Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

12/06/2007

SERVIÇO PÚBLICO: a credibilidade é como a virgindade

Disse um dia o engenheiro Belmiro de Azevedo, a propósito duma qualquer trapalhada dum qualquer político, a credibilidade é como a virgindade, só se perde uma vez.

Tratando-se de instituições, a coisa fia mais fino. A perda de credibilidade dum dirigente faz mossa, mas a instituição pode aguentar algumas mossas. Algumas, mas é difícil resistir quando a hidden agenda dos seus dirigentes os leva amiúde a reincidir.

É o caso do ministro anexo, doutor Vítor Constâncio, que tem usado o Banco de Portugal para fazer uns favores a uns governos ou para pôr uns gravetos nas rodas da carroça doutros, consoante.

O Impertinências, distraído com os santos populares, esqueceu-se de tratar o relatório da OCDE sobre a Previdência portuguesa (*) publicado no dia 7. Camilo Lourenço estava atento e escreve hoje no Jornal de Negócios um requisitório sobre a disparidade entre as reduções nas pensões do novo regime previstas pelo BdeP (23%) e as previstas no relatório da OCDE (44%). E conclui: «é mais um sinal de que Vítor Constâncio pôs o banco central a caucionar a governação de Sócrates. É pena: construir uma reputação leva décadas; destruí-la é num instante.»

(*) PORTUGAL - Pensions at a Glance - Public Policies across OECD Countries 2007 Edition

Sem comentários: