Manuel Pinho, ex-ministro da Economia, e António Mexia, presidente da EDP, são duas almas gémeas. Foram ambos empregados dos Espíritos, os banqueiros do regime, e Pinho enquanto ministro patrocinou a chuva de subsídios às energias renováveis que ensopou a subsidiária EDP Renováveis. Saído do governo, com a energia renovada, as forças vivas da nação empenharam-se em ocupar Pinho, como vice-presidente do BES África e como presidente do Conselho de Administração da Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, em substituição dessa incontornável figura do regime que se chama António Vitorino.
Sobrando-lhe ainda assim energia, era imperioso utilizá-la. Foi o que fez a EDP que doou à universidade de Columbia um valor que não pode ser revelado para ser promovido um seminário de que será professor visitante o amigo Pinho.
Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista)
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A apresentar mensagens correspondentes à consulta edp pinho ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens
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13/08/2010
06/07/2018
SERVIÇO PÚBLICO: O milagre do défice tarifário faz toda a gente feliz? (8)
Durante quatro anos, de 2011 a 2014, escrevi vários posts sobre o tema do «défice tarifário» que então apaixonava a nação, sobre o qual muita a gente produzia bitaites e pouca gente entendia do que se tratava.
Com o consolado de Costa o assunto morreu até que Manuel "Corninhos" Pinho foi apanhado nas investigações que o ligavam a um alegado favorecimento à EDP (e aos Espírito Santo), e Costa e o PS tiveram que ir a correr nas véspera do congresso socialista deixar cair o "animal feroz" a quem o "Corninhos" serviu como ministro. Como subproduto surgiram as audições parlamentares às rendas excessivas da EDP.
Para uma dessas audiências parlamentares foi convocado o antigo ministro da Energia Mira Amaral - talvez por engano, porque a criatura não tem papas na língua e borrou a pintura que os socialistas tentavam laboriosamente compor. Eis algumas das suas chocantes afirmações:
«O desastre do sistema elétrico teve origem em 2007, quando o governo de José Sócrates, com Manuel Pinho como ministro da tutela, decidiu instalar 8.000 megawatt [MW] de potência eólica remunerada por 15 a 20 anos com tarifas feed-in (...)
O governo de Sócrates esqueceu-se que já havia muita potência contratada através dos CAE [Contratos de Aquisição de Energia] e CMEC [Custos de Manutenção do Equilíbrio Contratual], os quais asseguravam o pagamento dos custos fixos de centrais que passaram a trabalhar então em apoio às intermitentes, tendo começado a instalar capacidade eólica em duplicação a essa potência existente coberta pelos CAE e CMEC. (...)
Ao atribuir CAE à EDP dava uma previsibilidade [às receitas da empresa] e tornavam-na mais atrativa para a privatização. Eu sei como os governos funcionam, normalmente gostam de embelezar a noiva antes da privatização. Acho que este foi um argumento determinante. (...)
A coisa começa no excesso eólico, depois é que há a propagação aos CMEC. Não culpem só os CMEC, isto é ministro Manuel Pinho. Quando eu lhe tentei explicar o que estava em causa, ele estava tão encantado com isto e eu confesso que desisti de falar com o senhor. Não sei como é que ele é professor de energias, é professor de energias ocultas, talvez.»
Com o consolado de Costa o assunto morreu até que Manuel "Corninhos" Pinho foi apanhado nas investigações que o ligavam a um alegado favorecimento à EDP (e aos Espírito Santo), e Costa e o PS tiveram que ir a correr nas véspera do congresso socialista deixar cair o "animal feroz" a quem o "Corninhos" serviu como ministro. Como subproduto surgiram as audições parlamentares às rendas excessivas da EDP.
Para uma dessas audiências parlamentares foi convocado o antigo ministro da Energia Mira Amaral - talvez por engano, porque a criatura não tem papas na língua e borrou a pintura que os socialistas tentavam laboriosamente compor. Eis algumas das suas chocantes afirmações:
«O desastre do sistema elétrico teve origem em 2007, quando o governo de José Sócrates, com Manuel Pinho como ministro da tutela, decidiu instalar 8.000 megawatt [MW] de potência eólica remunerada por 15 a 20 anos com tarifas feed-in (...)
O governo de Sócrates esqueceu-se que já havia muita potência contratada através dos CAE [Contratos de Aquisição de Energia] e CMEC [Custos de Manutenção do Equilíbrio Contratual], os quais asseguravam o pagamento dos custos fixos de centrais que passaram a trabalhar então em apoio às intermitentes, tendo começado a instalar capacidade eólica em duplicação a essa potência existente coberta pelos CAE e CMEC. (...)
Ao atribuir CAE à EDP dava uma previsibilidade [às receitas da empresa] e tornavam-na mais atrativa para a privatização. Eu sei como os governos funcionam, normalmente gostam de embelezar a noiva antes da privatização. Acho que este foi um argumento determinante. (...)
A coisa começa no excesso eólico, depois é que há a propagação aos CMEC. Não culpem só os CMEC, isto é ministro Manuel Pinho. Quando eu lhe tentei explicar o que estava em causa, ele estava tão encantado com isto e eu confesso que desisti de falar com o senhor. Não sei como é que ele é professor de energias, é professor de energias ocultas, talvez.»
18/10/2011
SERVIÇO PÚBLICO: O monstro eléctrico
«Portugal é o campeão do rácio energia renovável/consumo médio e na relação eólica/consumo de vazio de verão estamos em segundo lugar, o que levanta o problema do que fazer a tanta energia. Criou-se um novo monstro.
A APREN encomendou a uma consultora, 'treinadora' da EDP, um estudo sujeito à máxima 'quem paga, encomenda o resultado'. É um exercício de publicidade enganosa. Apenas três observações: ao contrário do dito, o preço médio pago pela eólica continua a ser superior a €90 Mwh, embora as novas entrem a preço mais baixo; nas renováveis intermitentes, o que é esquecido no estudo, ao preço político da tarifa há que acrescentar os sobrecustos sistémicos da térmica de back up (de dia quando não há vento) e da bombagem (à noite para acumular a energia excedentária), havendo pois um triplo investimento; os actuais e grandes parques eólicos, bem como as grandes centrais solares da época Pinho, exigem vultuosos investimentos nas redes de transporte, e não têm a 'beleza' das pequenas renováveis do meu tempo, junto do consumidor ou embebidas nas redes de distribuição, poupando no transporte, como o estudo insinua.
As centrais térmicas deveriam trabalhar pelo menos 7000 horas/ano. Agora, funcionando apenas como apoio às eólicas, ficam por metade, o que não chega para cobrir os custos fixos do investimento. O excesso eólico leva assim a que se pague sempre a eólica produzida, consuma-se ou não, e depois ainda se pague através de uma vergonhosa 'garantia de potência' esses custos fixos para ver as térmicas paradas ou subutilizadas!
Por outro lado, as centrais da EDP sujeitas aos CAE (já aqui explicados) passaram para os CMEC, fazendo ofertas no mercado grossista, em que se simula o funcionamento em mercado livre, mas tendo um mecanismo de compensação que lhes permite a recuperação do investimento feito, no caso de terem cash flows inferiores aos obtidos nos CAE.
Então, por causa da eólica, a capacidade instalada é pouco utilizada, os custos fixos destes investimentos ociosos evidenciam-se e os custos dos CMEC disparam.
A EDP tem beneficiado enormemente disto e por uma complexa engenharia financeira (em que se tornou especialista) ganhou na secretaria um balúrdio, pois em termos económicos tal significava que estava a ser remunerada a 8,5% em activos cujo custo de capital era inferior a 5%. Quando for grande, também gostaria de ter esta renda de situação para parecer um grande gestor...
Também é condenável o preço político pago às cogerações (produção simultânea de electricidade e calor) a fuelóleo (!) e às falsas cogerações (que só produzem electricidade), tendo-se esquecido os coeficientes técnicos entre electricidade e calor que eu tinha imposto.
O monstro criado dará aumentos de preços superiores a 30% este ano, se não for domado. Este Governo, forçado a asfixiar com impostos a classe média e os pensionistas, terá coragem para o domar como recomenda a troika e o conselho tarifário?»
Luís Mira Amaral, no Expresso de 15-09
A APREN encomendou a uma consultora, 'treinadora' da EDP, um estudo sujeito à máxima 'quem paga, encomenda o resultado'. É um exercício de publicidade enganosa. Apenas três observações: ao contrário do dito, o preço médio pago pela eólica continua a ser superior a €90 Mwh, embora as novas entrem a preço mais baixo; nas renováveis intermitentes, o que é esquecido no estudo, ao preço político da tarifa há que acrescentar os sobrecustos sistémicos da térmica de back up (de dia quando não há vento) e da bombagem (à noite para acumular a energia excedentária), havendo pois um triplo investimento; os actuais e grandes parques eólicos, bem como as grandes centrais solares da época Pinho, exigem vultuosos investimentos nas redes de transporte, e não têm a 'beleza' das pequenas renováveis do meu tempo, junto do consumidor ou embebidas nas redes de distribuição, poupando no transporte, como o estudo insinua.
As centrais térmicas deveriam trabalhar pelo menos 7000 horas/ano. Agora, funcionando apenas como apoio às eólicas, ficam por metade, o que não chega para cobrir os custos fixos do investimento. O excesso eólico leva assim a que se pague sempre a eólica produzida, consuma-se ou não, e depois ainda se pague através de uma vergonhosa 'garantia de potência' esses custos fixos para ver as térmicas paradas ou subutilizadas!
Por outro lado, as centrais da EDP sujeitas aos CAE (já aqui explicados) passaram para os CMEC, fazendo ofertas no mercado grossista, em que se simula o funcionamento em mercado livre, mas tendo um mecanismo de compensação que lhes permite a recuperação do investimento feito, no caso de terem cash flows inferiores aos obtidos nos CAE.
Então, por causa da eólica, a capacidade instalada é pouco utilizada, os custos fixos destes investimentos ociosos evidenciam-se e os custos dos CMEC disparam.
A EDP tem beneficiado enormemente disto e por uma complexa engenharia financeira (em que se tornou especialista) ganhou na secretaria um balúrdio, pois em termos económicos tal significava que estava a ser remunerada a 8,5% em activos cujo custo de capital era inferior a 5%. Quando for grande, também gostaria de ter esta renda de situação para parecer um grande gestor...
Também é condenável o preço político pago às cogerações (produção simultânea de electricidade e calor) a fuelóleo (!) e às falsas cogerações (que só produzem electricidade), tendo-se esquecido os coeficientes técnicos entre electricidade e calor que eu tinha imposto.
O monstro criado dará aumentos de preços superiores a 30% este ano, se não for domado. Este Governo, forçado a asfixiar com impostos a classe média e os pensionistas, terá coragem para o domar como recomenda a troika e o conselho tarifário?»
Luís Mira Amaral, no Expresso de 15-09
25/10/2017
Pro memoria (362) – gone with the wind (republicação e actualização)
Há seis anos publiquei o seguinte post:
Ao ler no Expresso a promoção de mais um futuro sucesso das empresas amigas do regime, levo sempre instintivamente a mão à carteira. Desta vez, com honras de uma chamada de meia primeira página do suplemento de Economia e um desenvolvimento noutra página completa, amplamente ilustradas com duas enormes fotos, é o projecto Windfloat da EDP – um gerador eólico Vestas montado numa estrutura sobre uma plataforma flutuante, a ser construída na Lisnave em Setúbal e destinada a ser ancorada ao largo da Póvoa do Varzim. O brinquedo custa 15 milhões segundo o Expresso ou 20 milhões segundo outras versões.
Falece-me o tempo e a ciência para escalpelizar as razões da minha suspeição quanto ao sucesso desta inovação e sobretudo à sua viabilidade económica. Direi apenas que este projecto me reavivou a memória do projecto Pelamis, naufragado também ao largo da Póvoa do Varzim, em tempos uma das meninas dos olhos do ex-ministro Pinho (o dos corninhos) e agora enferrujando ao largo de S. Pedro de Moel, salvo erro.
Por agora, registo para futura verificação.
Verificação seis anos depois:
«Até 2019, o parque eólico flutuante que o consórcio liderado pela EDP quer instalar ao largo de Viana do Castelo tem de estar ligado e a produzir energia de fonte renovável. O risco de falhar o prazo é o de o projecto Windfloat Atlantic, cujo custo estimado ronda os 115 milhões de euros, perder os fundos comunitários de 30 milhões atribuídos em 2012 pelo Programa NER300.» (fonte)
Repare-se o efeito Lockheed Tristar em todo o seu esplendor. Um projecto eventualmente inviável que custaria 15 ou 20 milhões há seis anos custará agora 115 milhões ou seis a oito vezes mais. À maneira habitual, provavelmente irão ser gastos ainda mais do que os 115 milhões para não perder os 30 milhões de fundos comunitários. Foi assim que uma parte significativa dos mais de cem mil milhões de subsídios comunitários pagos extorquidos aos contribuintes europeus, o equivalente a mais de 55% do PIB anual actual, foi delapidada.
Ao ler no Expresso a promoção de mais um futuro sucesso das empresas amigas do regime, levo sempre instintivamente a mão à carteira. Desta vez, com honras de uma chamada de meia primeira página do suplemento de Economia e um desenvolvimento noutra página completa, amplamente ilustradas com duas enormes fotos, é o projecto Windfloat da EDP – um gerador eólico Vestas montado numa estrutura sobre uma plataforma flutuante, a ser construída na Lisnave em Setúbal e destinada a ser ancorada ao largo da Póvoa do Varzim. O brinquedo custa 15 milhões segundo o Expresso ou 20 milhões segundo outras versões.
Falece-me o tempo e a ciência para escalpelizar as razões da minha suspeição quanto ao sucesso desta inovação e sobretudo à sua viabilidade económica. Direi apenas que este projecto me reavivou a memória do projecto Pelamis, naufragado também ao largo da Póvoa do Varzim, em tempos uma das meninas dos olhos do ex-ministro Pinho (o dos corninhos) e agora enferrujando ao largo de S. Pedro de Moel, salvo erro.
Por agora, registo para futura verificação.
Verificação seis anos depois:
«Até 2019, o parque eólico flutuante que o consórcio liderado pela EDP quer instalar ao largo de Viana do Castelo tem de estar ligado e a produzir energia de fonte renovável. O risco de falhar o prazo é o de o projecto Windfloat Atlantic, cujo custo estimado ronda os 115 milhões de euros, perder os fundos comunitários de 30 milhões atribuídos em 2012 pelo Programa NER300.» (fonte)
Repare-se o efeito Lockheed Tristar em todo o seu esplendor. Um projecto eventualmente inviável que custaria 15 ou 20 milhões há seis anos custará agora 115 milhões ou seis a oito vezes mais. À maneira habitual, provavelmente irão ser gastos ainda mais do que os 115 milhões para não perder os 30 milhões de fundos comunitários. Foi assim que uma parte significativa dos mais de cem mil milhões de subsídios comunitários pagos extorquidos aos contribuintes europeus, o equivalente a mais de 55% do PIB anual actual, foi delapidada.
26/12/2019
O ruído do silêncio da gente honrada no PS é ensurdecedor (187) - A pesada herança do polvo socialista (II)
Uma estória socialista resumida (já aqui contada):
João Conceição, actualmente administrador da REN, nomeado pelo governo socialista de José Sócrates em 2009, foi contratado em 2008 pelo BCP por Paulo Macedo, actualmente presidente da Caixa nomeado pelo actual governo socialista, na época membro da administração do BCP de que era então presidente Santos Ferreira, um amigo do peito de Guterres, antigo líder do PS e primeiro-ministro de dois governos socialistas. Santos Ferreira, desde sempre um homem às ordens do PS, que tinha transitado directamente para o BCP vindo da presidência da Caixa, para onde fora nomeado pelo governo socialista de Sócrates, Caixa onde autorizou empréstimos a Berardo e outros para comprarem acções do BCP, empréstimos que hoje fazem parte do malparado da Caixa que Você, leitor, e eu pagámos com os aumentos de capital para tapar os buracos.
Voltando a João Conceição, foi contratado pelo BCP ao mesmo tempo que nomeado assessor de Manuel Pinho, ministro da Economia de Sócrates e homem de confiança e às ordens de Ricardo Salgado, o DDT, presidente do BES cuja falência Você, leitor, e eu pagamos e vamos continuar a pagar. No BCP João Conceição foi contratado por 10 mil euros por mês que recebeu até Maio de 2009, totalizando 153 mil euros, agora reclamados pelo BCP com o fundamento de João Conceição não ter prestados quaisquer serviços, ao que este argumenta que fez tudo o que lhe mandaram fazer (para mais pormenores ler aqui).
Perdido? É natural, é o labirinto habitado pelo polvo socialista.
Actualização desta estória socialista:
«O Ministério Público entende que João Conceição, o ex-consultor de Manuel Pinho e atual administrador da empresa REN – Redes Energéticas Nacionais, “aderiu” em janeiro de 2007 ao “pacto” acordado originalmente entre o ex-ministro da Economia, António Mexia e João Manso Neto para conceder alegados benefícios de 1,2 mil milhões de euros à EDP. Daí ter-lhe imputado dois crimes de corrupção passiva para ato ilícito no interrogatório que decorreu a 28 de novembro.» (Estória completa)
16/11/2020
Pro memoria (406) – gone with the wind (republicação e nova actualização)
Há nove anos publiquei o seguinte post:
Ao ler no Expresso a promoção de mais um futuro sucesso das empresas amigas do regime, levo sempre instintivamente a mão à carteira. Desta vez, com honras de uma chamada de meia primeira página do suplemento de Economia e um desenvolvimento noutra página completa, amplamente ilustradas com duas enormes fotos, é o projecto Windfloat da EDP – um gerador eólico Vestas montado numa estrutura sobre uma plataforma flutuante, a ser construída na Lisnave em Setúbal e destinada a ser ancorada ao largo da Póvoa do Varzim. O brinquedo custa 15 milhões segundo o Expresso ou 20 milhões segundo outras versões.
Falece-me o tempo e a ciência para escalpelizar as razões da minha suspeição quanto ao sucesso desta inovação e sobretudo à sua viabilidade económica. Direi apenas que este projecto me reavivou a memória do projecto Pelamis, naufragado também ao largo da Póvoa do Varzim, em tempos uma das meninas dos olhos do ex-ministro Pinho (o dos corninhos) e agora enferrujando ao largo de S. Pedro de Moel, salvo erro.
Por agora, registo para futura verificação.
Há seis anos fiz o ponto de situação neste outro post:
«Até 2019, o parque eólico flutuante que o consórcio liderado pela EDP quer instalar ao largo de Viana do Castelo tem de estar ligado e a produzir energia de fonte renovável. O risco de falhar o prazo é o de o projecto Windfloat Atlantic, cujo custo estimado ronda os 115 milhões de euros, perder os fundos comunitários de 30 milhões atribuídos em 2012 pelo Programa NER300.» (fonte)
Repare-se o efeito Lockheed Tristar em todo o seu esplendor. Um projecto eventualmente inviável que custaria 15 ou 20 milhões há seis anos custará agora 115 milhões ou seis a oito vezes mais. À maneira habitual, provavelmente irão ser gastos ainda mais do que os 115 milhões para não perder os 30 milhões de fundos comunitários. Foi assim que uma parte significativa dos mais de cem mil milhões de subsídios comunitários pagos extorquidos aos contribuintes europeus, o equivalente a mais de 55% do PIB anual actual, foi delapidada.
Nove anos depois estamos aqui:
O brinquedo, que era para custar 15 ou 20 milhões há nove anos e 115 milhões há seis anos, ficou este ano por 125 milhões, financiados por 60 milhões pelo Banco Europeu de Investimento, por um subsídio de 30 milhões do programa europeu NER 300 e outro de €6 milhões do Fundo Ambiental). Resta dizer que o parque Windfloat disfrutará de um preço garantido de venda de energia de €140/MWh quando o preço atual de mercado está abaixo de €40/MWh. Apesar deste maná que os consumidores de electricidade pagarão, a Windfloat está a dever vários milhões as dezenas de empresas subcontratadas. (fonte)
12/10/2020
Crónica da asfixia da sociedade civil pela Passarola de Costa (54) - Em tempo de vírus (XXXI)
Avarias da geringonça e do país seguidas de asfixias
A democracia socialista segundo os Drs. Costa e Rio
Depois de ter despedido o presidente do TdC pelo telefone, o Dr. Costa, com a pronta aprovação do PR, mais preocupado com o seu score eleitoral do que com a independência dos tribunais, substituiu-o pelo conselheiro José Tavares, um director do TdC metido nas trapalhadas do Sr. Eng. Sócrates. A ókupação começou com a PGR e tornou-se um hábito.
Numa crónica anterior já escrevi sobre escolha pela ministra da Justiça de um juiz seu conhecido em detrimento da juíza primeira classificada no concurso para procurador europeu por um júri internacional. Os novos desenvolvimentos são a bronca em Bruxelas e o desplante do Dr. Costa que, depois da sua ministra despachar a juíza que ganhou o concurso, não se acanhou em argumentar com o seu trabalho no DCIAP para acompanhar a gestão dos fundos dos comunitários como garantia de que não serão mal usados.
A democracia socialista segundo os Drs. Costa e Rio
Os membros as Comissões de Coordenação de Desenvolvimento Regional, um órgão inventado essencialmente para criar empregos a novos situacionistas, vão ser eleitos esta semana pelos autarcas das respectivas regiões. São eleições que o Estado Novo nunca teve a ousadia e o Estado Chinês não desdenharia adoptar. Os autarcas votam os candidatos de listas aprovadas pelos Drs. Costa e Rio e o Dr. Costa, como chefe do Dr. Rio, nomeia ainda um segundo vice-presidente.
Para o PS, independência dos tribunais e dos reguladores é ocupá-los com a sua gente
Quem se mete com o PS, leva ou levará
O presidente do TdC já levou o que merecia e há quem antecipe que a presidente do Conselho das Finanças Públicas que, entre outras coisas. diz que há "uma saturação" e uma "exaustão" das fontes comuns de receita fiscal, já está marcada para levar.
«Estamos preparados» ou o combate à pandemia foi mais um sucesso do governo
Qual foi o resultado líquido das medidas de combate à pandemia do governo do Dr. Costa? Podemos fazer um exercício de as if. Se não tivesse havido a pandemia, qual seria o número de mortes expectável? Razoavelmente podemos assumir que a média 2009-2019 seria uma boa estimativa. E se o governo não tivesse tomado medidas, o que teria acontecido? Provavelmente teria havido mais mortes, sobretudo dos grupos de maior risco (nomeadamente idosos nos lares). Admitamos que, em vez de cerca de 1.800 óbitos de idosos com 70 ou mais anos, representando 90% do total, teríamos o dobro ou seja mais 1.800 óbitos adicionais, o que é uma estimativa exageradíssima. Olhemos agora para o gráfico seguinte.
Qual foi o resultado líquido das medidas de combate à pandemia do governo do Dr. Costa? Podemos fazer um exercício de as if. Se não tivesse havido a pandemia, qual seria o número de mortes expectável? Razoavelmente podemos assumir que a média 2009-2019 seria uma boa estimativa. E se o governo não tivesse tomado medidas, o que teria acontecido? Provavelmente teria havido mais mortes, sobretudo dos grupos de maior risco (nomeadamente idosos nos lares). Admitamos que, em vez de cerca de 1.800 óbitos de idosos com 70 ou mais anos, representando 90% do total, teríamos o dobro ou seja mais 1.800 óbitos adicionais, o que é uma estimativa exageradíssima. Olhemos agora para o gráfico seguinte.
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| Fonte: Nos cornos da covid |
O que acham de se extrair a seguinte conclusão do resultado arredondado do exercício as if?
- Se não tivesse havido pandemia, teríamos 56 mil óbitos
- Se o governo não fizesse nada teríamos 58 mil óbitos
- Como tivemos 65 mil óbitos, as medidas do governo fizeram 7 mil óbitos.
Como explicar esses 7 mil óbitos? Efeitos colaterais do confinamento na saúde, 10 milhões de consultas e 100 mil cirurgias que não se fizeram.
09/01/2012
DIÁRIO DE BORDO: O divórcio da razão e da moral
«Considero que isto é mais uma demonstração daquilo que é a apropriação por parte das clientelas dos partidos do governo em relação a áreas importantes da nossa economia, onde o Estado ainda tem participação mas também do próprio aparelho do Estado», indignou-se o líder socialista António José Seguro com as nomeações para o conselho geral da EDP, uma espécie de «lista de agradecimentos de Passos Coelho», como lhe chamou Pedro Santos Guerreiro, incluindo Catroga, o elo de ligação ao cavaquismo, e Ilídio Pinho, o seu ex-patrão.
Seguro tem razão. O que não tem é moral para falar, por ter assistido num silêncio sepulcral à apropriação por parte das clientelas do PS em relação a áreas importantes da nossa economia.
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He talks the talk but doesn't walk the walk
07/06/2017
Crónica da anunciada avaria irreparável da geringonça (86)
Outras avarias da geringonça.
Devido ao incêndio na cozinha do (Im)pertinências, esta crónica atrasou dois dias e era para ficar um pouco mais comprida do que é habitual e o habitual já é comprido - pelo menos quando comparado com o os tweets do Donaldo. Para evitar indigestões dos fregueses cortou-se na dose.
Começo por mais um escândalo do regime, típico da promiscuidade do que se poderia chamar o bloco central informal dos negócios, um zingarelho com algumas semelhanças com a geringonça, a quem devemos uma parte substancial do apodrecimento do regime. Trata-se do caso dos CMEC da EDP que no mesmo pote mete pelo lado dos peões Mexia, Pinho e Sócrates, entre outros figurões, e pelo lado dos bispos corporativos o GES com o omnipresente DDT Ricardo Salgado. Muito provavelmente a operação em curso que já tem como arguidos Mexia e Manso Neto - aquela criatura com ar de sem abrigo de quem dizem ser muito competente - vai ficar em águas de bacalhau. Se não ficar, abro uma garrafa da viúva Cliquot para comemorar com a patroa.
Devido ao incêndio na cozinha do (Im)pertinências, esta crónica atrasou dois dias e era para ficar um pouco mais comprida do que é habitual e o habitual já é comprido - pelo menos quando comparado com o os tweets do Donaldo. Para evitar indigestões dos fregueses cortou-se na dose.Começo por mais um escândalo do regime, típico da promiscuidade do que se poderia chamar o bloco central informal dos negócios, um zingarelho com algumas semelhanças com a geringonça, a quem devemos uma parte substancial do apodrecimento do regime. Trata-se do caso dos CMEC da EDP que no mesmo pote mete pelo lado dos peões Mexia, Pinho e Sócrates, entre outros figurões, e pelo lado dos bispos corporativos o GES com o omnipresente DDT Ricardo Salgado. Muito provavelmente a operação em curso que já tem como arguidos Mexia e Manso Neto - aquela criatura com ar de sem abrigo de quem dizem ser muito competente - vai ficar em águas de bacalhau. Se não ficar, abro uma garrafa da viúva Cliquot para comemorar com a patroa.
26/09/2011
Pro memoria (36) – gone with the wind
Ao ler no Expresso a promoção de mais um futuro sucesso das empresas amigas do regime, levo sempre instintivamente a mão à carteira. Desta vez, com honras de uma chamada de meia primeira página do suplemento de Economia e um desenvolvimento noutra página completa, amplamente ilustradas com duas enormes fotos, é o projecto Windfloat da EDP – um gerador eólico Vestas montado numa estrutura sobre uma plataforma flutuante, a ser construída na Lisnave em Setúbal e destinada a ser ancorada ao largo da Póvoa do Varzim. O brinquedo custa 15 milhões segundo o Expresso ou 20 milhões segundo outras versões.
Falece-me o tempo e a ciência para escalpelizar as razões da minha suspeição quanto ao sucesso desta inovação e sobretudo à sua viabilidade económica. Direi apenas que este projecto me reavivou a memória do projecto Pelamis, naufragado também ao largo da Póvoa do Varzim, em tempos uma das meninas dos olhos do ex-ministro Pinho (o dos corninhos) e agora enferrujando ao largo de S. Pedro de Moel, salvo erro.
Por agora, registo para futura verificação.
Falece-me o tempo e a ciência para escalpelizar as razões da minha suspeição quanto ao sucesso desta inovação e sobretudo à sua viabilidade económica. Direi apenas que este projecto me reavivou a memória do projecto Pelamis, naufragado também ao largo da Póvoa do Varzim, em tempos uma das meninas dos olhos do ex-ministro Pinho (o dos corninhos) e agora enferrujando ao largo de S. Pedro de Moel, salvo erro.
Por agora, registo para futura verificação.
31/10/2023
Semanário de Bordo da Nau Catrineta comandada pelo Dr. Costa no caminho para o socialismo (89b)
Continuação das Crónicas: «da anunciada avaria irreparável da geringonça», «da avaria que a geringonça está a infligir ao País» e «da asfixia da sociedade civil pela Passarola de Costa». Outras edições do Semanário de Bordo.
Aproveitando o gráfico de um artigo de opinião com o título «O desastre russo» (que bem poderia ser «O desastre português») de Ricardo Reis podemos comparar o crescimento do PIB dos cinco ex-membros do bloco soviético com o crescimento português para concluirmos que estamos mais próximo da evolução da Rússia do que dos seus ex-satélites mais pobres.
A justiça do Estado sucial não é cega, tarda e falha
Depois de 11 (onze) anos a mastigar milhares de emails que suportavam a prova no caso EDP/CMEC, contra o Dr. Mexia e os seus associados, incluindo o Dr. Pinho, um acórdão do STJ atirou com a prova para o lixo. Se os julgamentos de Nuremberga da liderança nazi da Alemanha que decorreram durante 11 meses fossem entregues à justiça portuguesa, os 12 condenados à morte teriam morrido de velhos em sossego nas suas camas.
A associação de malfeitores Espírito Santo-PS infectou o Estado sucial
A falência do GES é uma espécie de paradigma da governação socialista na sua encarnação socrática. Concluiu-se agora que o procurador do MP no caso GES é amigo e padrinho de uma filha de uma juíza do colectivo de juízes desse caso que foi casada com um quadro do GES que recebeu mais de um milhão do “saco azul” do Dr. Salgado (fonte). Se isto não é mafioso, a Mafia é uma escola de virtudes.
O Estado de Direito está cada vez mais torto
Com a justiça portuguesa nesse estado, não espanta que Portugal tenha caído para o 28.º lugar em 149 do ranking do World Justice Project, o pior lugar desde 2015. Dos vários factores que compõem o índice a pior classificação é na força dos organismos reguladores (42.º) e na ordem e segurança (49.º).
«A educação é a nossa paixão»
No número anterior deste semanário citei irónica e inadvertidamente uma notícia enganosa do Público sobre a melhoria das notas durante o fecho das escolas pela pandemia. Na verdade, a questão é muito mais profunda e grave, como revela um relatório da IAVE citado por AHM no Observador que mostra a iliteracia e a inumeracia de percentagens de alunos que vão desde 56% até 83%.
Take Another Plan. Take 1 – Mete 3,2 e tira 2,1
Segundo o pensamento milagroso dos spin doctors que tratam do agitprop socialista, feitas as contas o valor líquido da TAP poderia atingir 2,1 mil milhões, e nesse hipótese milagrosa os contribuintes que entraram com 3,2 mil milhões ficariam desembolsados de apenas 1,1 mil milhões, convenhamos um preço barato para os exercícios do Dr. Costa e do seu putativo sucessor Dr. Pedro Nuno.
(Continuação de 89a)
Vítimas do socialismo imaginário do PS arrastam-se atrás das vítimas do socialismo real
Aproveitando o gráfico de um artigo de opinião com o título «O desastre russo» (que bem poderia ser «O desastre português») de Ricardo Reis podemos comparar o crescimento do PIB dos cinco ex-membros do bloco soviético com o crescimento português para concluirmos que estamos mais próximo da evolução da Rússia do que dos seus ex-satélites mais pobres.
A justiça do Estado sucial não é cega, tarda e falha
Depois de 11 (onze) anos a mastigar milhares de emails que suportavam a prova no caso EDP/CMEC, contra o Dr. Mexia e os seus associados, incluindo o Dr. Pinho, um acórdão do STJ atirou com a prova para o lixo. Se os julgamentos de Nuremberga da liderança nazi da Alemanha que decorreram durante 11 meses fossem entregues à justiça portuguesa, os 12 condenados à morte teriam morrido de velhos em sossego nas suas camas.
A associação de malfeitores Espírito Santo-PS infectou o Estado sucial
A falência do GES é uma espécie de paradigma da governação socialista na sua encarnação socrática. Concluiu-se agora que o procurador do MP no caso GES é amigo e padrinho de uma filha de uma juíza do colectivo de juízes desse caso que foi casada com um quadro do GES que recebeu mais de um milhão do “saco azul” do Dr. Salgado (fonte). Se isto não é mafioso, a Mafia é uma escola de virtudes.
O Estado de Direito está cada vez mais torto
Com a justiça portuguesa nesse estado, não espanta que Portugal tenha caído para o 28.º lugar em 149 do ranking do World Justice Project, o pior lugar desde 2015. Dos vários factores que compõem o índice a pior classificação é na força dos organismos reguladores (42.º) e na ordem e segurança (49.º).
«Empresa Financeiramente Apoiada Continuamente (pelo) Estado Central»
O Dr. Costa Silva prevê um «final feliz» com custos para os contribuintes da nacionalização e posterior privatização da EFACEC que poderão ser «algo maiores» do que os (nunca) previstos.
O Dr. Costa Silva prevê um «final feliz» com custos para os contribuintes da nacionalização e posterior privatização da EFACEC que poderão ser «algo maiores» do que os (nunca) previstos.
«A educação é a nossa paixão»
No número anterior deste semanário citei irónica e inadvertidamente uma notícia enganosa do Público sobre a melhoria das notas durante o fecho das escolas pela pandemia. Na verdade, a questão é muito mais profunda e grave, como revela um relatório da IAVE citado por AHM no Observador que mostra a iliteracia e a inumeracia de percentagens de alunos que vão desde 56% até 83%.
Take Another Plan. Take 1 – Mete 3,2 e tira 2,1
Segundo o pensamento milagroso dos spin doctors que tratam do agitprop socialista, feitas as contas o valor líquido da TAP poderia atingir 2,1 mil milhões, e nesse hipótese milagrosa os contribuintes que entraram com 3,2 mil milhões ficariam desembolsados de apenas 1,1 mil milhões, convenhamos um preço barato para os exercícios do Dr. Costa e do seu putativo sucessor Dr. Pedro Nuno.
01/06/2020
Crónica da asfixia da sociedade civil pela Passarola de Costa (35) - Em tempo de vírus (XII)
Avarias da geringonça e do país seguidas de asfixias
«A nossa televisão parece a da Coreia do Norte»
Foi o que disse um médico reformado de Castelo de Vide, que aproveito para saudar, citado pelo jornal SOL, a propósito da presença constante do Dr. Costa e de S. Exª no canal estatal e nos dois canais paraestatais.
Danos colaterais da bazuca de Ursula
Em dissonância com a comunidade dos políticos, o jornalismo de várias causas, a comentadoria e as luminárias do regime e o povo em geral, para quem a cavalo dado não olha o dente, ouve-se uma voz singular e portanto impertinente, sem medo da solidão, que agradece a Mark Rute a sua resistência a enviar para o Portugal dos Pequeninos «dinheiro a fundo perdido». Obrigado Fernando Sobrinho.
É claro que a um povo empurrado para uma queda «queda monumental» por uma troika composta pelo Dr. Costa, S. Ex.ª e uma pandemia, é muito difícil resistir porque durante décadas deixou que a nomenclatura do regime triturasse recursos e criasse défices e dívida, enquanto os sacerdotes dos amanhãs que cantam invocavam Santo Keynes, santo que, quando mais precisaríamos dele, não nos acode por estar vazio o saco das esmolas.
Ineficiente, sempre. Ineficaz sempre que possível
No passado usaram-se guardas-florestais para prevenir incêndios. Os guardas foram desaparecendo por falta de "cabimento" e por falta de candidatos dispostos a suportar o desconforto de percorrer montes e vales em vez de estarem sentados ao fresco. Talvez com esse pretexto, há dois anos o exército torrou quase 6 milhões na compra de drones para a vigilância de fogos que, como é habitual no Estado Sucial geridos por socialistas, não foram usados. E o que faz um governo socialista nestas circunstâncias? Ora, o mesmo de sempre: compra mais 12 drones para a Força Aérea e começa a contratar guardas-florestais.
Da encomenda à China de 500 ventiladores chegaram esta semana mais 60 depois de vários meses. Não se pense, porém, que daí resultaram inconvenientes. Segundo a DGS, nenhum dos que chegaram foi utilizado.
«A nossa televisão parece a da Coreia do Norte»
Foi o que disse um médico reformado de Castelo de Vide, que aproveito para saudar, citado pelo jornal SOL, a propósito da presença constante do Dr. Costa e de S. Exª no canal estatal e nos dois canais paraestatais.
Danos colaterais da bazuca de Ursula
Em dissonância com a comunidade dos políticos, o jornalismo de várias causas, a comentadoria e as luminárias do regime e o povo em geral, para quem a cavalo dado não olha o dente, ouve-se uma voz singular e portanto impertinente, sem medo da solidão, que agradece a Mark Rute a sua resistência a enviar para o Portugal dos Pequeninos «dinheiro a fundo perdido». Obrigado Fernando Sobrinho.
É claro que a um povo empurrado para uma queda «queda monumental» por uma troika composta pelo Dr. Costa, S. Ex.ª e uma pandemia, é muito difícil resistir porque durante décadas deixou que a nomenclatura do regime triturasse recursos e criasse défices e dívida, enquanto os sacerdotes dos amanhãs que cantam invocavam Santo Keynes, santo que, quando mais precisaríamos dele, não nos acode por estar vazio o saco das esmolas.
Ineficiente, sempre. Ineficaz sempre que possível
No passado usaram-se guardas-florestais para prevenir incêndios. Os guardas foram desaparecendo por falta de "cabimento" e por falta de candidatos dispostos a suportar o desconforto de percorrer montes e vales em vez de estarem sentados ao fresco. Talvez com esse pretexto, há dois anos o exército torrou quase 6 milhões na compra de drones para a vigilância de fogos que, como é habitual no Estado Sucial geridos por socialistas, não foram usados. E o que faz um governo socialista nestas circunstâncias? Ora, o mesmo de sempre: compra mais 12 drones para a Força Aérea e começa a contratar guardas-florestais.
Da encomenda à China de 500 ventiladores chegaram esta semana mais 60 depois de vários meses. Não se pense, porém, que daí resultaram inconvenientes. Segundo a DGS, nenhum dos que chegaram foi utilizado.
Demonstrando uma grande iniciativa no combate à pandemia, o Estado-Maior do Exército comprou por ajuste directo a uma empresa portuguesa especializada em brinquedos de peluche dez mil testes de Covid-19 e 100 mil máscaras por 74 mil euros e 329 mil euros, respectivamente. Eles podem deixar morrer os comandos. mas o SARS-CoV-2 não fará nem uma baixa na nossa gloriosa tropa.
«Queda monumental»
Diz a ministra que o lay-off simplificado já abrangeu 140 mil empresas e 1,2 milhões de trabalhadores e custou 470 milhões de euros. Na sua simplicidade, estes três números dizem imenso sobre a economia do Portugal dos Pequeninos que o cagaço geral do povo e o especial do governo puseram de pantanas. Dizem-nos que as empresas assistidas têm em média menos de 9 trabalhadores e que cada um destes recebeu em média da segurança social menos de 400 euros em dois meses. A maioria (80%) das empresas pediu já renovação do lay-off e há mais 12 mil na fila de espera.
Diz a ministra que o lay-off simplificado já abrangeu 140 mil empresas e 1,2 milhões de trabalhadores e custou 470 milhões de euros. Na sua simplicidade, estes três números dizem imenso sobre a economia do Portugal dos Pequeninos que o cagaço geral do povo e o especial do governo puseram de pantanas. Dizem-nos que as empresas assistidas têm em média menos de 9 trabalhadores e que cada um destes recebeu em média da segurança social menos de 400 euros em dois meses. A maioria (80%) das empresas pediu já renovação do lay-off e há mais 12 mil na fila de espera.
O BCE já reviu a previsão da queda do PIB da Zona Euro de 5%-12% para 8%-12%. É prudente suspeitar que, mais do que exercício de astrologia. estas previsões são provavelmente fruto de wishful thinking ou mesmo inspiradas no propósito de não desanimar os animal spirits. Nós por cá também não poupamos na animação dos animal spirits e concluímos com alívio que afinal PIB caiu ligeiramente menos. Contraiu 2,3% em vez de 2,4%». É muito animador de facto concluir que com um confinamento de 12 dias no trimestre o PIB "só" caiu 2,3%, por isso no segundo trimestre talvez o PIB "só" caia uns 10% à conta de um confinamento no mínimo de 60 dias, a que haverá de adicionar a queda do turismo que o ano passado representou mais de 50% das exportações de serviços, 20% das exportações totais e 9% do PIB. Tudo por junto, o limite superior das previsões deverá passar a ser o limite inferior, confirmando que a única previsão que se mantém é a de S. Ex.ª.
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