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10/11/2014

Dúvidas (58) - Costa com «obra feita» em Lisboa. Amanhã em Portugal? (3)

A câmara municipal de Lisboa, presidida há 7 anos pelo candidato a primeiro-ministro António Costa, parece cada vez mais uma réplica do Portugal em Pequenino de José Sócrates. Nos últimos 4 anos a diferença acumulada entre receitas orçamentadas e receitas efectivas foi de quase 400 milhões o que deixa as finanças da autarquia à beira da ruptura.

O grau de endividamento da câmara de Lisboa (114,67% em 2013) é dos mais altos. O endividamento total em 2013 era de 558,8 milhões e seria 845 milhões se não fossem 286 milhões recebidos do governo em 2012 «pela compra há mais de 70 anos dos terrenos do aeroporto, 20 anos antes de Costa ter nascido, e pela «compra» dos terrenos da Expo, uns 20 anos antes de Costa ter aterrado na câmara». (ver este post)

Enquanto se procura vender terrenos municipais para preencher uma parte do buraco, o orçamento de 2015 que deveria ter sido apresentado até 31 de Outubro está pendente de serem encontradas receitas adicionais de cerca de 60 milhões em taxa e impostos municipais – aproximadamente a receita proveniente da derrama que as Finanças entregam à câmara de Lisboa como adicional ao IRC das empresas sedeadas em Lisboa, valor que, como se imagina, não encontra paralelo em qualquer outra autarquia.

O aumento dos impostos ficou mais difícil depois do putativo sucessor de Costa ter dito na apresentação orçamento de 2014 «ao contrário do que se passa no país, a finalidade em Lisboa é reduzir impostos». E mais difícil ficou quando o ministro da Economia resolveu fazer no parlamento uma paródia sobre «taxas e taxinhas» que a câmara de Lisboa poderia vir a criar deixando a corte do ungido bastante embaraçada.

E falando de paródia, recomendo a leitura de «O genial programa de Costa» do Comendador Marques de Correia, onde se evidencia o génio do ungido ao empurrar a revelação das suas linhas de acção com barriga para a frente sucessivamente da agenda para a década, desta para o programa eleitoral que resultará das grandes linhas para o congresso e de todos os contributos que receber, que por sua vez determinará o programa de governo, cujas ideias forçosamente gerais deverão especificar-se num orçamento que por sua vez integrará um orçamento plurianual e, por isso, «é móvel e vai sendo adaptado».

16/11/2014

Dúvidas (61) - Costa com «obra feita» em Lisboa. Amanhã em Portugal? (5)

A viagem de António Costa ao colo da boa imprensa desde a Praça do Município até S. Bento, via Largo do Rato, está a ser um pouco mais atribulada do que se esperava. Vão emergindo, aqui e ali das sombras protectoras projectadas pelo jornalismo de causas, exemplos da «obra feita» de Costa. Eis mais alguns.


Durante 4 longos anos a CM Lisboa torrou uma bela maquia (130 mil euros) a desenvolver um software para a Polícia Municipal tratar as coimas por excesso de velocidade que haveriam ser às resmas com as centenas de radares semeados pela cidade. Acontece que as coimas não foram às resmas porque a maioria dos radares não está em condições funcionar. Acontece que, mesmo que o radar estivesse a detectar milhares de infracções, o software que as trataria nunca chegou a ficar concluído, nem ficará porque desde 2010 existe um software usado pela PSP e pela GNR que poderia ter sido usado, mas não foi, e irá ser usado a partir de Janeiro, dizem-nos, altura em que os radares já estarão operacionais, dizem-nos.

Entretanto, ao abortar o negócio Feira Popular/Parque Mayer fechado por Santana Lopes, Costa já aceitou indemnizar a Bragaparques em 102 milhões a pagar em dez anos (juros de 29,5 milhões) por acordo parcial que deixou de fora vários litígios e tem agora uma acção de mais 350 milhões por um deles.

Também ficámos a saber qual a estratégia de Costa para reduzir os quase dez mil funcionários da Câmara: transferir 1.400 deles para as juntas de freguesia que passarão a pagar-lhe o mesmo salário. Se aplicarmos esta estratégia reformista aos exércitos de funcionários públicos podemos ver os funcionários da administração central a emigrarem en masse para a administração local.

E ainda confirmámos como Costa cumpre o que diz ao aplicar a taxa de 1 euro sobre as entradas e dormidas dos turistas um ano depois de ter garantido à Associação da Hotelaria de Portugal que não o faria.

PS: Não é preciso dizerem-nos. A nossa ementa ultimamente tem-se feito bastante à custa de António Costa. Não temos nada contra a criatura, que é simpática, bem-falante e não é pior do que a média dos nossos políticos de topo (até é melhor). Porém, daí a ter condições de cumprir as expectativas milagreiras que tem vindo a alimentar com a ajuda benevolente de legiões de jornalistas, comentadores, analistas, senadores e outros, vai uma enorme distância.

Aliás, ao que parece, não são só os descrentes que descrêem das virtualidades regeneradoras de Costa. Começa a ser perceptível um sentimento de desencanto entre os seus prosélitos e até audível da parte dos ex-bloquistas que saíram do BE para apanhar o comboio socialista em direcção ao poder, comboio que agora duvidam consiga chegar ao destino.

18/04/2016

Dúvidas (154) - Costa com «obra feita» em Lisboa. Amanhã em Portugal? (14)

Outras obras feitas.

Segundo a vereação de Fernando Medina, o sucessor indigitado por Costa que depois da obra feita na câmara de Lisboa está a fazer obra no país, as contas de 2015 são «as melhores da década» porque o passivo está a ser reduzido.

A verdade, segundo o CDS, é que a redução do passivo está a ser feita pela transferência de dívida para as empresas municipais, e, segundo o PSD, as receitas estão a subir para financiar obra em ano de eleições.

Não admira que o sucessor adopte os métodos do sucedido para reduzir a dívida da câmara.  Recorde-se que o endividamento total em 2013 da câmara de Lisboa era de 558,8 milhões, um dos mais altos, e seria 845 milhões se não fossem 286 milhões recebidos do governo em 2012 «pela compra há mais de 70 anos dos terrenos do aeroporto, 20 anos antes de Costa ter nascido, e pela «compra» dos terrenos da Expo, uns 20 anos antes de Costa ter aterrado na câmara».

02/03/2015

Dúvidas (81) - Costa com «obra feita» em Lisboa. Amanhã em Portugal? (7)

Outras obras feitas de Costa.

Como parte do estágio para S. Bento, António Costa ensaia as suas tiradas demagógico-fantasiosas e diz em Santarém «… ao sr. Primeiro-ministro: sejamos práticos se quer comparar o que fez com a dívida eu comparo o que fiz com a minha dívida. Eu reduzi a dívida que herdei em 40%, enquanto o sr. primeiro ministro aumentou em 18% a dívida que herdou. Esta é a diferença entre nós e a diferença entre quem gere bem e quem gere mal.»

Nunca se saberá se teria dito o que disse se não dispusesse da boa imprensa de que dispõe ou porventura lesse regularmente o (Im)pertinências, por exemplo este post de há 3 meses onde se escreveu: o grau de endividamento da câmara de Lisboa (114,67% em 2013) é dos mais altos. O endividamento total em 2013 era de 558,8 milhões e seria 845 milhões se não fossem 286 milhões recebidos do governo em 2012 «pela compra há mais de 70 anos dos terrenos do aeroporto, 20 anos antes de Costa ter nascido, e pela «compra» dos terrenos da Expo, uns 20 anos antes de Costa ter aterrado na câmara.

Ou tivesse visto o diagrama seguinte no Portal Municipal:

Fonte


Entretanto, esquecendo o que disse na conferência da Economist, aproveitou para fazer mais promessas com incidência orçamental: «uma loja de cidadão por cada concelho» e «em todas as sedes de concelho serão realizados os julgamentos que dizem respeito às gentes desse concelho».

Certamente por falta de tempo, não esclareceu se essas promessas também são aplicáveis aos 115 concelhos com menos de 10 mil habitantes e, já agora, ao concelho do Corvo e aos seus 430 habitantes.

28/07/2017

Pro memoria (351) - A obra feita de Costa nos incêndios florestais (2)

[Continuação de (1)]

«António Costa, que defendeu abertamente esta “lei da rolha”, tem de facto razões para estar preocupado, pois deixou rasto em muitas das decisões que estão a condicionar negativamente o que se está a passar com as nossas florestas. Recordemos algumas delas:
  • Foi de António Costa, como ministro da Administração Interna, a decisão de apostar tudo num sistema de combate aos incêndios focado em extinguir rapidamente as ignições e que desvalorizou a reforma da floresta. É essa opção que, neste ano quente e de imensa acumulação de combustível nas matas, mostra não ser capaz de evitar tragédia atrás de tragédia.
  • Foi também de António Costa a decisão de manter o contrato com o SIRESP, o sistema de comunicações que está sempre a falhar, tendo-se limitado a renegociá-lo para lhe retirar valências que hoje fazem imensa falta.
  • Foi ainda de António Costa a decisão política, como primeiro-ministro, de promover a aprovação de um pacote legislativo para a floresta que é duramente criticado tanto pelos especialistas em florestas e em fogos florestais, como pelos agentes económicos do sector. Costa, como já referi, preferiu fazer umas flores à esquerda, com o Bloco, para enganar o pagode, perdendo-se mais uma oportunidade de tomar as medidas que têm de ser tomadas.
  • Foi com António Costa que ascendeu a Presidente da Autoridade Nacional de Protecção Civil um coronel (antes esse lugar fora sempre ocupado por um oficial general) que tem como currículo ter quase sempre seguido Costa de perto: Joaquim Leitão foi em 2005 adjunto do gabinete do secretário de Estado da Administração Interna quando António Costa era ministro, em 2008 foi nomeado comandante do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa pelo presidente da Câmara António Costa, em Janeiro de 2016, com o novel governo Costa, regressou ao Ministério da Administração Interna, de novo como adjunto. É esse mesmo Joaquim Leitão que hoje preside ao caos notado no combate a tantos e tantos incêndios, tal como preside à “lei da rolha”.
  • Foi com este governo de António Costa que o MAI nomeou 30 chefias da Protecção Civil 74 dias antes da tragédia de Pedrógão, sendo que um dos novos nomeados, o 2.º comandante de Leiria, foi quem dirigiu as operações no terreno durante o fogo de Pedrógão Grande das 19h55 às 22h do dia 17 de Junho, isto é, no período em que ocorreu a maioria das mortes. Trata-se de Mário Cerol, um advogado, comandante dos bombeiros de Alcobaça e, vejam lá, antigo mandatário de uma candidatura do PS a esse município.
  • António Costa estava ao lado de Rui Esteves, o comandante operacional da ANPC nomeado pelo seu governo, quando, na noite de sábado para domingo no incêndio de Pedrógão Grande, este declarou que os meios envolvidos no combate àquele fogo eram “claramente” os adequados e que a sua determinação era extinguir o incêndio nessa mesma noite ou no domingo – o incêndio levaria cinco dias a ser extinto. Agora, foi esse mesmo Rui Esteves que, a partir de Proença-a-Nova (que fica no seu distrito de origem, Castelo Branco), dirigiu no terreno o combate ao incêndio de Mação, tendo de responder às queixas já verbalizadas pelos autarcas deste município sobre as opções que tomou.»
Se isto é um primeiro-ministro, José Manuel Fernandes no Observador

«Face a uma catástrofe, tudo aquilo de que Costa é capaz é de recorrer a toda a espécie de malabarismos que lhe granjearam a dúbia fama de político excepcionalmente habilidoso. Só que, confrontado com uma realidade não moldável aos exercícios circenses a que nos habituou e que tanta admiração provocam nos aficionados da política, a tal habilidade revelou-se aquilo que na sua essência radicalmente é: um puro jogo destinado a preservar o poder sem qualquer princípio que respeite verdadeiramente ao bem público. Quer dizer: uma coisa oca produzida pelo vazio.

António Costa minguou aos olhos de todos – e minguou também aos seus próprios olhos, por mais que tente disfarçar este aspecto das coisas. A sua percepção da realidade tenta adaptar-se em vão àquilo para o qual se encontra radicalmente impreparado, já que a situação exige uma concepção da política muito diferente daquela que é a sua, restrita à sabedoria mundana de todos os truques e truquezinhos conducentes à ascensão ao poder e à sua manutenção.
(...)
Não tenho a mínima dúvida que Costa tem plena consciência que a sua reacção a toda a catástrofe dos fogos provou a sua incapacidade como homem de Estado para defender o bem público.»

Um homem muito perigoso, Paulo Tunhas no Observador

Discordando de Paulo Tunhas, tenho as maiores dúvidas que Costa tenha essa plena consciência. Porque o Estado para Costa é apenas um trampolim, porque o bem público para Costa consiste no bem da sua tribo socialista e porque Costa pertence àquele género de pessoas com as quais se poderia fazer um excelentíssimo negócio: comprá-lo pelo preço do que ele vale e vendê-lo pelo preço do que pensa valer.

19/02/2015

Dúvidas (78) - Costa com «obra feita» em Lisboa. Amanhã em Portugal? (6)

Outras obras feitas de Costa.

Prenunciando o que poderá vir a fazer se os eleitores distraidamente o colocarem em S. Bento, António Costa deixou uma bela herança na CML. Como foi noticiado a semana passada, das novas tarifas de saneamento e de resíduos urbanos vai resultar um aumento de 150% de 29,2 milhões em 2014 para 74,4 milhões em 2015, em cima de um acréscimo de 2,6 milhões da derrama (a parte que as Finanças entregam à câmara de Lisboa como adicional ao IRC das empresas sedeadas em Lisboa, valor não encontra paralelo em qualquer outra autarquia). No total, o orçamento de 2015 prevê 290 milhões de impostos directos, mais 27,3 milhões (9,4%) do que 2014.

Entretanto, a CML vai perdoar ao Benfica uma dívida de 1,8 milhões ao Benfica e legalizar edifícios ilegalmente construídos.

Confrontado com o aumento das taxas municipais, António Costa que continua a fazer de líder do PS ao mesmo tempo que, pelo sim pelo não, mantém a cadeira quente na praça do Município, aparece a fazer inaugurações (desta vez a ponte sobre a 2.ª circular) e a dar boas notícias, como um desconto de 15% na taxa de resíduos urbanos aos restaurantes e hotéis.

14/04/2015

Dúvidas (88) - Costa com «obra feita» em Lisboa. Amanhã em Portugal? (9) - As entradas de leão e saídas de sendeiro de Costa e o momento chinês de Manuel Valls

Outras obras feitas de Costa.

Ao pequeno-almoço de sexta-feira passada, na embaixada francesa, Manuel Valls o primeiro-ministro francês que está a fazer reformas que António Costa costuma chamar neoliberais, disse em português referindo-se a Costa «somos amigos e socialistas». Costa, esquecendo-se do «sinal de mudança» que tinha visto com a vitória do Syriza na Grécia e das suas estratégias confrontacionais, e esquecendo as outras vacuidades que antes também disse sobre a falta de firmeza do governo PSD-CDS para negociar com as «instituições» anteriormente conhecidas por troika, concluiu que «como se tem visto, não é possível construir soluções nacionais de forma unilateral, nem em conflito com a Europa e com as instituições europeias».

Poucas horas depois desse pequeno-almoço, Manuel Valls num encontro no Centro Cultural de Belém promovido pela CIP e a Câmara de Comércio e de Indústria Luso-Francesa fez recordar o momento chinês de Costa na Póvoa do Varzim dizendo:
«O desemprego baixou, as exportações aumentaram, as finanças públicas melhoraram, Portugal beneficia da confiança dos investidores, resultados que advêm das reformas e são claramente fruto dos sacrifícios dos portugueses».

11/08/2015

Dúvidas (115) - Costa com «obra feita» em Lisboa. Amanhã em Portugal? (10)

Outras obras feitas de Costa.

Cada tiro cada melro
«Vitor Tito, o publicitário que nega ter feito os cartazes do PS que causaram polémica nos últimos dias, não é novo na relação quer com o PS quer com António Costa. A empresa de publicidade de Tito obteve, entre 2008 e 2014, contratos na ordem dos 836 mil euros com a autarquia lisboeta quando Costa era presidente, o que significou mais de metade da faturação nesses anos da sua empresa em contratos com entidades públicas. 

Agora, o publicitário recusa a ligação da empresa com a campanha polémica dos cartazes socialistas. Mas no PS são várias as fontes que indicam que terá sido ele mesmo, Vitor Tito, a título individual (e não através da empresa, daí que as suas declarações não o comprometam), a oferecer os serviços ao partido para a elaboração da segunda série de outdoors que o PS pôs nas ruas (a dos rostos com frases).»

(Observador)

24/12/2024

Sequelas da Nau Catrineta do Dr. Costa (41)

Continuação das Crónicas: «da anunciada avaria irreparável da geringonça», «da avaria que a geringonça está a infligir ao País» e «da asfixia da sociedade civil pela Passarola de Costa» e do «Semanário de Bordo da Nau Catrineta». Outras Sequelas da Nau Catrineta do Dr. Costa.

Plantando pelo país presidentes de Juntas de Freguesia

Portugal pode ter sido o quarto país da OCDE onde os preços da habitação mais aumentaram desde 2013 e pode ter um quarto das empresas em falência técnica com o passivo maior do que o activo. Pois pode, mas que importância é que isso tem quando se pretende aumentar mais de uma centena de freguesias?

E será isso que acontecerá se o parlamento aprovar a proposta de Lei 68/XIV/2 apresentada pelo governo do Dr. Costa em Janeiro de 2021 que define o regime jurídico de criação, modificação e extinção de freguesias da qual resultará poderem ser criadas freguesias com um mínimo de 900 eleitores e no interior (que inclui mais de 200 freguesias) com um mínimo de 300 eleitores, num universo de 3.091 freguesias existentes em que três quartos têm menos de mil residentes e a média desta últimas é cerca de 445 (ver os três posts que se publicaram nessa altura)

As duas faces do centralismo

Enquanto se plantam presidentes de Juntas pelo país a plantação de graduados está concentrada em Lisboa, ou, mais rigorosamente, a plantação dos graduados que não emigram para outras paragens.

mais liberdade

O desastre da “internacionalização” da Santa Casa da Misericórdia foi apenas a internacionalização do desastre

Dediquei várias crónicas ao desastre da “internacionalização” da Santa Casa da Misericórdia no Brasil de que resultaram perdas estimadas em 20 milhões, enquanto o número de apparatchiks aumentava de cinco mil. O desastre do Brasil é internacionalização do desastre no Portugal dos Pequeninos de que se ficou a conhecer mais o episódio da compra por 32 milhões há 16 anos, por uma gestão nomeada pelo governo socialista do Eng. Sócrates, de um bloco de três edifícios na Avenida José Malhoa que nunca foram usados e que agora estão a ser leiloados.

¿Por qué no te callas?

O Dr. Centeno não perde uma oportunidade para recordar ao mundo a sua existência e desta vez resolveu alertar para que, segundo ele, da execução do OE 2025 resultará um défice e não o superavit previsto pelo governo, alerta que o Dr. Pedro Nuno distraidamente tomou muito a sério sem se lembrar que ele próprio deu um vigoroso contributo para o putativo défice ao aprovar o aumento das pensões e a extinção de portagens.

Tutti frutti, oh rootie. Para os amigos tudo, para os inimigos nada, para os outros cumpra-se a lei (continuação)

O processo da Operação Tutti-Frutti em que o Dr. Medina & 60 outros arguidos estão a ser investigados desde 2016 pela cedência gratuita de um terreno e de um donativo de 200 mil euros para a construção de um campo da associação de Amigos do Rugby já atingiu a bonita dimensão de 700 volumes ao ritmo de mais de 100 volumes por ano. Bendita Pátria que tais arguidos e tais  investigadores tendes.

Take Another Plan. Contribuintes botem lá mais 10% em cima do subsídio de 3,2 mil milhões

Durante a pandemia com os aviões em terra, a TAP "dispensou" uns 2 mil a tripulantes de cabina com contrato a prazo a quem agora o STJ lhes deu razão obrigando a TAP a readmiti-los e pagar-lhes retroactivos que podem chegar a 300 milhões. É uma ironia do destino que um governo socialista e uma administração por si nomeada tenha "violado" os direitos dos trabalhadores.

O Dr. Costa e a sua “obra feita”

Em 2021 o governo do Dr. Costa aprovou uma pomposa Estratégia de Longo Prazo para a Renovação dos Edifícios (ELPRE) para reabilitar 100% do parque de edifícios existentes em 2018 até 2050 e 49% até 2030. Três anos depois o governo cessante tinha renovado 3,9% dos edifícios. Ao ritmo alucinante de 1,3% por ano o ELPRE estará concluído um pouco antes do final do século.

O Centro Cultural de Belém como lugar geométrico do clientelismo socialista

A ministra da Cóltura (ministério que se deveria chamar MAF - Mecenato dos Artistas Falhados) exonerou a presidente do Centro Cultural de Belém por causa «dos compadrios, os lobbies, as cunhas que levaram, de resto, à constituição da atual equipa do CCB», cunhas que começaram pela do Dr. Costa em relação à presidente e continuaram com as cunhas dela própria (ver aqui um curto resumo).

Será falta de memória ou de vergonha?

Reagindo a uma «operação especial de prevenção criminal» no Martim Moniz que o primeiro-ministro, pondo-se a jeito, classificou como «muito importante» para criar «visibilidade e proximidade», o Dr. Pedro Nuno teve «dúvidas da legalidade» e declarou-se «triste» e «revoltado». E com o Dr. Pedro Nuno as câmaras de eco empertigaram-se no parlamento e nas redacções amigas, todos eles esquecidos da «Megaoperação da PSP»de há dois anos com 200 “bófias”, estava o Dr. Pedro Nuno prantado no governo e as câmaras de eco prantadas no parlamento e nas redacções amigas, Megaoperação que não determinou em nenhum deles qualquer estado de alma, como aqui lembra Helena Matos.


25/02/2016

Dúvidas (147) - Costa com «obra feita» em Lisboa. Amanhã em Portugal? (13)

Outras obras feitas.

«Durante os oito anos em que presidiu à Câmara Municipal de Lisboa (CML), António Costa não concluiu qualquer concurso para as chefias intermédias da autarquia como é obrigatório por lei, acusa um relatório do gabinete dos vereadores do PSD, a que a SÁBADO teve acesso e que revela esta quinta-feira na edição impressa. Fernando Medina, presidente da CML, admite à SÁBADO que os dirigentes da autarquia foram nomeados em regime de substituição. Todos os directores de departamento e chefes de divisão foram nomeados através dessa figura legal, e assim permaneceram até hoje, incluindo Susana Ramos, directora do Departamento de Desenvolvimento Social, mulher do vice-presidente da câmara Duarte Cordeiro.

No mandato de 2007-2009 as chefias intermédias em substituição totalizavam 172 funcionários e no mandato que terminou em 2013 eram 148. O presidente da CML, Fernando Medina, reconhece à SÁBADO que "todos os actuais dirigentes da CML estão em regime de substituição, na sequência da entrada em vigor da última reestruturação orgânica, em Junho de 2015, que determina a cessação das anteriores nomeações. A nomeação em regime de comissão de serviço envolve a abertura de concurso para todos os cargos dirigentes que ascende a cerca de 160, em fase de planeamento".»

Fonte: Revista Sábado

02/04/2015

Dúvidas (87) - Costa com «obra feita» em Lisboa. Amanhã em Portugal? (8)

Outras obras feitas de Costa.

«Depois de numerosos contactos com António Costa e Manuel Salgado, o promotor teve luz verde, em 2011, para construir uma certa área. Em Janeiro, com o lote já nas mãos de uma empresa ligada ao BES, a câmara viabilizou uma área de construção superior em 89%.»

Ver aqui os detalhes da estória da triangulação Costa - Salgado (o primo do DDT) - António de Sousa (o amigo do DDT).

12/11/2014

Dúvidas (60) - Costa com «obra feita» em Lisboa. Amanhã em Portugal? (4)

Na passada 2.ª feira, o nosso putativo futuro primeiro-ministro fez a apresentação do orçamento para 2015 da CML. Foi como que um exercício de aquecimento para apresentar dentro de um ano o OE 2016.

Segundo as contas do Expresso, somando «taxas e taxinhas» os impostos municipais aumentam 90 milhões equivalente a um aumento de 30% dos impostos  e taxas de 2013 – presumo que não seja menos do que isso, considerando o desvelo com o que Expresso trata o ungido. A este aumento chamaria Costa colossal, se não fosse da sua responsabilidade, e ainda há a somar 60 a 70 milhões de euros de terrenos a alienar.

De todas as «taxas e taxinhas» a mais denunciadora da visão de António Costa é a taxa de 1 euro por dia a pagar pelos turistas. Para se perceber melhor a asneira e o absurdo de taxar um sector exportador de serviços com uma importância crucial no equilíbrio das contas externas, cujas receitas servem para pagar os mercedes e os aifones que importamos, imagine-se que em cada sapato ou em cada kilo de calda de tomate exportado o governo incluísse uma alcavala de 1 euro.

Entretanto, pode consultar-se aqui a lista das centenas de «taxas e taxinhas» cobradas pela CML e, já agora, notem-se também os planos camarários para aumentar o já pletórico emprego equivalente a 1 funcionário por cada 55 residentes (o dobro de Madrid ou Barcelona), parqueados em cerca de 300 departamentos e divisões (ver este post):

20/11/2015

Dúvidas (131) - Costa com «obra feita» em Lisboa. Amanhã em Portugal? (11)

Outras obras feitas de Costa.

Cada tiro cada melro
«Mais de 1500 pessoas deram o seu voto, em 2011, para que a câmara decidisse fazer, com o dinheiro do Orçamento Participativo, uma obra por ela avaliada em 800 mil euros. Afinal a obra custa 480 mil euros e é paga pela EDP. O dinheiro do OP foi para fazer outras coisas na mesma zona.»

Leia a descrição da trapalhada no artigo de António Cerejo no Público.

08/11/2014

Dúvidas (57) - Costa com «obra feita» em Lisboa. Amanhã em Portugal? (2)

Segundo o ranking do ITM (Índice de Transparência Municipal) da TIAC (Transparência e Integridade, Associação Cívica), após 7 anos de presidência de António Costa, a CM Lisboa apresenta-se em 113.º lugar em 308 municípios, uma posição pouco transparente, por assim dizer. 

Ranking dos concelhos do distrito de Lisboa

22/09/2014

Dúvidas (51) - Costa com «obra feita» em Lisboa. Amanhã em Portugal?


«Os valores de precipitação acumulada em Lisboa entre as 13:00 e as 15:00 de hoje enquadram-se dentro dos limites de referência para uma situação de aviso amarelo, revelou hoje o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).» (ionline)

20/12/2015

Dúvidas (137) - Costa com «obra feita» em Lisboa. Amanhã em Portugal? (12)

Outras obras feitas de Costa

«A rede da agência de empregos no município» montada por Costa e descrita por Vítor Matos em «Os predadores»:

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