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30/03/2018

SERVIÇO PÚBLICO: Keynes não era keynesiano e, se ainda fosse vivo, morreria de tédio ao ouvir os seus seguidores (4)

Uma espécie de continuação de (1), (2) e (3)

Retomando uma antiga série com um excerto de «Keynes é de esquerda?» de Vítor Bento no DN sobre o keynesianismo de martelo (aquele que vê todos os problemas como pregos).

«Muitos dos que se reclamam das suas ideias, conhecem-nas mal e usam-nos como o homem que, tendo um martelo na mão, tudo lhe parece um prego. É uma espécie de keynesianismo de martelo, em que a intervenção do Estado e o aumento da despesa pública é a receita para todos os males. E é daqui que vem a associação implícita no título. Mas este "keynesianismo de martelo" - que conduz à insustentabilidade das finanças públicas - tem muito pouco de Keynes e de económico e muito mais de político e de ideológico. É a expressão de uma preferência política, ideologicamente fundada, de um Estado intervencionista e dominador, e que conduz inevitavelmente a um de dois caminhos - crises de dívida ou inflação acelerada (se for usado o financiamento monetário) -, terminando ambos em austeridade, para debelar as crises que originam.

Tão errada estará, pois, a esquerda em invocar o patrocínio de Keynes, como a direita em recusar as suas ideias.»

1 comentário:

Ricardo disse...

Entretanto o "tsunami progressista" continua o seu caminho,e não faltaram avisos https://www.publico.pt/2016/04/29/mundo/opiniao/a-falsa-promessa-do-futuro-a-europa-e-a-armadilha-do-progresso-ii-1730506 Quem diria?Este jornal que anda a promover o desvario progressista (e cada vez mais)até publicou este artigo muito assertivo contra a "armadilha do progresso".Mas quem o leu?