[Continuação de Pro memoria (436)]
Perdas de equipamento desde o princípio da invasão:
| Fontes: Rússia ; Ucrânia |
Ganhos territoriais:
| Fonte |
A maior parte dos ganhos territoriais da Rússia foram nas primeiras semanas da guerra. Após a retirada da Rússia do norte da Ucrânia, em abril de 2022, a Rússia controlava cerca de 19,6% do território ucraniano e tinha sofrido 20 mil baixas. Hoje, a Rússia sofreu 800.000 baixas e ocupa um pouco menos.
Entretanto, a economia russa está de rastos, a inflação disparou (os números oficiais são pura fantasia) e as taxas de juro ultrapassam 20%. Os activos do fundo soberano da Rússia reduziram-se de 7,4% do PIB para menos de 2%. As exportações em Dezembro tinham tido uma queda homóloga de 20%.
Estes desastres não significam porém que a Rússia esteja perto de capitular porque as perdas humanas no moedor de carne da guerra são toleradas a um extremo inconcebível numa democracia e porque a capitulação seria o fim de Putin, ainda que não talvez do putinismo.