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26/06/2006

CASE STUDY: a formação pós-graduada a la bolognesi (outra vez), a formação ante-graduada e a investigação

Sou o primeiro a reconhecer que é um pouco rebarbativo estar a citar-me. Rebarbativo mas pertinente. Vem isto a propósito duma colecção de posts impertinentes sobre o tema das pós-graduações do ano passado: (1); (2); (3) e (epílogo)

Quando se folheia o Guia do Estudante que o Expresso publicou este ano, confirmam-se os piores receios. Se a pós-graduada já era o que era, que dizer da formação ante-graduada que oferece 1.700-mil e setecentas-1.700 «propostas de formação inicial»?

A coisa só não é preocupante porque, segundo o Expresso, «Portugal já tem muitos cientistas e o Estado investe cada vez mais na investigação. O problema está nas empresas, onde é grande a divergência com a UE». Deve ser por isso que Portugal tem 5,5 patentes por milhão de habitantes - um pouco mais de 4% do rácio médio da UE (134,5 patentes por milhão de habitantes). O que precisamos é mais Estado (com maiúscula) e menos empresas (com minúscula).

Q.e.d.

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