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19/04/2026

CASE STUDY: Democracias defeituosas (7) - O contributo do PS para a democracia em Portugal é quando deixa de governar

Outras democracias defeituosas.

O Portugal do governo PS, classificado como “flawed democracy” em 2023, melhorou em 2024 com o governo AD para “full democracy”, alcançando a 23ª posição. A pontuação de Portugal melhorou de 7,75 em 2023 para 8,08 em 2024 e voltou a subir para o 20.º lugar com 8,28 em 2025. 

Fonte

O governo do Dr. Montenegro é melhor a promover a democracia do que a reformar, talvez (um simples talvez) porque a maioria dos portugueses não gosta de reformas que cheiram a "sacrifícios" e, sobretudo, odeiam a incerteza, sendo que se há coisa em que os portugueses são notáveis é na aversão ao risco, talvez (um simples talvez) porque durante cinco séculos se deu uma espécie de anti-selecção, em que foram saíndo os afoitos e ficando os acomodados.


Já o governo do Dr. Trump faz o seu melhor para piorar a democracia e seu melhor para empatar guerras que não fazia ideia de qual o propósito com inimigos da terceira divisão, descendo mais uma vez para o 34.º lugar com 7,65 pontos.

26/06/2025

CASE STUDY: Democracias defeituosas (6) - Mais do que defeito, continua a ser feitio

Quando publiquei o post anterior (Democracias defeituosas (5) - Mais do que defeito, continua a ser feitio) não tinha ainda tido acesso ao relatório completo com informação específica sobre a democracia portuguesa.

Por exemplo, não tinha relevado que o Portugal do governo PS, classificado como “flawed democracy” em 2023, melhorou com o governo AD para “full democracy” e foi o terceiro país com maior upgrade do índice.


Melhoria que a The Economist Intelligence Unit descreveu assim:
«Portugal foi promovido a "democracia plena" no Índice de Democracia de 2024, subindo oito posições no ranking global, alcançando a 23ª posição. A pontuação de Portugal melhorou de 7,75 em 2023 para 8,08 em 2024, impulsionada por melhorias nas categorias de funcionamento do governo e cultura política. O país foi despromovido para uma "democracia falhada" em 2011 e recuperou o estatuto de "democracia plena" em 2019. No entanto, as limitações à liberdade individual resultantes da pandemia de covid-19 fizeram com que Portugal fosse novamente despromovido para uma "democracia falhada" em 2020. A pontuação do indicador que avalia o grau em que os cidadãos portugueses acreditam que a democracia é boa para a economia, com base nos dados do World Values ​​Survey (WVS), melhorou de 0,5 para 1 em 2024. Os dados da WVS sugerem que uma maior parte da população acredita agora que um sistema democrático forte é também benéfico para o desempenho económico.»


No final, não há grandes motivos para celebrações porque o Portugal dos Pequeninos ficou no penúltimo lugar das "democracias plenas" numa lista de 25 países liderada pela Noruega, seguida da Nova Zelândia`, ex aequo com a República Checa e apenas à frente da Grécia.

06/03/2025

CASE STUDY: Democracias defeituosas (5) - Mais do que defeito, continua a ser feitio

A semana passada a Economist publicou o EIU’s Democracy Index que mostra uma queda média de 5,23 para 5,17, confirmando o declínio da democracia onde apenas vivem 45% da população mundial, dividindo-se os restantes entre o regimes "híbridos" (15%) e os autoritários (39%). 

The Economist


A Noruega foi pelo 16.º ano considerada o país mais democrático com 9,81, seguido da Nova Zelândia e da Suécia. Os EUA, que vêm descendo desde 9,6 em 2006, ficaram pelos 7,8, valor que se mantém desde 2021. Quanto a Portugal aumentou o índice de 7,8 em 2023 para 8,1 em 2024, o segundo maior valor desde 2006, e subiu no ranking para 31º para 23º, mostrando que a democracia não teve saudades do socialismo e do Dr. Costa.

16/02/2024

CASE STUDY: Democracias defeituosas (4) - Mais do que defeito, começa a ser feitio

É já um clássico a Economist Intelligence Unit (EIU) classificar o Portugal dos Pequeninos nas democracias com falhas (*), devido principalmente aos baixos índices de funcionamento do governo (desceu de 7,50 para 6,79), graças ao Dr. Costa, e da Participação Política (desceu de 6,88 para 6,67) e da Cultura Política (6,88), graças a nós.

Democracy Index 2023

O quadro seguinte mostra a tendência nos últimos cinco anos de deterioração do índice de democracia português no caminho para o socialismo.

(*) «Democracias com falhas (Flawed democracies): estes países também têm eleições livres e justas e, mesmo que existam problemas (como a violação da liberdade de imprensa), as liberdades civis básicas são respeitadas. Contudo, existem fraquezas significativas noutros aspectos da democracia, incluindo problemas de governação, cultura política subdesenvolvida e baixos níveis de participação política.»

04/02/2023

CASE STUDY: Democracias defeituosas (3) - A tradição ainda é o que tem sido

Uma vez mais, a Economist Intelligence Unit (EIU) classifica o Portugal dos Pequeninos nas democracias defeituosas, devido principalmente aos baixos índices de funcionamento do governo (7,50), graças ao Dr. Costa, de participação política (6,67) e de Cultura Política (6,88), graças a nós.
Democracy Index 2022, EIU

Em termos de ranking global continuamos no 28.º lugar e na Europa Ocidental ocupamos o 16.º posto onde o nosso índice total (7,95) está claramente abaixo da média da região (8,36), devido sobretudo ao baixo índice de Cultura Política (6,88 contra 8,10).

11/02/2022

CASE STUDY: Democracias defeituosas (4) - A democracia social-costista foi despromovida, outra vez

Segundo o índice da Economist Intelligence Unit, o Dr. Costa colocou a democracia portuguesa outra vez um poucochinho mais defeituosa do que o ano passado mantendo-a na categoria de "democracia defeituosa" (*), caindo dois lugares por ter baixado outra vez o índice global de 7,90 para 7,82 (em 2020), o sétimo mais baixo da Europa Ocidental, em resultado principalmente de um fraco score do funcionamento do governo (desceu de 7,50 para 7,14) e da participação política cujo score, apesar de ter melhorado, é o quinto mais baixo da Europa Ocidental..


Com se vê no diagrama seguinte, o índice de democracia português tem mostrado uma tendência para se deteriorar.


Deterioração que se tem verificado em muitos outros países e que a pandemia veio acentuar com o seu cortejo de medidas de limitação das liberdades.

Economist

(*) «Democracias com falhas (Flawed democracies): estes países também têm eleições livres e justas e, mesmo que existam problemas (como a violação da liberdade de imprensa), as liberdades civis básicas são respeitadas. Contudo, existem fraquezas significativas noutros aspectos da democracia, incluindo problemas de governação, cultura política subdesenvolvida e baixos níveis de participação política.»

03/02/2021

CASE STUDY: Democracias defeituosas (3) - A democracia social-costista foi despromovida

Segundo o índice de democracia da Economist Intelligence Unit, o Dr. Costa colocou a democracia portuguesa um poucochinho mais defeituosa do que o ano passado desprovendo-a da categoria de democracia plena para a de democracia "defeituosa" (*), por ter baixado o índice global de 8,03 para 7,90, em resultado principalmente de um fraco score do funcionamento do governo (7,50, o sétimo mais baixo na Europa Ocidental) e participação política (6,11, o segundo mais baixo na Europa Ocidental).


(*) «Democracias com falhas (Flawed democracies): estes países também têm eleições livres e justas e, mesmo que existam problemas (como a violação da liberdade de imprensa), as liberdades civis básicas são respeitadas. Contudo, existem fraquezas significativas noutros aspectos da democracia, incluindo problemas de governação, cultura política subdesenvolvida e baixos níveis de participação política.»

23/01/2020

CASE STUDY: O pior dos melhores é melhor do que um dos melhores dos piores

«The Economist coloca Portugal na categoria de “país totalmente democrático», titula um dos jornais do regime (Público), acrescentando que «O estudo adianta que Portugal se encontrava já no limiar da categoria da plena democracia», o que, sendo verdade, não é toda a verdade.


O resto relevante da verdade é que Portugal subiu no ranking de 27.º, o 6.º das "democracias avariadas", para 22.º, o último das plenas democracias. E subiu devido à melhoria dos scores do "funcionamento do governo" e da "cultura política", subida ininteligível na minha humilde opinião, mas isso para o caso não interessa - eles lá saberão.


Conviria ainda acrescentar que só em 2010 atingiu foi atingido o overall score de 2010, dos tempos em que os portugueses se julgavam ricos, antes da troika lhes vir lembrar que não só eram relativamente pobres como estavam (e estão) absolutamente endividados.

Posts relacionados: CASE STUDY: Democracias defeituosas (1) e (2).

01/02/2019

CASE STUDY: Democracias defeituosas (2)

Segundo a avaliação da Economist Intelligence Unit, a democracia lusitana do Dr. Costa ficou um poucochinho mais defeituosa do que em 2016: o índice total  baixou de 7,86 para 7,84, influenciado principalmente pelos índices de participação política (caiu de 6,67 para 6,11) e liberdades (caiu de 9,41 para 9,12), apesar da melhoria do índice de funcionamento do governo (subiu de 6,79 para 7,50). Com um poucochinho de esforço ainda alcançamos a nossa ex-colónia de Cabo Verde.
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Democracy Index 2018 (The Economist Intelligence Unit)
«Democracias com falhas (Flawed democracies): estes países também têm eleições livres e justas e, mesmo que existam problemas (como a violação da liberdade de imprensa), as liberdades civis básicas são respeitadas. Contudo, existem fraquezas significativas noutros aspectos da democracia, incluindo problemas de governação, cultura política subdesenvolvida e baixos níveis de participação política.»

26/01/2017

CASE STUDY: Democracias defeituosas

«Declining trust in government is denting democracy» (The Economist)

«A AMÉRICA, que há muito se define como porta-estandarte da democracia para o mundo, tornou-se uma "democracia defeituosa" de acordo com o Índice de Democracia anual da Economist Intelligence Unit... A sua pontuação caiu para 7,98 em 2016 de 8,05 em 2015, ficando abaixo do limite de 8,00 para uma "democracia plena". O downgrade não foi uma consequência de Donald Trump, afirma o relatório. Em vez disso, foi causada pelos mesmos factores que levaram Trump à Casa Branca: uma erosão contínua da confiança no governo e nas autoridades eleitas, que o índice mede usando dados de pesquisas globais. No total, incorpora 60 indicadores em cinco grandes categorias: processo eleitoral e pluralismo, funcionamento do governo, participação política, cultura política democrática e liberdades civis

Democracy Index 2016 - Revenge of the “deplorables” (The Economist Intelligence Unit)

Finalmente estamos na mesma liga dos Estados Unidos: a liga das democracias defeituosas. Porquê? Repare-se nos scores de «Funcionamento do governo», «Participação política» e «Cultura Política». Voilà.

É claro que tudo seria diferente se tivessem incluído o factor «Afectos» onde, graças ao presidente Marcelo, rebentaríamos o score.