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07/09/2006

DIÁRIO DE BORDO: a maiêutica do aborto (11)

Para não voltar às velhas perguntas fáceis de resposta difícil e às perguntas difíceis de resposta fácil como em (0), (1), (2), (*), (4), (5), (6), (7), (8), (9) e (10), desta vez uma pergunta retórica.

O PS retomou os trabalhos de parto do referendo sobre o aborto cuja proposta pretende apresentar no próximo dia 15 na reabertura do parlamento, mas como caldos de galinha e cuidados sempre ajudaram os partos, um «dirigente da bancada socialista disse à Lusa que o PS vai "esperar um mês para o referendo não cair em Dezembro", mês de Natal, uma altura que alguns defensores da despenalização da interrupção voluntária da gravidez nas primeiras semanas de gestação consideram desvantajosa», conta-nos o Público.

O que levará os deputados do PS a pensar que os eleitores estão menos predispostos ao aborto durante o mês de Natal? Qual será a época mais favorável ao aborto? Sem pensar muito no assunto, diria que talvez sejam os meses de Julho e Agosto, quando os portugueses são confrontados com trocar o nordeste brasileiro pela Quarteira e com o insucesso escolar dos seus rebentos.

(*) O n.º 3 abortou.

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