Já por diversas vezes escalpelizei os delírios do "Major-general e Investigador" Carlos Branco sobre a invasão da Ucrânia como aqui, ali e acoli. Volto agora a citá-lo a propósito do seu artigo Linhas vermelhas que repete as suas ladainhas habituais para justificar as agressões russas com acções anteriores da NATO.
É a invasão da Georgia em 2008, que ele rebaptiza guerra na Georgia e atribui ao convite à Ucrânia e à Georgia para aderirem à NATO. É a invasão da Crimeia, que ele concede seja "invasão", que se deve à promoção de um golpe de estado em Kiev. É a invasão da Ucrânia que, segundo ele foi uma antecipação ao ataque em preparação ao Donbass. É a colocação de armas nucleares táticas na Bielorrússia, que resulta da «possibilidade de a Polónia vir a pisar mais uma linha vermelha e invadir a Bielorrússia». Até aqui nada de novo.
Aguardo com mal disfarçada ansiedade a sua explicação autorizada sobre a génese da sublevação com marcha sobre Moscovo do Grupo Wagner de mercenários capitaneado por Yevgeny Prigozhin, ex-cozinheiro de Putin. Será que Prigozhin se converteu ao nazismo e está ao serviço da NATO? Será que foi comprado pela CIA que o vai levar ao colo até ao Kremlin?
Aqui no (Im)pertinências citámos algumas vezes François-René, visconde de Chateaubriand, como tendo dito «abençoada a divina providência que fez os rios atravessar as cidades», que ele provavelmente nunca disse, mas daria jeito se o tivesse feito.