Salvo erro, foi há 6 anos a primeira das inúmeras vezes que escrevi sobre o portátil «Magalhães», um das brainchilds de José Sócrates, que bem merecia a continuação da operação «Carrossel» de investigação da associação criminosa e fraude fiscal qualificada - envolvendo a J. P. Sá Couto fabricante do Magalhães - que deve ter morrido antes de chegar à praia. Nessa altura publiquei o seguinte post:
«Quando li o comunicado do governo que anuncia o Magalhães, «primeiro computador portátil com acesso à Internet montado em Portugal», que não é primeiro computador portátil com acesso à Internet montado em Portugal, equipado com o «último processador da Intel», que não é o último processador da Intel, que tem seu «lançamento mundial» aqui no burgo, lançamento que já teve lugar em 2006, Intel que escolheu Portugal, que afinal foi quem escolheu a Intel, Intel que terá uma fábrica em Portugal segundo o governo, que nunca existirá, segundo a Intel, quando li o comunicado, dizia eu, pensei que seria um insulto à inteligência.
Um insulto à inteligência, em primeiro lugar dos jornalistas, que exporiam facilmente a construção ficcional do governo. Em segundo lugar dos cidadãos, ou dos eleitores, ou dos contribuintes (ou dos sujeitos passivos, como lhes chama o Impertinente). Passados 4 dias e lidos uma dúzia de jornais, posso garantir, sem sombra de dúvidas, que o e.escolinha (nome certamente escolhido por um daqueles spin doctors que não conseguiram chegar a criativos duma agência) não é um insulto à inteligência dos jornalistas». Pelo menos à inteligência dos que praticam o jornalismo promocional, acrescento agora, porque lhes falta a inteligência e/ou a integridade.
É evidente que esta mistificação fraudulenta, tal como muitas outras lançadas por José Sócrates, não teria sido possível sem a cumplicidade activa ou passiva do jornalismo promocional em particular e do PS em geral.
Por tudo isto, imagine-se a falta de surpresa ao ler aqui sobre «um estudo da Universidade Portucalense (UPT) chegou à conclusão que os computadores “Magalhães” foram um “fracasso”: as instituições escolares não obtiveram um retorno imediato do equipamento e utilizaram-no “de forma esporádica” dentro do contexto de sala de aula. O estudo, realizado no âmbito de um doutoramento em Educação, analisou 682 agentes educativos – 400 alunos, 181 encarregados de educação e 101 professores – do primeiro ciclo do ensino básico do concelho de Matosinhos … (concluindo) que 89,1% dos professores, 84,5% dos encarregados de educação e 86% dos alunos consideram que nunca ou raramente o computador é utilizado nas salas de aula.»
Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista)
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A apresentar mensagens correspondentes à consulta portátil «Magalhães» ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens
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25/11/2014
20/09/2008
ARTIGO DEFUNTO: Uma 1.ª página que é um cemitério.
«Magalhães, primeiro computador inteiramente português», lê-se na notícia do Expresso «Chavéz outra vez». Magalhães, recorde-se, é o «primeiro computador portátil com acesso à Internet montado em Portugal», que não é primeiro computador portátil com acesso à Internet montado em Portugal, equipado com o «último processador da Intel», que não é o último processador da Intel, que tem seu «lançamento mundial» aqui no burgo, lançamento que já teve lugar em 2006, Intel que escolheu Portugal, que afinal foi quem escolheu a Intel, Intel que terá uma fábrica em Portugal segundo o governo, que nunca existirá, segundo a Intel. Comprova-se o que já tinha sido concluído: o agit-prop do governo não é um insulto à inteligência, pelo menos dos jornalistas do Expresso.
«Lisboa vai ter seis postos de abastecimento para carros eléctricos», lê-se imediatamente abaixo. Aposto, singelo contra dobrado, que ficarão a existir em Lisboa mais postos de abastecimento do que carros eléctricos (isto é com propulsão exclusivamente eléctrica). Não haverá no Expresso um jornalista com o desconfiómetro ligado?
«Lisboa vai ter seis postos de abastecimento para carros eléctricos», lê-se imediatamente abaixo. Aposto, singelo contra dobrado, que ficarão a existir em Lisboa mais postos de abastecimento do que carros eléctricos (isto é com propulsão exclusivamente eléctrica). Não haverá no Expresso um jornalista com o desconfiómetro ligado?
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Conto do vigário
03/08/2008
Enganei-me no Magalhães. Não é um insulto à inteligência.
Quando li o comunicado do governo que anuncia o Magalhães, «primeiro computador portátil com acesso à Internet montado em Portugal», que não é primeiro computador portátil com acesso à Internet montado em Portugal, equipado com o «último processador da Intel», que não é o último processador da Intel, que tem seu «lançamento mundial» aqui no burgo, lançamento que já teve lugar em 2006, Intel que escolheu Portugal, que afinal foi quem escolheu a Intel, Intel que terá uma fábrica em Portugal segundo o governo, que nunca existirá, segundo a Intel, quando li o comunicado, dizia eu, pensei que seria um insulto à inteligência.Um insulto à inteligência, em primeiro lugar dos jornalistas, que exporiam facilmente a construção ficcional do governo. Em segundo lugar dos cidadãos, ou dos eleitores, ou dos contribuintes (ou dos sujeitos passivos, como lhes chama o Impertinente). Passados 4 dias e lidos uma dúzia de jornais, posso garantir, sem sombra de dúvidas, que o e.escolinha (nome certamente escolhido por um daqueles spin doctors que não conseguiram chegar a criativos duma agência) não é um insulto à inteligência dos jornalistas.
Vou esperar o fim da silly season para me pronunciar sobre o alegado (por mim) insulto à inteligência dos sujeitos passivos.
[Diversos blogonautas trataram o tema. Em particular, realço o blasfemo Gabriel Silva que escreveu no post Acéfalos o que havia para escrever]
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encomendas
22/08/2008
O conto do vigário como inovação que acrescenta valor
Se o Magalhães, «primeiro computador portátil com acesso à Internet montado em Portugal», que não é primeiro computador portátil com acesso à Internet montado em Portugal, equipado com o «último processador da Intel», que não é o último processador da Intel, que tem seu «lançamento mundial» aqui no burgo, lançamento que já teve lugar em 2006, Intel que escolheu Portugal, que afinal foi quem escolheu a Intel, Intel que terá uma fábrica em Portugal segundo o governo, que nunca existirá, segundo a Intel, resta-nos tratar da embalagem. Sendo assim, é lógico concluir que o Magalhães também não vai produzir físicos e matemáticos. Assim como as linhas de montagem de automóveis do fassismo não produziram engenheiros mecânicos, nem designers. Assim como o carro eléctrico de José Sócrates só produzirá linhas de montagem mais pequenas do que as do Botas.
Mas que dizer se Mário Lino conseguir vender o «computador português», ou seja a embalagem do computador da Intel, ao Coronel Chavéz? Seria a incorporação pura e dura do know-how nacional. Simplesmente genial.
Mas que dizer se Mário Lino conseguir vender o «computador português», ou seja a embalagem do computador da Intel, ao Coronel Chavéz? Seria a incorporação pura e dura do know-how nacional. Simplesmente genial.
13/04/2020
Crónica da asfixia da sociedade civil pela Passarola de Costa (27) - Em tempo de vírus (V)
Avarias da geringonça e do país seguidas de asfixias
Mestres do ilusionismo
Jura Nelson de Souza que «não vamos deixar cair nenhum grande investimento». Isto dito por um ministro do Planeamento de um governo que nas vacas gordas orçamentou o ano passado 4.853 milhões de investimento público e executou menos 900 milhões, só mesmo o Expresso pode levar a sério.
Nomeadamente, diz-nos ainda o semanário de reverência, que o «Ferrovia 2020 tem 69% do investimento em marcha». Como os restantes 31% ainda estão na fase de projecto, supõe-se que os 69% em marcha significam que já existe projecto, daí até à obra mover-se com a economia parada é precisa uma enorme fé só ao alcance dos crentes.
Não, isto não foi causado pelo coronavírus, foi causado pelo vírus socialista
No estudo relativo à 11.ª missão de avaliação ao pós-programa de resgate a CE são destacadas as maiores ameaças: problemas estruturais da despesa com (1) os salários da função pública (resultantes, recorde-se, das "reposições", 35 horas etc.), (2) a segurança social e (3) a despesa com saúde, problemas que tornam difícil a redução de uma dívida pública cujo rácio é um dos mais elevados do mundo. A quarta ameaça são os riscos para a estabilidade financeira com o aumento do crédito hipotecário e ao consumo. Com as consequências das medidas em curso para conter a pandemia tudo isto é história que apenas devemos recordar para concluir que partimos descalços para esta "guerra", como lhe chama o Dr. Costa, porque o socialismo vendeu as nossas botas.
Também as exportações já estavam a desacelerar antes da pandemia, e o défice da balança comercial de bens até Fevereiro aumentou 170 milhões para 1.547 milhões.
É claro que também não teve a ver com a pandemia a última queda da taxa de poupança das famílias para 6,7% do rendimento disponível, que compara com 13,0% da Zona Euro. Como disse o honorável capitalista Warren Buffett, é quando a maré baixa que se vê quem tem calções e no nosso caso nem cuecas, só talvez uns testículos mirraditos.
Mestres do ilusionismo
Jura Nelson de Souza que «não vamos deixar cair nenhum grande investimento». Isto dito por um ministro do Planeamento de um governo que nas vacas gordas orçamentou o ano passado 4.853 milhões de investimento público e executou menos 900 milhões, só mesmo o Expresso pode levar a sério.
Nomeadamente, diz-nos ainda o semanário de reverência, que o «Ferrovia 2020 tem 69% do investimento em marcha». Como os restantes 31% ainda estão na fase de projecto, supõe-se que os 69% em marcha significam que já existe projecto, daí até à obra mover-se com a economia parada é precisa uma enorme fé só ao alcance dos crentes.
Não, isto não foi causado pelo coronavírus, foi causado pelo vírus socialista
No estudo relativo à 11.ª missão de avaliação ao pós-programa de resgate a CE são destacadas as maiores ameaças: problemas estruturais da despesa com (1) os salários da função pública (resultantes, recorde-se, das "reposições", 35 horas etc.), (2) a segurança social e (3) a despesa com saúde, problemas que tornam difícil a redução de uma dívida pública cujo rácio é um dos mais elevados do mundo. A quarta ameaça são os riscos para a estabilidade financeira com o aumento do crédito hipotecário e ao consumo. Com as consequências das medidas em curso para conter a pandemia tudo isto é história que apenas devemos recordar para concluir que partimos descalços para esta "guerra", como lhe chama o Dr. Costa, porque o socialismo vendeu as nossas botas.
Também as exportações já estavam a desacelerar antes da pandemia, e o défice da balança comercial de bens até Fevereiro aumentou 170 milhões para 1.547 milhões.
É claro que também não teve a ver com a pandemia a última queda da taxa de poupança das famílias para 6,7% do rendimento disponível, que compara com 13,0% da Zona Euro. Como disse o honorável capitalista Warren Buffett, é quando a maré baixa que se vê quem tem calções e no nosso caso nem cuecas, só talvez uns testículos mirraditos.
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