A candidatura do Dr. Centeno à vice-presidência do BCE (Banco Central Europeu) ficou pelo caminho, porque, especula-se, o Dr. Miranda Sarmento não se empenhou o suficiente porque, dizem, quando este era ainda candidato a ministro das Finanças, o Dr. Centeno o apelidar de Professor Pardal. Se foi assim, foi um erro porque se tivessem ajudado do Dr. Centeno a ir para Bruxelas não teriam de o aturar, ainda para mais ressabiado por todas as suas sucessivas candidaturas terem falhado: sucessor do Dr. Costa, sucessor do Dr. Marcelo, vice-presidência da EBA ou do BCE.
Quem disse que os portugueses têm falta de iniciativa? Ou de como criar um problema para não resolver outro
A criação da Autodeclaração de doença (“auto-baixa” no patuá jornalístico) foi uma das inovações do governo do Dr. Costa em 2023. Tratava-se, diziam, de reduzir o congestionamento das urgências dos hospitais - que, como se sabe, continuaram. Está a ser uma medida de grande sucesso – o ano passado os portugueses atribuíram-se mais de meio milhão de baixas, sobretudo às segundas e quartas-feiras. Nas palavras esclarecidas do presidente da Associação Nacional das Unidades de Saúde Familiar, a criação das falsas baixas «foi das medidas mais úteis para acabar com ‘falsas urgências’»
Os portugueses «vão ter razões para confiar no SNS». O triunfo da iniciativa privada nos serviços públicos
O médico Luís Duarte Costa que dirige o Serviço de Urgência do hospital Amadora-Sintra, depois de 18 anos no Hospital da Luz, reconheceu haver «24 horas de espera para pulseiras amarelas … Portugal é o país da OCDE em que o número de urgências por 100 mil habitantes é maior. A seguir vem Espanha, mas com metade do nosso valor. Por contraste, o nosso país é o último da lista na capacidade de obter uma consulta para doença aguda num espaço de três dias (…) doentes com indicação para internamento que ficam dias em macas no balcão».
Nada de novo. Novo é o Dr. Duarte Costa reconhecer que «é ridículo e imoral haver cirurgiões que, num dia útil normal, fazem duas cirurgias e quando estão no SIGIC, no mesmo número de horas, operam oito ou dez pessoas. Pode-me dizer: “Porque têm o dinheiro à frente.” Então que se ponha o dinheiro à frente.»
Ainda não chegaram as vacas magras e já há fila no peditório (cont.)
Boa Nova ou a coexistência do TGV com a autoestrada mexicana
Sei que os governos precisam de contar estórias para entreter os eleitores, mas não será um exagero e um insulto à inteligência de alguns eleitores, o governo do Dr. Montenegro que orçamentou para 2025 um investimento 21,5% superior ao de 2024 e até ao final de Outubro e executou apenas metade do total previsto para o ano, anunciar «um conjunto de decisões estratégicas centradas na Alta Velocidade, incluindo a aquisição de novos comboios pela CP – Comboios de Portugal, num investimento global superior a 1,6 mil milhões de euros», a ter lugar num futuro indefinido, algures entre 2029 e 2031.
Canários na mina de carvão
