Continuação de (1)
No post anterior citei o estudo The Economics of Fertility: A New Era de Matthias Doepke e outros, de de 2022, onde se concluía que já neste século a taxa de fertilidade aumentou nos países mais desenvolvidos apesar do crescimento da taxa de emprego de emprego feminino. Há certamente várias causas, apesar do estudo explicar o aumento da taxa de fertilidade como consequência da maior facilidade de compatibilizar emprego e maternidade em resultado de mercados de trabalho flexíveis, homens partilhando os trabalhos domésticos, normas sociais favoráveis e boas políticas de família como creches subsidiadas e licenças parentais.
Um outro estudo posterior (A new era in the economics of fertility) do Centre for Economic Policy Research confirma que a correlação negativa entre riqueza e taxas de fertilidade se alterou e na OCDE existe agora uma correlação positiva entre o PIB per capita e a fecundidade, por um lado, e taxa de emprego de emprego feminino, por outro.
«A clara associação entre países das taxas de fecundidade com medidas de compatibilidade família-carreira mostra que a fecundidade ultrabaixa não é um destino inescapável, mas um reflexo das políticas, instituições e normas predominantes em uma sociedade. Novas pesquisas sobre como essas características determinam as taxas de fertilidade podem ajudar a apontar o caminho para um futuro que evite a trajetória atual de famílias cada vez menores e populações gradualmente decrescentes.»
Sendo certo que a imigração tem um impacto nalguns países significativo, não há evidência de que o aumento das taxas de fecundidade nos países desenvolvidos resulte exclusiva ou principalmente da imigração.
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