Já depois de ter escrito este post, tomei conhecimento que afinal o LLM português previsto para estar pronto no primeiro trimestre de 2025 «parte de uma base em open source já existente, o Tower LLM, da Unbabel». A Unbabel foi uma startup portuguesa e é hoje uma empresa madura dedicada à tradução sobre a qual escrevi em 2015. Estranhamento nunca excitou os mídia portugueses, sempre muito dados ao wishful thinking. O investimento previsto é de 20 a 30 milhões e aplicando o coeficiente nacional de derrapagem a coisa vai parar a uns 7 ou 8 anos de royalties pagos pelo Paddy. Ou seja, estamos perante não de um desenvolvimento de raiz mas de uma adaptação de um modelo existente, adaptação que com as competências da Unbabel pode ser que algum dia fique concluída.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)
15/11/2024
DEIXAR DE DAR GRAXA PARA MUDAR DE VIDA: Web Summit - as 200 mil dormidas já ninguém nos tira (11) - Talvez chegue para pagar o LLM português
Já depois de ter escrito este post, tomei conhecimento que afinal o LLM português previsto para estar pronto no primeiro trimestre de 2025 «parte de uma base em open source já existente, o Tower LLM, da Unbabel». A Unbabel foi uma startup portuguesa e é hoje uma empresa madura dedicada à tradução sobre a qual escrevi em 2015. Estranhamento nunca excitou os mídia portugueses, sempre muito dados ao wishful thinking. O investimento previsto é de 20 a 30 milhões e aplicando o coeficiente nacional de derrapagem a coisa vai parar a uns 7 ou 8 anos de royalties pagos pelo Paddy. Ou seja, estamos perante não de um desenvolvimento de raiz mas de uma adaptação de um modelo existente, adaptação que com as competências da Unbabel pode ser que algum dia fique concluída.
09/11/2016
DEIXAR DE DAR GRAXA PARA MUDAR DE VIDA: Web Summit - as 200 mil dormidas já ninguém nos tira
Começando pelos delírios antecedentes que consistem na ilusão de que Lisboa foi escolhida para hospedar a Web Summit porque se tratava da capital europeia com maior número de startups e geeks por quilómetro quadrado (não me tomem à letra, isto é metafórico, certo?). A realidade é bem mais prosaica. Lisboa foi escolhida, como é público e notório mas ignorado pelos delírios comunicacionais, meramente porque Dublin, onde até 2015 se realizou a Web Summit, como nos informou Paddy Cosgrave, o seu fundador, não deu garantias a tempo de «um plano de controle de trânsito adequado, um plano para aumentar a frequência de transportes públicos, um plano que permita que os hotéis não manipulem tanto os preços e uma melhor solução de internet de banda larga.».
Quanto ao delírios de Lisboa estar inundada de startups e geeks (é uma metáfora outra vez...), veja-se a lista dos 31 painelistas portugueses que irão botar faladura: 9 políticos profissionais (surpreendentemente, o presidente Marcelo não faz parte de lista), 9 personalidades ligadas ao futebol e ao desporto (incluindo um surfista e uma judoca), 2 professores universitários e o resto terá vagamente uma relação com o tema da cimeira.
Na falta de resposta atempada de Dublin, o bom do Paddy aterra em Lisboa e, sem conhecer a história portuguesa, nem saber que os portugueses têm uma costela de Oliveira de Figueira - os políticos têm todas elas -, acreditou piamente nas tretas do Costa de Figueira, nessa altura ainda residente na praça do Município. Paddy foi demasiado crédulo, como se está a ver.
Quanto aos delírios subsequentes de que tudo correria sobre rodas, a cidade está um caos devido às obras e a outros ponderáveis, os transportes públicos estão em paralisia e a internet de banda-larga falhou logo na cerimónia de abertura. O plano dos preços dos hotéis funcionou bem no que respeita aos hotéis: «os preços aumentaram, em média, 68% na semana em que decorre a Web Summit».
Ainda no domínio dos delírios subsequentes, o primeiro-ministro Costa anunciou ufano 200 milhões de «co-investimento público» em que «quem decide a sua aplicação são os investidores internacionais ou nacionais que escolhem as melhores empresas, os melhores projectos, a quem é necessário assegurar 'venture capital'». Manifestamente, mesmo que não tenha reservas mentais (hipótese altamente generosa) sobre quem vai decidir os investimentos, Costa não faz a menor ideia do que seja o 'venture capital', na melhor hipótese pensa que será parecido com o FEDER. Enfim, como se escreve aqui no Blasfémias é «esta a estratégia socialista de atrair empresas para Portugal».
Para terminar, entendamo-nos outra vez: não concluo que tudo isto é uma desgraça. Não é. Para começar, porque umas dezenas de milhões de euros para pagar hotéis e restaurantes com preços inflacionados são sempre bem-vindos, e, para acabar, porque os web summiteers vão deixar Portugal felizes e contentes com o sol, o vinho tinto, a noite lisboeta e todo o resto do cardápio. Oremos para que perdoem os engarrafamentos, a desorganização, a oratória pletórica, as falhas do wifi, os preços dos hotéis e dos comes e bebes e tudo o resto - afinal de contas se fosse em Marraquexe poderia ser pior -, e talvez estejam dispostos a voltar em 2017 e 2018, contribuindo para a felicidade da restauração.
04/11/2021
DEIXAR DE DAR GRAXA PARA MUDAR DE VIDA: Web Summit - as 200 mil dormidas já ninguém nos tira (8) - Os efeitos deletérios do tempo nos delírios
Uma sequela de (1), (2), (3), (4), (5), (6) e (7)
Retomo esta série recapitulando: já concedi que umas dezenas de milhar de visitantes (o número estimado de participantes estrangeiros entre 2016 e 2019 foi 50, 59, 60 e 77 mil, respectivamente) que por cá apareçam para ver o show de várias luminárias, incluindo o extra-programa do presidente Marcelo a agitar-se no palco, gastem umas dezenas de milhões de euros, vá lá uns cento e tantos milhões, justificando assim os 11 milhões que o governo paga com o nosso dinheiro ao Paddy. Quanto aos intangíveis, que por serem intangíveis nunca ninguém os vai tanger, esses, como já aqui escrevi, são insultos à inteligência.
Para de seguida corrigir: os cento e tantos mil participantes e as 200 mil dormidas este ano são bastante menos porque o número de participantes foi inferior ou mesmo muito inferior ao dos anos anteriores e não atingiu 43 mil.
E acrescentar que, confirmando as reservas que desde 2016 venho apresentando aos impactos anunciados pelo jornalismo de causas e louvaminhados pelo comentariado do regime, o estudo «Avaliação do Impacto da Web Summit» da Universidade do Minho concluiu que da Web Summit resultaram os seguintes Valores Acrescentados Brutos (arredondados para milhões de euros) para os cenários menos e mais optimista:
- 2016..... 44 a 73
- 2017..... 50 a 82
- 2018..... 58 a 95
- 2019..... 58 a 96
Repare-se na amplitude dos intervalos entre os cenários sugerindo que estamos no domínio da realidade virtual, ou pelo menos da realidade aumentada.
Curiosamente, o estudo de 2021 da Universidade do Minho chegou a números muitíssimo inferiores (menos de metade) aos do cenário mais pessimista do estudo de 2018 «Impacto Económico da Web Summit 2016-2028» do Gabinete de Estratégia e Estudos do Ministério da Economia que em devido tempo aqui citei, cenário que na altura considerei o mais realista, mas afinal nem por isso. Aposto singelo contra dobrado que se em 2024 vierem a ser realizadas novas estimativas estas serão muito inferiores ao do estudo de 2021.Confrontado com estas conclusões, o Paddy começou por dizer que não comentava para de seguida fazer o comentário mais desonesto que lhe ocorreu: «o relatório, a meu ver, tem a ver com as eleições».
11/05/2023
DEIXAR DE DAR GRAXA PARA MUDAR DE VIDA: Web Summit - as 200 mil dormidas já ninguém nos tira (10) - O Paddy já exportou a "Exponoivos" para o Rio, Qatar and beyond
Uma sequela de (1), (2), (3), (4), (5), (6), (7), (8) e (9)
16/11/2018
DEIXAR DE DAR GRAXA PARA MUDAR DE VIDA: Web Summit - as 200 mil dormidas já ninguém nos tira (4)
O presidente do IST, um olhar conhecedor, visita a Web Summit e conclui que «é inevitável ficar com a sensação que as tecnologias e a inovação lá apresentadas são, na sua grande maioria, superficiais. Existem centenas de expositores que promovem serviços e produtos semelhantes, sem qualquer carácter distintivo e com uma componente de inovação muito limitada».
Em matéria de tecnologia e inovação estamos conversados. Contudo, dirão os crentes que a Web Summit é uma plataforma para promover o empreendedorismo nas tecnologias através das celebradas startups. Pois dirão, mas o certo é que segundo o relatório da Scaleup Portugal o investimento em startups tecnológicas reduziu-se em 14% entre 2011 e 2016. Até Nicolau Santos, o insuspeito pastorinho da economia dos amanhãs que cantam, concedeu num momento raro de lucidez que «a Web Summit não só não dinamizou a aposta nas empresas tecnológicas portuguesas, como não conseguiu atrair nem novas ideias nem investidores estrangeiros para startups portuguesas»
Que a mudança de Dublin para Lisboa trouxe vantagens para o Paddy não há dúvida: a garantia de 11 milhões durante 10 anos foi para ele uma lança em África - expressão que se adequa bastante ao caso, porque a diferença com África não é assim tão grande, apesar do Paddy não ter nada a ver com o Santo Condestável. A empresa do Paddy, cuja reputação tem algumas manchas, registou um lucro de 128 mil euros em 2015, ainda em Dublin, e saltou no ano seguinte para 2,1 milhões, em Lisboa.
De resto, deixemo-nos de megalomania e tenhamos um módico de realismo. Alguma das grandes ou mesmo médias cidades europeias esteve disposta a pagar ao Paddy para ele mover o circo para lá?
Também não há dúvida que os nossos políticos estão rendidos ao evento que funciona como uma alternativa trendy ao circuito da carne assada. Por exemplo Marcelo, que aproveita para soltar o compère que há dentro de si, Costa, ainda sem o talento de Marcelo, dá o seu melhor e até Medina que faz as vezes de porteiro.
O que resta então, para além da treta dos intangíveis? Umas dezenas de milhar de visitantes (o número de participantes foi cerca de 70 mil) que gastaram umas dezenas de milhões de euros que devem valer os 11 milhões que o governo paga ao Paddy com os nossos impostos. Moral da estória: até ver, façam lá a feira mas não insultem a nossa inteligência (de quem tem alguma, claro).
04/11/2017
DEIXAR DE DAR GRAXA PARA MUDAR DE VIDA: Web Summit - as 200 mil dormidas já ninguém nos tira (2)
Quanto às consequências do evento na transformação deste jardim à beira-mar numa espécie de pátria de startups e de Silicon Valley manifestei as maiores reservas. Um vale do silicone talvez.
Pois bem, agora é oficial. Nicolau Santos, o nosso pastorinho favorito dos amanhãs que cantam, já emitiu o seu veredicto. Ora lede:
«Depois da Web Summit de 2016 não houve un1a startup portuguesa que surgisse e se tornasse uma estrela no mundo das tecnologias de informação. E o ano de 2017, "será dos mais fracos dos últimos anos, porque não têm existido transações relevantes em Portugal este ano, com exceção da Série A da Codacy [€5 milhões] e da Série B da Feedzai [cerca de 50 milhões de dólares]", diz Stephan Morais, ex-administrador da Caixa Capital (capital de risco da CGD), num trabalho do meu colega João Ramos que publicamos amanhã no caderno de economia do Expresso. E conclui: "Duas transações não fazem um ecossistema."
Por outras palavras, a Web Summit não só não dinamizou a aposta nas empresas tecnológicas portuguesas, como não conseguiu atrair nem novas ideias nem investidores estrangeiros para startups portuguesas. Aliás, a falta de investin1ento português privado é o grande calcanhar de Aquiles do modelo de financiamento deste tipo de en1presas, muitas das quais correm o risco de morrer precisamente porque não conseguem obter os fundos suficientes para dar um salto em frente, internacionalizando-se e atacando os mercados externos.»
Ora, se ele, que foi capaz de acreditar no vigarista Artur Baptista da Silva, não acredita na miraculosa visão que no nosso jornalismo promocional nos quer implantar no nosso cérebro reptiliano, então podemos tomar como certo que a Web Summit, sendo boa para a hotelaria, a restauração e o alojamento, é igual ao litro para o resto.
06/11/2021
DEIXAR DE DAR GRAXA PARA MUDAR DE VIDA: Web Summit - as 200 mil dormidas já ninguém nos tira (9) - Uma Exponoivos no "país unicórnio"
Uma sequela de (1), (2), (3), (4), (5), (6), (7) e (8)
Recapitulando: o número estimado de participantes estrangeiros entre 2016 e 2019 foi 50, 59, 60 e 77 mil, respectivamente, e em 2021 não atingiu 43 mil. Apesar disso, já concedi que umas dezenas de milhar de visitantes que por cá apareçam para ver o show de várias luminárias, incluindo o extra-programa do presidente Marcelo a agitar-se no palco, gastem umas dezenas de milhões de euros, vá lá uns cento e tantos milhões (as estimativas para 2019 apontam para um VAB entre 58 a 96 milhões), justificando assim os 11 milhões que o governo paga com o nosso dinheiro ao Paddy. Quanto aos intangíveis, que por serem intangíveis nunca ninguém os vai tanger, esses, como já aqui escrevi, são insultos à inteligência.
Volto agora aos impactos intangíveis a propósito das declarações exuberante do director executivo da Startup Portugal que na sua comunicação da Web Summit anunciou o 5.º unicórnio [a Remote] e concluiu que «temos mais do que Espanha, Grécia e Itália juntos. Estamos a ficar conhecidos como um país unicórnio, mas isso é uma forma de cativar a atenção.»
Como escrevi num outro post sobre a fábrica de unicórnios do Dr. Moedas, a nacionalidade dos fundadores só é considerada na Complete List Of Unicorn Companies da CBInsights quando a sede da startup se situa fora dos Estado Unidos. Por isso se, como suspeito, espanhóis, gregos e italianos não sofrem tão intensamente de «uma vontade de exibição que toca as raias da paranoia» nas palavras sábias de Eduardo Lourenço, não se preocuparam a catar na lista as startups fundadas por nacionais dos respectivos países.
Como que a repor as coisas no seu lugar, o fundador da Remote, o 5.º unicórnio anunciado pelo excitado director executivo da Startup Portugal, não se deu ao cuidado de comparecer na Web Summit e explicou que um unicórnio «faz-se com negócio real (...) a Web Summit é uma Exponoivos para startups. É uma feira, ponto (...) e não é uma feira que vai levar a que se chegue lá». Estamos conversados, ponto.
20/01/2019
DEIXAR DE DAR GRAXA PARA MUDAR DE VIDA: Web Summit - as 200 mil dormidas já ninguém nos tira (6)
Um dos intangíveis que justificaria a Web Summit seria o efeito atractivo das palhaçadas sobre os investidores que, segundo o wishful thinking dos promotores, trariam resmas de investidores dispostos a torrar o seu dinheiro nas ideias luminosas das luminárias de serviço.
Lá se vai mais um mito.
07/12/2018
DEIXAR DE DAR GRAXA PARA MUDAR DE VIDA: Web Summit - as 200 mil dormidas já ninguém nos tira (5)
Já concedi que umas dezenas de milhar de visitantes (o número de participantes deste ano foi cerca de 70 mil), vá lá, uns cento e tantos mil, que por cá apareçam para ver o show de várias luminárias incluindo o extra-programa do presidente Marcelo a agitar-se no palco, gastem umas dezenas de milhões de euros, vá lá uns cento e tantos milhões, justificando assim os 11 milhões que o governo paga com o nosso dinheiro ao Paddy.
17/02/2019
DEIXAR DE DAR GRAXA PARA MUDAR DE VIDA: Web Summit - as 200 mil dormidas já ninguém nos tira (7) - Ó afronta das afrontas
Recapitulando: já concedi que umas dezenas de milhar de visitantes (o número de participantes em 2018 foi cerca de 70 mil), vá lá, uns cento e tantos mil, que por cá apareçam para ver o show de várias luminárias, incluindo o extra-programa do presidente Marcelo a agitar-se no palco, gastem umas dezenas de milhões de euros, vá lá uns cento e tantos milhões, justificando assim os 11 milhões que o governo paga com o nosso dinheiro ao Paddy. Quanto aos intangíveis, que por serem intangíveis nunca ninguém os vai tanger, esses, como já aqui escrevi são insultos à inteligência.
Outro dos intangíveis atribuído à realização da Websummit pela coligação do jornalismo de causas com os opinion dealers foi transformar Lisboa numa Tech City e fazê-la constar do respectivo ranking, colocando a capital dos alfacinhas no topo do mundo, a exemplo das resmas de portugueses (sobretudo alfacinhas) já no topo do mundo.
Infelizmente para o complexo de inferioridade nacional, a Savills que promove esse ranking não ligou às aspirações da coligação e borrifou-se para Lisboa e não a incluiu nas 30 cidades mais tecnológicas, apesar da lista incluir, ó afronta das afrontas, Bangalore e a Cidade do Cabo.
21/11/2017
DEIXAR DE DAR GRAXA PARA MUDAR DE VIDA: Web Summit - as 200 mil dormidas já ninguém nos tira (3)
Já aqui abordei irónica e superficialmente a questão dos "intangíveis" da Web Summit na visão mirífica de Nicolau Santos. Para quem quiser olhar para esta questão com mais seriedade, recomendo este artigo de Nuno Garoupa. À laia de teaser aqui vai um excerto:
«Quando pressionados pelas tais externalidades positivas, os promotores privados e públicos da Web Summit rapidamente rejeitam o economicismo dos números e optam pela conversa dos imensos ganhos intangíveis. Curiosamente, os tangíveis não se medem quantitativamente, mas os intangíveis são uma realidade qualitativa inapelável que supostamente deveria calar o "bota-abaixismo". O problema dos intangíveis é que Portugal já não consegue viver com tanta fartura - os intangíveis da Expo98, do Euro 2004, das capitais da cultura, da economia do mar, das autoestradas, dos choques tecnológicos, da paixão pela educação são de tal forma avassaladores, que o Orçamento do Estado, coitado, tem dificuldade em lidar com eles.»
