Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

06/12/2016

Encalhados numa ruga do contínuo espaço-tempo (71) - As elites europeias vivem na corte de Luís XVI

«O Financial Times, essa bíblia da elite europeia, escrevia aqui há uns dias que “os eleitores são hoje o elo fraco da Europa”. É uma formulação verdadeiramente extraordinária, pois coloca o mundo de pernas para o ar. O elo fraco da Europa é a própria Europa, ou mais exactamente uma União Europeia construída de forma pouco democrática, para não dizer quase autocrática. Ora uma Europa onde as elites têm medo dos cidadãos não é muito diferente da França da corte de Luís XVI, a quem a plebe horrorizava – é uma Europa surda à realidade, autista na sua autossuficiência.»

«Itália, os populismos e a arrogância das elites». José Manuel Fernandes no Observador

E, por falar nisso, cabe na cabeça de alguém de boa fé fazer um referendo com uma pergunta assim?

«Aprova o texto da lei constitucional relativa às ‘Disposições para a superação do bicamaralismo partidário, a redução do número dos parlamentares, a contenção dos custos de funcionamento das instituições, a supressão da CNEL e a revisão do título V da parte II da Constituição’, aprovado pelo Parlamento e publicado na Gazzetta Ufficiale n.88 de 15 de Abril 2016?»

DEIXAR DE DAR GRAXA PARA MUDAR DE VIDA: O Portugal dos Pequeninos visto pelo último dos queirozianos (18)

Outros excertos.

Mais um excerto de outra das crónicas, compiladas em «De mal a pior» (D. Quixote), de Vasco Pulido Valente, o último dos queirozianos, não no estilo mas na substância, com a sua visão lúcida, por vezes vitriólica, deste Portugal de mentes pequeninas e elites medíocres.

«(…) hoje o sonho da ressurreição do califado não morreu. Taheri, que provavelmente se orgulha dessas velhas façanhas, só podia interpretar as divagações de Freitas como fraqueza e arrependimento da "Europa".

Pior. Na cabeça iraniana de Taheri, se Freitas rejeitava com tanta intensidade os terríveis pecados do Ocidente, por maioria de razão rejeitava também o maior de todos: quem condena as cruzadas condena logicamente o Estado de Israel. Taheri julgou que Portugal o compreendia e resolveu explicar em público que os cartoons não passavam de uma conspiração sionista e transgrediam a liberdade de imprensa (ponto com que o próprio Sócrates, de resto, concordara). Até aqui Taheri agira com a implícita aprovação de Freitas. Mas faltava o Holocausto e Taheri não resistiu e negou o Holocausto. Suspeito que o escândalo e o protesto o surpreenderam. Freitas tinha aberto o grande caminho da " compreensão". Que essa "compreensão" parasse no Ho1ocausto não lhe ocorreu. Se não parara ou se inibira com a mentira, a demagogia, o terrorismo, a promessa de arrasar Israel e a ameaça nuclear, que diferença fazia o Holocausto? Taheri é um bom embaixador, porque representa com zelo o sentimento e as convicções do islão. Freitas não é um bom ministro porque representa com excesso as mais torpes tendências de Portugal e da "Europa". Para conciliar a "rua" muçulmana, condenou o que nós somos.»

O embaixador e o ministro, 17-02-2006

Pro memoria (329) - Hollande, espoir du socialisme devenu bête-noire

Ver no Insurgente a retrospectiva da recepção há quatro anos e meio pela esquerdalhada da boa nova da vitória de François Hollande e do anúncio dos amanhãs que iriam cantar.

Se me for permitido completar tão completa retrospectiva, acrescentaria uma peça lapidar de autor incógnito no Público de 23-05-2012 com o auspicioso título «Há um novo espectro a pairar sobre a Europa», para comemorar o princípio do «fim da austeridade punitiva de Merkel».

05/12/2016

DIÁRIO DE BORDO: Senhor, concedei-nos a graça de não termos outros cinco anos de TV Marcelo (21) - Vinho a martelo

Outras preces.

Depois de ter feito durante demasiado tempo as vezes de primeiro-ministro no processo Caixa, debitando dia sim dia não incontáveis sound bites, o presidente Marcelo fez uma última pirueta em frente da imprensa estrangeira para acolher a solução Macedo e fazer esquecer Domingues com uma metáfora baseada nas bodas de Caná, primeiro milagre de Cristo (de Marcelo já lá vão vários) em que o Filho de Deus transforma água em vinho depois deste acabar. «O segundo vinho é o melhor» postulou o presidente dos Afectos.

Com o devido respeito, a metáfora mais apropriada à situação seria a do fabricante que transforma um vinho aceitável em zurrapa imprestável e, de seguida, tenta fazer o mesmo com outro fornecimento, enquanto se congratula: «este processo de transição correu muito bem, está a correr muito bem e portanto, tenho uma confiança reforçada».

BREIQUINGUE NIUZ: Comunistas surpreendem...

... reelegendo Jerónimo de Sousa. E logo por unanimidade. Quem diria?

Igualmente surpreendente a nova vulgata de Jerónimo com novos salmos entre os quais destaco: «Não há uma maioria de esquerda, mas uma minoria de direita»

Crónica da anunciada avaria irreparável da geringonça (60)

Outras avarias da geringonça.

Para terminar, por agora, a saga da aprovação do OE 2017, dois apontamentos. O primeiro, à margem desta crónica dedicada à geringonça, é a nota para memória futura da abstenção do PSD que viabilizou a desresponsabilização financeira dos autarcas, assim como viabilizou a manutenção da isenção do IMI dos imóveis partidários. Abstenção? Como se alguém se pudesse abster em tais matérias.

O segundo é sobre o chumbo do PS de todas as propostas de alteração ao OE apresentadas pelo PSD, incluindo algumas semelhantes às do seu próprio programa eleitoral.

04/12/2016

TIROU-ME AS PALAVRAS DA BOCA: A morte do ditador e a idiotia da nossa "intelectualidade"

«Depois de quilómetros de prosa enfatuada e conversa na televisão sobre a morte de Fidel Castro, o que ficou? Ficou o retrato de um mundo político e de uma “intelectualidade”, que roçam a idiotia ou a ignorância e que não resistiram a rezar em público pelo santinho de Cuba. Nem os factos nem o descrédito da doutrina conseguiram fazer brilhar uma luz naquelas cabeças. Essa criatura que transformou o país mais rico da América Latina numa triste colónia da URSS e que, de caminho, ia provocando uma guerra nuclear, só merece ao tenro coração dos nossos governantes uma ternura filial ou, como no de Marcelo, uma curiosidade patega. Houve quem não se levantasse para o rei de Espanha; não houve quase ninguém que se portasse com alguma dignidade quando o velho tirano morreu. Este Portugal é uma vergonha.»

O Diário de Vasco Pulido Valente, no Observador

Talvez François Fillon seja um liberal... em França

Desde que François Fillon foi eleito candidato do partido de centro-direita francês Les Républicains, fazendo sair do palco Nicolas Sarkozy pela direita baixa e vencendo na segunda volta Alain Juppé, a nossa direita e alguns dos nossos liberais. nem todos de direita, suspiraram e pensaram: voilà ce qu'on attend!

Antes de comemorar, talvez convenha ver mais de perto o projecto político e as propostas de Fillon. No que respeita à Europa, o programa de Fillon  propõe um «projet européen recentré sur la zone euro qui sera engagé dès mai 2017 avec un calendrier précis établi à l'avance», projecto que se foca sobre a harmonização das políticas orçamentais e fiscais dos membros da Zona Euro que deverá conduzir a prazo a um super-ministério europeu das Finanças.

Segundo o projecto Fillon, em três anos, França e Alemanha (sim, leram bem, França e Alemanha) deverão ter impostos únicos sobre lucros e capitais e IVA a uma taxa única; a prazo essa fiscalidade seria extensiva aos restantes países da Zona Euro. Fillon defende também a substituição das políticas monetárias acomodatícias do BCE por reformas estruturais e um calendário de redução dos défices. Até aqui, à parte as dificuldades de adopção da harmonização fiscal, certamente Fillon seria acompanhado por Merkel e Schäuble.

Já quanto às ideias de Fillon de uma maior integração e, muito particularmente, quanto à mutualização das dívidas e à extensão do mandato do BCE ao crescimento e emprego, à semelhança da Fed americana, essas são completamente inaceitáveis pela Alemanha e, ainda que fossem aceitáveis, seriam uma fuga para frente e só exacerbariam as fracturas e, muito provavelmente, antecipariam o desmantelamento da UE na sua configuração actual.

Por tudo isso, e pela sua proximidade ao czar Vladimir (o Politico até escreve sobre «The new Putin coalition», talvez devamos concluir que se Fillon for um liberal é um liberal dirigiste, isto é não é um liberal e que as suas propostas boas não são exequíveis e as exequíveis não são boas. É claro que isso não invalida que, contra as ofertas do PS e da Frente Nacional, seja a opção menos má. Salvo se, por uma improvável distracção dos deuses da política, Emmanuel Macron, o antigo ministro da Economia de Hollande, viesse a ser o candidato do PS. Aí, teríamos de pensar melhor no assunto.

03/12/2016

DEIXAR DE DAR GRAXA PARA MUDAR DE VIDA: O Portugal dos Pequeninos visto pelo último dos queirozianos (17)

Outros excertos.

Mais um excerto de outra das crónicas, compiladas em «De mal a pior» (D. Quixote), de Vasco Pulido Valente, o último dos queirozianos, não no estilo mas na substância, com a sua visão lúcida, por vezes vitriólica, deste Portugal de mentes pequeninas e elites medíocres, e a sua «falta de respeito» para com as vacas sagradas do regime.

«Estava na televisão, em 1975, quando Cunhal, um estalinista indecoroso e beato, proibiu com a ajuda do MFA um documentário em que se mencionava de passagem a purga ao Exército Vermelho de 1938. Nessa altura, a Europa conhecia K.ravchenko, Souvarine, Serge, o relatório de Khrushchov ao XX Congresso, e também Koestler, Orwell, Milosz e Solzhenitsyn. Infelizmente, Portugal era uma ilha de iletrados em que se admirava o PC e se persistia em venerar Sartre. Porquê ir agora buscar esta velha história? Porque ela deixou a sua marca na cultura política portuguesa: a intolerância que reapareceu e aumenta dia-a-dia de ferocidade; a desonesta e facciosa simplificação da crise (da direita à extrema-esquerda); e a terrível ideia de que o Estado pode formar e corrigir a sociedade. No Portugal arcaico, que é o nosso, estas ressurreições não animam.»

Folhas mortas?, 22-03-2015

CAMINHO PARA A SERVIDÃO: Para o socialismo há vida para além do orçamento mas não há vida para além do Estado

(...) «só com competência ninguém vai longe dentro do Estado português. Um outsider ou se adapta rapidamente aos métodos da casa ou naufraga ao primeiro escolho. Como acabou por acontecer. Domingues achou que a palavra dada contava mais do que a sobrevivência política. Não conta. Fora do Estado não há salvação: é suprema ingenuidade acreditar que um monstro da dimensão da Caixa Geral de Depósitos pode realmente vir a ser despolitizado e gerido com a independência que todos desejávamos. Domingues foi usado e deitado fora. Delineou a recuperação do banco, ajudou a que o plano passasse em Bruxelas, e a partir daí tornou-se descartável. A política não é para amadores.»

Fora do Estado não há salvação, João Miguel Tavares no Público

02/12/2016

CASE STUDY: Trumpologia (3) - Diz-me quem escolhes, dir-te-ei quem és

Um alegado misógino escolhe várias mulheres para o seu governo: Elaine L. Chao (Transportes, foi responsável pelo Trabalho com George W. Bush), Betsy DeVos (Educação, adepta do cheque-educação), Nikki R. Haley (embaixadora nas ONU, filha de imigrantes indianos, governadora da Carolina do Sul), todas elas fortemente críticas de Trump durante a campanha, e, eventualmente, escolherá ainda Victoria A. Lipnic (Trabalho, comissária para a Igualdade de Oportunidades de Emprego) e Sarah Palin (Administração Interna, antiga governador do Alasca e candidata a vice-presidente).

Um alegado racista escolherá provavelmente um neurocirurgião negro, Ben Carson, seu adversário nas primárias para a Habitação e Urbanismo.

Uma personagem instável e imprevisível nomeou Chief of Staff Reince Priebus (uma espécie de secretário geral do Partido Republicano), o general  James N. Mattis para a Defesa e poderá nomear o general David H. Petraeus para director da National Intelligence, escolhas consideradas seguras, mas também já nomeou National Security Adviser o general Michael T. Flynn, adepto de uma cruzada contra o fundamentalismo islâmico.

E o que dizer da escolha de Steve Bannon para Chief Strategist, um combativo doutrinador anti-elites, um dos inspiradores da Alt-Right e do Tea Party, auto-proclamado «nacionalista económico» que defende políticas keynesianas que fariam as delícias da nossa esquerda? (Fontes: Hollywood Reporter e NYT - um artigo dum jornal apoiante de Hillary Clinton dá um exemplo de jornalismo independente, evitando os clichés e a demonização do adversário).

E como explicar que Trump considere poder convidar para secretário de Estado (ministro dos NE) Mitt Romney, o candidato republicano de 2012, que disse dele o que Maomé não disse do chouriço: «fingido, fraude. As suas promessas são tão inúteis quanto um grau da Universidade Trump. Trata os eleitores americanos como otários. (...) Não tem nem o temperamento nem o julgamento para ser presidente»? E perguntando por perguntar, como explicar que uma criatura que diz tais coisas de outra considere poder aceitar ser por ela nomeada? (Fonte)

Mitos (246) - Os empregos na indústria irão fugir todos para a China

É este o mantra que a direita e a esquerda anti-globalização vêm bramindo há alguns anos para justificar medidas proteccionistas, desmentindo a alegada paixão pela concorrência, no caso da direita, e, no caso da esquerda, contrariando a alegada paixão pela melhoria das condições de vida do Terceiro Mundo, perdão dos países emergentes.

Como muitos outras ideias feitas a partir do passado, também esta pode não ter qualquer fundamento a médio prazo. Segundo o marxismo-leninismo, o capitalismo monopolista exploraria a classe operária dos países imperialistas, culminaria no imperialismo e exploraria os países da periferia até à mais abjecta miséria. Ora, primeiro, a classe operária dos países imperialistas prosperou tanto que quase desapareceu mimada pelo conforto dos estados-providência. Depois a globalização melhorou imensamente as condições de vida dos países antes periféricos e hoje emergentes.

É claro que nos «países imperialistas» muitos empregos desapareceram e nem todos foram substituídos por outros criados pela nova economia. A partir daí uma parte da direita converteu-se à anti-globalização e a esquerda quase em peso encontrou uma bandeira nova para as suas ideias velhas.

Mas será que os empregos na indústria irão fugir todos para a China? Talvez não. Veja-se o quadro seguinte extraído do estudo da Deloitte «2016 Global Manufacturing Competitiveness Index».


Falando dos Estados Unidos, a tendência chamada «Manufacturing 4.0» está a incentivar a produção local diminuindo o custo total de propriedade (TCO), devido a vários factores: (1) redução do custo das matérias-primas e materiais em consequência do shale gas e das técnicas de fracking (2) proximidade de fornecedores locais mais avançados e confiáveis; (3) eliminação de tarifas alfandegárias; (4) redução dos stocks; (5) acesso imediato à inovação sem risco de apropriação da propriedade intelectual. Segundo o estudo, esta tendência levará os EU a ultrapassar a competitividade da China dentro de 4 anos.

Já agora, veja como Portugal continuará na mesma posição e a ser ultrapassado pela Colômbia.

Lá se vai mais uma teoria da ciência de causas pelo cano.

01/12/2016

CASE STUDY: Trumpologia (2) - Em política o que parece, é

Um dos pontos fulcrais da campanha de Donald Trump foi a recuperação dos postos de trabalho americanos supostamente perdidos para China, México and all that jazz. Trump nunca disse como iria fazê-lo mas, não sendo parvo (embora pareça), deve saber ou alguém lhe pode explicar que a medida mais óbvia para o conseguir, que é criar obstáculos ao comércio externo, tem várias consequências indesejadas e indesejáveis e no fim do dia poderá fazer perder ainda mais postos de trabalho.

Sendo a recuperação dos postos de trabalho um dos argumentos mais poderosos para mobilizar a sua base eleitoral, Trump não pode decepcioná-la e terá de tomar medidas. Já o fez à sua maneira que é criar um caso espectacular para encher o olho dos eleitores.

Hoje, quinta-feita, Trump e o vice Mike Pence rumam à fábrica da Carrier em Indianapolis, onde a empresa pretendia reduzir 2 mil postos de trabalho transferindo-os para o México, para anunciar um acordo em que a Carrier se compromete a manter mil postos de trabalho em troca de incentivos fiscais e regulamentares.

É claro que isso são amendoins numa economia que em média nos últimos tempos cria 9 mil postos de trabalho em cada dia útil e é igualmente claro que os incentivos fiscais à Carrier vão ter de ser compensados com mais impostos daqueles cujos postos de trabalho estão ameaçados. Mas lá que é eficaz, não restam dúvidas.

Ainda vamos assistir ao nosso Costa a adoptar a mesma fórmula.

DEIXAR DE DAR GRAXA PARA MUDAR DE VIDA: O Portugal dos Pequeninos visto pelo último dos queirozianos (16)

Outros excertos.

Mais um excerto de outra das crónicas, compiladas em «De mal a pior» (D. Quixote), de Vasco Pulido Valente, o último dos queirozianos, não no estilo mas na substância, com a sua visão lúcida, por vezes vitriólica, deste Portugal de mentes pequeninas e elites medíocres, e das ilusões que povoam o mundo em geral e, neste caso, o Vaticano em particular.

«O Papa Francisco mandou fazer um inquérito aos católicos para saber o que eles pensavam da cultura (ou, se preferirem, da moral) sexual contemporânea. Não é que ele não saiba já.

(…)

Em princípio, Francisco, como, antes dele, João Paulo II e Bento XVI, pode escolher um de dois caminhos. Pode escolher o caminho do compromisso, na esperança de reconduzir à Igreja alguns dos milhões que se afastaram ou estão à sua margem. Mas, fatalmente, a cada concessão, irá crescendo a ideia de uma mudança radical na Igreja, que a deixaria irreconhecível como, por exemplo, sucedeu ao anglicanismo. O segundo caminho para o Papa Francisco é ficar em público pela retórica e, na substância, defender o que está. Esta estratégia, além de lhe ser pessoalmente nociva, aumentaria a desconfiança geral dos fiéis pela Igreja como hipócrita e fraudulenta. Apesar da sua imensa popularidade, e mesmo por causa dela, Francisco acabou numa velha armadilha, em que esbraceja em vão. O inquérito não o ajudará.»

O inquérito do Papa Francisco, 09-11-2013

30/11/2016

CAMINHO PARA A INSOLVÊNCIA: Estamos falidos, diz o quinto pérfido alemão

Há tempos, Nicolau Santos, o nosso pastorinho da economia dos amanhãs que cantam preferido, apresentou uma lista dos quatro pérfidos alemães (se fosse há 40 anos seriam chamados de «bando dos quatro») que estão «contra nós», a saber: o pérfido e inevitável Wolfgang Shauble pretende «desviar o foco das atenções do Deutsche»; o pérfido Klaus Regling porque «é alemão, convém não esquecer. E falou pouco dias depois de Wolfgang Shauble»; o outro pérfido Günther Oettinger porque «também é alemão»; finalmente o pérfido conspirador Otmar Issing «teve uma ligação ao Deutsche Bank, é amigo e trabalhou estreitamente com Vítor Gaspar».

Aguardo impaciente que o pastorinho complete a sua lista com o quinto pérfido alemão, Thomas Mayer, ex-economista chefe do Deutsche Bank (só podia ser), que tem a mania de chamar os «bois pelos nomes» e divulgou o segredo de Polichinelo de que Portugal está «falido». (fonte)

Dúvidas (175) - A lei dos grandes números

Porquê o mundo árabe com 5% da população mundial representa 45% do terrorismo mundial, 68% das mortes em conflitos armados, 47% dos deslocados internamente e 58% dos refugiados? (Arab Human Development Reports (AHDR) - United Nations Development Programm)

DIÁRIO DE BORDO: Senhor, concedei-nos a graça de não termos outros cinco anos de TV Marcelo (20)

Outras preces.

Borrifando a assistência com afectos
Não sou adepto da monarquia, mas quando comparo a postura institucional digna, a gravitas de Filipe de Espanha (ou do pai dele) com as palhaçadas de Marcelo de Portugal fico em dúvida. Volta Aníbal estás perdoado.