Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)
08/05/2015
Mitos (195) – O contrário do dogma do aquecimento global (V)
LEMA: O contrário do dogma do aquecimento global não é o dogma do não aquecimento global. É a dúvida sistemática sobre a evolução do clima e dos factores que a condicionam.
Pode ser o aquecimento global, pode ser o arrefecimento global, pode ser o ciclo das manchas solares, podem ser alterações do campo magnético, pode ser uma alteração do eixo terrestre, pode ser qualquer coisa induzida pelas actividades humanas. Ou não.
Evidentemente que o jornalismo de causas também pratica a ciência de causas, o que se aceita como religião, digamos. Como religião, o jornalismo de causas ainda está na fase pré-Galileu sem saber que que a Terra e pur se muove. Daí escrever coisas disparatadas como «a concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera atingiu um nível recorde em março, mais um sinal evidente do aquecimento global», invertendo a relação causal que está no cerne da crença do aquecimento global devido à acção humana – um pouco à maneira de Chateaubriand que, diz-se, abençoou a divina providência por fazer passar os rios pelo meio das cidades.
Por falar em ciência de causas e aquecimento global, leia-se este artigo de Christopher Booker também a propósito do «hottest March since records began in 1880» e vejam-se os dois diagramas seguintes antes e depois do «ajustamento» feito pelos cientistas de causas.
17/04/2013
Mitos (107) – O contrário do dogma do aquecimento global (III)
LEMA: O contrário do dogma do aquecimento global não é o dogma do não aquecimento global. É a dúvida sistemática sobre a evolução do clima e dos factores que a condicionam.
Pode ser o aquecimento global, pode ser o arrefecimento global, pode ser o ciclo das manchas solares, podem ser alterações do campo magnético, pode ser uma alteração do eixo terrestre, pode ser qualquer coisa induzida pelas actividades humanas. Ou não.
O certo é que os últimos dados mostram que, diferentemente do que a ciência de causas do aquecimento global vem tentando fazer-nos acreditar, as médias móveis de 5 anos das temperaturas globais nos últimos 10 anos têm-se mantido estáveis, apesar do aumento de emissões de dióxido de carbono e de outros gases e substâncias que contribuem para o aquecimento da atmosfera, como o diagrama seguinte mostra.
As razões poderão ser várias e estão descritas em «A sensitive matter» (Economist March 30th) , mas o facto básico é: está em causa o fundamento das teses do ambientalismo militante. Como estão em causa os modelos até agora desenhados para prever o comportamento do sistema caótico do clima.
09/09/2020
Mitos (307) - O contrário do dogma do aquecimento global (XXIV)
Em retrospectiva: que o debate sobre o aquecimento global, principalmente sobre o papel da intervenção humana, é muito mais um debate ideológico do que um debate científico é algo cada vez mais claro. Que nesse debate as posições tendam a extremar-se entre os defensores do aquecimento global como obra humana – normalmente gente de esquerda – e os negacionistas – normalmente gente de direita – existindo muito pouco espaço para dúvida, ou seja para uma abordagem científica, é apenas uma consequência da deslocação da discussão do campo científico, onde predomina a racionalidade, para o campo ideológico e inevitavelmente político, onde predomina a crença.
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| Fonte |
10/05/2019
Mitos (288) - O contrário do dogma do aquecimento global (XX)
Em retrospectiva: que o debate sobre o aquecimento global, principalmente sobre o papel da intervenção humana, é muito mais um debate ideológico do que um debate científico é algo cada vez mais claro. Que nesse debate as posições tendam a extremar-se entre os defensores do aquecimento global como obra humana – normalmente gente de esquerda – e os negacionistas – normalmente gente de direita – existindo muito pouco espaço para dúvida, ou seja para uma abordagem científica, é apenas uma consequência da deslocação da discussão do campo científico, onde predomina a racionalidade, para o campo ideológico e inevitavelmente político, onde predomina a crença.
17/07/2026
Mitos (355) - O contrário do dogma do aquecimento global (XXXIV) - O Paradoxo de Crutzen e a Lei de Morton
Em retrospectiva, que o debate sobre o aquecimento global, principalmente sobre o papel da intervenção humana, é muito mais um debate ideológico do que um debate científico é algo cada vez mais claro. Que nesse debate as posições tendam a extremar-se entre os defensores do aquecimento global como obra humana – normalmente gente de esquerda – e os outros – normalmente gente de direita – existindo muito pouco espaço para dúvida, ou seja, para uma abordagem científica, é apenas uma consequência da deslocação da discussão do campo científico, onde predomina a racionalidade, para o campo ideológico e inevitavelmente político, onde predomina a crença.
Nós aqui fazemos o possível para não ficar entalados entre o ruído da histeria climática que, levada às suas últimas consequências, conclui que o homo sapiens sapiens tem de ser erradicado para salvar o planeta, e o ruído das teorias da conspiração que consideram que o único problema sério com o ambiente é a histeria climática.
24/10/2019
Mitos (296) - O contrário do dogma do aquecimento global (XXII)
Em retrospectiva: que o debate sobre o aquecimento global, principalmente sobre o papel da intervenção humana, é muito mais um debate ideológico do que um debate científico é algo cada vez mais claro. Que nesse debate as posições tendam a extremar-se entre os defensores do aquecimento global como obra humana – normalmente gente de esquerda – e os negacionistas – normalmente gente de direita – existindo muito pouco espaço para dúvida, ou seja para uma abordagem científica, é apenas uma consequência da deslocação da discussão do campo científico, onde predomina a racionalidade, para o campo ideológico e inevitavelmente político, onde predomina a crença.
Os factos mostram cada vez mais que estão acontecer fenómenos que mostram mudanças climáticas caracterizadas por um aumento das temperaturas médias e extremas. Seria inútil negar isso, apesar de décadas de manipulação de dados por parte dos cientistas de causas ambientais que têm tido o efeito da fábula do pastor mentiroso e do lobo. Outra coisa diferente e atribuir essas mudanças exclusivamente à acção humana, o que evidentemente não explica as mudanças climáticas extremas que ocorreram no passado que não podem ser atribuídas à acção humana.
O texto seguinte refere objectivamente factos que que indiciam essas mudanças, mas peca por meter pela porta do cavalo uma conclusão não demonstrada quando refere em grande parte impulsionado pelas actividades humanas.
29/09/2012
Mitos (83) – O contrário do dogma do aquecimento global (II)
LEMA: O contrário do dogma do aquecimento global não é o dogma do não aquecimento global. É a dúvida sistemática sobre a evolução do clima e os factores que a condicionam.
Pode ser o aquecimento global, pode ser o arrefecimento global, pode ser o ciclo das manchas solares, podem alterações do campo magnético, pode ser uma alteração do eixo terrestre, pode ser qualquer coisa induzida pelas actividades humanas ou não. As explicações variam consoante a ciência de causas em causa. O certo é que no dia 16 de Setembro a superfície gelada do Ártico não passava de 3,4 milhões de Km2, pouco mais de 1/5 do mínimo anterior em 2007.
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| Fonte: Economist, Sep 22 |
23/04/2023
Mitos (329) - O contrário do dogma do aquecimento global (XXIX) - Como explicar as mudanças climáticas no Saara à luz da ortodoxia ambientalista?
Nós aqui fazemos o possível para não ficar entalados entre o ruído da histeria climática que levada às suas últimas consequências conclui que o homo sapiens sapiens tem de ser erradicado para salvar o planeta, e o ruído das teorias da conspiração que consideram que o único problema sério com o ambiente é a histeria climática.
20/08/2012
Mitos (82) – O contrário do dogma do aquecimento global
Foi recentemente publicado um estudo de uma equipa liderada por James Hansen, do Goddard Institute for Space Studies que faz parte da NASA, sobre a ocorrência de fenómenos meteorológicos extremos como ondas de calor. Sendo James Hansen um militante da causa do aquecimento global de origem humana, à pala da qual já foi preso várias vezes por participar em manifestações, a reacção normal dos negacionistas seria de deitar pela borda fora tal estudo. Mais devagar.
Vejamos os métodos e os dados e esqueçamos os propósitos. O estudo cobriu as temperaturas médias à superfície da Terra em milhares de pequenas áreas durante 60 anos de 1951 até 2011 e mediu os desvios em relação à média durante cada uma das seis décadas. O resultado foi 6 conjuntos de dados que se ajustavam, como seria de esperar, a curvas de Gauss, as quais normalizadas usando as respectivas médias e os desvio-padrões puderam então ser comparadas. A representação dessas curvas normalizadas no gráfico seguinte torna visível que década após década o «sino» se desloca para a direita e se achata claramente, ou seja a dispersão se acentua, e a frequência de temperaturas mais altas é crescente.
Estes são os factos estatísticos. Quais as causas dessa maior frequência? Isso é outro assunto.
(Fonte: «Bell weather - A statistical analysis shows how things really are heating up», Economist Aug 11th)
10/12/2019
Mitos (299) - O contrário do dogma do aquecimento global (XXII)
Em retrospectiva: que o debate sobre o aquecimento global, principalmente sobre o papel da intervenção humana, é muito mais um debate ideológico do que um debate científico é algo cada vez mais claro. Que nesse debate as posições tendam a extremar-se entre os defensores do aquecimento global como obra humana – normalmente gente de esquerda – e os negacionistas – normalmente gente de direita – existindo muito pouco espaço para dúvida, ou seja para uma abordagem científica, é apenas uma consequência da deslocação da discussão do campo científico, onde predomina a racionalidade, para o campo ideológico e inevitavelmente político, onde predomina a crença.
Um exemplo de lucidez e independência raro entre os militantes de causas ambientais (e, para ser honesto, igualmente raro entre os militantes do negacionismo) é o de Bjorn Lomborg, Director do Copenhagen Consensus Center. A demonstrar isso mesmo, escreveu há duas semanas no Project Syndicate um artigo desmistificando o alarmismo à volta da inundação resultante do degelo em várias partes do mundo. Aqui vai um excerto e a sugestão de ler o resto.
«As últimas notícias alarmantes sobre as mudanças climáticas são que enormes extensões de terra densamente habitada estarão submersas em 2050, com as suas cidades "apagadas". Esses relatórios - que apareceram no The New York Times e em muitos outros meios de comunicação - baseiam-se em bom trabalho de pesquisa de cientistas da Climate Central, mas eles entenderam mal a história.
Isso faz parte de um padrão prejudicial. A mudança climática é um problema criado pelo homem que precisamos resolver, mas muitas das notícias sobre seus supostos efeitos assustam-nos sem razão e enganam-nos sobre como agir.
O artigo, publicado no mês passado na Nature Communications, mostra que as estimativas anteriores do impacto do aumento do nível do mar estavam erradas, porque se baseavam em medições do nível do solo que às vezes incluíam erroneamente as alturas das árvores ou das casas. Por outras palavras, a vulnerabilidade ao aumento do nível do mar foi subestimada. Isso é importante.
Mas a mídia usou isso para criar uma visão distópica de 2050. O Times publicou um mapa aterrador mostrando que o sul do Vietname “quase desaparecerá” porque estará “debaixo d'água na maré alta”. O Times disse aos leitores: “Mais de 20 milhões de pessoas no Vietname, quase um quarto da população, vivem em terras que serão inundadas. ”E alertou para efeitos semelhantes em todo o mundo.
Esta notícia tornou-se viral. Bill McKibben, fundador da organização ambiental 350.org, twittou que "As mudanças climáticas estão encolhendo [o] planeta, da maneira mais assustadora possível". O cientista climático Peter Kalmus disse que já se preocupou em "ser rotulado como 'alarmista'", mas notícias como essa o fizeram adoptar o termo.
O que a mídia deixou de mencionar é que a situação no sul do Vietnã hoje é quase idêntica à situação projectada em 2050.»
06/08/2019
Mitos (292) - O contrário do dogma do aquecimento global (XXI)
Em retrospectiva: que o debate sobre o aquecimento global, principalmente sobre o papel da intervenção humana, é muito mais um debate ideológico do que um debate científico é algo cada vez mais claro. Que nesse debate as posições tendam a extremar-se entre os defensores do aquecimento global como obra humana – normalmente gente de esquerda – e os negacionistas – normalmente gente de direita – existindo muito pouco espaço para dúvida, ou seja para uma abordagem científica, é apenas uma consequência da deslocação da discussão do campo científico, onde predomina a racionalidade, para o campo ideológico e inevitavelmente político, onde predomina a crença.
A propósito das últimas notícias que dão conta de que ondas de calor estão a acelerar degelo na Gronelândia (e também estão derreter os poucos neurónios do jornalismo de causas climáticas), é oportuno lembrar que se isso são factos indesmentíveis, o que põe em causa as teses negacionistas, outra coisa é concluir apressadamente que isso se deve à acção humana que é o que quer concluir a ideologia anti-capitalista da climatologia de causas.
Vamos então aos factos. O diagrama seguinte não deixa grandes dúvidas sobre a tendência para o aumento do degelo na Groenlância, e estamos a falar de 3 mil milhões de toneladas (ou metros cúbicos) de água em cada dia.
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| Greenland’s ice sheet is melting unusually fast |
Já que estamos a tratar da mitologia climática, aproveito para desmistificar mais uma crença da mesma religião, a saber: a da inevitabilidade do aumento dos fogos florestais em consequência do aquecimento global. Vejam-se o mapa e o diagrama seguintes que mostram que os incêndios florestais têm mais a ver com a pobreza e que as mudanças na agricultura poderão minimizar os efeitos das mudanças climáticas.
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| Fonte: Economist |
28/11/2022
Mitos (324) - O contrário do dogma do aquecimento global (XXIX) - Áctivistas do ambiente ide moer a cabeça dos líderes dos países em vias de desenvolvimento
27/09/2024
Mitos (341) - O contrário do dogma do aquecimento global (XXXI) - Pero que las hay, las hay
Em retrospectiva: que o debate sobre o aquecimento global, principalmente sobre o papel da intervenção humana, é muito mais um debate ideológico do que um debate científico é algo cada vez mais claro. Que nesse debate as posições tendam a extremar-se entre os defensores do aquecimento global como obra humana – normalmente gente de esquerda – e os outros – normalmente gente de direita – existindo muito pouco espaço para dúvida, ou seja para uma abordagem científica, é apenas uma consequência da deslocação da discussão do campo científico, onde predomina a racionalidade, para o campo ideológico e inevitavelmente político, onde predomina a crença.
| [PhanDA designa o método adoptado no estudo para estimar as temperaturas médias globais à superfície durante o éon Farenozóico que abrange a existência de vida na Terra] |
26/01/2016
Mitos (219) - O contrário do dogma do aquecimento global (XI)
Em retrospectiva, que o debate sobre o aquecimento global, principalmente sobre o papel da intervenção humana, é muito mais um debate ideológico do que um debate científico é algo cada vez mais claro. Que nesse debate as posições tendam a extremar-se entre os defensores do aquecimento global como obra humana – normalmente gente de esquerda – e os negacionistas – normalmente gente de direita – existindo muito pouco espaço para dúvida, ou seja para uma abordagem científica, é apenas uma consequência da deslocação da discussão do campo científico, onde predomina a racionalidade, para o campo ideológico e inevitavelmente político, onde predomina a crença.
Uma vez mais, o ano passado foi decretado o ano mais quente de sempre desde 1880 (ver o NOAA, por exemplo). Talvez, mas convém colocar algum cepticismo nestas conclusões científicas porque já não é a primeira vez que os dados são aldrabados por boas causas.
Ainda assim, o homo sapiens só por cá anda há uns 200 mil anos e as acções humanas com impacto potencial no clima têm uns 150 anos. Entretanto, esta bola em que vivemos já roda há uns 4 a 5 milhões de anos durante os quais o clima variou imenso. E ainda antes da Revolução Industrial actuaram e ainda actuam várias causas potenciais de aquecimento do planeta não atribuíveis directamente à acção do homem moderno.
Por exemplo, há uns 15 mil anos, os índios que então habitavam o actual Canadá, andavam a pé, não tinham nem automóveis, nem indústria, exterminaram os mamutes e extinguiram a pradaria substituída pela tundra.
Por exemplo, estima-se que as flatulências dos bovinos, essencialmente metano, um gás 25 vezes mais nocivo para o efeito de estufa do que o dióxido de carbono, são responsáveis por 14% do aquecimento global desde o princípio da Revolução Industrial. As emissões com origens em veículos representam nos Estados Unidos uns 20% do total. A nível mundial, possivelmente representam menos que os traques e os arrotos das vacas.
Por estas e por outras, o bom senso aconselha a um quantum satis de cepticismo para equilibrar as certezas dos fiéis das várias seitas e, em particular, da seita da Christiana Figueres, secretária executiva da UN Framework Convention on Climate Change.
04/03/2018
Mitos (270) - O contrário do dogma do aquecimento global (XVIII)
Em retrospectiva: que o debate sobre o aquecimento global, principalmente sobre o papel da intervenção humana, é muito mais um debate ideológico do que um debate científico é algo cada vez mais claro. Que nesse debate as posições tendam a extremar-se entre os defensores do aquecimento global como obra humana – normalmente gente de esquerda – e os negacionistas – normalmente gente de direita – existindo muito pouco espaço para dúvida, ou seja para uma abordagem científica, é apenas uma consequência da deslocação da discussão do campo científico, onde predomina a racionalidade, para o campo ideológico e inevitavelmente político, onde predomina a crença.
Um paper recente ("Climate Impacts From a Removal of Anthropogenic Aerosol Emissions") publicado em Janeiro, confirma as conclusões de um outro de Abril de 2016 ("Amplification of Arctic warming by past airpollution reductions in Europe") no sentido de a redução da poluição atmosférica poder ter o efeito indesejado de aumentar o aquecimento global. Citando em linguagem simples o resumo do primeiro paper:
«Para manter o aquecimento global no intervalo 1,5 a 2° C, precisamos de reduções maciças de emissões de gases de efeito estufa. Ao mesmo tempo, as emissões de aerossóis serão fortemente reduzidas. O estudo demonstra como a limpeza de aerossóis, predominantemente sulfatos, pode adicionar meio grau de aquecimento global adicional, com impactos que aumentam o aquecimento proveniente dos gases de efeito estufa. O hemisfério norte é mais sensível à remoção de aerossóis do que o aquecimento de gases de efeito estufa, devido à origem actual das emissões de aerossóis. Isso significa que importa não só se alcançamos ou não metas climáticas internacionais. Importa igualmente como chegamos lá.»De onde temos mais um exemplo de que é melhor desconfiar das soluções simplistas baseadas na ciência ambiental de causas.
13/12/2015
Mitos (216) - O contrário do dogma do aquecimento global (X)
Que o debate sobre o aquecimento global, principalmente sobre o papel da intervenção humana, é muito mais um debate ideológico do que um debate científico é algo que cada vez mais claro. Que nesse debate as posições tendam a extremar-se entre os defensores do aquecimento global como obra humana – normalmente gente de esquerda – e os negacionistas – normalmente gente de direita – existindo muito pouco espaço para dúvida, ou seja para uma abordagem científica, é apenas uma consequência da deslocação da discussão do campo científico onde predomina a racionalidade para o campo ideológico e inevitavelmente político onde predomina a crença.
Quando analisamos as clivagens políticas esquerda-direita ou, mais rigorosamente, estatismo-liberalismo, verificamos que os crentes do aquecimento global por intervenção humana na sua esmagadora maioria rejeitam uma visão liberal das sociedades humanas e, por consequência, rejeitam o capitalismo e a democracia liberal e defendem o reforço do papel do Estado na economia e na sociedade em nome de uma utopia anónima - as utopias com nome nas últimas décadas ficaram com mau nome.Tudo isto é razoavelmente evidente a qualquer observador atento, mas até recentemente não tinha conhecimento de um propósito confessado e de uma agenda assumida de «mudança do modelo económico de desenvolvimento que tem reinado desde pelo menos há 150 anos», isto é do capitalismo, por parte dos adeptos do «global warming man-made». Até que li o que disse Christiana Figueres, secretária executiva da UN Framework Convention on Climate Change numa conferência de imprensa em Bruxelas a 3 de Fevereiro:
«This is the first time in the history of mankind that we are setting ourselves the task of intentionally, within a defined period of time, to change the economic development model that has been reigning for at least 150 years, since the Industrial Revolution. This will not happen overnight and it will not happen at a single conference on climate change…It is a process, because of the depth of the transformation.»A quem ainda possam restar dúvidas sobre o que estas palavras significam acrescente-se que Christiana Figueres «said last year that Communist China, the world’s top emitter of greenhouse gas, is “doing it right” regarding climate change while calling the U.S. Congress “very detrimental” in the fight against global warming.»
24/12/2020
Mitos (309) - O contrário do dogma do aquecimento global (XXV)
15/04/2014
Mitos (166) – O contrário do dogma do aquecimento global (IV)
LEMA: O contrário do dogma do aquecimento global não é o dogma do não aquecimento global. É a dúvida sistemática sobre a evolução do clima e dos factores que a condicionam.
Uma vez mais se confirma o lema com o último relatório do Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) se, como escreveu a Economist, «the final version appears to have been fought over paragraph and comma between those who want to describe dispassionately what they think is happening and those who want to scare the world into taking action.»
03/09/2017
Mitos (262) - O contrário do dogma do aquecimento global (XVI)
Em retrospectiva: que o debate sobre o aquecimento global, principalmente sobre o papel da intervenção humana, é muito mais um debate ideológico do que um debate científico é algo cada vez mais claro. Que nesse debate as posições tendam a extremar-se entre os defensores do aquecimento global como obra humana – normalmente gente de esquerda – e os negacionistas – normalmente gente de direita – existindo muito pouco espaço para dúvida, ou seja para uma abordagem científica, é apenas uma consequência da deslocação da discussão do campo científico, onde predomina a racionalidade, para o campo ideológico e inevitavelmente político, onde predomina a crença.
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E também é claro que as emissões com origem humana não são as únicas a contribuir para o aumento do dióxido de carbono na atmosfera. Para ficar por Portugal, nos incêndios de 2010 até 15 de Agosto, os 70 mil hectares de floresta e mato ardidos emitiram um milhão de toneladas de CO2 equivalente, o mesmo que a 29 milhões de automóveis a viajarem de Lisboa ao Porto (estimativa da Quercus). Nos incêndios deste ano até 31 de Julho os 128 mil hectares ardidos libertaram 2,9 milhões de toneladas de CO2 (estimativa da Agência Portuguesa do Ambiente) o equivalente (segundo as contas da Quercus) a 84 milhões de automóveis a viajarem de Lisboa ao Porto ou (segundo as minhas contas) o equivalente a todos os 5,4 milhões de veículos ligeiros existentes em Portugal a circularem durante quatro ou cinco meses.
Mas, sejamos honestos, é igualmente claro que tudo isto ainda menos suporta as teses negacionistas.
29/09/2022
Mitos (323) - O contrário do dogma do aquecimento global (XXVIII) - Por agora, só se pode concluir as temperaturas extremas são o resultado mais óbvio das hipotéticas mudanças climáticas
O exemplo mais notório e recente de histeria climática foi dado pelo secretário-geral da ONU que disse há duas semanas «I have never seen climate carnage on the scale of the floods here in Pakistan», o que em si mesmo pode ser verdade ou mentira, dependendo do que o Eng. Guterres viu até hoje.
Henrique Pereira dos Santos denunciou no Corta-fitas a «visão moralista e conspirativa do mundo (e a) pura manipulação» do SG da ONU. Porém, em minha opinião, não o fez da forma mais adequada visto que reproduziu um diagrama do Our World in Data com as mortes causadas por todos os desastres naturais entre 1900 e 1920, incluindo os que não têm relação com as mudanças climáticas, porém numa escala que no que respeita às temperaturas extremas não evidencia a relação com as hipotéticas mudanças climáticas que se têm vindo a verificar nas últimas décadas.
Quando se analisam separadamente os dados relativos a mortes pelo tipo de desastres naturais com uma possível relação com as mudanças climáticas, como é o caso da seca, das inundações, tempestades e temperaturas extremas, emerge uma outra realidade, como os diagramas seguintes mostram.
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| Our World in Data |
E a conclusão é que ao contrário dos desastres naturais provenientes de seca, inundações e tempestades em que não parece possível estabelecer uma relação com as mudanças climáticas que, por hipótese, estão a ocorrer mais intensamente nas últimas décadas, no caso das temperaturas extremas, cujo número de mortes tem aumentado exponencialmente, essa relação ressalta muito claramente.









