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12/09/2005

DIÁRIO DE BORDO: o gerente do Impertinências é um franco intraprenditore

Foi Vivaldi que cunhou a expressão franco intraprenditore. Usou-a numa carta escrita em 1737, onde descreveu dessa maneira o seu trabalho, que consistia em ser, ao mesmo tempo, o compositore e o impresario das suas opere e das opere da concorrência. Um exemplo que os nossos «agentes» cólturais deveriam seguir - fazer pelas suas míseras vidinhas e deixarem-se de mendigar à porta do ministério da Cóltura.

Quatro séculos mais tarde, o impresario do Impertinências tem que manter esta porta aberta (nos últimos dias, entreaberta) e fazer pela vidinha. Não só tem aviar as suas opere e os seus melodrammi aos clientes, como ainda tem que manter os instrumentos em ordem e fazer os miglioramenti. É o que tem acontecido nos últimos dias em que a modernização do hardware e software do escritório impertinente virtual me tem desfeito as meninges. A montagem e configuração duma rede WiFi - uma arte que neste país parece ter sido entregue a émulos do David Copperfield - está a colapsar as sinapses dos dois rapazes que por aqui andam a fazer-me o serviço.

O Impertinências que já se sabia ser um franco atirador, fica-se agora a conhecer que é também um franco intraprenditore. Cada vez menos anónimo, cada vez mais respeitável.

O outro franco intraprenditore a tratar da rede com fios

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