Não, Donald Trump não vai deixar de ser candidato e ganhar a eleição presidencial pelas razões que os seus detractores lhe apontam. Como, por exemplo, ser um homem de negócios falhado que tem delapidado a herança do seu pai, se acreditarmos nas suas declarações fiscais. Ou por ter incitado os seus seguidores a invadir o Congresso. Ou por ter acusações federais sobre a posse de documento confidenciais da Casa Branca, por obstrução da justiça, declarações falsas, por pressionar testemunhas, etc. Facilmente ele convencerá os seus devotos que é um homem de negócios com imenso sucesso, que que não incitou a invasão ou, se incitou, foi um expediente legítimo para tentar alterar a fraude das eleições e que todas as acusações do Departamento de Justiça não passam de uma cabala dos seus inimigos que são eles próprios inimigos do povo americano.
Não, nada disso o impedirá de se candidatar e vencer a eleição. O que o impedirá de se candidatar é que, apesar de ter mais de 35 anos e de ter vivido nos Estados Unidos por mais de 14 anos, segundo ele próprio e os seus devotos não preenche a terceira condição constitucional para poder candidatar-se: não ter ganho duas vezes a eleição presidencial.