Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)
27/08/2022
Manifestações de paranóia/esquizofrenia (40) - É como viver num metaverso
01/08/2022
Manifestações de paranóia/esquizofrenia (39) - De como um caso de polícia se torna num evento nacional
09/03/2021
Manifestações de paranóia/esquizofrenia (37) - Já podemos começar a preparar o Index Librorum Prohibitorum
Uma "professora de Português" (na verdade uma Graduate Teaching Fellow) na Universidade de Massachusetts Dartmouth, nos EUA (where else?), descobriu passagens racistas em "Os Maias" e considera que esta obra de Eça transmite a ideia que «a colonização foi necessária e benéfica». Estranhamente não descobriu passagens misóginas e homofóbicas.
A agência Lusa, uma espécie TASS do PS, presidida pelo Dr. Nicolau Santos e bafejada há dias com mais um donativo de 8 milhões, não tem nenhum repórter para acompanhar o desastre da resposta do governo socialista à pandemia mas apressou-se a proporcionar os 15 minutos de fama a que todos temos direito entrevistando a autora da descoberta Vanusa Vera-Cruz Lima, que só nasceu em S. Vicente, Cabo Verde e foi estudar para os EUA porque os seus antepassados foram levados pelo colonialismo português do Continente Africano para Cabo Verde.
[Este vosso escriba apela aos leitores para não se deixarem infectar por preconceitos em relação a Cabo Verde, um país acolhedor com gente estimável espalhada por esse mundo, onde trabalhou vários anos, conheceu centenas de cabo-verdianos e garante nunca se ter cruzado com um@ patet@ do calibre da Dr.ª Vanussa]
12/02/2021
Manifestações de paranóia/esquizofrenia (37) - Benvindo ao mundo do policiamento propriamente dito da linguagem propriamente dita
10/02/2021
Manifestações de paranóia/esquizofrenia (36) - Benvindo ao mundo do policiamento da linguagem. Microagressão
«Já ouviu expressões como “Seu inglês é tão bom” ou “Não penso em você como negro”? Bem-vindo ao mundo das microagressões.
Definindo o problema
1. Sob o microscópio
O termo “microagressão” foi originalmente cunhado na década de 1970 por Chester M. Pierce, um professor de Harvard que primeiro identificou esse tipo de comportamento frequente e negativo - embora não intencional, devido ao preconceito inconsciente - em relação a alguém de um grupo marginalizado. Ele escreveu: “Esses ataques [raciais] à dignidade e à esperança dos negros são incessantes e cumulativos. Qualquer um pode ser grosseiro. Na verdade, o principal veículo de racismo neste país são as ofensas feitas aos negros por brancos dessa forma gratuita e não intencional”.
2. Concluindo
Estudos mostram que as microagressões são muito mais perigosas do que muitos imaginam. Os desprezos aparentemente inócuos e às vezes despercebidos têm um alto custo para nossa saúde mental, física e emocional. Na verdade, estamos descobrindo que, para as pessoas de cor, isso causa traumas reais. Pessoas alimentadas com uma dieta regular de microagressões apresentam sinais de depressão, falta de confiança, falta de crescimento, raiva, desamparo e até desesperança. Já sabemos há algum tempo que isso pode levar à ideação suicida. Psicólogos como Derald Wing Sue, da Universidade de Columbia, estão trabalhando para aumentar a tomada de consciência dos danos causados por microagressões.
3. Isso é racista?
Este comportamento não é racismo puro. Microagressões constituem piadas e condutas improvisadas que fazem alguém sentir-se desanimado ou como um estranho por qualquer número de características, não apenas raça. Embora o tipo de interação que constitui microagressões não sejam demonstrações da supremacia branca absoluta, o privilégio - e especialmente o privilégio branco - desempenha um papel. Muitas vezes estão fora da compreensão de uma pessoa, comprometidos sem uma intenção clara e às vezes até disfarçados como um elogio - como em, "Seu inglês é tão bom", dito a alguém cuja língua materna não é o inglês.
4. Considere a sua vizinhança
Como as microagressões são frequentemente cometidas sem que o perpetrador esteja realmente ciente de suas ofensas, a falta de diversidade (seja LGBTQ +, mulheres, pessoas de cor ou qualquer grupo marginalizado) contribui para esses cenários dolorosos. Isso significa que espaços como o sector tecnológico, há muito acusado de tolerar a “cultura do mano” e a falta de negros, são um terreno fértil especialmente para esse comportamento. Em espaços onde a diversidade é mínima e a masculinidade tóxica é predominante, ainda pode ser moda dizer "Isso é tão gay" - uma microagressão consagrada pelo tempo.»
30/07/2020
Manifestações de paranóia/esquizofrenia (35) - Já chegou à nomenclatura do regime. E os outros animais são tutelados por quem? Porque não o primeiro-ministro?
«Morte de cães e gatos devido a incêndio que afetou abrigos ilegais em Santo Tirso leva Governo a passar as competências sobre os animais de companhia da Agricultura para o Ambiente. Ao Expresso, o ministro Matos Fernandes explica que vai ser criado um novo cargo relacionado com a decisão e admite que "o país não estava a fazer o melhor que poderia fazer»"
13/07/2020
Manifestações de paranóia/esquizofrenia (34) - O áctivismo anti-rácista é mais infeccioso do que a pandemia
Washington Redskins é uma das mais antigas equipas de futebol profissional americano e chama-se assim desde a sua fundação em 1932. A equipa anunciou hoje que vai mudar o seu nome por pressão dos áctivistas que o consideram rácista. Fico à espera que também mudem os nomes dos Pittsburgh Steelers, Denver Broncos, Tampa Bay Buccaneers ou dos Pittsburgh Steelers, por exemplo.
Mais preocupante do que a paranóia áctivista - afinal sempre houve e haverá paranóicos - é a infecção estar a contaminar criaturas normais (no sentido estatístico) ou a cobardia a fazê-las sucumbir à chantagem de gente que parece uma caricatura saída do Triunfo dos Porcos de Orwell.
10/06/2020
Manifestações de paranóia/esquizofrenia (33) - O português corrente vertido em politicamente correctês
Depois de ler estes desabafos da criadora do Harry Potter, fiquei curioso de saber se o nosso web bot de AI com machine learning baseada numa Neural Network com acesso a servidores de Big Data estaria capacitado para traduzir para a newspeak PC e escrevi o parágrafo seguinte com que alimentei o bot:
Adélia é uma jovem mulher negra, obesa e não muito bonita. Gostaria de ser mãe mas, receosa de ficar grávida de um homem e insegura sobre a sua preferência sexual, optou por contratar uma barriga de aluguer. Infelizmente a barriga de aluguer resolveu abortar, pouco depois do seu pai, um pobre vigarista que vivia na rua, ter decidido antecipar a sua morte optando pela eutanásia.Poucos segundos depois o bot apresentou o seguinte resultado:
Adélia é uma jovem pessoa que menstrua afro-europeia com sobredesempenho metabólico e visualmente desfavorecida. Gostaria de ter um filho mas, receosa de ser uma pessoa grávida de um parceiro e numa fase de procura da sua identidade de género, optou por encontrar outra pessoa que menstrua para a gestão de substituição. Infelizmente a mãe de substituição resolveu fazer uma interrupção voluntária de gravidez, pouco depois do seu pai, uma pessoa sem abrigo eticamente desorientada e economicamente marginalizada, ter optado pela morte assistida.
10/12/2019
Manifestações de paranóia/esquizofrenia (32) - Se houvesse divergência política terminariam a reunião já no próximo século
| O problema está naquela manchinha vermelha |
Afinal não há divergência política entre Joacine Katar Moreira e a direção do Livre». (...)
Contas feitas e no final de 27 páginas de parecer, (...)»
22/10/2019
Manifestações de paranóia/esquizofrenia (31) - Boas notícias para a saúde pública
Depois do anúncio preocupante para a saúde pública da manifestação anti-racista e de solidariedade com Joacine Katar Moreira, na verdade mais justificada pela celebração da perturbação de fluência da fala por gente que indicia um preocupante sintoma de esquizofrenia, uma perturbação mental que segundo, a Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental, «poderá afetar cerca de 50 mil pessoas em Portugal», tivemos boas notícias.
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| Jornal i |
21/10/2019
Manifestações de paranóia/esquizofrenia (30) - Somos todos gagos?
«Está marcada para esta segunda-feira à tarde uma manifestação anti-racista e de solidariedade com Joacine Katar Moreira, eleita deputada pelo Livre nestas eleições legislativas.» (Jornal i)
Admito ter andando distraído e talvez por isso não me ter apercebido de qualquer indício de anti-racismo em relação à Dr.ª Joacine. Ao contrário, apercebi-me de uma onda de simpatia e compaixão, únicos motivos plausíveis para ter sido eleita para um cargo cuja actividade principal requer expressar-se com facilidade e clareza e para o qual, por isso, a sua notória gaguez a desaconselharia.
Admito, porém, que a insistência esquizofrénica na inexistente discriminação da Dr.ª Joacine e o esforço para transformar a sua origem guineense e a perturbação de fluência da fala numa bandeira política acabem por gerar uma hostilidade semelhante à que a própria Dr.ª Joacine manifestou em relação a André Ventura, deputado de outro partido minoritário.
13/10/2019
Manifestações de paranóia/esquizofrenia (29) - Da paranóia esquerdizante à ecoansiedade infanto-juvenil
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| Progressive Paranoid Psychosis in a 20-Year-Old |
Ecoansiedade resultante, acrescento, da obsessiva insistência nas ideologias apocalípticas por "climatologistas" que também sofrem de paranóia esquerdizante, Essas ideologias, frequentemente combinadas com ideologias da identidade de género, são endoutrinadas nas tenras meninges de infantes e jovens como vulgata politicamente correcta pelas milícias do pensamento único.
No passado não muito remoto, os infanto-juvenis alvo desta endoutrinação provavelmente sugeririam aos endoutrinadores para irem tomar onde tomam as galinhas. Se isso não resultasse, os pais dos infanto-juvenis ofereceriam umas cachaporradas. Hoje deve ser difícil ser-se infanto-juvenil dividido entre as preocupações de ser afogado pela subida do nível do mar e as dúvidas angustiantes sobre vestir umas calças ou um vestido de babados.
18/10/2018
Manifestações de paranóia/esquizofrenia (28) - Só 50 mil?
Segundo um estudo da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental (SPPSM), a «esquizofrenia poderá afetar cerca de 50 mil pessoas em Portugal»
14/08/2018
Manifestações de paranóia/esquizofrenia (28) - A eucaliptofobia como manifestação de esquizofrenia esquerdizante (IV)
Uma vez mais, a eucaliptofobia esquerdizante foi desmentida pelos factos no caso particular do incêndio da Serra de Monchique, como aqui demonstrou José Miguel Cardoso Pereira do Centro de Estudos Florestais do Instituto Superior de Agronomia.
Nos diagramas do artigo de Cardoso Pereira representam-se as distribuições dos principais tipos de ocupação do solo no concelho de Monchique (diagrama da esquerda) e no interior da área queimada no concelho de Monchique até 8 de Agosto de 2018 (diagrama da direita). As distribuições são praticamente iguais, de onde se pode concluir tudo menos que o eucalipto ou outra espécie apresente uma propensão mais elevada para se incendiar, pelo menos neste caso concreto.
Na generalidade dos 5712 fogos ocorridos entre 1990 e 1994 estudados, a equipa de Cardoso Pereira
concluiu que:
- as áreas agrícolas são as que revelam menor propensão a arder, seguidas pelos montados de sobreiro e azinheira, e depois pelos eucaliptais, que ardiam menos do que seria de esperar. O que mais ardia era o pinhal bravo e, sobretudo, os matagais.
- O eucaliptal arde menos do que era expectável em função da área que ocupa e, em média para todo o país, tem níveis de propensão para arder próximos dos de florestas de folhosas autóctones.
05/07/2018
Manifestações de paranóia/esquizofrenia (27) - A eucaliptofobia como manifestação de esquizofrenia esquerdizante (III)
Reincido, citando desta vez Henrique Pereira dos Santos (O Estado e o eucalipto), um especialista da floresta, que autopsia o panfleto esquerdista e mostra o quanto é deplorável «o padrão de qualidade técnica do livro, uma boa demonstração do elevado atrevimento a que chega a ignorância».
Henrique Pereira dos Santos conclui que, ao contrário por aqueles duas mentes capturadas pelas teorias da conspiração (ou seja, mentecaptas) «a explicação para a expansão do eucalipto é simples: a fachada NO da Península Ibérica tem condições especialmente favoráveis à produção de eucalipto e, tão relevante como a primeira, o eucalipto tem um modelo de produção que é bastante mais adaptado ao regime de fogo que temos, isto é, permite cortes numa periodicidade em torno dos 12 anos (para menos) e o ciclo de fogo que temos anda pelos 12 a 15 anos.»
21/06/2018
Manifestações de paranóia/esquizofrenia (26) - A eucaliptofobia como manifestação de esquizofrenia esquerdizante (II)
Àquelas luminárias poderemos agora acrescentar João Camargo e Paulo Pimenta de Castro, paneleireiro (de PAN), o primeiro, e berloquista (de Bloco de Esquerda Revolucionária), o segundo, que publicaram “Portugal em Chamas – Como Resgatar as Florestas”, pelos vistos uma espécie de manual da eucaliptofobia.
Escrevo pelos vistos porque honestamente não tenho a menor intenção de me auto-punir lendo-o. Bastou-me a autópsia em «O diabo travestiu-se de eucalipto» executada por Manuel Carvalho no Público, cuja leitura recomendo para encerrar o assunto.
11/04/2018
Manifestações de paranóia/esquizofrenia (25) - Catarina, a inimputável
«Esquizofrénico é alguém que perde a capacidade de pensar de uma forma lógica e, consequentemente, de comunicar e de se relacionar, passando a viver num mundo paralelo e sem as normas pelas quais se regem as pessoas ditas normais».Exemplo:
«Sabemos, por isso, que o que se está a passar no PT é um golpe contra a democracia, sabemos que é um golpe da direita reacionária, racista, fascista, a mesma que destituiu Dilma, que matou Marielle e prende Lula. E aqui sabemos de que lado estamos, com todos aqueles que não desistem da democracia, a solidariedade à esquerda tem de ser sempre solidária.»
Catarina Martins, num almoço comemorativo do 19.º aniversário do Berloque de Esquerda.
20/08/2017
Manifestações de paranóia/esquizofrenia (24) - O eucalipto do tudológo é um pinheiro
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| Uma floresta de eucaliptus tavarensis |
«O eucalipto não é infestante?
De todo. A prova disso é que ele está cá há 150 anos e a gente não o conhece fora dos sítios onde foi plantado. Mas como é uma indústria de capital intensivo, que cheira mal e tem grandes lucros gerou- se uma psicose, que tem uma origem ideológica. O Miguel Sousa Tavares vai para a televisão com uma fotografia da estrada [de Pedrógão Grande] onde morreram aquelas pessoas e diz:
'Como vêem nesta fotografia, foi o eucalipto que passou o fogo'.
O que está na fotografia são pinheiros. São pinheiros! Não quer dizer que se fossem eucaliptos aquelas pessoas não morressem também, mas a pouca-vergonha com que se usa a mentira é inenarrável. O país insiste em não produzir coisa nenhuma. Aqui temos a mais-valia de pegar numa plantinha ou uma semente, fazer uma árvore e chegar ao papel, com valor acrescentado de 80 ou 90%, que se exporta e concorre · com o mercado nacional, sem nenhum dano irreversível.»
Miguel Sousa Tavares, levado pelo seu culto da tudologia, imaginando que o fervor substitui o conhecimento, acrescentou mais um dislate à longa lista das suas indignações mediáticas.
03/08/2017
Manifestações de paranóia/esquizofrenia (23) - A eucaliptofobia como manifestação de esquizofrenia esquerdizante
«Esquizofrénico é alguém que perde a capacidade de pensar de uma forma lógica e, consequentemente, de comunicar e de se relacionar, passando a viver num mundo paralelo e sem as normas pelas quais se regem as pessoas ditas normais».Recentemente, desde o incêndio de Pedrógão Grande, a pretexto de limitar os incêndios florestais, várias correntes da esquerdalhada vêm exigindo medidas que vão desde a limitação drástica dos eucaliptais até ao extermínio do último eucalipto. Têm contado, aparentemente, com a colaboração dos telejornais, por entre gritos de excitação ou de indignação, conforme o jornalista de causas florestais em causa, para mostrar imagens quase sempre dos mortíferos eucaliptos.
É claro que os factos não ajudam, mas o zelo da eucaliptofobia não se desmobiliza perante factos como:
- A área ardida de eucaliptos não ultrapassa nos 13% do total;
- Metade da área ardida é de matos e o restante é na maioria de pinhal;
- A área ardida nas florestas de eucaliptos sob gestão da indústria da celulose é de cerca de 1%;
- O eucalipto é espécie que mais absorve dióxido de carbono por unidade de área e tempo.
Ao contrário, o credo quia absurdum da esquerdalhada ganha novo alento por saber que os eucaliptais são essenciais para viabilizar a indústria do papel que representa 5% do PIB e 10% das exportações.
Morais da estória:
True ignorance is not the absence of knowledge, but the refusal to acquire it, Karl Popper
It is certain, in any case, that ignorance, allied with power, is the most ferocious enemy justice can have, James Baldwin
19/07/2017
Manifestações de paranóia/esquizofrenia (22) - O berloquismo como pensamento paranóico/esquizofrénico totalitário
«Vou-lhe ser muito direto: eu acho, e Loures tem sentido esse problema, que estamos aqui a falar particularmente da etnia cigana. É verdade que em Loures há mais, com uma multiculturalidade grande, mas em Portugal temos uma cultura com dois tipos de coisas preocupantes: uma é haver grupos que, em termos de composição de rendimento, vivem quase exclusivamente de subsídios do Estado, outra é acharem que estão acima das regras do Estado de direito.»
Afinal a etnia cigana existe ou não? Vive quase exclusivamente de subsídios ou não? São perguntas que um adulto mentalmente equilibrado poderia fazer. Outro poderia contra-argumentar suportado em palpites, factos ou estatísticas ou o que lhe desse na realíssima gana.
O que fez a candidatura do Bloco de Esquerda à Câmara Municipal de Loures? «Apresentou, esta segunda-feira, uma queixa-crime ao Ministério Público e à Ordem dos Advogados contra o candidato do PSD/CDS-PP/PPM, devido a referências discriminatórias dirigidas à comunidade cigana.»
Alguns comentadores encartados, como Daniel Oliveira, arremessam-nos o sofisma de quem critica o politicamente correcto não aceita a liberdade de expressão e o contraditório. Se ele não consegue melhor argumento, seria melhor reformar-se da comentadoria. Não me dei conta de alguém apresentar, ou sequer ameaçar apresentar, queixa-crime contra um qualquer de entre a multidão de imbecis que promove as causas mais absurdas do portfólio de qualquer esquerdista vulgaris. Uma coisa é contraditar os desatinos, outra é tentar calar os desatinados.
De resto não adiantaria apresentar queixa-crime ao Ministério Público contra os berloquistas por querem calar os refractários ao pensamento único acusando-os de delitos de opinião. Os herdeiros de variados ismos (marxismo, bolchevismo, leninismo, esquerdismo infantil, marxismo-leninismo, trotskismo, estalinismo, luxemburguismo, maoismo et alia) e actuais representantes do esquerdismo senil são inimputáveis.






