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10/11/2006

ESTÓRIA E MORAL: não voto nas eleições americanas

Estória

Os democratas ganharam as eleições intercalares e conquistaram a maioria nas duas câmaras. Para isso contaram com a preciosa ajuda de George W. Bush, que, malgrado nem ter feito só asneiras (*), foi mais um passivo para o partido Republicano, a somar aos DeLays, aos Foleys, aos Rumsfelds, para só citar alguns.

E agora? Kioto vai ser ratificado? A tropa vai sair do Iraque? Os EU vão abandonar Israel à sanha do fundamentalismo islâmico? Mais devagar.

À esquerdalhada em geral e a todos os que nutrem ódios de estimação pelos EU, disfarçados de ódios ideológicos pelos neocons, oldcons, etc., recomenda-se alguma contenção nos festejos. É bom não esquecer que, mesmo se (um grande se à distância de 2 anos) do saco de gatos dos candidatos democratas sair um relativamente ileso, capaz de ganhar as próximas eleições presidenciais, é duvidoso que passado o período de borla toda essa tralha ideológica anti-EU continue a ter grandes razões de alegria.

Moral

À guisa de moral, lembro o que disse Palmerston, ministro dos NE que durante 40 anos defendeu os interesses ingleses contra a Rússia e a França: a Inglaterra não tem nem amigos eternos, nem inimigos eternos, mas apenas interesses eternos.

(*) Ver em The Vultures gather um balanço aceitavelmente neutral dos dois mandatos de George W. Bush, escrito e publicado antes das eleições.

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