!), o que é uma missão muito mais difícil do que procurar apenas um marmanjo sensível, com ou sem blogue, mas sem bigode.
Mystic River
O homem a dias escreveu aqui sobre este trabalho do canastrão preferido do Impertinente: the macho man Clint Eastwood.
Concordo com quase tudo, excepto sobre qual será o filme do ano, porque não faço a ideia qual deva ser.
Para ter alguma coisa para dizer, sempre acrescento que cada novo filme de CE é mais humilhação para os críticos que o davam como um chaço, quando ele ainda estava nas fases Leone ou, mais tarde, 'Dirty' Harry Callahan.
O homem não é um chaço, mas tem as suas limitações. Por exemplo, não lida bem com os sentimentos no cinema, porque é demasiado frio e cerebral – não me lembro de ter sido arrebatado por uma única cena amorosa, seja lá o que isso for.
E o melhor filme da criatura talvez não seja A Perfect World, Honkytonk Man, ou Bridges of Madison County (este um bocado choramingas), mas Bird ou Unforgiven.
Nota: esta coisa está-se a parecer um retro-link, ainda por cima reincidente porque ainda há pouco estava a falar do homem e cá está ele outra vez.
Não há desculpas para liquidar um blogue impertinente. Não há nenhuma tese de doutoramento que o justifique. É uma desistência sem perdão. É um desastre na bloguilha e um rombo na minha bloguenave.
O casamento da Doutora Amélia
Não devia dizer isto, nem para os meus botões de marialva encartado, mas a verdade é que faz-me falta o pique daquela irreverente presunçosa. É uma vergonha acabar com o Procuro marido, só porque encontrou um marmanjo com um blog, um blog sério, muito lido. Muito lido, ainda vá (veja-se O Meu Pipi), mas sério?
O que vale é que morre na bloguilha a Doutora Amélia e nasce uma nova estrela: a Doutora Cornélia que procura um bigode farfalhudo entre os 27 e os 50 anos (sem marido apenso!), o que é uma missão muito mais difícil do que procurar apenas um marmanjo sensível, com ou sem blogue, mas sem bigode.
Mystic River
O homem a dias escreveu aqui sobre este trabalho do canastrão preferido do Impertinente: the macho man Clint Eastwood.
Concordo com quase tudo, excepto sobre qual será o filme do ano, porque não faço a ideia qual deva ser.
Para ter alguma coisa para dizer, sempre acrescento que cada novo filme de CE é mais humilhação para os críticos que o davam como um chaço, quando ele ainda estava nas fases Leone ou, mais tarde, 'Dirty' Harry Callahan.
O homem não é um chaço, mas tem as suas limitações. Por exemplo, não lida bem com os sentimentos no cinema, porque é demasiado frio e cerebral – não me lembro de ter sido arrebatado por uma única cena amorosa, seja lá o que isso for.
E o melhor filme da criatura talvez não seja A Perfect World, Honkytonk Man, ou Bridges of Madison County (este um bocado choramingas), mas Bird ou Unforgiven.
Nota: esta coisa está-se a parecer um retro-link, ainda por cima reincidente porque ainda há pouco estava a falar do homem e cá está ele outra vez.
ESTÓRIA E MORAL: O filósofo, o contra-poder e a desconstrução da propina.
Estória
Vagueando, um destes dias, pela bloguilha e esquadrinhando o Homem a Dias, ancorei numa a referência com um link para o Público onde se lia que o filósofo francês Jacques Derrida assinou ontem (20-11) o protocolo de adesão de Coimbra à Rede Internacional de Cidades-Asilo (INCA- International Networkof Cities of Asylum), para intelectuais perseguidos por regimes totalitários que não reconhecem a liberdade de criação. A cerimónia foi ainda abrilhantada pelo Doutoramento Honoris Causa da luminária e pelo colóquio internacional cujo título é, por si só, um programa: A Soberania-Crítica. Desconstrução, Aporias. Em torno do pensamento de Jacques Derrida.
Tenho que confessar que ignoro tudo sobre a criatura. Sabia vagamente que era um filósofo, isto é uma alma cega que, numa noite escura, procura, num quarto sem luz, um gato preto que lá não está. Mais vagamente ainda, lera que o homem era desconstrutivista - uma espécie de demolition man do edifício da epistimologia?
Além da mente, também o aspecto do Prof. Jacques é bastante agradável – um ancião, elegante, desconstruído. Tenho a certeza que o Prof. Manuel Maria Carrilho vai querer ser assim, quando for velhinho.
Tentei conhecer a criatura e fiquei a saber, muito por acaso (gentileza do saco de plástico) que o Prof. Jacques defende uma universidade sem condições que se oponha aos poderes estatais, aos poderes económicos, aos poderes mediáticos, ideológicos, religiosos e culturais.
Apesar do filósofo não nos dizer nada sobre a propina de tal universidade sem condições, adivinha-se, pelo local do doutoramento honoris causa, que deve ser a propina, sem cadeado, antes dos aumentos.
Fica por esclarecer quais os poderes que proporcionarão as patacas para sustentar tal universidade. Não estou a ver o Eng. Belmiro do poder económico, ou o Dr. Balsemão do poder mediático, ou mesmo o Dr. Carvalhas do poder ideológico, nem sequer o Cardeal-Patriarca do poder religioso, ou a Fundação Gulbenkian do poder cultural, a abrir os cordões à bolsa para pagar a quem se lhe oponha. Resta o único dos poderes, o público, que gosta de levar no toutiço e ainda paga por cima, sem se queixar, et pour cause. Quem mais pagaria a universidade sem condições senão os suspeitos do costume, os tansos contribuintes?
Moral
Chacun bride sa béte (ditado popular francês, singela homenagem ao Prof. Jacques, que poderia traduzir-se por cada um põe o freio à sua cavalgadura).
Vagueando, um destes dias, pela bloguilha e esquadrinhando o Homem a Dias, ancorei numa a referência com um link para o Público onde se lia que o filósofo francês Jacques Derrida assinou ontem (20-11) o protocolo de adesão de Coimbra à Rede Internacional de Cidades-Asilo (INCA- International Networkof Cities of Asylum), para intelectuais perseguidos por regimes totalitários que não reconhecem a liberdade de criação. A cerimónia foi ainda abrilhantada pelo Doutoramento Honoris Causa da luminária e pelo colóquio internacional cujo título é, por si só, um programa: A Soberania-Crítica. Desconstrução, Aporias. Em torno do pensamento de Jacques Derrida.
Tenho que confessar que ignoro tudo sobre a criatura. Sabia vagamente que era um filósofo, isto é uma alma cega que, numa noite escura, procura, num quarto sem luz, um gato preto que lá não está. Mais vagamente ainda, lera que o homem era desconstrutivista - uma espécie de demolition man do edifício da epistimologia?
Além da mente, também o aspecto do Prof. Jacques é bastante agradável – um ancião, elegante, desconstruído. Tenho a certeza que o Prof. Manuel Maria Carrilho vai querer ser assim, quando for velhinho.
Tentei conhecer a criatura e fiquei a saber, muito por acaso (gentileza do saco de plástico) que o Prof. Jacques defende uma universidade sem condições que se oponha aos poderes estatais, aos poderes económicos, aos poderes mediáticos, ideológicos, religiosos e culturais.
Apesar do filósofo não nos dizer nada sobre a propina de tal universidade sem condições, adivinha-se, pelo local do doutoramento honoris causa, que deve ser a propina, sem cadeado, antes dos aumentos.
Fica por esclarecer quais os poderes que proporcionarão as patacas para sustentar tal universidade. Não estou a ver o Eng. Belmiro do poder económico, ou o Dr. Balsemão do poder mediático, ou mesmo o Dr. Carvalhas do poder ideológico, nem sequer o Cardeal-Patriarca do poder religioso, ou a Fundação Gulbenkian do poder cultural, a abrir os cordões à bolsa para pagar a quem se lhe oponha. Resta o único dos poderes, o público, que gosta de levar no toutiço e ainda paga por cima, sem se queixar, et pour cause. Quem mais pagaria a universidade sem condições senão os suspeitos do costume, os tansos contribuintes?
Moral
Chacun bride sa béte (ditado popular francês, singela homenagem ao Prof. Jacques, que poderia traduzir-se por cada um põe o freio à sua cavalgadura).
27/11/2003
AVALIAÇÃO CONTÍNUA: Maninfestação contínua e o PEC é uma pécora.
Secção Idiotas Inúteis
A festa continua? Melhor, a festa é contínua.
Na terça feira, umas centenas de ociosos, talvez matriculados em universidade, fizeram uma maninfestação (ver Glossário) em Lisboa, Porto e Coimbra, subindo a um patamar superior da luta de classes, os rapazes passaram a pedir a cabeça do primeiro ministro.
Provavelmente, a melhor palavra de ordem deve ter sido gritada no Porto: Propinem as empresas. Carago, acrescenta o Impertinente. Sempre é uma ideia. Não é grande coisa, mas é uma alternativa à propinação dos contribuintes.
Já sem inspiração para zurir o tema, lembrei-me de pedir ajuda ao Prof. Saldanha Sanches que, apesar sua promiscuidade com a esquerdalhada, apresenta encorajadores sinais de lucidez, talvez devida à contaminação pela sua actividade como fiscalista, que certamente o sensibiliza aos custos das asneiras.
Escreveu ele no semanário do papel higiénico, que se a maioria dos estudantes de Coimbra (e de outros lugares, acrescento) acha que frequenta cursos tão maus que não vale a pena pagar a propina simbólica, então não vale a pena abrir a Universidade. Se esperamos lucidez dos reitores, é melhor esperarmos deitados, porque, diz ainda ele, há reitores das universidades públicas que têm hoje duas funções principais: bajular os estudantes e pedir dinheiro ao governo.
(Nota histórica: razão, antes de tempo, teve o grande dirigente da classe operária quando mandou expulsar do MRPP o então camarada Saldanha Sanches durante a primavera quente de 1975)
Em apoio à luta dos estudantes, o Impertinente exorta os matriculados maninfestantes a maninfestarem-se full time num qualquer maninfestódromo e deixarem em paz as criaturas que querem fazer pela vida. Como incentivo, os maninfestantes levam 3 bourbons e 4 chateaubriands.
Secção Entradas de leão e saídas de sendeiro
A propósito da vergonha miserável que se passou no Ecofin ao decidir de poupar a França e a Alemanha às sanções pela violação do PEC, o Impertinente estava cheio de ganas de exportar uns balázios para vários destinos. Mas o mais importante seria comentar as sequelas domésticas.
Foi o que fez hoje, e bem, o Cataláxia aqui.
O Impertinente só precisa de entregar 3 chateaubriands ao governo e 5 pilatos ao PS, que não percebe que o governo não está a fazer demais, está a fazer de menos.
Já agora, dou ao PS mais 3 chateaubriands por não perceber que deveria rezar para o governo cuidar da vaca marsupial pública e deixá-la em condições para o PS, quando regressar ao poder, possa, uma vez mais, emprenhá-la de vitelos.
A festa continua? Melhor, a festa é contínua.
Na terça feira, umas centenas de ociosos, talvez matriculados em universidade, fizeram uma maninfestação (ver Glossário) em Lisboa, Porto e Coimbra, subindo a um patamar superior da luta de classes, os rapazes passaram a pedir a cabeça do primeiro ministro.
Provavelmente, a melhor palavra de ordem deve ter sido gritada no Porto: Propinem as empresas. Carago, acrescenta o Impertinente. Sempre é uma ideia. Não é grande coisa, mas é uma alternativa à propinação dos contribuintes.
Já sem inspiração para zurir o tema, lembrei-me de pedir ajuda ao Prof. Saldanha Sanches que, apesar sua promiscuidade com a esquerdalhada, apresenta encorajadores sinais de lucidez, talvez devida à contaminação pela sua actividade como fiscalista, que certamente o sensibiliza aos custos das asneiras.
Escreveu ele no semanário do papel higiénico, que se a maioria dos estudantes de Coimbra (e de outros lugares, acrescento) acha que frequenta cursos tão maus que não vale a pena pagar a propina simbólica, então não vale a pena abrir a Universidade. Se esperamos lucidez dos reitores, é melhor esperarmos deitados, porque, diz ainda ele, há reitores das universidades públicas que têm hoje duas funções principais: bajular os estudantes e pedir dinheiro ao governo.
(Nota histórica: razão, antes de tempo, teve o grande dirigente da classe operária quando mandou expulsar do MRPP o então camarada Saldanha Sanches durante a primavera quente de 1975)
Em apoio à luta dos estudantes, o Impertinente exorta os matriculados maninfestantes a maninfestarem-se full time num qualquer maninfestódromo e deixarem em paz as criaturas que querem fazer pela vida. Como incentivo, os maninfestantes levam 3 bourbons e 4 chateaubriands.
Secção Entradas de leão e saídas de sendeiro
A propósito da vergonha miserável que se passou no Ecofin ao decidir de poupar a França e a Alemanha às sanções pela violação do PEC, o Impertinente estava cheio de ganas de exportar uns balázios para vários destinos. Mas o mais importante seria comentar as sequelas domésticas.
Foi o que fez hoje, e bem, o Cataláxia aqui.
O Impertinente só precisa de entregar 3 chateaubriands ao governo e 5 pilatos ao PS, que não percebe que o governo não está a fazer demais, está a fazer de menos.
Já agora, dou ao PS mais 3 chateaubriands por não perceber que deveria rezar para o governo cuidar da vaca marsupial pública e deixá-la em condições para o PS, quando regressar ao poder, possa, uma vez mais, emprenhá-la de vitelos.
26/11/2003
CASE STUDY: O Meu Pipi está a ficar impotente? (work in progress)
O Impertinente ainda está a trabalhar na resposta a esta pergunta dilacerante. Temos que aguardar pela Tese nº 4.
Entretanto, podemos conhecer mais uma entrada, muito oportuna como se verá, para o Glossário: Maninfestação.
Entretanto, podemos conhecer mais uma entrada, muito oportuna como se verá, para o Glossário: Maninfestação.
25/11/2003
AVALIAÇÃO CONTÍNUA: A montra alfarrabista da estação marcelista.
Secção Res ipsa loquitor
Se os primeiros meses do (des)consolado do Prof. Marcello Caetano, com dois "l", foram chamados de primavera marcellista, é justo que se diga, a propósito do seu afilhado prof. Marcelo Rebelo de Sousa, só com um “L”, que ocupa todo o ano uma só estação, que transformou a TVI na estação marcelista, só com um “L.
O Impertinente é, desde há muito, um admirador do prof. Marcelo só com um “L”, principalmente da sua costela de criador de factos políticos, costela injustamente chamada intriguista por alguns invejosos.
Contudo, há sempre um contudo, que no caso é a progressiva transformação da sua brilhante prestação televisiva numa montra de alfarrabista. Avia livros sobre tudo e mais alguma coisa: o golfe, o vinho do porto, a aldeia de Carrazeda de Ansiães, Lisboa antiga, Lisboa moderna, a zona ribeirinha do Porto, as caves de Gaia, e o diabo a sete.
Não ponho em dúvida que o prof. leia toda aquela imensa parafernália editorial – afinal ele não dorme. Também, nem no duche, me ocorre que o prof. receba umas propinas dos autores ou editores – afinal o prof., além de não parecer do género colector de propina, não precisa dela.
Mas o que procura o prof. Marcelo? Que impulso interior pode levá-lo a enfiar compulsivamente, todos os domingos, tanto metro de prateleira pelas goelas da câmara?
Será levado pelo mesmo impulso do Dr. Pacheco Pereira de nos deslumbrar com a sua erudição? Não parece. Afinal, ao contrário do Dr. Pacheco Pereira que, pelo estilo e pelo discurso, a gente ouve com um silêncio respeitoso, como se estivéssemos numa biblioteca com as paredes apaineladas de carvalho, o Prof. Marcelo, pelo estilo e pelo discurso, convoca mais o nosso instinto de basbaques de feira, inscrito no fundo da matriz popular lusa.
É um mistério. É mais fácil Cristo voltar à terra do que decifrá-lo.
Seja como for, o Prof. Marcelo merece alguns bourbons, porque sempre foi assim, desde os tempos em que se metia debaixo da cama da avó e a abanava simulando um terramoto e assustando a pobre senhora, até aos tempos mais recentes em que chamava com ternura mal disfarçada Lélé da Cuca ao Dr. Balsemão. Não sei quantos bourbons, porque não faço ideia se Cristo ainda vai demorar muito. O Impertinente leva 2 chateaubriands, por não conseguir decifrar a mente ladina do Prof.
Se os primeiros meses do (des)consolado do Prof. Marcello Caetano, com dois "l", foram chamados de primavera marcellista, é justo que se diga, a propósito do seu afilhado prof. Marcelo Rebelo de Sousa, só com um “L”, que ocupa todo o ano uma só estação, que transformou a TVI na estação marcelista, só com um “L.
O Impertinente é, desde há muito, um admirador do prof. Marcelo só com um “L”, principalmente da sua costela de criador de factos políticos, costela injustamente chamada intriguista por alguns invejosos.
Contudo, há sempre um contudo, que no caso é a progressiva transformação da sua brilhante prestação televisiva numa montra de alfarrabista. Avia livros sobre tudo e mais alguma coisa: o golfe, o vinho do porto, a aldeia de Carrazeda de Ansiães, Lisboa antiga, Lisboa moderna, a zona ribeirinha do Porto, as caves de Gaia, e o diabo a sete.
Não ponho em dúvida que o prof. leia toda aquela imensa parafernália editorial – afinal ele não dorme. Também, nem no duche, me ocorre que o prof. receba umas propinas dos autores ou editores – afinal o prof., além de não parecer do género colector de propina, não precisa dela.
Mas o que procura o prof. Marcelo? Que impulso interior pode levá-lo a enfiar compulsivamente, todos os domingos, tanto metro de prateleira pelas goelas da câmara?
Será levado pelo mesmo impulso do Dr. Pacheco Pereira de nos deslumbrar com a sua erudição? Não parece. Afinal, ao contrário do Dr. Pacheco Pereira que, pelo estilo e pelo discurso, a gente ouve com um silêncio respeitoso, como se estivéssemos numa biblioteca com as paredes apaineladas de carvalho, o Prof. Marcelo, pelo estilo e pelo discurso, convoca mais o nosso instinto de basbaques de feira, inscrito no fundo da matriz popular lusa.
É um mistério. É mais fácil Cristo voltar à terra do que decifrá-lo.
Seja como for, o Prof. Marcelo merece alguns bourbons, porque sempre foi assim, desde os tempos em que se metia debaixo da cama da avó e a abanava simulando um terramoto e assustando a pobre senhora, até aos tempos mais recentes em que chamava com ternura mal disfarçada Lélé da Cuca ao Dr. Balsemão. Não sei quantos bourbons, porque não faço ideia se Cristo ainda vai demorar muito. O Impertinente leva 2 chateaubriands, por não conseguir decifrar a mente ladina do Prof.
AVALIAÇÃO CONTÍNUA: Os barões também se abatem?
Secção Tiros nos pés
Há algum tempo, o Central Banco de Investimento (CBI), um banco participado pelas Caixas de Crédito Agrícola Mútuo, cozinhou uma operação de engenharia financeira para esconder prejuízos, neste caso mais de cosmética contabilística, cujo desfecho foi de facto adicionar novos prejuízos.
Oito administradores do CBI que decidiram essa operação, incluindo o seu antigo presidente Dr. Tavares Moreira, uma luminária do PSD, e seu porta-voz habitual para as questões económicas, foram agora punidos pelo Banco de Portugal com a inibição de exercer funções de gestão em instituições de crédito durante sete anos, e pagar 100 mil euros de multa cada.
Não é muito vulgar uma instituição deste país ir às lonas de sumidades, muito menos quando elas acumulam com o baronato numa das agências de emprego, na circunstância, uma que faz parte do poder em exercício.
Para as sumidades vão 5 ignóbeis. Para a administração do BP e, em particular, para o antigo prof. do Impertinente, Dr. Vítor Constâncio, vão 3 afonsos, ficando de reserva mais 2 se resistirem ao que virá a seguir.
Há algum tempo, o Central Banco de Investimento (CBI), um banco participado pelas Caixas de Crédito Agrícola Mútuo, cozinhou uma operação de engenharia financeira para esconder prejuízos, neste caso mais de cosmética contabilística, cujo desfecho foi de facto adicionar novos prejuízos.
Oito administradores do CBI que decidiram essa operação, incluindo o seu antigo presidente Dr. Tavares Moreira, uma luminária do PSD, e seu porta-voz habitual para as questões económicas, foram agora punidos pelo Banco de Portugal com a inibição de exercer funções de gestão em instituições de crédito durante sete anos, e pagar 100 mil euros de multa cada.
Não é muito vulgar uma instituição deste país ir às lonas de sumidades, muito menos quando elas acumulam com o baronato numa das agências de emprego, na circunstância, uma que faz parte do poder em exercício.
Para as sumidades vão 5 ignóbeis. Para a administração do BP e, em particular, para o antigo prof. do Impertinente, Dr. Vítor Constâncio, vão 3 afonsos, ficando de reserva mais 2 se resistirem ao que virá a seguir.
AVALIAÇÃO CONTÍNUA: Quem melhor que o grossista da pedofilia para nos ensinar a educar os nossos filhos?
Secção Perguntas impertinentes
O Comité dos Direitos das Crianças recomendou a proibição pelos governos dos castigos corporais das crianças, inclusive pelos pais. A Dona Dulce Rocha, presidente da Comissão Nacional de Crianças e Jovens em Risco, mal tinha encerrada a conferência internacional sobre o “Abuso Sexual de Crianças” realizada em Lisboa (não, não foi na Casa Pia), apressou-se a comunicar que a sua comissão vai propor ao governo a aplicação dessa recomendação.
Esqueço, por agora, a dilema existencial que costuma surgir nos crânios dos emplastros que nunca tiveram filhos, e talvez até nunca tenham sido filhos, a saber: quando um nosso filho faz borrada devemos cantar com ele em coro we don’t need education dos Who ou devemos fazer leituras em voz alta do Dr. Spock?
Por agora, o Impertinente apenas deixa no ar algumas perguntas to whom it may concern:
- Devemos permitir que um Estado que durante décadas deu (e dá) guarida, protecção e emprego a pedófilos e foi (é?) grossista no mercado da pedofilia, nos ensine como devemos criar os nossos filhos?
- Podemos permitir que esse mesmo Estado, que durante outras tantas décadas usou a escola lúdica, local de eleição da disciplina consentida, para tentar, frequentemente com sucesso, transformar os nossos filhos em idiotas iletrados, regulamente as galhetas que lhes damos?
Enquanto não nos respondem, e aproveitando a boleia do dono do Dicionário do Diabo, que contrapôs, n’O Independente da semana passada, à ideia dos rapazes do radical chic de baixar para 16 anos a idade mínima dos eleitores, em vez disso, aumentá-la para 21 anos, por razões que ele explica e qualquer criatura cuja mente não se tenha evadido percebe perfeitamente, aproveitando a boleia, dizia deu, proponho a extensão do exercício da autoridade paternal, com uso apropriado de galhetas, até à idade do voto.
Deixando de paródia, a coisa só não é inquietante, porque, mesmo que as ideias da Dona Dulce tenham provimento, será sempre mais uma lei a juntar a tantas outras que se esgotam com a ejaculação do órgão legislativo.
Para a Dona Dulce vão 5 merecidos chateaubriands, e para o futuro ejaculante órgão legislativo vão 3 ignóbeis adiantados.
O Comité dos Direitos das Crianças recomendou a proibição pelos governos dos castigos corporais das crianças, inclusive pelos pais. A Dona Dulce Rocha, presidente da Comissão Nacional de Crianças e Jovens em Risco, mal tinha encerrada a conferência internacional sobre o “Abuso Sexual de Crianças” realizada em Lisboa (não, não foi na Casa Pia), apressou-se a comunicar que a sua comissão vai propor ao governo a aplicação dessa recomendação.
Esqueço, por agora, a dilema existencial que costuma surgir nos crânios dos emplastros que nunca tiveram filhos, e talvez até nunca tenham sido filhos, a saber: quando um nosso filho faz borrada devemos cantar com ele em coro we don’t need education dos Who ou devemos fazer leituras em voz alta do Dr. Spock?
Por agora, o Impertinente apenas deixa no ar algumas perguntas to whom it may concern:
- Devemos permitir que um Estado que durante décadas deu (e dá) guarida, protecção e emprego a pedófilos e foi (é?) grossista no mercado da pedofilia, nos ensine como devemos criar os nossos filhos?
- Podemos permitir que esse mesmo Estado, que durante outras tantas décadas usou a escola lúdica, local de eleição da disciplina consentida, para tentar, frequentemente com sucesso, transformar os nossos filhos em idiotas iletrados, regulamente as galhetas que lhes damos?
Enquanto não nos respondem, e aproveitando a boleia do dono do Dicionário do Diabo, que contrapôs, n’O Independente da semana passada, à ideia dos rapazes do radical chic de baixar para 16 anos a idade mínima dos eleitores, em vez disso, aumentá-la para 21 anos, por razões que ele explica e qualquer criatura cuja mente não se tenha evadido percebe perfeitamente, aproveitando a boleia, dizia deu, proponho a extensão do exercício da autoridade paternal, com uso apropriado de galhetas, até à idade do voto.
Deixando de paródia, a coisa só não é inquietante, porque, mesmo que as ideias da Dona Dulce tenham provimento, será sempre mais uma lei a juntar a tantas outras que se esgotam com a ejaculação do órgão legislativo.
Para a Dona Dulce vão 5 merecidos chateaubriands, e para o futuro ejaculante órgão legislativo vão 3 ignóbeis adiantados.
24/11/2003
DIÁRIO DE BORDO: O papel higiénico fica bem na 1º página do semanário do saco.
O Impertinente ainda não descontou, como se diz no mercado de capitais, a descida anterior de um degrau para o inferno tablóide, a que se dirige alegremente o Expresso, já o semanário do saco de plástico pisa o seguinte.
Desta vez, foi a foto na 1ª da página, do 1º dos 323 cadernos, do anúncio da Renova com um marmanjo com as cuecas a caírem, uma marafona pendurada nas traseiras do marmanjo, e no fundo uma latrina com um erótico papel higiénico no chão, o que faz dele um papel não higiénico.
A coisa é tão completamente gratuita, que dá para pensar não ser gratuita. Quer com isto o Impertinente dizer que pensou com os seus botões que talvez a Renova tenha pago ao saco de plástico, ou a um dos seus empregados, para botar aquela trampa – designação absolutamente apropriada neste cenário – na 1ª página. Não satisfeitos com a 1ª página do 1º caderno, os do saco de plástico reincidiram no 2º caderno com mais uma fotos explicando que em França a coisa tinha causado escândalo.
Não se percebe porquê o escândalo. Piedade talvez. Piedade por um semanário que se pretende de referência, que se rendeu às funções zingarilho - quanto mais fala em ética, mais se prostitui. Era um semanário mediano no género bom. E, pouco a pouco, transformou-se num semanário mau, no género mau.
Desta vez, foi a foto na 1ª da página, do 1º dos 323 cadernos, do anúncio da Renova com um marmanjo com as cuecas a caírem, uma marafona pendurada nas traseiras do marmanjo, e no fundo uma latrina com um erótico papel higiénico no chão, o que faz dele um papel não higiénico.
A coisa é tão completamente gratuita, que dá para pensar não ser gratuita. Quer com isto o Impertinente dizer que pensou com os seus botões que talvez a Renova tenha pago ao saco de plástico, ou a um dos seus empregados, para botar aquela trampa – designação absolutamente apropriada neste cenário – na 1ª página. Não satisfeitos com a 1ª página do 1º caderno, os do saco de plástico reincidiram no 2º caderno com mais uma fotos explicando que em França a coisa tinha causado escândalo.
Não se percebe porquê o escândalo. Piedade talvez. Piedade por um semanário que se pretende de referência, que se rendeu às funções zingarilho - quanto mais fala em ética, mais se prostitui. Era um semanário mediano no género bom. E, pouco a pouco, transformou-se num semanário mau, no género mau.
NOVA ENTRADA PARA O GLOSSÁRIO DAS IMPERTINÊNCIAS: Ejaculação do órgão legislativo.
Uma Avaliação Contínua que o Impertinente tem em curso, exigiu a produção dum novo termo para o Glossário das Impertinências, ou, se preferirem, exigiu uma nova ejaculação teórica.
Ejaculação do órgão legislativo
Tal como o macho, em muitas espécies, termina o seu papel face aos nascituros, futura prole, com o disparo genital, assim a assembleia da república com as suas leis, o governo com os seus decretos-lei, decretos, decretos regulamentares, portarias, e as câmaras municipais, que tal como as galinhas, fazem posturas, terminam o seu papel com o diploma ejaculado. A este acto podemos, com toda a propriedade, chamar ejaculação do órgão legislativo, que costuma produzir esperma infértil e com bichinhos sem cabeça, à imagem do órgão.
Ejaculação do órgão legislativo
Tal como o macho, em muitas espécies, termina o seu papel face aos nascituros, futura prole, com o disparo genital, assim a assembleia da república com as suas leis, o governo com os seus decretos-lei, decretos, decretos regulamentares, portarias, e as câmaras municipais, que tal como as galinhas, fazem posturas, terminam o seu papel com o diploma ejaculado. A este acto podemos, com toda a propriedade, chamar ejaculação do órgão legislativo, que costuma produzir esperma infértil e com bichinhos sem cabeça, à imagem do órgão.
AVALIAÇÃO CONTÍNUA: Amostras exasperantes e uma bela sova no radical chic.
A propósito da Blogaridade sobre as dúvidas do barnabé quanto a renovar a assinatura do Economist, prometi revelar algumas amostras sortidas deste monumento ao bom jornalismo profissional. Aqui vão hoje duas, possivelmente exasperantes para um barnabé.
Frases assassinas
Interrogando-se sobre as aparentes contradições dos lideres europeus que açoitam a administração americana pela intervenção no Iraque, depois de a terem verberado pela retirada da Somália em 1994, pela acção tardia nos Balcãs, por terem “permitido” aos Talibã tomarem o poder no Afeganistão, e ainda por só recentemente enviarem tropas para a Libéria, o Economist escreveu:
Uma resposta para esta última questão é que a incoerência é um dos luxos da impotência. Os que não podem, ou não querem, assumir as suas responsabilidades sentem-se à vontade para atirar sobre quem as assume.
(Greatest danger, or greatest hope? Nov 8th)
Por esta sentença politicamente incorrecta, o Economist merece 3 afonsos.
Secção George Orwell
Comentando a aparente falta de interesse dos governos sobre o tema vital do aquecimento global e a ausência de progressos nos trabalhos do Intergovernmental Panel on Climate Change, o Economic Focus (Hot potato revisited, Nov 8th) aborda a aparente falta de competência do painel composto por uma horda de autoridades recrutada num meio profissional muito limitado, que não inclui os saberes económicos e estatísticos necessários.
O produto dessas mentes pode avaliar-se pelas projecções catastrofistas para o aquecimento global. Essas projecções são baseadas em premissas tão lunáticas que, mesmo no cenário mais optimista, isto é com menores emissões, no final deste século a África do Sul, a Argélia, a Argentina, a Líbia, a Turquia e a Coreia do Norte teriam um PIB per capita superior ao dos Estados Unidos, conclui o jornalista.
De passagem, conclui o Impertinente, regista-se aqui mais um fenómeno de contaminação da ciência pela ideologia. Lá no inferno onde ardem Lenine e Estaline, adivinham-se murmúrios de aprovação.
Razão teve George Orwell quando disse que há ideias e opiniões tão obviamente idiotas que é preciso ser-se um intelectual para se acreditar nelas.
Dois afonsos para o George, outros tantos para o Economist, e 5 chateaubriands para os painelistas do IPCC.
Secção George Orwell (bis)
E já que estamos nesta Secção, vem a propósito remeter o leitor acidental para o massacre, levado a cabo pelo Contra a Corrente no passado dia 21, das teses dominantes na esquerdalhada e, em particular, nas capelas do radical chic sobre as origens e raison d’être do terrorismo islâmico.
Para a infantaria do politicamente correcto e a cavalaria do radical chic vão 5 chateaubriands e mais 5 bourbons para os que já estão fase do esquerdismo senil. Ficam reservados bourbons para os que, não se emendando antes de terem direito a descontos nos transportes públicos, forem admitidos na dita classe de esquerdismo.
Frases assassinas
Interrogando-se sobre as aparentes contradições dos lideres europeus que açoitam a administração americana pela intervenção no Iraque, depois de a terem verberado pela retirada da Somália em 1994, pela acção tardia nos Balcãs, por terem “permitido” aos Talibã tomarem o poder no Afeganistão, e ainda por só recentemente enviarem tropas para a Libéria, o Economist escreveu:
Uma resposta para esta última questão é que a incoerência é um dos luxos da impotência. Os que não podem, ou não querem, assumir as suas responsabilidades sentem-se à vontade para atirar sobre quem as assume.
(Greatest danger, or greatest hope? Nov 8th)
Por esta sentença politicamente incorrecta, o Economist merece 3 afonsos.
Secção George Orwell
Comentando a aparente falta de interesse dos governos sobre o tema vital do aquecimento global e a ausência de progressos nos trabalhos do Intergovernmental Panel on Climate Change, o Economic Focus (Hot potato revisited, Nov 8th) aborda a aparente falta de competência do painel composto por uma horda de autoridades recrutada num meio profissional muito limitado, que não inclui os saberes económicos e estatísticos necessários.
O produto dessas mentes pode avaliar-se pelas projecções catastrofistas para o aquecimento global. Essas projecções são baseadas em premissas tão lunáticas que, mesmo no cenário mais optimista, isto é com menores emissões, no final deste século a África do Sul, a Argélia, a Argentina, a Líbia, a Turquia e a Coreia do Norte teriam um PIB per capita superior ao dos Estados Unidos, conclui o jornalista.
De passagem, conclui o Impertinente, regista-se aqui mais um fenómeno de contaminação da ciência pela ideologia. Lá no inferno onde ardem Lenine e Estaline, adivinham-se murmúrios de aprovação.
Razão teve George Orwell quando disse que há ideias e opiniões tão obviamente idiotas que é preciso ser-se um intelectual para se acreditar nelas.
Dois afonsos para o George, outros tantos para o Economist, e 5 chateaubriands para os painelistas do IPCC.
Secção George Orwell (bis)
E já que estamos nesta Secção, vem a propósito remeter o leitor acidental para o massacre, levado a cabo pelo Contra a Corrente no passado dia 21, das teses dominantes na esquerdalhada e, em particular, nas capelas do radical chic sobre as origens e raison d’être do terrorismo islâmico.
Para a infantaria do politicamente correcto e a cavalaria do radical chic vão 5 chateaubriands e mais 5 bourbons para os que já estão fase do esquerdismo senil. Ficam reservados bourbons para os que, não se emendando antes de terem direito a descontos nos transportes públicos, forem admitidos na dita classe de esquerdismo.
23/11/2003
CONDIÇÃO MASCULINA: A diferença fundamental não é óbvia?
Não há nenhuma diferença entre homens e mulheres (além das óbvias, naturais e bem-vindas); há uma diferença fundamental entre pessoas medíocres e pessoas inteligentes, escreveu ontem a Bomba Inteligente.
Ao ler estas declarações sobre matéria de fé, o Impertinente disse para os seus botões: uma das grandes realizações do machismo foi conseguir que a condição feminina aceitasse a superioridade do modelo masculino, acreditando que a ascensão a esse patamar superior da humanidade exigiria negar as diferenças, excepto, claro as óbvias, naturais e bem-vindas. Talvez os militantes da condição feminina devessem valorizar as diferenças não óbvias e naturais, que estas, por definição, não precisam de ser valorizadas e, muito menos, precisam de ser bem-vindas, porque sempre cá estiveram e sempre cá estarão, se a engenharia genética não for usada para criar Frankensteins e She-Frankensteins.
O dogma desta religião igualitária resulta duma confusão irremediável, talvez fácil de ocorrer em quem não tem filhos ou só os tem mesmo género, ou para quem só vê os diferentes géneros aos domingos. Seja como for, quem tem as responsabilidades de ser mãe ou pai, de filhos do mesmo género ou de géneros diferentes, pode ser praticante, mas terá pouca vocação, e pouco tempo, para o sacerdócio, que nesta religião está confiado a celibatários ou casais sem filhos, a gays, lésbicas, bissexuais ou praticantes de sexo itinerante e aos cultores do politicamente correcto.
O resto da humanidade fraqueja na sua fé. Mas para as criaturas, com um módico de bom senso, que tenham criado filhos machos e fêmeas, ser sacerdote está fora de causa e até fica difícil ser fiel duma religião todos os dias contraditada pela observação da profunda diferença não óbvia entre os géneros.
Os casos irredutíveis resultam duma mente empanzinada com ideologia e preconceitos, ou da sua inflamação com os axiomas do politicamente correcto. O Impertinente tem um amigo cuja filha antropóloga - uma das áreas preferidas para o pouso do emplastro - só ficou com a sua fé abalada quando, a seguir a uma filha, teve um filho e, apesar dos seus esforços igualizadores, foi sucumbindo às persistentes diferenças de género, constantemente presentes nos interesses, nas emoções, na sua expressão, nos jogos, na relação entre si, com os pais e com toda a gente.
E qual o problema da diferença óbvia e não óbvia? Nenhum.
Onde talvez haja um problema é no dito da diferença entre pessoas medíocres e pessoas inteligentes. Mais exactamente, no não dito. O que é a inteligência? Há uma coisa chamada “a” inteligência? Um prémio Nobel da Física é mais inteligente do que um pintor? Um jogador de futebol medíocre é mais medíocre do que um escritor falhado? Qual é a diferença entre um bailarino falhado e um cineasta medíocre? Um filósofo de café é mais inteligente do que um competente gestor de empresas? Um intelectual de tertúlia que nunca mexeu uma palha é inteligente porque articula a vacuidade com elegância? Um engenheiro de sistemas é medíocre porque nunca leu Proust?
Mas esta é outra conversa que não cabe na Condição Masculina.
Ao ler estas declarações sobre matéria de fé, o Impertinente disse para os seus botões: uma das grandes realizações do machismo foi conseguir que a condição feminina aceitasse a superioridade do modelo masculino, acreditando que a ascensão a esse patamar superior da humanidade exigiria negar as diferenças, excepto, claro as óbvias, naturais e bem-vindas. Talvez os militantes da condição feminina devessem valorizar as diferenças não óbvias e naturais, que estas, por definição, não precisam de ser valorizadas e, muito menos, precisam de ser bem-vindas, porque sempre cá estiveram e sempre cá estarão, se a engenharia genética não for usada para criar Frankensteins e She-Frankensteins.
O dogma desta religião igualitária resulta duma confusão irremediável, talvez fácil de ocorrer em quem não tem filhos ou só os tem mesmo género, ou para quem só vê os diferentes géneros aos domingos. Seja como for, quem tem as responsabilidades de ser mãe ou pai, de filhos do mesmo género ou de géneros diferentes, pode ser praticante, mas terá pouca vocação, e pouco tempo, para o sacerdócio, que nesta religião está confiado a celibatários ou casais sem filhos, a gays, lésbicas, bissexuais ou praticantes de sexo itinerante e aos cultores do politicamente correcto.
O resto da humanidade fraqueja na sua fé. Mas para as criaturas, com um módico de bom senso, que tenham criado filhos machos e fêmeas, ser sacerdote está fora de causa e até fica difícil ser fiel duma religião todos os dias contraditada pela observação da profunda diferença não óbvia entre os géneros.
Os casos irredutíveis resultam duma mente empanzinada com ideologia e preconceitos, ou da sua inflamação com os axiomas do politicamente correcto. O Impertinente tem um amigo cuja filha antropóloga - uma das áreas preferidas para o pouso do emplastro - só ficou com a sua fé abalada quando, a seguir a uma filha, teve um filho e, apesar dos seus esforços igualizadores, foi sucumbindo às persistentes diferenças de género, constantemente presentes nos interesses, nas emoções, na sua expressão, nos jogos, na relação entre si, com os pais e com toda a gente.
E qual o problema da diferença óbvia e não óbvia? Nenhum.
Onde talvez haja um problema é no dito da diferença entre pessoas medíocres e pessoas inteligentes. Mais exactamente, no não dito. O que é a inteligência? Há uma coisa chamada “a” inteligência? Um prémio Nobel da Física é mais inteligente do que um pintor? Um jogador de futebol medíocre é mais medíocre do que um escritor falhado? Qual é a diferença entre um bailarino falhado e um cineasta medíocre? Um filósofo de café é mais inteligente do que um competente gestor de empresas? Um intelectual de tertúlia que nunca mexeu uma palha é inteligente porque articula a vacuidade com elegância? Um engenheiro de sistemas é medíocre porque nunca leu Proust?
Mas esta é outra conversa que não cabe na Condição Masculina.
22/11/2003
BLOGARIDADES: Trocar o Economist pela Newsweek? Se me contassem não acreditaria.
Numa navegação de ontem pelos rios da bloguilha fui desaguar a um barnabé que se pergunta o que é que tem diferente dos outros?
Como o Impertinente tinha lá chegado para tentar perceber porque se inquietava a alma do barnabé com a renovação da assinatura do Economist , confesso que tive a premonição da sua diferença, quero dizer do que estava errado com o barnabé: um ser que se interrogava sobre a renovação - a re-novação, note-se - da sua assinatura da melhor revista de economia, finanças e etc.
Ainda admiti emprestar os 219,50 euros para a criatura renovar por dois anos, se fosse caso de falta de fundos. Mas não era. É uma falta de fundo.
Começa o barnabé por confessar-se vítima de deriva esquerdizante. A admissão da doença é às vezes o princípio da cura, pensei. Ao continuar, vi que estava enganado.
Trata-se de não aguentar mais a lenga-lenga beata sobre os mercados livres como a panaceia para todos os males, diz ele. Isto é escrito por um português, supõe-se, em Portugal, um dos países com maior aversão ao risco, aos mercados, à iniciativa privada ou pública, com uma devoção doentia pelo proteccionismo e pelo conforto do ventre acolhedor da vaca marsupial pública. Uma prosa destas é chover no molhado, como diz o povo.
Em troca, o barnabé propõe-se assinar o quê? Spectator, New Yorker, ou similares? Não era grande ideia, mas assim, como assim, antes fosse. Não. Pensa passar-se para assinante da Newsweek – a revista do Powell, de acordo com barnabé.
Por tudo isto, a parte má do Impertinente levou-o ao sítio do barnabé deixar lá uma pitada de veneno:
O seu é um caso de cegueira esquerdizante?
Para quem lê regularmente o Economist, o que escreveu é um insulto à inteligência.
Para não conhece o Economist é manipulação da ignorância.
Se algum dia o jornalismo português conseguisse criar uma revista assim, Portugal passaria directamente à divisão de honra.
Por estas e por outras, um dia destes vou começar a expôr, para quem não conhece o Economist, algumas pequeníssimas amostras das peças de jornalismo da melhor revista de economia, finanças e etc. – provavelmente.
Como o Impertinente tinha lá chegado para tentar perceber porque se inquietava a alma do barnabé com a renovação da assinatura do Economist , confesso que tive a premonição da sua diferença, quero dizer do que estava errado com o barnabé: um ser que se interrogava sobre a renovação - a re-novação, note-se - da sua assinatura da melhor revista de economia, finanças e etc.
Ainda admiti emprestar os 219,50 euros para a criatura renovar por dois anos, se fosse caso de falta de fundos. Mas não era. É uma falta de fundo.
Começa o barnabé por confessar-se vítima de deriva esquerdizante. A admissão da doença é às vezes o princípio da cura, pensei. Ao continuar, vi que estava enganado.
Trata-se de não aguentar mais a lenga-lenga beata sobre os mercados livres como a panaceia para todos os males, diz ele. Isto é escrito por um português, supõe-se, em Portugal, um dos países com maior aversão ao risco, aos mercados, à iniciativa privada ou pública, com uma devoção doentia pelo proteccionismo e pelo conforto do ventre acolhedor da vaca marsupial pública. Uma prosa destas é chover no molhado, como diz o povo.
Em troca, o barnabé propõe-se assinar o quê? Spectator, New Yorker, ou similares? Não era grande ideia, mas assim, como assim, antes fosse. Não. Pensa passar-se para assinante da Newsweek – a revista do Powell, de acordo com barnabé.
Por tudo isto, a parte má do Impertinente levou-o ao sítio do barnabé deixar lá uma pitada de veneno:
O seu é um caso de cegueira esquerdizante?
Para quem lê regularmente o Economist, o que escreveu é um insulto à inteligência.
Para não conhece o Economist é manipulação da ignorância.
Se algum dia o jornalismo português conseguisse criar uma revista assim, Portugal passaria directamente à divisão de honra.
Por estas e por outras, um dia destes vou começar a expôr, para quem não conhece o Economist, algumas pequeníssimas amostras das peças de jornalismo da melhor revista de economia, finanças e etc. – provavelmente.
21/11/2003
CASE STUDY: Como aumentar o PIB (quase) sem dor.
Todos sabemos, ou alguns sabem, sei lá, que para aumentar o PIB há três vias, todas elas dolorosas, que se podem combinar de 7 modos diferentes. As 3 vias, são:
* Pôr mais criaturas a dar corda aos sapatos – dor para os novos explorados e oprimidos
* Pôr as mesmas criaturas a dar mais corda aos sapatos – mais dor para os antigos
* Aprender a dar corda aos sapatos, como deve ser – uma dor de cabeça para todos, explorados e exploradores, oprimidos e opressores.
Se é verdade que a junção das 3 vias dá um auto-estrada para o desenvolvimento, também não é mentira que é um sofrimento geral do caraças.
Mas os deuses da economia vêm em nosso socorro, abrindo uma janela de oportunidade para evitarmos as vias dolorosas no próximo ano que, diz o governo, será o princípio duma grande felicidade económica e, receia a oposição, que até poderá parecer.
Como assim?
Assim:
+ O ano de 2004 é um ano bissexto
+ O Dia da Liberdade (25-04) calha a um domingo
+ O Dia do Trabalhador (01-05) calha a um sábado
+ O Dia da Pátria (10-06) coincide com o Dia de Corpo de Deus
+ O Dia de Stº António (13-06) calha a um domingo
+ O Dia da Assunção de Nossa Senhora (15-08) calha a um domingo
+ O Natal calha a um sábado
+ O dia 1 de Janeiro de 2005 calha a um sábado
São ao todo mais 7 dias ou, em relação à média, mais 5 dias para trabalhar do que num ano “normal”.
Uma criatura “normal”, supondo que exista esse ser, dos 250 dias trabalháveis por ano, está férias 20 e doente outros tantos. Abatendo os dias das pontes, os dias para entregar o IRS, ir ao funeral da sogra (uhf!), os dias em que fica em casa para levar o cachorro ao veterinário ou mandar capar o gato, etc., fica o máximo duns 200 dias produtivos.
Os 5-dias-5 extra em 2004 permitirão assim um aumento de 2,5% do PIB, sem se dar por isso.
* Pôr mais criaturas a dar corda aos sapatos – dor para os novos explorados e oprimidos
* Pôr as mesmas criaturas a dar mais corda aos sapatos – mais dor para os antigos
* Aprender a dar corda aos sapatos, como deve ser – uma dor de cabeça para todos, explorados e exploradores, oprimidos e opressores.
Se é verdade que a junção das 3 vias dá um auto-estrada para o desenvolvimento, também não é mentira que é um sofrimento geral do caraças.
Mas os deuses da economia vêm em nosso socorro, abrindo uma janela de oportunidade para evitarmos as vias dolorosas no próximo ano que, diz o governo, será o princípio duma grande felicidade económica e, receia a oposição, que até poderá parecer.
Como assim?
Assim:
+ O ano de 2004 é um ano bissexto
+ O Dia da Liberdade (25-04) calha a um domingo
+ O Dia do Trabalhador (01-05) calha a um sábado
+ O Dia da Pátria (10-06) coincide com o Dia de Corpo de Deus
+ O Dia de Stº António (13-06) calha a um domingo
+ O Dia da Assunção de Nossa Senhora (15-08) calha a um domingo
+ O Natal calha a um sábado
+ O dia 1 de Janeiro de 2005 calha a um sábado
São ao todo mais 7 dias ou, em relação à média, mais 5 dias para trabalhar do que num ano “normal”.
Uma criatura “normal”, supondo que exista esse ser, dos 250 dias trabalháveis por ano, está férias 20 e doente outros tantos. Abatendo os dias das pontes, os dias para entregar o IRS, ir ao funeral da sogra (uhf!), os dias em que fica em casa para levar o cachorro ao veterinário ou mandar capar o gato, etc., fica o máximo duns 200 dias produtivos.
Os 5-dias-5 extra em 2004 permitirão assim um aumento de 2,5% do PIB, sem se dar por isso.
AVALIAÇÃO CONTÍNUA: Um cardeal pode ser mais teso do que um comunista disfarçado de democrata.
Secção Albergue espanhol
No dia dos funerais dos caribinieri assassinados em Nassiriah o cardeal Camillo Ruini, presidente da Conferência Episcopal italiana disse que a Itália não deve e não pode fugir do Iraque, não se deve amedrontar com os terroristas assassinos, mas enfrentá-los com coragem, determinação e com toda a energia de que é capaz.
A esquerdalhada hipocritamente à boleia da Igreja na condenação da intervenção da coligação anglo-americana no Iraque, disse, pela boca de Pietro Folena, do partido comunista agora rebaptizado de DS, não é da competência de Ruini intervir sobre a missão italiana no Iraque, mas sim do Parlamento. Ah, ah, ah.
Três afonsos para a coragem politicamente incorrecta do Cardeal Ruini e dois chateaubriands e dois ignóbeis para o porta-voz da esquerdalhada.
No dia dos funerais dos caribinieri assassinados em Nassiriah o cardeal Camillo Ruini, presidente da Conferência Episcopal italiana disse que a Itália não deve e não pode fugir do Iraque, não se deve amedrontar com os terroristas assassinos, mas enfrentá-los com coragem, determinação e com toda a energia de que é capaz.
A esquerdalhada hipocritamente à boleia da Igreja na condenação da intervenção da coligação anglo-americana no Iraque, disse, pela boca de Pietro Folena, do partido comunista agora rebaptizado de DS, não é da competência de Ruini intervir sobre a missão italiana no Iraque, mas sim do Parlamento. Ah, ah, ah.
Três afonsos para a coragem politicamente incorrecta do Cardeal Ruini e dois chateaubriands e dois ignóbeis para o porta-voz da esquerdalhada.
20/11/2003
AVALIAÇÃO CONTÍNUA: Aditamentos ao exame ad hoc dos sub-21.
A pedido de vários leitores, acidentais uns, assinantes outros, o Impertinente vê-se obrigado a fazer os seguintes aditamentos ao exame ad hoc do França-Portugal:
Agradecimento aos nossos mais antigos aliados cujo representante na arbitragem não validou um golo limpinho da França, e que por isso ganha dois afonsos e um pilatos (por ter olhado para o lado).
Cinco afonsos para o lagarto Mário Sérgio que, debaixo duma chuva de vis apupos da plebe gaulesa, se ofereceu para marcar uma das humilhações.
Cinco ignóbeis para o jogador francês, espèce de cocu emmerdant, que atirou uma garrafa de cerveja a um dos nossos rapazes que festejava a vitória dos magriços sobre aquele tribo merdosa.
Dois ignóbeis para o Impertinente que escreveu alfaias galesas, quando, que se saiba, não havia trastes no balneário importados do País de Gales.
Agradecimento aos nossos mais antigos aliados cujo representante na arbitragem não validou um golo limpinho da França, e que por isso ganha dois afonsos e um pilatos (por ter olhado para o lado).
Cinco afonsos para o lagarto Mário Sérgio que, debaixo duma chuva de vis apupos da plebe gaulesa, se ofereceu para marcar uma das humilhações.
Cinco ignóbeis para o jogador francês, espèce de cocu emmerdant, que atirou uma garrafa de cerveja a um dos nossos rapazes que festejava a vitória dos magriços sobre aquele tribo merdosa.
Dois ignóbeis para o Impertinente que escreveu alfaias galesas, quando, que se saiba, não havia trastes no balneário importados do País de Gales.
AVALIAÇÃO CONTÍNUA: Onde se começa bem com os pés, se acaba mal com a cabeça, e se pergunta o imperguntável.
Secção Entradas de leão e saídas de sendeiro
Os nossos rapazes dos sub-21, não jogaram grande coisa, mas com a preciosa ajuda da avantesma Djibril Cissé, expulsa à custa de aviar com o sarrafo nas polainas dum dos nossos meninos, fizeram aquela espécie pedante que vive na Gália engolir a arrogância.
Foi assim que os rapazes ganharam o jogo de pés. Mas perderam no jogo de cabeça, quando voltaram aos balneários e se transformaram, por seu turno, em avantesmas, partindo os trates e as alfaias galesas que por lá se encontravam.
Isto já era bastante mau, mas, assim o postulam as leis de Murphy, nada está tão mau que não possa ficar ainda pior. Foi o que aconteceu, com os insultos à inteligência de quem o ouviu, ao treinador Zé Romão a explicar o sucedido.
Para os rapazes 4 afonsos pela humilhação dos gauleses e 2 ignóbeis pela bagunça e, para o treinador Zé, 3 pilatos pela falta de acção e 2 chateaubriands pelas asneiras.
Secção Perguntas impertinentes
- A que propósito jornalistas viajam para o Kuwait num avião fretado pelo governo Português?
- A menina jornalista da Sic que foi ferida estava em missão de soberania ou trabalhava para o governo, que por isso mandou a avioneta dos contribuintes fazer as vezes do jatinho que o Dr. Balsemão não tem, mas que gostava de ter?
- O governo percebe que estas acções falam mais alto do que todas as palavras?
- O governo percebe que está a dizer para milhões de lusitanos: vede meus filhos como as tetas da vaca marsupial pública são fartas?
Enquanto o governo não responde leva 4 chateaubriands para a sua colecção.
Os nossos rapazes dos sub-21, não jogaram grande coisa, mas com a preciosa ajuda da avantesma Djibril Cissé, expulsa à custa de aviar com o sarrafo nas polainas dum dos nossos meninos, fizeram aquela espécie pedante que vive na Gália engolir a arrogância.
Foi assim que os rapazes ganharam o jogo de pés. Mas perderam no jogo de cabeça, quando voltaram aos balneários e se transformaram, por seu turno, em avantesmas, partindo os trates e as alfaias galesas que por lá se encontravam.
Isto já era bastante mau, mas, assim o postulam as leis de Murphy, nada está tão mau que não possa ficar ainda pior. Foi o que aconteceu, com os insultos à inteligência de quem o ouviu, ao treinador Zé Romão a explicar o sucedido.
Para os rapazes 4 afonsos pela humilhação dos gauleses e 2 ignóbeis pela bagunça e, para o treinador Zé, 3 pilatos pela falta de acção e 2 chateaubriands pelas asneiras.
Secção Perguntas impertinentes
- A que propósito jornalistas viajam para o Kuwait num avião fretado pelo governo Português?
- A menina jornalista da Sic que foi ferida estava em missão de soberania ou trabalhava para o governo, que por isso mandou a avioneta dos contribuintes fazer as vezes do jatinho que o Dr. Balsemão não tem, mas que gostava de ter?
- O governo percebe que estas acções falam mais alto do que todas as palavras?
- O governo percebe que está a dizer para milhões de lusitanos: vede meus filhos como as tetas da vaca marsupial pública são fartas?
Enquanto o governo não responde leva 4 chateaubriands para a sua colecção.
19/11/2003
BLOGARIDADES: Informações talvez úteis.
Duas novas secções foram hoje adicionadas (ver Glossário):
- Entradas de leão e saídas de sendeiro
- Perguntas impertinentes
A posta de ontem da Tese nº 3 sobre o Pipi tinha algumas calinadas e imprecisões, agora corrigidas, para as quais me chamou a atenção o Belo Menir, que com um cajadada matou dois coelhos – do primeiro já falei; o segundo foi aguentar estoicamente a revelação perigosamente pública da sua ligação à FLM - Frente de Libertação do Macho.
- Entradas de leão e saídas de sendeiro
- Perguntas impertinentes
A posta de ontem da Tese nº 3 sobre o Pipi tinha algumas calinadas e imprecisões, agora corrigidas, para as quais me chamou a atenção o Belo Menir, que com um cajadada matou dois coelhos – do primeiro já falei; o segundo foi aguentar estoicamente a revelação perigosamente pública da sua ligação à FLM - Frente de Libertação do Macho.
CASE STUDY: Tese nº 3 sobre os públicos de O Meu Pipi. Diferentes públicos, mas nem todos distintos.
Prometida há mais duma semana e sempre adiada, é altura de tratar da tese dos públicos do Pipi, enquanto ainda há Pipi. Públicos para o Pipi é que nunca faltarão, dada a pletora de grunhus vulgaris lusitanicus que, não sendo o único público, são o mais persistente e abundante, como já se tinha concluído no Prelúdio à Tese nº 3.
Não tendo o produto sexo um target específico, é difícil ser exaustivo quando quase todas as criaturas são consumidores potenciais da prosa do Pipi. Potenciais mas não actuais, porque para estes se requerem as seguintes condições:
1) Um módico de literacia - com boa vontade 3 ou 4 milhões de criaturas
2) Ter acesso à Internet - o que reduz os 3 a 4 milhões a uns 300 ou 400 mil
3) Navegar na bloguilha, isto é ser bloguilhéu - talvez 10%, ou seja 30 a 40 mil
4) Conhecer o blogue do Pipi - talvez 60 a 80% dos bloguilhéus
5) Frequentá-lo - talvez uns 8.000 a 9.000 (*) bloguilhéus, o que dá um share extraordinário ao redor de 1/4.
(*) Nas últimas 10 semanas o Pipi arrotou 20 postas e teve aproximadamente 200.000 visitas, cerca de 10.000 por posta; a maioria das visitas é de grunhus vulgaris. Se admitirmos que uns 10-20% do público vomita e nunca mais lá volta, e que os restantes não perdem uma, a audiência total fidelizada do Pipi deve rondar as 8.000 a 9.000 almas. É claro que estou a esquecer as visitas redundantes, quer do visitante que gostou tanto que volta outra vez ao lugar do creme, quer do visitante ansioso que vai lá 3 dias ver se já há uma nova posta e só a encontra ao quarto. Retirando estes, a audiência seria eventualmente muito menor.
Até aqui é só aritmética do actual 9º ano, equivalente à 3ª classe da primária com a Dona Gertrudes e a sua palmatória didáctica. Vamos agora ao prato de sustância, com a ajuda da Doutora Ana, psicóloga pela Sorbonne e socióloga e antropóloga nas horas vagas. Esquecendo os 10-15% de leitores acidentais, afinal quem são essas 8.000 ou 9.000 criaturas? Se não as conhecemos, podemos ao menos arrumá-las nos seguintes segmentos:
Leitores reticentes
Leitores que conseguem aguentar irregularmente as visitas, sacrificando a agonia à qualidade delirante da prosa do Pipi.
Exemplo: o Impertinente e umas quantas outras almas.
Grunhus vulgaris
São leitores contumazes do Pipi e de longe a espécie mais abundante, representando talvez 70-80% da audiência. Entre os Grunhus vulgaris há que distinguir a variedade commentarius que se caracteriza por uma verbalização incipiente, resultado de só usar a parte mais primitiva do cérebro. A variedade commentarius é responsável por quase todos os comentários às postas do Pipi, que ao ritmo de cerca de 1.300 por posta conspurcam a bloguilha, que no caso deles se reduz a uma braguilha.
Exemplos: abundantes.
Grunhus literattus
É a elite dos grunhos. Distinguem-se dos grunhus vulgaris por serem portadores de literacia.
Exemplos: não muitos.
Épater le bourgeois
Por incrível que pareça, nestes tempos em que o tema sexo se banaliza, exala dos écrans da televisão generalista para os doces lares lusitanos, escorre das revistas, verte-se das conversas das viúvas de todos os S. Lourenços de Mamporcão, parece haver quem pense que o Pipi é a vanguarda do ataque aos tabus que deixa os patetas embasbacados.
Exemplos: vários.
FLM - Frente de Libertação do Macho
São militantes da causa que sofrem com a decadência do macho em geral, e do lusitano em particular, sucumbido ao paradigma do homem sensível, que chora, usa cremes, se meneia delicadamente, avia beijinhos, e é portador de todos os outros trejeitos peculiares que fazem as delícias da mulher distraída, que se julga emancipada. O Pipi é o seu herói.
Exemplo: O Belo Menir da Vareta Funda.
Cultores da Língua
Vêem no Pipi a redenção, pelo bom uso da língua, da parte escatológica do sexo. Gostariam da prosa do Pipi mesmo que ele escrevesse sobre jardinagem.
Exemplos: Bomba Inteligente, Dicionário do Diabo.
(Continua?)
Não tendo o produto sexo um target específico, é difícil ser exaustivo quando quase todas as criaturas são consumidores potenciais da prosa do Pipi. Potenciais mas não actuais, porque para estes se requerem as seguintes condições:
1) Um módico de literacia - com boa vontade 3 ou 4 milhões de criaturas
2) Ter acesso à Internet - o que reduz os 3 a 4 milhões a uns 300 ou 400 mil
3) Navegar na bloguilha, isto é ser bloguilhéu - talvez 10%, ou seja 30 a 40 mil
4) Conhecer o blogue do Pipi - talvez 60 a 80% dos bloguilhéus
5) Frequentá-lo - talvez uns 8.000 a 9.000 (*) bloguilhéus, o que dá um share extraordinário ao redor de 1/4.
(*) Nas últimas 10 semanas o Pipi arrotou 20 postas e teve aproximadamente 200.000 visitas, cerca de 10.000 por posta; a maioria das visitas é de grunhus vulgaris. Se admitirmos que uns 10-20% do público vomita e nunca mais lá volta, e que os restantes não perdem uma, a audiência total fidelizada do Pipi deve rondar as 8.000 a 9.000 almas. É claro que estou a esquecer as visitas redundantes, quer do visitante que gostou tanto que volta outra vez ao lugar do creme, quer do visitante ansioso que vai lá 3 dias ver se já há uma nova posta e só a encontra ao quarto. Retirando estes, a audiência seria eventualmente muito menor.
Até aqui é só aritmética do actual 9º ano, equivalente à 3ª classe da primária com a Dona Gertrudes e a sua palmatória didáctica. Vamos agora ao prato de sustância, com a ajuda da Doutora Ana, psicóloga pela Sorbonne e socióloga e antropóloga nas horas vagas. Esquecendo os 10-15% de leitores acidentais, afinal quem são essas 8.000 ou 9.000 criaturas? Se não as conhecemos, podemos ao menos arrumá-las nos seguintes segmentos:
Leitores reticentes
Leitores que conseguem aguentar irregularmente as visitas, sacrificando a agonia à qualidade delirante da prosa do Pipi.
Exemplo: o Impertinente e umas quantas outras almas.
Grunhus vulgaris
São leitores contumazes do Pipi e de longe a espécie mais abundante, representando talvez 70-80% da audiência. Entre os Grunhus vulgaris há que distinguir a variedade commentarius que se caracteriza por uma verbalização incipiente, resultado de só usar a parte mais primitiva do cérebro. A variedade commentarius é responsável por quase todos os comentários às postas do Pipi, que ao ritmo de cerca de 1.300 por posta conspurcam a bloguilha, que no caso deles se reduz a uma braguilha.
Exemplos: abundantes.
Grunhus literattus
É a elite dos grunhos. Distinguem-se dos grunhus vulgaris por serem portadores de literacia.
Exemplos: não muitos.
Épater le bourgeois
Por incrível que pareça, nestes tempos em que o tema sexo se banaliza, exala dos écrans da televisão generalista para os doces lares lusitanos, escorre das revistas, verte-se das conversas das viúvas de todos os S. Lourenços de Mamporcão, parece haver quem pense que o Pipi é a vanguarda do ataque aos tabus que deixa os patetas embasbacados.
Exemplos: vários.
FLM - Frente de Libertação do Macho
São militantes da causa que sofrem com a decadência do macho em geral, e do lusitano em particular, sucumbido ao paradigma do homem sensível, que chora, usa cremes, se meneia delicadamente, avia beijinhos, e é portador de todos os outros trejeitos peculiares que fazem as delícias da mulher distraída, que se julga emancipada. O Pipi é o seu herói.
Exemplo: O Belo Menir da Vareta Funda.
Cultores da Língua
Vêem no Pipi a redenção, pelo bom uso da língua, da parte escatológica do sexo. Gostariam da prosa do Pipi mesmo que ele escrevesse sobre jardinagem.
Exemplos: Bomba Inteligente, Dicionário do Diabo.
(Continua?)
Subscrever:
Mensagens (Atom)