Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
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Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)

29/10/2003

NOVA ENTRADA PARA O GLOSSÁRIO DAS IMPERTINÊNCIAS: Emplastro

Por um indesculpável lapso, o Impertinente usou no Diário de Bordo desta tarde o seguinte termo técnico que não estava (mas já está) no Glossário:

Emplastro
Um sujeito que não servindo para nada, senão para confundir e atrapalhar, é um candidato permanente aos chateaubriands. Os emplastros são geralmente pessoas bem intencionadas, bons samaritanos, tipo mãe ansiosa, tudo aceitando, tudo compreendendo. Gostariam de espalhar a sua fé nos milagres da tolerância, mas faltam-lhes (felizmente!) as ganas e a persistência para o fazerem, ficando pelas boas intenções. Exemplos de emplastros: os multiculturalistas, os ambientalistas compulsivos, e em geral quase todos os sociólogos e antropólogos, profissões onde o emplastrum é endémico e que, por isso, emplastram tudo onde tocam.

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