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Se a isto adicionarmos uns ajustamentozinhos, vamos chegar facilmente à fasquia dos € 3 mil milhões. Apesar de tudo (porque o essencial do risco ficará do local dos concessionários) talvez não ultrapasse metade do que resultaria das habituais correcções por trabalhos a mais, rectificações dos autos de medição, compensações diversas, revisões de preços, etc., às quais se aplicaria o rácio universal de escorregamento das obras públicas (100%). Como nenhum dos elefantes brancos se vai pagar a si próprio, as compensações a pagar aos concessionários vão evidentemente estar em linha com o valor do investimento. Os nossos netos e bisnetos, além do ónus de sustentarem legiões de avozinhos a agitarem as pelancas nas piscinas de hidro-ginástica, ainda terão que pagar uma parte considerável da prodigalidade dos governos eleitos pelos seus descuidados avós.
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