18/Jul/2009

# publicado Sábado, Julho 18, 2009 por O Pertinente

Voltamos a falar disto depois das eleições 

Clique para ampliar as projecções do ministro anexo
[No OJE]

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# publicado Sábado, Julho 18, 2009 por O Pertinente

Receio que estejam equivocados sobre os seus segmentos-alvo 

Posso estar muito enganado, mas quer Santana Lopes, que parece apostar em mais túneis, quer António Costa, que parece querer revolucionar o estacionamento, estarão a atrair «seduzir» (copyright do Impertinente que entende que os patetas que decidem as eleições esperam ser «seduzidos») principalmente os eleitores dos concelhos vizinhos.

Suspeito que os alfacinhas preferem os buracos tapados, as ruas limpas, os jardins cuidados, os prédios recuperados, os transportes públicos melhorados e, muito provavelmente, reduzido o volume de centenas de milhar de veículos que entram todos os dias na cidade.

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17/Jul/2009

# publicado Sexta-feira, Julho 17, 2009 por O Impertinente

TIROU-ME AS PALAVRAS DE BOCA: a dívida das heranças deu lugar à herança das dívidas 

«E é aqui que entra, a contra-vento da tese [das grandes obras pública para espevitar a economia] que o sugeriu, o exemplo da Ponte 25 de Abril. É que quem deixou a ponte por pagar, deixou também, ao nível macroeconómico, reservas externas (líquidas) correspondentes a mais de 1/3 do PIB, e que davam para pagar mais de 30 pontes. E deixou, além disso, um PIB per capita equivalente a 60% da média EU-15 e um potencial de crescimento económico anual da ordem dos 5%.

Quanto ao presente, mesmo que deixemos às gerações futuras um TGV, mais uma ponte, um aeroporto e mais umas quantas auto-estradas (para além de tudo o que já foi construído), já lhes tirámos, antes de começar a pagar as novas obras, um ano do seu rendimento futuro (que é o valor da dívida externa líquida).

Entretanto, entre a ponte que recebeu e as obras que quer deixar, a geração actual gastou o que produziu, mais a herança recebida e mais o ano de rendimento que já sacou sobre as gerações futuras. E com todos esses recursos consumidos, só progrediu seis pontos percentuais na convergência com a média EU-15 e deixa um potencial de crescimento inferior a 1% ao ano

[Vítor Bento, Justiça entre gerações, no Jornal de Negócios]

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# publicado Sexta-feira, Julho 17, 2009 por O Pertinente

CAMINHO PARA A SERVIDÃO: saldos e promoções no socialismo pós-moderno 

Não sei se já estava em vigor o neo-liberalismo de que se queixa a esquerdalhada quando o governo aprovou e o PR referendou o Decreto-Lei n.º 70/2007 de 26 de Março que «regula as práticas comerciais com redução de preço nas vendas a retalho». Este diploma «visando a defesa do consumidor» (1) vem regulamentar, de forma que faria inveja à economia soviética (2), coisas como a proibição de saldos fora dos períodos de 28 de Dezembro-28 de Fevereiro e 15 de Julho-15 de Setembro, entre outras próprias dessa economia.

Pragmaticamente o Cortefiel e a Lanidor, entre outro, adoptaram o princípio de Kahn e chamaram promoções aos saldos (3) que fizeram em Junho.

NOTAS:

(1) No socialismo pós-moderno o consumidor é defendido criando obstáculos à concorrência e ao abaixamento dos preços.

(2) Isto é uma figura de retórica, porque, como se sabe, na economia soviética não havia saldos, nem mesmo frequentemente produtos para vender.

(3) É a seguinte a subtil distinção criada pelas mentes férteis que habitam os gabinetes governamentais (e certas sociedades de advogados):

«Saldos» a venda de produtos praticada em fim de estação a um preço inferior ao anteriormente praticado no mesmo estabelecimento comercial, com o objectivo de promover o escoamento acelerado das existências, realizada em determinados períodos do ano;

«Promoções» a venda promovida a um preço inferior ou com condições mais vantajosas que as habituais, com vista a potenciar a venda de determinados produtos ou o lançamento de um produto não comercializado anteriormente pelo agente económico, bem como o desenvolvimento da actividade comercial, não realizadas em simultâneo com uma venda em saldos.


Só algumas criaturas particularmente dotadas conseguem perscrutar a mente dos comerciantes para saber se estão a potenciar a venda de determinados produtos ou a promover o escoamento acelerado das existências.

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# publicado Sexta-feira, Julho 17, 2009 por O Pertinente

BREIQUINGUE NIUZ: o Bokassa das Ilhas quer rever a Constituição 

Talvez inspirado pelo pensamento de Camus que esta semana está em curso no (Im)pertinências [«O fascismo é a glorificação do carrasco por ele próprio; o comunismo, mais dramático, a glorificação do carrasco pelas vítimas»], o doutor Jardim, o Bokassa das Ilhas segundo a notável definição do doutor Jaime Gama, pretende alterar a Constituição para proibir o comunismo, a exemplo do fascismo, por serem ideologias totalitárias.

Dando de barato que a Constituição deve proibir ideologias, uma coisa que pode sair bastante cara, porque não alterar a Constituição para proibir o doutor Jardim de se perpetuar no poder por métodos que fariam inveja ao Botas?

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16/Jul/2009

# publicado Quinta-feira, Julho 16, 2009 por O Pertinente

Os actuários do FSB sabem muito mais do que os outros actuários 

Há uma anedota que diz que os actuários em geral podem estimar as taxas de mortalidade e os actuários da Máfia são capazes de prever quem vai morrer. Poder-se-ia dizer o mesmo dos actuários do FSB (sucessor do KGB) que não só sabem que a mortalidade dos activistas dos direitos russos é mais elevada como sabem quais vão morrer.

Foi ontem a vez de Natalia Estemirova que estava a investigar raptos, tortura e assassinatos na Chechénia. Medvedv, o procurador do czar Putin que lhe segura o lugar durante o intermezzo, apressou-se a declarar a sua indignação e ordenar a investigação. Pois.

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# publicado Quinta-feira, Julho 16, 2009 por O Impertinente

O (IM)PERTINÊNCIAS FEITO PELOS SEUS DETRACTORES: o outro lado da questão 

Todo mundo pensando deixar um planeta melhor para nossos filhos. Quando é que pensarão em deixar filhos melhores para o nosso planeta?

[Enviado por BCB]

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# publicado Quinta-feira, Julho 16, 2009 por O Pertinente

Nem todos os obamas de Obama fazem felizes os obamófilos: episódio (30) O change faz o pleno 

Gradualmente, à medida que é confrontado com o princípio da realidade, Barack Obama vai desistindo do princípio do prazer, diria Freud, ou «having campaigned in poetry, Barack Obama doubtless expected to govern in prose», poderia ter dito La Palice e escreveu a Economist. É o change in progress, coisa que, por vezes, alivia os seus não apoiantes [como o (Im)pertinências] e, em contrapartida, desaponta os seus apoiantes, como a Economist.

Nalguns casos o change faz o pleno. Desaponta os apoiantes e confirma os piores receios dos não apoiantes. Como é caso das medidas no âmbito das mudanças climáticas onde «instead of straight talk, however, Mr Obama has mostly been offering happy talk … (and) as usual, he gave the impression that planet-cooling will require no sacrifice from voters, (hiding that) the shift to a lower-carbon economy will destroy jobs as well as create them, and hit growth. … But rather than shaping public opinion, he is running scared of it. …Mr Obama promised, on the campaign trail, not to tax private health benefits. He also promised to cut taxes for all but the rich. Arithmetic suggests he will have to break his word on something.»

Depois, não digam que não foram avisados.

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15/Jul/2009

# publicado Quarta-feira, Julho 15, 2009 por O Impertinente

AVALIAÇÃO CONTÍNUA: de menos competente a candidato a maior mentiroso 

Secção Albergue espanhol

O ano passado, o ministro das Finanças foi considerado o menos competente em 19 ministros europeus por um painel de economistas convidados pelo Financial Times. Este ano, talvez pelo convívio com o senhor engenheiro e a herança da pasta do ministro Pinho, o ministro arrisca-se a ser considerado o mais mentiroso.
[Clique para ampliar]

15-07-2009
«A Euler Hermes (EH), grupo alemão que tem 50% da Cosec, espera "receber nos próximos dias uma proposta oficial do Governo português" relativamente à compra da companhia de seguros de crédito»

01-07-2009
«O ministro das Finanças afirmou esta tarde no Parlamento que já chegou a acordo com o BPI e com a Euler Hermes para a compra das participações das duas empresas na Cosec»


14-05-2009
«O ministro das Finanças afirmou esta tarde que já iniciou as negociações para a compra da COSEC»

Leva 3 urracas, porque sim, e 4 bourbons porque está a tornar-se um hábito.

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# publicado Quarta-feira, Julho 15, 2009 por O Impertinente

CASE STUDY: a pátria do capitalismo é o inferno dos capitalistas (2) 

Depois da condenação de Bernie Madoff e da confiscação das peles de Mrs. Madoff, chegou a vez do advogado Mark Dreier ser condenado a 20 anos de prisão por fraude e lavagem de dinheiro.

A sanha com que se perseguem os capitalistas trapaceiros na pátria do capitalismo só é comparável com o carinho e compreensão com que são mimados na pátria do socialismo pós-moderno do engenheiro Sócrates. É preciso reconhecer que, se assim não fosse, a iniciativa privada portuguesa ficaria em sério risco de desaparecer.

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14/Jul/2009

# publicado Terça-feira, Julho 14, 2009 por O Pertinente

A Revolução Industrial está a chegar à França de l’Ancien Régime 

«Os operários da fábrica de componentes automóveis em Chatellerault da falida empresa ‘Fabris’ tencionam fazer explodir a unidade com botijas de gás, caso os dois principais clientes da empresa não paguem até ao dia 31 de Julho um total de 30.000 euros a cada um dos 366 operários despedidos.
...
Em Março, os trabalhadores despedidos de uma fábrica da Sony em França sequestraram o CEO local da firma.»
(DE)

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# publicado Terça-feira, Julho 14, 2009 por O Pertinente

Nas próximas autárquicas vou votar ao Valongo 

«Numa iniciativa inédita, a candidata independente registou ontem o seu programa eleitoral no Cartório Notarial de Valongo. O documento pode ser aí consultado pelos munícipes e funcionará como um mecanismo legal para que estes possam, literalmente, cobrar os compromissos que Maria José Azevedo assumirá na campanha eleitoral.» (Público)

Toda a Gália foi ocupada pelos romanos... Toda? Não! Uma aldeia povoada por irredutíveis gauleses ainda resiste ao invasor.

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13/Jul/2009

# publicado Segunda-feira, Julho 13, 2009 por O Impertinente

ARTIGO DEFUNTO: lendo o futuro nas fotos 

Durante 4 anos os jornais publicaram fotos do engenheiro Sócrates com tão boa aparência que poderiam ter sido fornecidas pela central de manipulação depois dum cuidado trabalho de escolha e de retoque (a exemplo do que faz o staff de Obama). Não sei se o foram, mas poderiam e, nalguns casos, aposto singelo contra dobrado que o terão sido.

Desde que a doutora Ferreira Leite foi eleita presidente do PSD as suas fotos, quase sem excepção, mostravam o pior look da senhora. Look que já em si é o que é, coisa que nos tempos que correm não ajuda muito a «seduzir» a maioria dos patetas que decidem as eleições.

Conhecendo-se a promiscuidade entre políticos e jornalistas, o lip service e outros tributos que uns e outros têm que se pagar mutuamente para garantir as suas vidinhas, é preciso muita fé para se acreditar em coincidências.

Uma das primeiras fotos decentes de MFL foi publicada no suplemento de Economia do Expresso de sábado.



Uma das primeiras fotos de JS sem trabalho de Photoshop que mostra um Sócrates ridiculamente patético foi publicada hoje no i.


Alguém acredita que esta foto de JS poderia ter sido publicada sem a sua derrota nas eleições europeias que está a determinar o realinhamento do jornalismo de causas, nuns casos, ou a mudar as causas, noutros?

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# publicado Segunda-feira, Julho 13, 2009 por O Pertinente

Outros obamas de Obama fazem felizes os obamófobos: episódio (1) as tentações do redentor 

Um olhar atento aos atributos da representante da Unicef, Mayara Rodrigues.



Já faltou mais tempo para as estagiárias sairem do gabinete oval com os vestidos manchados.

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12/Jul/2009

# publicado Domingo, Julho 12, 2009 por O Impertinente

AVALIAÇÃO CONTÍNUA: o que é bom para mim, é bom para o partido, é bom para o governo, é bom para o estado e é bom para o país 

Secção Res ipsa loquitor

«De qualquer maneira, devo dizer que a minha nomeação (para presidente da Fundação Inatel) foi o resultado de uma vontade minha. Assim que a manifestei, foi rápida a decisão do Governo. Percebi, há algum tempo que a crise estava à vista e disse, então, aos meus amigos que queria fazer um compasso de espera na política e fazer algo na área da economia social.»

Com esta notável ingenuidade isenta de qualquer cinismo, em entrevista ao Sol, só compreensível num sexagenário que vê com naturalidade a confusão entre a clique a que pertence, o aparelho do partido onde essa clique se move, o governo desse partido e o estado que esse partido ocupa, o doutor Vítor Ramalho, um histórico do soarismo, merece sem discussão 5 chateaubriands, pela confusão, e 5 bourbons pela naturalidade.

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# publicado Domingo, Julho 12, 2009 por O Pertinente

A diplomacia económica socrática não paga sequer os bilhetes de avião 

»Projectos da PT e Ydreams anunciados em 2007 não chegaram a 2009
As visitas oficiais são, sempre, acompanhadas por assinaturas de protocolos entre empresas. Foi também isso que aconteceu na visita de José Sócrates à China em 2007. Com promessas de reforço de negócios entre os dois países. Mas poucos são os exemplos que ainda hoje perduram.
»

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