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11/12/2008

AVALIAÇÃO CONTÍNUA: Quanto menos, mais.

Secção Musgo Viscoso

Já se sabia e foi agora oportunamente recordado por alguns jornais que o ministro anexo doutor Constâncio tem uma tença anual de 250 mil euros, que é em valor absoluto cerca do dobro do salário de Bernard Bernanke, o presidente do FED, ou mais de 4 vezes, se tomarmos em conta o nível médio de salários em Portugal e nos EU.

Se adicionalmente considerarmos que a parte mais substancial da missão do FED não cabe ao BdP mas ao BCE, então a tença do doutor Constâncio é um escândalo galáctico e um paradigma duma função Zingarilho: quanto menos supervisionas mais auferes.

No dia seguinte, com elevado sentido de oportunidade, o doutor Constâncio declara «já tenho dito que deveria haver uma redução». É caso para dizer que não se pode ser ouvido em tudo. As orelhas do governo estão há mais de 3 anos tão ocupadas em ouvir as prestativas análises e previsões do doutor Constâncio que não lhes sobra um módico de atenção para a minúcia da remuneração.

Quatro pilatos pela negligente supervisão, cinco bourbons pela costumeira negligência e três chateaubriands por ter perdido a oportunidade de guardar de Conrado o prudente silêncio.

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