Foi há dois dias publicado pela Comissão Europeia o «2025 Country Report - Portugal». Com mais de uma centena de páginas traça o retrato em várias dimensões do Portugal dos Pequeninos de entre as quais destaco a produtividade do trabalho que é a chave para criar a riqueza de um país. Criar riqueza? Sem dúvida porque, ao contrário da doutrina predominante na esquerda e na direita, nem do aumento dos salários em geral, nem em particular do salário mínimo, resulta necessariamente riqueza. O que resulta inevitavelmente é aumento do consumo e, em certas condições, inflação.
Como o gráfico mostra, desde 2012 o diferencial entre a produtividade portuguesa e a média da União Europeia tem aumentado em vez de diminuir, como seria indispensável para Portugal se aproximar da média europeia e dos países mais avançados.
É claro que há uma profusão de factores que explicam a divergência e entre eles destaco a inovação medida pelo número de patentes, domínio tem sido fruto de inúmeros exercícios de um wishful thinking praticado pelo jornalismo de causas e cultivado pelas elites medíocres domésticas (ver a série de posts O surto inovador e inventivo que nos assalta) que o gráfico mostra ser completamente despropositado.