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22/02/2026

DIÁRIO DE BORDO: Elegeram-no? Então aguentem outros cinco anos de TV Marcelo (24) - Não correu bem

Então aguentem outros cinco anos, uma espécie de sequência indesejada da série Outras preces (não escutadas).

«Marcelo coroado 'rei amor' na Costa do Marfim»

Durante 10 longos anos, dediquei à presidência do Dr. Marcelo cento e trinta e tantos posts, dos quais mais de cem no primeiro mandato, cada vez mais espaçados no tempo, porque a minha paciência gastava-se aceleradamente, incapaz de acompanhar a agitação febril do sujeito. Agora que se aproxima o termo do segundo mandato, achei que deveria publicar uma espécie de epitáfio presidencial. Porém, faltou-me a inspiração e a pachorra e resolvi preguiçosamente citar um trecho da peça "Por que é que Marcelo falhou de forma tão espectacular?" que Miguel Pinheiro escreveu no Observador

«... Marcelo achou que tinha descoberto um antídoto: iria combater o populismo “do mal” com o populismo “do bem”. O plano era simples: o novo Presidente só precisava de dar um beijinho ou um abraço a cada português. Eternamente obcecado com as suas taxas de aprovação, Marcelo não se comparava a outros políticos, mas às duas maiores celebridades do país, Cristina Ferreira e Ricardo Araújo Pereira. Se fosse suficientemente amado pelos portugueses, os eleitores não precisariam de se refugiar na direita radical. Não correu bem: em legislativas, o Chega somou 60 deputados; em presidenciais, André Ventura chegou à segunda volta.»

03/01/2026

DIÁRIO DE BORDO: Elegeram-no? Então aguentem outros cinco anos de TV Marcelo (23) - Afinal os melhores dos melhores são os medíocres dos medíocres

Então aguentem outros cinco anos, uma espécie de sequência indesejada da série Outras preces (não escutadas).

Para quem andou dez anos a dar graxa à mediocridade que infesta o Portugal dos Pequeninos com o mantra «nós portugueses somos os melhores e, por isso, não admira que aqui estejam os melhores a fazer o melhor», é um pouco insólito evocar na sua última mensagem em contraponto a atributos (exagerados) como «a franqueza, a doçura, a bondade, a imensa bondade», os defeitos (bem reais) como «o desleixo, a constante trapalhada nos negócios e (...) a imaginação, que leva sempre a exagerar até à mentira», «a esperança constante de algum milagre, no velho milagre de Ourique, que sanará todas as dificuldades». O pior de tudo foi concluir que «assim somos há quase 900 anos, assim seremos sempre».

29/08/2025

DIÁRIO DE BORDO: Elegeram-no? Então aguentem outros cinco anos de TV Marcelo (22) - Sim, o Sr. Trump parece ser um activo de Putin, mas não pode ser o PR a dizê-lo

Então aguentem outros cinco anos, uma espécie de sequência indesejada da série Outras preces (não escutadas).


Um presidente da República que se apresenta num encontro de um partido, ainda para mais do qual é militante e foi presidente, demonstra uma certa falta de senso. Não achando suficiente essa demonstração, o Dr. Marcelo produz um juízo sobre outro presidente da República de um Estado aliado do seu  («o líder máximo da maior superpotência do mundo, objetivamente, é um activo soviético, ou russo») que, não fora a  insignificância do Dr. Marcelo e a pouca significância do seu país, criaria um incidente diplomático grave. E não está em causa o fundamento do juízo, perfeitamente aceitável se dito por um comentador, está em causa que tal afirmação em público do PR mostra que o Dr. Marcelo fez um percurso inverso ao seu homólogo ucraniano de quem se diz que começou por comediante e acabou presidente. 

01/08/2025

DIÁRIO DE BORDO: Elegeram-no? Então aguentem outros cinco anos de TV Marcelo (21) - Sem vergonha e sem limites

Então aguentem outros cinco anos, uma espécie de sequência indesejada da série Outras preces (não escutadas).

«Para se salvar, Marcelo está disposto a contribuir para o aumento da “pós-verdade” na política portuguesa. Também na questão da imigração, a “verdade” deixa de existir, e “não há números credíveis”. As “narrativas” é que contam; e ter influência nos meios de comunicação social para espalhar as “narrativas” convenientes ao senhor Presidente. Cada vez que ouvirem o PR a criticar o populismo e a demagogia não liguem nenhuma, ou comecem às gargalhadas. Marcelo Rebelo de Sousa é o político mais populista que existe em Portugal. Numa década, reduziu a presidência da república a um populismo sem vergonha e sem limites.»

«Populismo sem vergonha e sem limites», escreveu João Marques de Almeida sobre o Dr. Marcelo palavras que não hesito em subscrever. Não sei se estes últimos episódios terão ou não surpreendido JMA, mas seguramente não me surpreenderam a mim 9 (nove) anos e centenas de posts depois.

05/05/2024

DIÁRIO DE BORDO: Elegeram-no? Então aguentem outros cinco anos de TV Marcelo (22) - Perdoam, perdoam

Então aguentem outros cinco anos, uma espécie de sequência indesejada da série Outras preces (não escutadas).

«Os portugueses, desta vez, talvez não lhe perdoem. A Presidência estará contaminada por tanta leviandade, que pode ser servil ou não. Pedir a um país pobre e empobrecido que acolhe centenas de milhares de imigrantes brasileiros, e os integra sem esforço, e bem, que acolhe muitos milionários brasileiros que usam o país como entreposto europeu e investimento imobiliário, e nada mais, que pague indemnizações a um país riquíssimo e de endémica corrupção como o Brasil, onde o obstáculo à redistribuição social é essa corrupção e não a míngua de recursos, é pedir demais. Não lhe perdoarão os portugueses das ex-colónias, cujo rancor estava neutralizado pelo tempo. E não lhe perdoarão os que acham que não sabe o que diz e que não pode achar que pode dizer tudo porque tem graça.»

Escreveu a Dr.ª Clara Ferreira Alves, a Pluma Caprichosa, uma das almas mais desalinhadas no planeta mediático, capaz do pior, como sucumbir ao charme do Dr. Soares e fazer uma entrevista apologética ao Sr. Eng. Sócrates, o Animal Feroz, ou do melhor, como reconhecer que o Dr. Costa pode ter sido um dos piores primeiros-ministros desde Dona Maria II. Suspeito que esteja enganada, porque o Bom Povo Português verga-se aos afectos, mesmo que fingidos, e adora uma criatura popularucha que se faz passar por um deles.

26/04/2024

DIÁRIO DE BORDO: Elegeram-no? Então aguentem outros cinco anos de TV Marcelo (21) - Vindo dele, pior é difícil, mas sempre possível

Então aguentem outros cinco anos, uma espécie de sequência indesejada da série Outras preces (não escutadas).

Só quando me enviaram o vídeo de ontem do Canal A Cor do Dinheiro de Camilo Lourenço me dei conta de que poucos dias depois de ter insinuado propósitos políticos à PGR, o Dr. Marcelo meteu no mesmo saco da conversa com os correspondentes estrangeiros o caso das gémeas e do seu filho, juízos pessoais sobre o Dr. Costa e o Dr. Montenegro, a escravatura, os crimes coloniais e as suas indemnizações aos descendentes das vítimas. Só há uma justificação que se poderia considerar aceitável: demência senil.


Para mim não deixou de ser porque nunca foi o meu presidente, pelas razões que venho explicando há oito anos. Os dois mandatos do Dr. Marcelo tornam um exemplo de dignidade e decência os mandatos dos seus homólogos durante o Estado Novo, generais Carmona e Craveiro Lopes e almirante Américo Thomaz.

02/01/2024

DIÁRIO DE BORDO: Elegeram-no? Então aguentem outros cinco anos de TV Marcelo (20) - Quando se pensava que não podia descer mais baixo, ultrapassa as expectativas

Então aguentem outros cinco anos, uma espécie de sequência indesejada da série Outras preces (não escutadas).

A minha alergia a telejornais se, por um lado, me permite manter alguma sanidade mental, por outro priva-me de aspirar em primeira-mão os eflúvios de fossa séptica em que se estão mergulhadas as instituições e  as eminências oficiais do Portugal dos Pequeninos. Fico, assim, compelido a conhecer esses eflúvios através de almas com olfactos mais resistentes, a quem fico grato. Desta vez é o caso de um dois únicos blasfemos que ainda sobrevivem num blogue que resistiu com dificuldade ao canibalismo twítico do qual cito um excerto do post "O Cabaret do Presidente e dos Bispos" onde se escalpeliza S. Ex.ª e as suas últimas produções mediáticas. 

«Como se constata pelas suas declarações, em plena véspera de Natal, para cuidar da sua imagem e popularidade, Marcelo não hesita em mandar o seu filho para debaixo do comboio, atribuindo-lhe todas as culpas pelo processo das cunhas, sugerindo que o seu filho mentiu ou omitiu ao pai e que o desiludiu. Marcelo chega ao requinte de já nem sequer tratar o seu filho por “Dr. Nuno”. Agora, pura e simplesmente refere-se ao filho como o “Alguém”.

Ou seja: entre a manutenção da dignidade de uma relação familiar e a manutenção dos niveis de popularidade em sondagens, Marcelo escolha a segunda opção.»

06/12/2023

DIÁRIO DE BORDO: Elegeram-no? Então aguentem outros cinco anos de TV Marcelo (19) - Definitivamente S. Ex.ª não acabará o mandato com dignidade, mesmo com ajudas

Então aguentem outros cinco anos, uma espécie de sequência indesejada da série Outras preces (não escutadas).

A estória é bastante embrulhada e envolta nas brumas das mentiras e meias-verdades, como é habitual nos casos de cunhas (pistolão no Brasil) e empenhos. Indo ao osso do assunto que parece estar suficientemente estabelecido, o filho de S. Ex.ª meteu uma cunha ao pai (e talvez a outras pessoas, o pai diz que desconhece) para às gémeas brasileiras filhas de uns amigos brasileiros ser administrado pelo SNS português - que não consegue dar resposta às necessidades mais básicas - um medicamento custando o equivalente a 5.263 salários mínimos mediante um expediente de lhe ser atribuída nacionalidade portuguesa por um processo fast track. O pai diz que se limitou a encarregar a sua assessora para a área de Saúde de saber o estado do processo. No final o medicamente foi administrado e às gémeas foram disponibilizadas duas vezes 2 cadeiras. 

Na minha impertinente visão da coisa, um presidente com integridade imune ao compadrio e bom educador teria educado o seu filho que saberia ser seu dever rejeitar desde logo o pedido dos amigos. O mesmo presidente se tivesse falhado na educação do filho e este lhe apresentasse o pedido ter-lhe-ia a dito para deixar cair o pedido. 

Com um presidente cujo passado não permite estabelecer com segurança a sua integridade, só se pode concluir que a sua versão da estória revela ou uma ingenuidade dificilmente compatível com seu passado de cinco décadas de conspiração política ou uma tentativa maquiavélica de limpar a sua folha insultando a inteligência dos 63% de eleitores que avaliam como mau o seu desempenho ou têm dúvidas.

03/12/2023

DIÁRIO DE BORDO: Elegeram-no? Então aguentem outros cinco anos de TV Marcelo (18) - S. Ex.ª também está a precisar de ser ajudado a terminar o mandato com dignidade

Então aguentem outros cinco anos, uma espécie de sequência indesejada da série Outras preces (não escutadas).
  • 1995 - «Vamos ajudar o senhor Presidente a acabar o mandato com dignidade», apelo do Dr. Cavaco em benefício do Dr. Soares 
  • 2015 - «Vamos ajudar Cavaco a terminar mandato com dignidade», apelo do Dr. Costa em benefício do Dr. Cavaco
  • 2023 -  Cresce o número de  portugueses que acham que o Dr. Marcelo está a precisar de ajuda para terminar o mandato com dignidade
Fonte

24/09/2023

DIÁRIO DE BORDO: Elegeram-no? Então aguentem outros cinco anos de TV Marcelo (17) - Uma espécie de autópsia antecipada de S. Ex.ª

Então aguentem outros cinco anos, uma espécie de sequência indesejada da série Outras preces (não escutadas).

«(...) A função presidencial está comprometida. Atores políticos vários, no segredo das confidências, começam frases assim: eu até gosto do Marcelo, mas... Este “mas” é uma interrogação e a expressão de um cansaço. Quosque tandem abutere, Marcelo, patientia nostra? Qualquer observador sensato, não precisa ser Cícero, está farto das manifestações instantâneas de portuguesismo “fixe” que ganham atributos de cerimónias de Estado. A recusa de uma atitude séria sobre o mundo não serve o momento grave. A sociedade portuguesa, empobrecida e classificada pelos mecanismos do capitalismo e do mercado como não rentável, está a tornar-se um estudo antropológico sobre o ressentimento. E o desapontamento.

Marcelo talvez ache que a sua marca de populismo conseguirá estancar marcas mais viciosas, impedindo-as de se tornarem dominantes. Está errado. O pensamento popularucho, somos fado, bacalhau e Ronaldo, coloniza o discurso português, transformando-o no beneficiário de todos os niilismos. Se só somos isto, somos nada. Somos repasto de turistas, fado e bacalhau, e das paixões tribais da bola. Não temos método nem propósito, não temos história, não temos ciência, não temos cultura, não temos nada exceto o juízo dos outros sobre o valor de entretenimento.

Nem por ironia é aceitável. Uma sociedade sem reportório crítico, sem vitalidade intelectual, sem convicção, sem educação. Fado e bacalhau, a retórica pobre dos pobres de espírito. Ronaldo, o novo Camões. A estrutura deste vocabulário é perigosa, embalando a ignorância num contexto político e, dir-se-ia, estético, que faz dos portugueses seres que não governam o seu destino, são governados.

A versão identitária da portugalidade no texto de Marcelo não passa de indulgência e transtorno cognitivo. O estereótipo é tudo menos uma experiência estética.

Outros Presidentes, como Soares e Sampaio, leram muitos livros de História. Talvez fosse bom que Marcelo se retirasse dos afetos e, por uma vez, lesse até ao fim um livro em vez de o apresentar, recomendar e prefaciar. Recomendo-lhe dois, “O Livro do Desassossego”, de Bernardo Soares, e “Os Lusíadas”, de Luís de Camões. E releia, supondo que leu, “Os Maias”. Nele encontrará uma perso»nagem chamada Dâmaso Salcede. Um estremeção de reconhecimento e identificação será inevitável. (...)»

Clara Ferreira Alves, aka Pluma Caprichosa, no Expresso

05/06/2023

DIÁRIO DE BORDO: Elegeram-no? Então aguentem outros cinco anos de TV Marcelo (16) - Look On The Bright Side, três quartos já não têm pachorra

Então aguentem outros cinco anos, uma espécie de sequência indesejada da série Outras preces (não escutadas).

Uma sondagem sobre o presidente que os portugueses preferem teve os seguintes resultados:

  • Marcelo Rebelo de Sousa 27% dos inquiridos
  • António Ramalho Eanes, com 25,7% 
  • Aníbal Cavaco Silva, 6,7% 

Tenho amigos que ficaram deprimidos pelo catavento mediático ter sido preferido. Não há razões para a depressão, a meu ver. Interpreto os resultados como significando que quase três quartos dos portugueses (73%) depois de sete anos de selfies e de uma presença constante dos mídia a debitar banalidades - que muitos portugueses preferem às duras verdades - não preferem o Dr. Marcelo.

26/04/2023

DIÁRIO DE BORDO: Elegeram-no? Então aguentem outros cinco anos de TV Marcelo (15) - Excedeu-se a si próprio, uma vez mais

Então aguentem outros cinco anos, uma espécie de sequência indesejada da série Outras preces (não escutadas).

Faria rir se não fosse uma vergonha para o Portugal dos Pequeninos
(se os portugueses pequeninos tivessem vergonha)

Consegue-se perceber que por razões de Estado S. Ex.ª condecore o marido Sr. Lula. A esposa D. Janja é mais difícil, até mesmo por parte de um catavento mediático que já vai na terceira condecoração de esposas.

10/03/2023

DIÁRIO DE BORDO: Elegeram-no? Então aguentem outros cinco anos de TV Marcelo (14) - Continuemos no sofá a ver TV

Então aguentem outros cinco anos, uma espécie de sequência indesejada da série Outras preces (não escutadas).

A propósito da entrevista de ontem à RTP de S. Ex.ª (*) o picareta falante, Rui Ramos (que em tempos depositou esperança no presidente-comentador), escreveu no Observador:  

«A política portuguesa, do ponto de vista do Presidente, é um conjunto de caprichos ideológicos temperados pela impotência colectiva. O comentador presidencial insinuou assim que o povo nunca poderá ser mais do que uma simples audiência de televisão, porque não há meios de acção política, e nem o governo, nem a oposição, nem ele próprio têm força para nada. A única coisa que nos resta é, enquanto espectadores, continuarmos no sofá a ver TV. Talvez aconteça alguma coisa. Mas o mais certo é não acontecer nada. Eis a lição do presidente comentador.

A imprensa, recorrendo ao palavreado empresarial que passa por análise política, louvava ontem o Presidente pela “gestão do regime”. É a “gestão do regime” num país em divergência da UE, e onde a escola pública, entre confinamentos e greves, deixou de funcionar. Não, o Presidente não é a causa nem o maior responsável. Pode até ser que não seja a solução. Mas é certamente parte do problema.»

(*) Declaração de interesse: A conselho médico, não vejo os pronunciamentos do Dr. Marcelo pelo que não posso confirmar o rigor da apreciação de Rui Ramos.

05/11/2022

DIÁRIO DE BORDO: Elegeram-no? Então aguentem outros cinco anos de TV Marcelo (12) - Uansupapaua, tusupapua & Uereisdameia

Então aguentem outros cinco anos, uma espécie de sequência indesejada da série Outras preces (não escutadas).



Nunca tive orgulho em ser português (nem em ser outra coisa qualquer), mas agora é diferente. Com as palhaçadas de uma criatura que é presidente deste país, estou a ficar com vergonha.

13/10/2022

DIÁRIO DE BORDO: Elegeram-no? Então aguentem outros cinco anos de TV Marcelo (11) - Um teste à viabilidade do Portugal dos Pequeninos como Estado soberano

Então aguentem outros cinco anos, uma espécie de sequência indesejada da série Outras preces (não escutadas).

«Marcelo coroado 'rei amor' na Costa do Marfim»

Há uns meses, após seis anos e meio em Belém, 70% dos portugueses considerava boa ou muito boa a actuação do Dr. Marcelo como PR, o que, só por si, explica muito do que é o Portugal dos Pequeninos. 

Nas últimas duas semanas, depois de avisar um bispo que este fora denunciado por alegado encobrimento de abusos sexuais, S. Ex.ª protagonizou talvez a maior trapalhada dos seus dois mandatos - o que não é dizer pouco - com omissão de verdades, meias verdades, falsidades e esclarecimentos vários que culminaram com a desvalorização da gravidade dos abusos incendiando os mídia e as sempre inflamáveis redes sociais. Seguiu-se um pedido de desculpas às vítimas dos abusos, cuja sinceridade se pode aferir pela futilidade do agradecimento aos portugueses que lhe enviaram mensagens.

Se, com este episódio, as próximas sondagens não mostrarem que pelo menos 70% dos portugueses consideram o desempenho de S. Ex.ª mau ou muito mau, considerarei o Portugal dos Pequeninos definitivamente perdido e o Estado português inviável.

09/09/2022

DIÁRIO DE BORDO: Elegeram-no? Então aguentem outros cinco anos de TV Marcelo (10) - Adereço na campanha d'O Imbrochável

Então aguentem outros cinco anos, uma espécie de sequência indesejada da série Outras preces (não escutadas).


Desta vez S. Ex.ª excedeu-se a si próprio e levado por um desejo de protagonismo, que faz dele mais um dos "famosos", aterrou na campanha eleitoral de Jair, O Imbrochável, presidente de uma República que ele está a converter em República das Bananas, que o colocou ao lado de um dos seus apoiantes, o empresário Hang acusado de integrar o "gabinete paralelo" e de outras trapalhadas (por exemplo, por exemplo, ...). É uma humilhação para S. Ex.ª, o que é lá com ele, e uma vergonha para a república dos bananas de que é presidente, o que deveria ser cá connosco.

12/08/2022

DIÁRIO DE BORDO: Elegeram-no? Então aguentem outros cinco anos de TV Marcelo (9) - Alguém pode fazer o favor de explicar ao Dr. Marcelo porque a esquerda se cola e a direita se descola

Então aguentem outros cinco anos, uma espécie de sequência indesejada da série Outras preces (não escutadas).

«Também a direita cometeu um erro que eu nunca percebi. É que os sucessivos líderes de direita, em vez de se colarem em mim, descolaram ostensivamente de mim. E quem é que colava a mim? O primeiro-ministro e o PS», disse o Dr. Marcelo em entrevista à CNN Portugal.

Os ingleses têm um ditado popular que explica tudo: Birds of the same feathers flock together.

16/07/2022

DIÁRIO DE BORDO: Elegeram-no? Então aguentem outros cinco anos de TV Marcelo (8) - O passado do Dr. Marcelo é imprevisível

Então aguentem outros cinco anos, uma espécie de sequência indesejada da série Outras preces (não escutadas).

A entrevista ao Dr. Marcelo pelo seu inimigo de estimação Dr. Balsemão, publicada na Revista do Expresso, onde o Dr. Marcelo reformulou o passado em geral e o seu em particular (como aqui se evidencia) poderia muito bem ter tido lugar na Rússia onde é costume os próprios russos reconhecerem que «a Rússia é um país com um passado imprevisível» e ser publicada no Izvestia.