Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

22/03/2007

SERVIÇO PÚBLICO: desinteresse pelos conflitos de interesse

O ex-presidente do ISP (Instituto de Seguros de Portugal), entidade reguladora e de supervisão dos seguros, doutor Rui Leão Martinho, demitiu-se nos finais do ano passado e foi hoje nomeado presidente do Conselho de Administração da Tranquilidade, seguradora do grupo Espírito Santo, uma das empresas supervisionadas pelo ISP. (DE)

Não é a primeira basculação entre supervisão e operador supervisionado (o doutor Constâncio do BdeP já basculou várias vezes e o ISP tem um longo historial de basculações), mas a reincidência não despenaliza as piores práticas.

Num país que se leva a sério um ex-supervisor tem, por lei, um «período de nojo» de vários anos para poder assumir um cargo numa empresa supervisionada, por razões que não precisarão de ser explicadas.

Se um país não se leva a sério, não pode esperar que outros países o tomem a sério.

Sem comentários: