«Resumindo, não é verdade que esta seja a maior crise da habitação que houve em Portugal, não é verdade que este seja um problema que afecta, de forma generalizada a população, e não é verdade que desequilibrando ainda mais as garantias para o lado dos inquilinos, deixando desprotegido o direito constitucional (e, já agora, direito consagrado na carta dos direitos humanos) à propriedade e seu usufruto, se contribua para um maior acesso à habitação por parte de quem procura casa agora.
Se percebo a irracionalidade de actuação de muitos dos que se sentem encurralados com a situação actual no sector da habitação (e há, e são muitos), não entendo de todo como é possível que o jornalismo esteja militantemente a evitar que os factos influenciem as ideias que todos os dias vendem sobre esta matéria.»
Estes são apenas os dois últimos parágrafos, à laia de teaser, que cito do post de ontem do Corta-Fitas, cuja leitura recomendo vivamente, onde Henrique Pereira dos Santos relata a sua experiência pessoal partilhada, aliás, por muitos de gerações próximas das dele.
É claro que existe um problema da habitação que consiste numa oferta insuficiente para a procura existente. O que não é claro que esse problema tenha as dimensões que lhe pretendem atribuir e que tenha as soluções que lhe pretendem aplicar.