Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

21/03/2014

AVALIAÇÃO CONTÍNUA: Brigadas Internacionais da Economia vêm em socorro dos Jarretas

Secção George Orwell (*)

Indignado com a fria recepção ao manifesto dos Jarretas, como tem sido baptizado, a pedir/exigir o haircut/reestruturação (cortar conforme o gosto) da dívida pública portuguesa, o professor Francisco Louçã, a quem alguns chamam desrespeitosamente tele-evangelista, resolveu tomar uma iniciativa de apelar à solidariedade internacional de economistas, dando uma mãozinha à dupla da Versailles.

Foi assim que Louçã escreveu uma carta em inglês técnico (aqui benevolentemente corrigida pelo blasfemo e agent provocateur vitorcunha) aos colleagues and friends de várias universidades para assinarem o manifesto e foi assim que mais 74 economistas de causas – uma espécie de IV Internacional da economia – assinaram. Confesso que conhecia apenas a reputação panfletária de Marc Blyth; os restantes, segundo parece, são maioritariamente gente da economia de causas, com a possível excepção de Carlota Perez (diz quem sabe).

Francisco's colleagues and friends
É por isso que resolvi atribuir ao professor Louçã, pela sua iniciativa, cinco bourbons por nada aprender nem esquecer e cinco chateaubriands por confundir os seus colleagues and friends com praticantes da dismal science. Já que estou com a mão na massa, atribuo-lhe ainda cinco urracas pelo acto internacional-saloísta de invocar a solidariedade das Brigadas Internacionais da Economia em socorro dos Jarretas.

(*) Esta secção da Avaliação Contínua é uma homenagem a George Orwell que terá dito que há ideias e opiniões tão obviamente idiotas que é preciso ser-se um intelectual para se acreditar nelas.

2 comentários:

Vivendi disse...

hahahaha


Muito bom!

Rui C. disse...


Por enquanto o número de apoiantes já atingiu a grosa. Por este andar e dada a homogénea qualidade que se lhes nota, o documento terá futuro.
Pelo menos alguma coincidência mais tarde.