Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

31/07/2004

CASE STUDY: Lenin's fucking insanity.

«The posthumous diagnosis by two psychiatrists and a neurologist recently published in the European Journal of Neurology was that the great Russian revolutionary and Soviet icon Vladimir Lenin died an agonizing death from syphilis.Before the revolution, Lenin began to find the sound of loud noise unbearable. His associates wrote in memoirs that he became quick-tempered, irritable and sometimes lost self control
[see more here]
Now I understand
What you tried to say to me
And how you suffered for your sanity
And how you tried
to keep them from being free
They would not listen
They did not know how
Perhaps they'll listen now
[From Josh Groban's song never written «Dark, Dark Night»]

30/07/2004

PUBLIC SERVICE: “Well, he is sort of a phoney, isn't he?”

«Mr Kerry is hard to define because he lacks a centre of gravity, any deeply held set of convictions. He has shown personal, not political courage. He wants to straddle both sides of every issue. On his return from Vietnam, he dramatically threw his medals over a fence in protest against the war. Only later did it turn out that he kept his Silver and Bronze stars, throwing away his ribbons and the medals of a fellow veteran.

He voted against the first Iraq war, in favour of the second, and against the $87 billion Iraqi reconstruction package. He opposes gay marriage personally but favours its legalisation by states. He described affirmative action as “inherently limited and divisive”, but then supported it. There is much about Mr Kerry that does not quite add up. He is war hero and war protester. A notable political comeback, he is determinedly unexciting. He is a policy expert who sells himself on his biography. As Richard Nixon remarked in 1971, “Well, he is sort of a phoney, isn't he?”»
[Who is John Kerry?, Jul 22nd 2004, The Economist]

29/07/2004

SERVIÇO PÚBLICO: Da TAP ao Sudão, passando pelo casino virtual e o ketchup democrata.

«Cardoso e Cunha reduz equipa na TAP se Fernando Pinto sair»
Eu diria mesmo mais: se Fernando Pinto sair, o cervejeiro ANULA a equipa.

«Casino de Lisboa muda-se para o Pavilhão da Realidade Virtual»
O sétimo local inventado pelo doutor Lopes é definitivamente o mais adequado. Isso confirma também que o doutor Lopes é o primeiro-ministro à altura para mudar o país.

«Teresa Kerry conquistou convenção democrata, que hoje nomeia o marido»
Porque não a nomeiam os democratas em vez do emplastro do marido? Por essa, e por outras, o símbolo deles é um burro.

«Multilateralismo Vs arrogante unilateralismo»
Segundo as contas do Valete Frates, a arrogância unilateral ianque, que não tem interesses no Sudão, contribui com 45% da ajuda humanitária. O multilateralismo francês, que tem interesses significativos no Sudão, contribui com 2%.

SERVIÇO PÚBLICO: Darfur - o genocídio esquecido.

«The Sudanese Government, using Arab "Janjaweed" militias, its air force, and organized starvation, is deliberately and systematically killing the black Sudanese of Darfur
«Estimated Number of People Who've Died in Darfur, as of July 28th 148.000» (ver aqui).

[Um apelo do Rua da Judiaria]

Porquê?
E porquê os que contabilizam cada palestino morto não se incomodam com este massacre (a ONU ainda não sabe se é um genocídio)?

28/07/2004

AVALIAÇÃO CONTÍNUA: Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és.

Secção Assaults of thoughts
O candidato a bastonário «António Marinho Pinto diz que há corrupção entre firmas de advogados, ministros e jornalistas» (ver aqui). 
Pode lá ser? Depois dos escândalos da pedofilia, dos autarcas da espórtula, dos guardas-cobradores da BT e de muitos outros gases que se escapam do pântano,  só nos faltava mais esta - três classes profissionais antes imaculadas e agora enfarruscadas  pelos fumos de corrupção soprados pelo candidato.

Um afonso de avanço para o doutor Marinho Pinto, e a reserva de mais uns quantos, se estas afirmações forem para além duma mera bastonada.

SERVIÇO PÚBLICO: Boa pergunta.

Pergunta do dia (de João Miranda do Blasfémias)
«Se 88% das florestas portuguesas pertencem a privados, porque é que o estado é que é responsabilizado pelo combate aos incêndios?»
Talvez porque Portugal é o país europeu menos individualista e com maior distância ao poder (salvo a França), como o demonstram os estudos de Geert Hofstede (*). Menos individualista, significando mais colectivista. Com maior distância ao poder significando com maior dependência.

Dito de uma forma impertinente, é o país dos ELES, que são:
«1) Os culpados da nossa miséria (dos fascistas aos liberais, passando pelos comunistas e, sempre, os espanhóis, e, em alternância, o governo e a oposição). (2) Os responsáveis pelo trânsito da miséria para a felicidade (quase todos os referidos). Antónimos: EU (que não sou parvo e não tenho nada a ver com isso) e NÓS (EU, a minha MÃE, a minha patroa, os putos, os amigos, talvez o clube, e o partido, às vezes)».
(*) Os resultados por país do modelo «5-D» desenvolvido por Hofstede não estão disponíveis no seu site.

PUBLIC SERVICE: Hard to take him seriously.

«Here comes the mayor

Pedro Santana Lopes takes over from José Manuel Barroso

PORTUGUESE voters feel snubbed. Two prime ministers in a row have quit before delivering promised reforms. Now that José Manuel Barroso has become president of the European Commission they are to have another, whom they have not even elected: Pedro Santana Lopes, mayor of Lisbon.

Mr Santana Lopes's victory in 2001, when he promised a swimming-pool in every neighbourhood, was but a step in the career of a right-leaning populist who exasperates the Portuguese left. His manoeuvring ahead of the 2006 presidential race has attracted more attention than his work as mayor. He became vice-president of the Social Democrats, the dominant party in the centre-right government. When Mr Barroso quit for Brussels, he duly put forward the dapper Mr Santana Lopes as a successor. Yet Mr Barroso and Mr Santana Lopes are old rivals. Mr Barroso has defended the party's social-democratic traditions against the more conservative tendencies of Mr Santana Lopes.

To a moderate socialist like President Jorge Sampaio, the mayor stands for everything his party is against. That is why many urged the president not to give him the job but to hold elections instead. In the end, Mr Sampaio decided that asking Mr Santana Lopes to form a new government would be less damaging than plunging the country into elections two years early. But the president has urged Mr Santana Lopes to press ahead with the reforms Mr Barroso left unfinished, and to sustain fiscal rigour in the face of a soaring budget deficit.

Is he up to the job? José Pacheco Pereira, a critic from his own party, believes not, saying it is “inevitable he will undo the little” that Mr Barroso achieved and try to spend his way to re-election. Others liken Mr Santana Lopes to Italy's Silvio Berlusconi, minus money and media. His only government experience is as a junior minister in the 1990s. What can be expected, says José Manuel Fernandes, editor of the newspaper Público, are surprises, such as Mr Santana Lopes's 1998 announcement that, tired of media gossip about romances and nightclubs, he was quitting public life. A few months later he was elected to the European Parliament, confessing that his love of politics was too strong. It needs to stay that way, for the voters are not in a mood to be spurned again.»
[From The Economist, Jul 15th 2004]

27/07/2004

ESTÓRIAS E MORAIS: O director-geral de impostos clandestino.

Estória

O doutor Paulo Macedo é um quadro do BCP que foi nomeado director-geral de impostos pela ex-ministra das Finanças. Foi um processo bastante atabalhoado e a sua posse decorreu na clandestinidade. Poucas vozes se tinham levantado protestando os magros resultados alcançados pelos seus antecessores, que de tão minguados tornavam excessivo, em termos relativos, até o salário mínimo. Mas muitas vozes  se fizeram ouvir, criticando o elevado salário que iria ser pago ao novo director-geral. Apesar disso, pela primeira vez em muitos anos, parecia ter sido encontrado um director-geral com as competências adequadas e, pela primeira vez este século, e talvez em todos os anteriores, os sindicatos e, pasme-se o doutor Saldanha Sanches, reconheceram no homem méritos e até alguns resultados visíveis em apenas 2 ou 3 semanas.

Extinto o governo que o nomeou, o actual tratou logo, com a inesgotável incontinência do primeiro-ministro indigitado de fresco, de lhe tirar o tapete debaixo dos pés. Quando chegou a sua vez, o ministro das Finanças pareceu mais preocupado em ver-se livre do homem do que aproveitar-lhe as competências (ver aqui).

Resultado mais que provável: o doutor Macedo voltará às origens, onde mesmo após a destruição de valor a que o BCP se dedica há 3 ou 4 anos estará muito melhor e, sobretudo, ficará livre da sarna que invade a administração fiscal.

Muito a propósito, o doutor Sérgio Figueiredo comparou a baderna à volta do director-geral de impostos com um «problema parecido ... com a presidência da British Steel - um verdadeiro cancro financeiro» que Maggie Tatcher enfrentou na Câmara dos Comuns chamando os bois pelos nomes e explicando que «o gestor foi recrutado num processo de "executive search" entre cinco candidatos; a sua remuneração era efectivamente elevada, mas condicionada à obtenção de resultados pré-fixados; e, cumprindo objectivos, um ano da folha salarial do dito CEO era igual a uma semana de prejuízos da empresa. O assunto ficou ali morto e enterrado

No nosso caso, nada morre e se enterra com essa facilidade. Os moribundos custam a ficar cadáveres e quedam-se insepultos, fedendo, uns tempos. Por trás de cada cadáver há uma endemia sem remédio que contamina a administração pública

Moral
Dentro de um pequeno problema há sempre um grande a tentar vir ao de cima. (Lei de Doll)

26/07/2004

TRIVIALIDADES: O incrível acontece.

Professores com horário zero recebem horas extraordinárias.

E poderia ser de outro modo? Faz todo o sentido dar trabalho a quem não tem que fazer. Ou não? Será que querem dar mais sarna a quem já tem com que se coçar?

(Pôr isso em dúvida só pode ser mais uma ofensiva neo-liberal anti-constitucional contra os direitos adquiridos)

25/07/2004

CONTINUOUS APPRAISAL: Lance with a big help from José.

Section Res ipsa loquitor
Le Tour c'est fini. And the winner use to be Lance Armstrong, and he's once again. This time with a big help from José Azevedo.
Six afonsos out of five to Lance and five to José, our fellow countryman.

1 Lance ARMSTRONG (USP)   83:36:02.0
2 Andréas KLÖDEN  (TMO) + 00:06:19.0
3 Ivan BASSO      (CSC) + 00:06:40.0
4 Jan ULLRICH     (TMO) + 00:08:50.0
5 José AZEVEDO    (USP) + 00:14:30.0

 
[Creature from outer space and his mate from the inner space]

AVALIAÇÃO CONTÍNUA: A lambidela ao novo líder, agora indispensável.

Secção Perguntas impertinentes
aqui referi o oferecimento dos préstimos do doutor Prado Coelho ao engenheiro Sócrates a propósito das citações nómadas. Pois não é que, uma vez mais, se comprovam os dons premonitórios do doutor Prado Coelho.

Leia-se na indispensável Única, um dos 31 anexos do semanário Expresso, a entrevista do engenheiro Sócrates, onde este se declara um «animal feroz» e nos confirma «uma grande preocupação: mostrar a sua capacidade teórica e informação intelectual», como sabiamente escreveu o doutor Prado. A propósito de tudo e de nada, o nosso líder evidencia a sua imensa erudição nómada, citando desde Torga a Calvin & Hobbes, passando por Sartre, Fellini, Voltaire, Bernstein (duas vezes), Popper, Freitas do Amaral, Mitterrand, Brandt, Vinicius de Morais, sem esquecer o seu mentor engenheiro Guterres.

Senhor engenheiro Sócrates o que espera para contratar o doutor Prado Coelho como seu assessor para as citações?
Enquanto não há resposta, atribuo ao doutor Prado um afonso pela sua ousadia ao enunciar esta pequena fraqueza do novo líder e subtilmente propôr-se remediá-la com o seu reconhecido engenho.


24/07/2004

LOG BOOK: Creature from outer space - Lance at work in Besançon.

1  Lance Armstrong (USA)   US Postal      01:06:49.0 +00:00:00.0
2  Jan Ullrich (GER)       Team T-Mobile  01:07:50.0 +00:01:01.0
3  Andreas Klöden (GER)    Team T-Mobile  01:08:16.0 +00:01:27.0
4  Floyd Landis (USA)      US Postal      01:09:14.0 +00:02:25.0
5  Bobby Julich (USA)      CSC            01:09:37.0 +00:02:48.0
6  Ivan Basso (ITA)        CSC            01:09:39.0 +00:02:50.0
7  Jens Voigt (GER)        CSC            01:10:08.0 +00:03:19.0
8  Vladimir Karpets (RUS)  Illes Baleares 01:10:22.0 +00:03:33.0
9  Jose Luis Rubiera (ESP) US Postal      01:10:29.0 +00:03:40.0
10 Jose Azevedo (PORTUGAL) US Postal      01:10:38.0 +00:03:49.0



ARTIGO DEFUNTO: Lance, «mais tirânico do que nunca».

O anti-americanismo que contamina a França é visível, no campo do desporto, no ressabiamento a propósito do espírito de luta, da competitividade e da demonstração do génio de Lance Armstrong em cima das duas rodas. Esse ressabiamento é, ao mesmo tempo, um bom exemplo da cultura de perdedores que o proteccionismo e o colectivismo franceses segregam. Na economia, como na política, como no ciclismo,

Todos os dias podem encontrar-se inúmeros exemplos nos média gauleses. Escolho, quase ao acaso, um deles - o da Eurosport.fr. Eis um pequeno extracto da poção, que pode ser tomada integralmente aqui:
Plus tyrannique que jamais, Lance Armstrong ... décide également qui a le droit de s'échapper.
Vendredi, lors de la 18e étape du Tour de France, Lance Armstrong est passé du statut de souverain à celui de dictateur... le maillot jaune est sorti du peloton, en poursuite derrière les six échappés.
Si Armstrong est seul sur sa planète, il n'est pas seul dans le peloton. Il y a aussi des coureurs, certes beaucoup moins forts que lui, qui ont le droit de vivre et de rêver. Joly, Mercado, Flecha, Lotz, Fofonov et Garcia Acosta ont attaqué pour essayer de gagner une étape. Un sommet dans une carrière. Ces six-là avaient envie de faire la course, Armstrong a commis une faute en l'oubliant. En les rejoignant pour des motifs indifférents au déroulement de la course, Armstrong aurait pu condamner leur escapade en incitant le peloton à réagir. Il n'est pas exagéré de considérer cela comme un manque de respect de la part du Texan.

23/07/2004

DIÁRIO DE BORDO: Deutscher Strictness im brasilianischen Klima.

Será possível que no Brasil da baderna, da economia paralela, do jeitinho, do deixa para lá, um cidadão possa ser multado duas vezes no mesmo exacto local, com um intervalo de 3 minutos? E por ter excedido em 4 (da primeira vez) e 5 km (da segunda) a tolerância (20%) do limite de velocidade (40 km/h)? Será possível que as duas multas passado pouco tempo fossem debitadas pelo locador do chaço no cartão de crédito do desgraçado locatário, quase sem intervenção humana?

É possível. O Impertinências  foi a vítima. Local do crime: Blumenau uma cidade (zinha no Brasil) de 260.000 de habitantes, no estado de Santa Catarina, que poderia estar plantada na Baviera, onde a imaginou um alemão conhecido a quem o Impertinências mostrou uma foto faz uns anos. O raio das ruas de Blumenau têm um zingarilho que os locais chamam «lombadas eletrônicas». Lombadas? Lambadas. 


[O local do crime e uns veados que lá moram - os calções não enganam]

22/07/2004

AVALIAÇÃO CONTÍNUA: O poeta e a sua alma encalhada na década de 60.

Secção Padre Anchieta

O importante para esta secção é a lenda. Corria o ano de 1554, num certo dia, numa breve parada, após longa, acelerada e extenuante caminhada para Reritiba à frente dos Tupis que lhe carregavam as trouxas, o Padre Anchieta deu-se conta que os índios, sentados sobre as suas tralhas se recusavam a recomeçar. Perguntando-lhes o porquê, explicaram-se os Tupis, com grande soma de pachorra, que na rapidez da caminhada a alma lhes tinha ficado para trás e tinham precisão de esperar por ela.
[Glossário das Impertinências]
«Manuel Alegre poderá candidatar-se a líder do PS», escreve o Público.  É uma boa ideia. Com o poeta Alegre a tendência esquerdizante do PS fica bem representada, como o fica a família Soares e amigos com o doutor João. Não é certo que a tendência centrista e reformista fique bem representada com o engenheiro Sócrates. Mas também não é certo que tal tendência exista.

Duas urracas para o poeta Alegre, pela coragem de continuar deixando a alma para trás, encalhada em Argel na década de 60.

DIÁRIO DE BORDO: Vas y Lance, la victoire attend. (ACTUALIZADO)

A umas centenas de metros do final da etapa em Alpe d'Huez, depois de subidas de quase 10%, Lance Armstrong inicia um sprint vigoroso e termina com mais de 1 m sobre Jan Ullrich.
Mais palavras para quê?

____________________________________________
ACTUALIZAÇÃO
Mais palavras só para chamar GRUNHOS aos alarves que em cada etapa, cada km, se atravessam, correm ao lado, agitam bandeirinhas, dão palmadinhas nas costas dos ciclistas, fazendo figura de estúpido (a sua própria) e pôem em risco os artistas do pedal. Por duas razões que não precisam de ser explicadas, só faço uma excepção para esta gaulesa disfarçada de texana:
 

SERVIÇO PÚBLICO: Não há almoços à borla e cada um paga o seu.

As cliques do politicamente correcto e do esquerdismo alimentam-se de falsas verdades, indemonstradas e indemonstráveis, sustentadas pela má consciência do Ocidente. De tanto serem repetidas, as falsidades tornaram-se artigos de fé.

Um desses artigos de fé é o dogma que o ocidente enriqueceu à custa do terceiro mundo (prefiro esta designação saborosamente antiquada ao eufemismo países em desenvolvimento). Dinesh D'Souza desmonta numa página A4 as falácias em que assenta o dogma e enumera as 3 instituições que justificam a superioridade do ocidente: a ciência, a democracia e o capitalismo.

Outro artigo de fé relaciona-se com as políticas de discriminação positiva, como panaceia e expiação de culpa pelos males que a dominação do homem branco fez aos outros humanos, nomeadamente aos negros. Os resultados negativos dessas políticas são cada vez mais visíveis e só marginalmente têm contribuído para a promoção social das «vítimas». Pelo contrário, têm contribuído para criar nas «vítimas» um paradigma comportamental irresponsável, supostamente alternativo ao do «homem branco». Com uma grande coragem Bill Cosby, o mais famoso entertainer negro, disse publicamente a líderes da sua comunidade:
Let me tell you something, your dirty laundry gets out of school at 2:30 every day, it's cursing and calling each other nigger as they're walking up and down the street, They think they're hip.They can't read; they can't write. They're laughing and giggling, and they're going nowhere."
Além dos danos desse paradigma na comunidade negra, que parece não se incomodar muito com isso, é visível a contaminação doutras comunidades por esses valores, principalmente nos jovens.

[Um exemplo dos eufemismos do PC pode encontrar-se no próprio texto da CNN que cita Cosby, onde a palavra nigger aparece escrita «n------»]

21/07/2004

SERVIÇO PÚBLICO: Bons olhos nos vejam.

Se tivesse que destacar nos Serviços Públicos impertinentes os posts (todos) notáveis de bom gosto e ironia das manas do Miss Vitriolica Webb's Ite teria que fazê-lo em regime de dedicação exclusiva, perderia os (últimos) clientes e passaria (mais) fome. Por isso, vou só destacar a sequência da minha bem conhecida EN10 aqui e aqui.

Já que estou com a mão na massa, declaro-me disponível para assinar uma petição com vista à expulsão do país do idiota que deixou o telemóvel ligado durante o espectáculo da divina Ute Lemper, no CCB. Só não proponho uma merecida pena de ablação das orelhas do idiota porque hoje acordei bem disposto.

20/07/2004

SERVIÇO PÚBLICO: Cresçam e apareçam.

Nos tempos idiotas que atravessamos, sob o jugo do império do politicamente correcto, é um exercício higiénico ler o post, dum bom senso assombroso, do Aviz sobre a juventude.

Por puro deleite espiritual cito este parágrafo:
Não; esta ideia da «protecção à juventude» parece-me coisa para mentecaptos. A juventude precisa de gramática, de boas maneiras, de exercício físico, de leitura, de levantar cedo e de liberdade. E precisa de uma escola que não a trate como indigente ou diminuída intelectualmente. Os velhos, sim, precisam de apoio. Eles não são um mercado potencial, como os «jovens»; por isso mesmo os «jovens» não precisam de ministérios, protecção estatal e choraminguice. Mas os velhos sim, precisam de ser bem tratados. Precisam de ser ouvidos e de serem lembrados, de uma vida feliz e, também, de uma morte feliz.

AVALIAÇÃO CONTÍNUA: A lambidela ao novo líder.

Secção Musgo Viscoso
Sob o título premonitório «O novo líder», a propósito da candidatura do engenheiro Sócrates à suprema magistratura do Partido Socialista, o doutor Prado Coelho semeou os seus elegantes ditirambos no Público.
«Nesse plano, a entrevista de José Sócrates, invulgarmente astuta na gestão das fórmulas, revelou-se sempre um pouco vaga e abstracta. Podemos dizer que havia nele uma grande preocupação: mostrar a sua capacidade teórica e informação intelectual. Algumas citações nómadas iam nesse sentido. Mas curiosamente nesse domínio Sócrates mostrou-se pouco moderno: para além da já conhecida referência a Bernstein (que o levou da JSD ao PS), mostrou-se pouco à vontade nestas matérias, ...»
Escreveu ele, acrescentando a oferta implícita dos seus prestimosos serviços para evitar citações nómadas:
«Tudo depende agora da equipa que vier a formar.»
Cinco bourbons pela sua persistência em apanhar todos os comboios que ainda têm terceira classe (começou em 1974, com o do PCP com o maquinista doutor Cunhal aos comandos, passou por vários outros, incluindo o do Cavaquistão, e nunca mais parou). Dois ignóbeis porque a coisa começa a ser um bocado repelente.


Nova Definição Impertinente:
Citações nómadas (intelectualês)
Citações, feitas por um líder ou candidato a líder, que distribui, em acto ou em potência, sinecuras. São citações sem a consultoria dum especialista, que, porém, já se perfila para emprestar os seus sábios conselhos a troco dum prato, se não puder ser um tacho, de lentilhas.

19/07/2004

PUBLIC SERVICE: Does he mean that?

X says that no government could have failed to act against Iraq after the 11 September 2001 attacks in view of intelligence provided.
 
X told BBC Radio 4's Today programme that before the war everyone had thought that Iraq still had chemical and biological weapons stockpiles.

"The issue was not whether he would use [weapons of mass destruction] but whether he was likely to give them away or have them stolen," he said. "That's why the world supported inspections."
Who is X? George W. Bush? Right? Wrong. The dearest, the leftists' beloved Bill Clinton.
[read more at BBC News]

18/07/2004

DIÁRIO DE BORDO: A sociologia da alheira.

Se há coisa que faz falta no nosso país são sociólogos. A acrescentar à dúzia e meia de licenciaturas já existentes nesta área, uma nova ejaculação do órgão legislativo (portaria 802/2004 de 13-07) cria mais uma fábrica de emplastros no Instituto Superior de Estudos Interculturais e Transdisciplinares em Mirandela.

17/07/2004

AVALIAÇÃO CONTÍNUA: O spam dos emplastros.

Secção Padre Anchieta

Recebi às 18:14 de hoje este spam, escrito com um azul amaricado, oriundo dum endereço previsivelmente chamado ELEIÇÕES JÁ!.
Carísssimos,

Nasceu o Portas de Santana!...

É uma ocasião triste...
Triste porque inicia um periodo de dois anos em que o populismo condenará os corações dos portugueses a uma profunda tristeza...

Daqui a dois anos, tudo mudará...
Até lá, resta-nos esperar que Portugal ainda exista...
Choremos pois em conjunto no Portas de Santana....

O email-bosta traz o selo da esquerdalhada estampado em cada parágrafo. A obsessão de falar em nome do povo, que os ignora. A mania, daí decorrente, que o povo partilha os seus sentimentos. A profunda tristeza dos portugueses? Estes emplastros não percebem que ao povo ainda restam umas alegrias do campeonato da Óropa e já se cheiram os aromas da retoma. Não sentem o prenúncio dos dinheiros que adubarão as próximas eleições. Já ouvem os amanhãs que cantam (daqui a dois anos, tudo mudará). Ameaçam com catastrófes que se abaterão sobre os portugueses por não serem os emplastros a tratar da vaca marsupial pública (resta-nos esperar que Portugal ainda exista).

Aos emplastros que enviaram este email gelatinoso dedico 2 ignóbeis pelo uso do spam, 4 bourbons por não conseguirem deixar de ser emplastros e  5 chateaubriands por não perceberem que o povo se está borrifando para eles  e,  em particular, não fica triste com o populismo. Pelo contrário, fica alegre.

Quase me esquecia. Mais 3 urracas pelo uso das nojentas reticências - coisa de emplastros de sexo vagabundo.

Já agora. Vão chorar para o longe.

AVALIAÇÃO CONTÍNUA: Mais do mesmo?

Secção Res ipsa loquitor
José Sócrates não acredita na «mão invisível». Para não haver dúvidas do seu desvelo pela vaca marsupial pública, o engenheiro Sócrates deixa claro que «não se resigna à tentativa de diminuir e desprestigiar tudo o que é público na sociedade portuguesa». Propõe uma «nova geração de políticas sociais, baseadas na equidade e na sustentabilidade». Em suma, uma «esquerda moderna».
À parte o ter enxotado a clique bloquista («um partido com tão poucos votos»), onde é que já ouvi isto? Moderno? Só se for no estilo. E, quanto ao estilo, é apenas uma troca de santanetes por socráticas.

Três boubons para premiar a continuidade do pensamento do outro engenheiro das correntes fracas. Cinco chateaubriands por não ter percebido que isso talvez o leve a algum lado, mas não leva o país a lado nenhum. Se já percebeu esta segunda parte, leva cinco ignóbeis.

16/07/2004

DIÁRIO DE BORDO: O homem não é deste planeta.

Pacheco Pereira renuncia a chefia da missão na UNESCO.

Mas então porquê? A missão na UNESCO representa Portugal ou representa o doutor Santana Lopes?

[Eu faria o mesmo. Mas por isso é que tenho um blogue chamado Impertinências]

CASE STUDY: Moore's law - The more stupidity you boast, the more money you earn.

«We broke the $60 million mark tonight at the box office. I really can't fathom this. More theaters are being added next week.
Yes, it's true, I'm on the cover of Time magazine this week. And Entertainment Weekly. Sports Illustrated swimsuit issue is next!!
Well, it's late. Gotta get up to see who the next veep is. 62% of the country is female, black or hispanic. What are the chances? Ok, how bout in my lifetime? Before Halley's Comet returns?
Who wrote this piece of shit? An opportunistic director who writes, directs and produces movies to explore universal stupidity? Yes.
Who is that opportunistic director? Michael Moore himself (Mike's Blog).

15/07/2004

SERVIÇO PÚBLICO: La movida governamental.

aqui referi o contributo do Jaquinzinhos para la movida governamental, dissecando o cadáver do ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas.

É igualmente incontornável a desconcentração do Executivo proposta pelo vareta do Vareta Funda. É difícil destacar uma desconcentração porque são todas magníficas. Arrisco a itinerância do Ministério da Cultura associada ao Circo Victor Hugo Cardinalli.

BLOGARITIES: John Ray's 61.

Congratulations to John Ray (Dissecting Leftism and a dozen other excellent sites). Wish many, many years more ahead dissecting the ugly isms.

ARTIGO DEFUNTO: Salvar a face ou perder a face?

«Tony Blair voltou a salvar a face diante da opinião pública britânica», escreveu um jornalista DR no Público, a propósito do «relatório Butler, que analisa a actuação dos serviços secretos antes da guerra do Iraque».
Salvar a face?
Leia-se o que a este respeito disse Lord Butler, de acordo com a BBC News:
But Lord Butler told a news conference there was no evidence of a deliberate attempt by Mr Blair to mislead the public.
"It would have been very foolish thing indeed for him to have put something in the dossier which he knew or believed to be untrue, when the consequence of the war was going to establish the truth pretty soon," he told reporters.
Quem precisa de salvar face? Tony Blair? Hum, hum. O jornalista DR.

Nova área temática (<=) nas Definições Impertinentes:
Artigo defunto
Onde se exumam cadáveres que apodrecem em páginas de jornais infestados pelo jornalismo de causas e pelo jornalismo de opiniões. Cadáveres alinhavados umas vezes por falta de vergonha, outras por incompetência.

14/07/2004

LOG BOOK: Le 14 Juillet.

I almost forgot. Today is Bastille seizing anniversary.
«The real birthday of Communism. The French revolution gave us the first Communist regime of modern times and then Napoleon gave us the first Fascist regime».

SERVIÇO PÚBLICO: Et pur si muove.

Para se compreender a felicidade dos caciques locais, virtualmente contemplados com a mudança dos ministérios imaginada pelo doutor Santana Lopes, veja-se o exemplo do ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, cuja orgânica tentacular e kafkiana o Jaquinzinhos nos desvenda.

Imagine-se toda a parafernália ministerial a mudar-se para a rua não sei das quantas em Santarém. As oportunidades imobiliárias que se criarão. Os novos empregos locais, adicionalmente à maioria dos centrais para os quais se inventará uma qualquer aplicação das leis de Parkinson que permita mantê-los.

Anda o indigitado doutor Lopes a dissipar a sua prodigiosa imaginação fazendo a pergunta errada (não se pode mudar os ministérios?) em vez da pergunta óbvia (e não se pode exterminá-los ou, pelo menos, emagrecê-los?).

CASE STUDY: É preciso ser muito saudável para resistir a tanta doença (7º capítulo). A saga continua.

Passou a euforia da Órópa. Campeonato já foi e nomeação de José Manuel Barroso, anteriormente conhecido por doutor Durão Barroso, perdeu interesse afogada na unanimidade. Voltamos à vil e apagada tristeza do dia-a-dia: governos que são demitidos, oposições que se demitem, oposições que exigem, oposições que apontam perigos ameaçadores e, milagre dos milagres, putativos governos que se movem - para a província, para o país real.

Para preparar a entrada nesta fase depressiva da doença bipolar que contamina a alma lusa, nada melhor do que fazer um balanço das maleitas que nos afligem.

Ponto de situação (ver aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui):
4 milhões hipertensos,
38% com reumatismo ou artrite,
15 a 20.000 com parkinsonismo,
130 mil homens com cancro na próstata,
200.000 fibromiálgicos,
1.200.000 com fadiga crónica (estimativa do Impertinências),
4.000 electricistas com doenças profissionais,
30.000 portugueses que sofrem dos intestinos,
14 milhões de dias de baixa por ano devido a problemas respiratórios,
15 a 20% da população com prurido, vermelhidão e lacrimejo na primavera,
4.000 (1 em cada 2.500 pessoas) que sofrem duma das mais de 40 doenças neuromusculares
1.500 crianças com doenças reumáticas de causa desconhecida,
44.000 dias de falta por doença (15 dias por ano e alma) dos funcionários da Judite,
1 em cada 4.000 recém nascidos que sofre de fibrose quística,
mais de um mi1hão de mulheres (1 em cada 5) e cerca de 300.000 homens (1 em cada 15) que sofrem de varizes,
5% das mulheres que sofrem da síndrome dos ovários poliquísticos,
meio milhão de portuguesas e portugueses que sofrem de apneia do sono,
1 em 200 que sofrem de epilepsia.
Segundo as últimas informações, devemos ainda adicionar 500.000 diabéticos a estas multidões de sofredores.

13/07/2004

AVALIAÇÃO CONTÍNUA: Não têm emenda?

António Vitorino não é candidato à liderança do PS, informam-nos, os mesmos que nos tinham informado que o homem estava prestes a anunciar candidatura à liderança do PS.

Será que a impertinente conclusão que eles não têm emenda era exagerada? Talvez não. Afinal quem escreveu uma e outra «notícias» são jornalistas, possivelmente com causas (talvez diferentes). E, como no futebol, o que é hoje mentira amanhã pode ser verdade, ou vice-versa.

AVALIAÇÃO CONTÍNUA: Não têm emenda.

Secção Albergue espanhol

António Vitorino prestes a anunciar candidatura à liderança do PS, informam-nos.

Em vez dum debate clarificador, o PS escolhe, uma vez mais, o que julga ser a via rápida do regresso ao poder - o consenso das uniões nacionais. Sócrates, Coelho, Costa e Lamego já se agarraram às calças do salvador. Valha-nos o Soares filho, que não parece querer desistir.

Nada melhor para um governo merdoso do que uma oposição merdosa. Nada pior para o país que a convivência de ambos. Para o PS vão 3 urracas pela falta de coragem, 4 chateaubriands pelo estado de confusão mental e 5 bourbons por continuar igual a si próprio.

DIÁRIO DE BORDO: Carros em segunda mão? Não compro.

Desde as eleições presidenciais americanas de 1960, que opuseram Nixon a Kennedy, que a pergunta compraria um carro em segunda mão a um homem com esta cara? se tornou um implícito e destrutivo argumento ad hominem.

Por uma única vez, há muitos anos, aceitei a um membro da parentela ficar-lhe com um chaço em segunda mão em pagamento dum empréstimo que lhe tinha feito para o salvar da insolvência. Dei-me mal. Está fora de causa, portanto, comprar um carro em segunda mão ao doutor Santana Lopes.

O meu lado lorpa levou-me a reincidir, emprestando dinheiro, noutras ocasiões, à parentela e a alguns amigos. Metade das vezes dei-me mal e o dinheiro levou sumiço. Não sendo parente ou amigo do doutor Santana Lopes, seria pouco provável fazer-lhe um empréstimo. Mas, se a questão se colocasse, hesitaria. Talvez emprestasse. Mas pouco, muito pouco. Se pagasse, talvez da próxima vez a minha bondade aumentasse, um pouco. Muito pouco.

12/07/2004

DIÁRIO DE BORDO: Se eu fosse o presidente.

aqui, aqui e aqui escrevi a doutrina definitiva sobre a crise de sucessão de José Manuel Barroso, anteriormente conhecido pelo seu heterónimo Durão Barroso.

Escrevi a doutrina sem a premonição do que se iria passar mais tarde, na noite fatídica de sexta-feira. Sem saber que durante os Jogos Equestres, no palácio do Marquês, e talvez por alturas do Concerto em Lá Maior de Carlos Seixas, enquanto 3 garbosos rapazes mostravam as suas habilidades com os falcões, o gajo sentado atrás de mim iria receber pelo telemóvel, descuidadamente ligado, a informação que o doutor Ferro Rodrigues se tinha demitido. Ignorando que o homem, de tão surpreeendido, faria um movimento brusco e cairia desamparado da cadeira de jardim onde se sentara. E que se levantaria, sem perder a compostura, protestando: Porra. Já não é só governo que cai. É a oposição e sou eu.

Porém, tudo seria diferente se fosse eu o PR e estivesse atento à Jornadas Parlamentares do PS, realizadas nos dias anteriores. Nessas jornadas, um ignoto Ascenço Simões, presidente da federação de Vila Real, escandalizou as almas socialistas presentes vociferando impertinências. Que o PS «tem que acabar com a mania de ir enchouriçando o número de ministros à medida dos interesse do partido ... (acabando) com a multiplicação de ministros-adjuntos ..., (com os) ... acrescentos para satisfazer clientelas internas do partido». Continuou atacando os bezerros de ouro dos socialistas e preconizando «menos e melhores funcionários públicos» e a adopção do Código do Trabalho na função pública e um regime unificado de segurança social.

Se fosse eu o PR, teria indigitado Ascenço Simões, esse espécime único da política portuguesa, com ou sem eleições.

11/07/2004

LOG BOOK: Change an opportunity into a threat or leave euphoria and get depression?

Lessons from small countries that stage big sporting events
In medieval Europe rulers who wanted to make a statement built a cathedral. In modern Europe they build sports stadiums.
...
The Portuguese bid to host Euro 2004 was made in the middle of a long economic boom. But by the time the tournament was actually on the horizon, the country was suffering from a severe economic hangover. Government spending had got badly out of control and Portugal achieved the dubious honour of becoming the first of the 12 countries in the euro area to break the stability-pact ceilings on budget deficits.
The economy is now at least expanding again, but the extravagance of spending on Euro 2004 may seem even more marked when the tournament is over. The Stadium of Light looks and sounds fantastic when capacity crowds of 65,000 roar on their teams. It could feel a little sad and empty during the normal Portuguese football season. Its normal occupant, Benfica football club, attracts an average attendance of 22,000. The figures are even starker for new stadiums outside Lisbon. The new Braga arena holds 30,000 supporters; FC Braga, the local team, attracts an average attendance of just over 5,000.
...
Overall, the government reckons that Euro 2004 will bring in some 200,000 extra visitors and generate rather over EU 100m ($120m) in extra tourist revenues. A welcome boost no doubt, but it hardly adds up to a transformation. If the football adds 0.2% to this year's GDP, Portugal will have done well.
...
Indeed, the economic arguments for hosting big sporting tournaments are largely spurious. The real case for Portugal taking on Euro 2004 is that sporting success seems to make people feel marvellously good.
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Against most expectations, the Portuguese may even carry off the championship in the final on July 4th. Who needs an empire, or an economic boom, if you can have moments as ecstatic as that?
[What price euphoria?, The Economist, 1st July]

10/07/2004

STATE OF MEN: Change a threat into an opportunity or swap a sack of rye for a woman?

Me Tarzan, You Jane
An Estonian clinched Finland's seventh wife-carrying world championship, winning the "wife's" weight in beer and a sauna against 17 other couples. Using the "Estonian carry," where the woman clamps her thighs to the sides of the man's face while hanging upside down on his back, Madis Uusorg carried Inga Klauso 830 feet through a pool and over hurdles in just over a minute. The race in the remote village of Sonkajarvi, a few hours' drive from the Arctic Circle, has roots in local legend: apparently, stealing women from neighboring villages was common practice. It also harks to the story of Ronkainen the Robber, who made aspiring gang members prove their worth by carrying sacks of rye along a challenging track. "I just tried to run and not think about anything," Uusorg said.
[Beverly Hanly, in Furthermore, Wired's newsletter]

09/07/2004

SERVIÇO PÚBLICO: Há vida para além do orçamento?

Quem escreveu o que se segue é militante do PS e já foi seu secretário geral, durante um curto período. É actualmente governador de Banco de Portugal (en passant também foi professor da dismal science do Impertinências - obrigado doutor Victor Constâncio). Recomenda-se a leitura completa em voz alta, dez vezes, à comissão nacional do PS e, já agora, a sua recitação pelo tele-evangelista nas cerimónias grupais dos bloquistas. Já me esquecia: a Casa Civil do PR também deve fazer duas ou três sessões de leitura.

Em geral, pode dizer-se que a evolução em 2003 das políticas macroeconómicas não contribuiu significativamente para a situação recessiva que se verificou.
...
Nos últimos dois anos, para além de algumas medidas do lado da receita (v.g. no IVA) conseguiu-se conter o crescimento das despesas correntes primárias, um esforço que representa um ganho na consolidação orçamental. No entanto, na perspectiva do comportamento do défice orçamental nos próximos anos, o que conta como ponto de partida é a situação actual sem a consideração das medidas extraordinárias que, por definição, não duram sempre. Evidentemente, as medidas extraordinárias de realização de receita são legítimas e aceites pelo Eurostat para efeitos do reporte de défice excessivos. Além disso, elas têm a justificação de substituir em parte as receitas que temporariamente a recessão fez diminuir. Considerar o défice sem a sua inclusão torna-se, porém, necessário para chamar a atenção para as dificuldades que ainda defrontaremos para alcançar o objectivo da plena consolidação orçamental. É importante não alimentar ilusões porque o crescimento económico moderado que se perspectiva, embora dê um contributo significativo, não será suficiente para gerar automaticamente uma recuperação significativa das receitas fiscais. O sucesso conseguido com a contenção da despesa corrente tem, pois, que ser prosseguido nos próximos anos. No imediato, porém, serão necessárias novas medidas do lado da despesa e do lado das receitas, nomeadamente através da obtenção de melhores resultados no combate à evasão fiscal. As previsões da Comissão Europeia apontam para que de novo este ano Portugal esteja em risco de exceder o limite dos 3% do défice. A necessária consolidação orçamental não está concluída e tem que continuar a ser prosseguida. Este objectivo é muito exigente, quer este ano quer no próximo, face ao crescimento económico que se antevê. Não existe, assim, margem para programas adicionais de aumento de despesas, nem para reduções de impostos que não sejam compensadas por equivalentes diminuições de despesa. Também uma eventual maior flexibilidade futura na interpretação do Pacto de Estabilidade não evitaria a necessidade de Portugal continuar a consolidação orçamental porque é essencial voltarmos a ter finanças públicas mais equilibradas que possam recuperar a sua função anti-cíclica, imprescindível para um país membro de uma união monetária.
Desculpem. Esta minha cabeça. É claro que o doutor Santana Lopes e a sua putativa equipa ministerial devem também ler o texto completo, acompanhados pelo coro das santanetes, na sessão comemorativa da tomada de posse a realizar na Kapital. A parte final da citação a bold deve ser escrita nas palmas das mãos (direita e esquerda) de todos os membros do futuro governo, qualquer que seja.

SERVIÇO PÚBLICO (atrasado pelo Euro 2004): Demências (talvez) sem consequências.

O bastonário da Ordem dos Médicos, doutor Germano de Sousa, em breve mestre Germano de Sousa, vibrou uma bastonada médica e fez saber à ministra da Ciência e Ensino Superior, agora demissionária, que a adequação dos graus académicos à Declaração de Bolonha implicará que todos os médicos passem a ter o grau de mestre. É de mestre.

Segundo o coordenador do grupo parlamentar do PS para a área da Ciência e do Ensino Superior, doutor Augusto Santos Silva, o governo agora demissionário tem uma «lista de novas escolas (que) é absolutamente demencial». Por uma vez, o doutor Silva é bem capaz de ter razão.

Uma das possíveis consequências da demissão do governo de José Manuel Barroso (anteriormente conhecido por doutor Durão Barroso) é a troca destas demências por outras, eventualmente mais catastróficas.

08/07/2004

SERVIÇO PÚBLICO: Delírios sortidos.

Diferentes, mas iguais

As equivalências entre um populismo de direita e um socialismo estatista, vistas pelo Abrupto.

Um psiquiatra? Não. A injecção do Beria 30 anos antes? Sim.
José Estaline sofria de demência, causada por sucessivos ataques cardíacos, e a vida de milhões de pessoas teria sido salva se tivesse consultado um psiquiatra. A opinião foi expressa ontem pelo investigador George El-Nimr, num colóquio em Harrogate, Reino Unido.
[Lido aqui]

Faz o que eu digo e não o que eu faço
O Presidente Soares ao terminar o seu mandato deu lugar ao novo Presidente eleito, Jorge Sampaio.
Este, sendo na altura presidente da Câmara Municipal de Lisboa, foi substituído pelo número 2 da sua lista, João Soares, filho do anterior Presidente.
João Soares, além de vereador em Lisboa, era também Deputado no Parlamento Europeu, pelo que foi substituído no PE por Carlos Candal.
Que por sua vez, sendo na altura Deputado na Assembleia da República, foi substituído nesta por Afonso Candal, seu filho
.
[Lido no Blasfémias]

Delírios esquizóides

No Jaquinzinhos, a não perder os delírios exemplares das luminárias bloquistas.

ESTÓRIA E MORAL: BCP - Ascensão e queda?

Estória
Não é primeira vez que o Impertinências foca a destruição de valor a que o BCP se dedica há 3 ou 4 anos. Já aqui e aqui escrevi sobre essa destruição que tem como ruído de fundo sound bites produzidos com afinco para os analistas financeiros e o mercado. Este exercício tem sido particularmente notório no que respeita à sempre adiada venda da Seguros & Pensões, cuja compra já teria estado eminente várias vezes a inúmeros interessados. Compra que agora parece estar a cargo do comprador de último recurso - a CGD, ela própria,

Mas os mercados não são estúpidos. «O valor do BCP caiu mil milhões em quatro meses», em seguida à queda gradual em quatro anos da cotação para metade. É uma tristeza assistir a decadência dum banco inovador, que chegou a ser uma referência e um case study nos serviços financeiros em vários países.

Moral
É possível enganar alguns, toda a vida. É possível enganar todos, algum tempo. Não é possível enganar todos, sempre.

07/07/2004

BLOGARIDADES: Aniversários.

Não me excitam as comemorações e, por isso, muitas vezes me passam ao lado. Li aqui que A Praia faz um ano. Por ser o único exemplar das espécies ameaçadas à esquerda, sobrevivente na lista à direita do Impertinências, é merecida uma exortação a continuar.

PUBLIC SERVICE (postponed due to Euro 2004): Women Lib, Afghan way.

Mrs. Neelab Kanishka «fled Afghanistan for Pakistan with her family in 1989 at the age of 11».
Now she returned and she's acting «as envoy of a discount Internet retailer located in, of all places, Salt Lake City», named Worldstock.
«These days, Worldstock employs more than 1,500 Afghan artisans among a worldwide network of craft workers.»
«In Afghanistan, Kaniskha's network of suppliers consists largely of women who were prevented from working outside their homes under the Taliban regime. These days, many of these women make substantially more money than men.
»
[See more here]

06/07/2004

NOVA DEFINIÇÃO IMPERTINENTE: Hiper-decisório.

Hiper-decisório (politiquês)
Diz-se de alguém cujo hipotálamo hiperactivo, o hipertálamo, o leva compulsivamente a agitar-se e mudar de rumo, perseguindo objectivos difusos e mutatórios e seguindo percursos erráticos.
Exemplo: «É hiper-decisório. Como é muito intuitivo e pouco coordenado, tende a ter decisões múltiplas ao longo do tempo.» (diagnóstico do professor Marcelo Rebelo de Sousa em directo na TVI, em 06-07-2004, a respeito do doutor Santana Lopes, nessa altura ainda putativo sucessor do doutor José Manuel Barroso, aka doutor Durão Barroso).
Paradoxalmente, um hiper-decisório é equivalente nos resultados a um hipo-decisório.
Exemplo: engenheiro Guterres, um hipo-decisório que exerceu o seu consolado antes do consolado do doutor Durão Barroso que foi para a Órópa.

BLOGARIDADES: Causas xenófobas.

Escreveu o maradona: «A Grécia ganhar o Campeonato Europeu de Futebol... é mais ou menos como o Prémio Nobel da Literatura ser atribuído a uma operadora de caixa do Pingo Doce pela excepcional qualidade dos talões de compras que faz sair do seu posto de venda

A causa é xenofóba e o exemplo é uma bola chutada para canto. O Prémio Nobel da Literatura ser atribuído à doutora Margarida Rebelo Pinto, que vendeu muito mais do que o doutor Saramago na idade dela (uns 95 anos atrás, ou mais), isso, sim, seria um exemplo.

Qual é a diferença entre manifestos políticos disfarçados de romances sem pontuação e futebol arrolhado de 25 passes para chegar ao meio campo?

05/07/2004

TRIVIALIDADES: Um espécime raro do cinema-sarapitola.

«Ma mère» de Christophe Honoré, a não perder por todos os que não podem passar sem o cinema-sarapitola, com argumento inspirado na literatura-sarapitola de Bataille.

Christophe Honoré, desafiando convenções e ideias feitas, sacode-nos até pelos ouvidos usando o Adagio for Strings de Barber, que até agora só tinha sido usado 3.479 vezes no cinema.

BLOGARIDADES: Misto de Zandinga e Gabriel Alves.

«Misto de Zandinga e Gabriel Alves» foi como o doutor José Manuel Barroso (anteriormente conhecido como doutor Durão Barroso) baptizou, no Congresso de Viseu, alguns anos antes de tentar trespassar-lhe o governo, o doutor Santana Lopes.

Lembrei-me disso ao ler n'A Praia imperdíveis colectâneas de textos sobre o doutor Pedro e as suas santanetes (aqui e aqui). E lembrei-me também das coisas que foram ditas por Pacheco Pereira sobre as facetas mais públicas do doutor Santana.

Falando das facetas mais públicas, reparo que a fronteira entre o público e o privado no doutor Santana Lopes quase não existe, pela visibilidade mediática da sua vida. Visibilidade que os seus admiradores costumam chamar transparência.

04/07/2004

DIÁRIO DE BORDO: De volta ao mundo real.

Vimo-nos gregos, outra vez. Lá se vai a auto-estima. Lá se vai a retoma. Mas não é caso para isso. Se conseguirmos nas outras modalidades chegar à final e ganhar o campeonato da organização, que mais poderemos ambicionar?

PARABÉNS RAPAZES. Nós, songamongas continentais, de Monção a Vila Real de Stº António, e nós songamongas ilhéus, sigamos o exemplo.

DIÁRIO DE BORDO: A batalha da Luz - outra vez.

Depois da batalha de Alvalade, a batalha de Luz, uma vez mais - a derradeira.

Derrotadas as hostes castelhanas, humilhados os antigos aliados, colhidas as tulipas saltitantes, chegou a vez dos neo-bárbaros que têm muito passado, pouco presente e nenhum futuro.

Como somos muito parecidos, o desfecho é incerto. Mas os nossos rapazes, sob o comando do general Filipão, afinada a táctica do quadrado (4 x 4), lutarão até ao último fôlego para atravessar o desfiladeiro de Termópilas no caminho para a baliza dos espartanos.

Se falharem será culpa do árbitro - um alemão com um nome esquisito que é amigo do treinador dos neo-bárbaros, também alemão (quem é que acredita nestas coincidências?), que não engana ninguém, nem mesmo a doutora Charlotte.

03/07/2004

LOG BOOK: Mind tool to manage Euro championship final's thrill and government's mess.

Nothing better than «Gymnopédies», «a dance accompanied by song and performed by naked Spartan girls» - Eric Satie eccentric genius' brainchild.

Here you can listen to Andrea Tedesco's sample. I would recommend Aldo Ciccolini's
record, instead.

02/07/2004

PUBLIC SERVICE: Portuguese informal economy. The cost of desenrascanço.

According to the study «The Hidden Dangers of the Informal Economy» by McKinsey Global Institute, informal economy weights 30 pct of non-agricultural workforce, reduces 0.8 pct Portugal's productiviy growth and accounts for around half of the productivity gap with the US.

Surprised? Well, this is the cost of the bad side of desenrascanço.

Has desenrascanço a good side? Yes. But hard to find. It's inventing and using new tools to handle new situations.

01/07/2004

DIÁRIO DE BORDO: Cherne grelhado ou Filet de Mérou à la crème d'ail? (3)

(Continuação)

Era politicamente inevitável que Durão Barroso aceitasse a presidência da CE?
Não. Em primeiro lugar, porque não foi a primeira escolha. Antes, outros foram considerados. Por exemplo: Guy Verhofstadt, primeiro-ministro da Bélgica (apoiado pelo eixo Paris-Berlim e recusado por Blair), Chris Patten, conservador inglês, membro da CE (recusado pelo eixo). Outros consideraram-se não disponíveis, por estarem comprometidos com os cargos presentes, tais como:
+ Peter Sutherland, antigo comissário e actual presidente da Organização Mundial de Comércio
+ Bertie Ahern, primeiro-ministro irlandês e presidente em exercício da UE
+ Jean-Claude Juncker, primeiro-ministro luxemburguês.

Porque é que Durão Barroso, com razões mais fortes, não se juntou ao clube?
Por respeitáveis razões pessoais, que não são politicamente respeitáveis.

Qual a importância política para Portugal da sua nomeação?
Será que o doutor Soares tem razão quando classifica a nomeação como «presente envenenado» e Durão Barroso como uma «terceira ou quarta» escolha ? Pode ser. Mas o doutor Soares - um candidato à presidência do parlamento europeu que não conseguiu ser escolha, nem terceira, nem quarta, nem nenhuma - não tem autoridade moral para dizer isso. O doutor Soares terá mais quando escreve que Durão Barroso é um candidato «cómodo, fraco e sem carisma - e, por isso, consensual - sem capacidade de se opor aos líderes europeus».

Qual o prestígio que a nomeação comporta?
É melhor procurar a resposta na imprensa internacional credível. Por exemplo, The Economist que sairá no sábado escreve:
«Durão Barroso, currently prime minister of Portugal, is a widely respected figure from the centre-right but he is also a compromise figure. He was hardly anyone's first choice, rather the best remaining option once those candidates that offended one or more of the EU's biggest members were eliminated from the race
«He has done a good job running Portugal. Since coming to power in 2002, he has pushed through an austerity programme to bring the country's budget deficit back within the limits that members of the European single currency are supposed to observe (whereas France and Germany have continued to exceed the limits). Britain likes him because Portugal stood with other Atlanticist EU countries in supporting the American-led war in Iraq

Não sendo irrelevante para Portugal a sua nomeação, qual será o benefício líquido dos custos internos?
Carece de demonstração a sua existência. O benefício bruto não é assim tão significativo («The choice of Mr Durão Barroso does not answer Henry Kissinger's famous question, of who to ring if he wanted to speak to the leader of Europe», escreve The Economist) e os custos potenciais do abandono das tímidas reformas são incomensuráveis.

Se a maioria dos portugueses entende que devem ser convocadas eleições antecipadas, deverá o PR, sem mais delongas, adoptar a «vontade popular»?
Se sim, porque não convidar, sem mais delongas, o doutor Santana Lopes para formar governo, já que é a personalidade que vem à cabeça nos primo-ministeriáveis?
Não e não. O estado democrático não se funda em sondagens ou manifestações, muito menos em maninfestações. Os governos têm um mandato para governar durante uma legislatura, salvo as situações excepcionais previstas na constituição.

Se dos dispositivos constitucionais resulta que o PR deve aguardar que o partido maioritário nas últimas eleições lhe apresente uma alternativa de governo, deve o PR aceitá-la, qualquer que seja?
Não. É sua obrigação avaliar se essa alternativa assegura a continuidade das políticas do governo anterior e garante a estabilidade da governação até ao fim da legislatura. Essa estabilidade assenta, entre outras coisas, na consensualidade da escolha dentro do partido maioritário e na manutenção da coligação que garante a maioria parlamentar. Se o PR não estiver razoavelmente convencido que a continuidade das políticas e a estabilidade governativa estão asseguradas deve, então, e só então, convocar eleições antecipadas.

E se o PSD escolher Santana Lopes para suceder a Durão Barroso?
Essas condições não estarão reunidas, a menos que Santana Lopes tivesse o improvável bom senso político de propor um primeiro-ministro com o perfil, as competências e a experiência adequados, e refrear-se a si próprio de intervir. A menos que esse primeiro-ministro reunisse uma equipa com o perfil, as competências e a experiência adequados, e, já agora, com um quanto-baste de visão liberal e reformista. É um A MENOS QUE demasiado grande.

Porquê Santana Lopes não tem essas condições?
Pacheco Pereira escreveu hoje no Público, com notável clareza e frontalidade, as coisas que devem ser ditas a este respeito.

Quais são os cenários mais prováveis?
Um governo liderado por Santana Lopes, aliado a um Paulo Portas em roda livre, um governo populista e despesista, que arruinará por uma década as reformas necessárias ou um governo frouxo e despesista,liderado por Ferro Rodrigues, aliado a um tele-evangelista em roda livre. que arruinará por uma década as reformas necessárias.

E o país está preocupado com isso?
O que é que isso interessa se podemos ser campeões da Órópa?