Continuação de (1)
Apesar do aumento pletórico do número de trabalhadores imigrantes (oito vezes mais em dez anos), alguns sectores menos atractivos para os trabalhadores nativos, que cada vez menos apreciam o trabalho braçal, enfrentam uma escassez de mão de obra.
![]() |
| Expresso |
Um dos sectores mais carenciados é a construção civil, o que torna praticamente inalcançável o objectivo até 2026 de construir/reabilitar 26 mil habitações, cujo financiamento está previsto no Plano de Recuperação e Resiliência (a bazuca do Dr. Costa).
Para suprir os 80 a 90 mil trabalhadores que se estimam em falta, ao número actual de cerca de 70 mil imigrantes na construção civil, que representam um quinto dos 344 mil trabalhadores do sector, seria preciso adicionar mais do que o número existente (fonte).
Moral da estória, uma vez que os jovens nativos carregados de diplomas em ogias não estão disponíveis para estes trabalhos, teremos de escolher entre continuar sem casinhas ou integrar umas centenas de milhares de trabalhadores imigrantes. A única escolha que se pode fazer é entre as teses da esquerdalhada de abrir as portas e exacerbar o preconceito nativista ou tratar do assunto com racionalidade e regular o fluxo de imigração em quantidade e especialidade e ter políticas de acolhimento e integração.
