Se admitirmos que da contraproposta da UGT resultaria uma redução de 5% do número de horas trabalhadas e como a produtividade por hora trabalhada não seria alterada, a produtividade por pessoa empregada (actualmente 76% da média da UE, a sexta mais baixa da UE) desceria aproximadamente os mesmos 5%, de onde resultaria uma redução comparável do PIB a paridades do poder de compra.
Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)
07/02/2026
UGT propõe ao governo a redução do PIB. Imagina-se que a CGTP não queira ficar atrás
A UGT, uma central sindical afecta ao PS e ao PSD, mais ao primeiro do que ao segundo, apresentou ao governo como contraproposta ao pacote laboral a redução do horário semanal para 35 horas, o aumento das férias para 25 dias de férias e o aumento das indemnizações por despedimento.
06/02/2026
A economia do pastel de nata tem o melhor desempenho este ano? (5)
Continuação de (1), (2), (3) e (4)
Além dos poucos comentadores assinalados nos posts anteriores que questionaram o faux pas da Economist, provavelmente a melhor revista de economia e finanças, que atribuiu o primeiro lugar do seu ranking à economia portuguesa, a saber Óscar Afonso (jornal Sol), José Paulo Soares (jornal Eco), Daniel Bessa (Expresso), João Duque (Expresso), Luís Aguiar-Conraria (Expresso) e Luís Mira Amaral (Expresso), acrescento agora o professor de Economia da UP Freire de Sousa.
Além dos poucos comentadores assinalados nos posts anteriores que questionaram o faux pas da Economist, provavelmente a melhor revista de economia e finanças, que atribuiu o primeiro lugar do seu ranking à economia portuguesa, a saber Óscar Afonso (jornal Sol), José Paulo Soares (jornal Eco), Daniel Bessa (Expresso), João Duque (Expresso), Luís Aguiar-Conraria (Expresso) e Luís Mira Amaral (Expresso), acrescento agora o professor de Economia da UP Freire de Sousa.
No seu artigo «Quando os primeiros podem ser os últimos», publicado também no Expresso, Freire de Sousa deu-se à maçada de preparar um ranking alternativo com três dos cinco indicadores da Economist (os de natureza mais estrutural) onde a economia portuguesa cai do primeiro lugar do ranking da Economist para o penúltimo, apenas acima da Grécia.
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Duas notas de rodapé:
- Relevo, outra vez, que cinco dos seis comentadores desalinhados da euforia geral escreveram no Expresso, um semanário que, apesar da sua frequente reverência aos poderes fácticos, mostra, apesar disso, alguma independência e qualidade de opinião que não são frequentes na generalidade da imprensa;
- Registo também que Freire de Sousa, apesar de assinar há quatro décadas a Economist, não deixou de apontar criticamente a falha, mostrando não dispor de um cérebro ideológico, algo raro nos tempos dos "factos alternativos" e do primado da devoção acrítica pelos seus criadores.
05/02/2026
Is this the Ayatollahs' Revolutionary Guard cracking down protesters?
No, it's Donald Trump's ICE militia cracking down protesters in Minneapolis.
Is this in Teeran?
No. It's in Minneapolis.
Etiquetas:
dois pesos,
é muito para um homem só,
trumpologia
04/02/2026
SERVIÇO PÚBLICO: Desfazendo equívocos em comentários ao post de ontem
Trata-se de dois comentários aos itens «Um novo pletórico peditório, desta vez o das tempestades» e «Uma Boa Nova, ou talvez não» da Crónica da passagem de um governo (35b) publicada ontem.
PRIMEIRO COMENTÁRIO
As «Duas sugestões» têm subjacente a confusão sobre os conceitos relacionados com o tratamento dos riscos: mitigação, evitação, transferência e financiamento – ver “ A Risk Management Standard”. Neste caso, não podendo evitar-se, os riscos poderão ser mitigados (enterrar os cabos eléctricos, melhorar o sistema de drenagem de águas pluviais, limitar a construção nas linhas de água, poda e abate de árvores, etc.), poderão ser transferidos (para seguradoras que por sua vez as transferirão para os mercados internacionais de resseguro) ou financiados (ver abaixo o Consorcio de Compensación de Seguros espanhol).
Bibliografia (um exemplo entre dezenas, no que respeita à gestão de riscos a nível estatal, e entre milhares no que respeita à gestão de riscos empresariais): “Diretrizes de Gestão dos Riscos de Catástrofes” da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho.
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Em Espanha (e não, não é na Suíça) existe uma estrutura de resposta a catástrofes através do Sistema Nacional de Proteção Civil, que inclui planos específicos para vários riscos como sismos e tempestades.
A resposta é estruturada da seguinte forma:
Em Portugal temos o peditório nacional e estamos há décadas a chutar a bola para a frente à espera criar uma solução semelhante limitada ao risco sísmico.
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«Nunca em Portugal Continental tinha havido ventos superiores a 150 km/hora.»
Segundo a página “Extremos climatológicos Portugal” do IPMA, em 13-10-2018 foi registada na Figueira da Foz uma rajada de vento de 176,4 km/h.
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SEGUNDO COMENTÁRIO
«O que interessa é sempre o valor da dívida em percentagem do PIB».
PRIMEIRO COMENTÁRIO
As «Duas sugestões» têm subjacente a confusão sobre os conceitos relacionados com o tratamento dos riscos: mitigação, evitação, transferência e financiamento – ver “ A Risk Management Standard”. Neste caso, não podendo evitar-se, os riscos poderão ser mitigados (enterrar os cabos eléctricos, melhorar o sistema de drenagem de águas pluviais, limitar a construção nas linhas de água, poda e abate de árvores, etc.), poderão ser transferidos (para seguradoras que por sua vez as transferirão para os mercados internacionais de resseguro) ou financiados (ver abaixo o Consorcio de Compensación de Seguros espanhol).
Bibliografia (um exemplo entre dezenas, no que respeita à gestão de riscos a nível estatal, e entre milhares no que respeita à gestão de riscos empresariais): “Diretrizes de Gestão dos Riscos de Catástrofes” da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho.
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Em Espanha (e não, não é na Suíça) existe uma estrutura de resposta a catástrofes através do Sistema Nacional de Proteção Civil, que inclui planos específicos para vários riscos como sismos e tempestades.
A resposta é estruturada da seguinte forma:
- Plano Nacional de Redução do Risco de Desastres: Reforçado recentemente para antecipar ameaças derivadas das alterações climáticas e coordenar a resposta estatal.
- Planos de Riscos Especiais: Existem diretrizes nacionais específicas (Planos Especiais) para gerir riscos como sismos, inundações, maremotos e incêndios florestais.
- Hierarquia de Resposta:
- Territorial: As comunidades autónomas e municípios têm os seus próprios planos para emergências locais.
- Nacional: O Estado intervém quando a emergência é declarada de "interesse nacional", coordenando todos os recursos públicos.
- Unidade Militar de Emergências (UME): Uma força militar especializada criada especificamente para intervir rapidamente em catástrofes naturais graves em todo o território espanhol.
Em Portugal temos o peditório nacional e estamos há décadas a chutar a bola para a frente à espera criar uma solução semelhante limitada ao risco sísmico.
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«Nunca em Portugal Continental tinha havido ventos superiores a 150 km/hora.»
Segundo a página “Extremos climatológicos Portugal” do IPMA, em 13-10-2018 foi registada na Figueira da Foz uma rajada de vento de 176,4 km/h.
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SEGUNDO COMENTÁRIO
«O que interessa é sempre o valor da dívida em percentagem do PIB».
Infelizmente há muitas outras coisas que interessam.
Na véspera do resgate pela troika em 2011, a dívida pública do Estado Português era cerca de 163 mil (equivalente a 208 milhões de euros a preços actuais) e 94,0% do PIB. Catorze anos depois, no final de 2025, a dívida pública era de 274 mil milhões (mais 66 mil milhões do que em 2011 a preços actuais) e 89,7% do PIB (menos 4,3 pontos percentuais), rácio que era o sexto mais elevado da UE, posição do ranking onde o crescimento da produtividade se deveria situar para garantir que continuaremos a comprar popós no futuro e podemos financiar um Fundo de Catástrofes e não apenas um Fundo Sísmico.
Na véspera do resgate pela troika em 2011, a dívida pública do Estado Português era cerca de 163 mil (equivalente a 208 milhões de euros a preços actuais) e 94,0% do PIB. Catorze anos depois, no final de 2025, a dívida pública era de 274 mil milhões (mais 66 mil milhões do que em 2011 a preços actuais) e 89,7% do PIB (menos 4,3 pontos percentuais), rácio que era o sexto mais elevado da UE, posição do ranking onde o crescimento da produtividade se deveria situar para garantir que continuaremos a comprar popós no futuro e podemos financiar um Fundo de Catástrofes e não apenas um Fundo Sísmico.
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MORAL DA ESTÓRIA
Precisamos de persistência para resolver os problemas que têm solução, de paciência para conviver com os que não têm e inteligência para distinguir uns dos outros (Ditado chinês) .
Precisamos também de conhecimento para evitarmos o recurso aos palpites e bitaites, uma patologia que no Portugal dos Pequeninos infecta desde analfabetos até doutorados.
MORAL DA ESTÓRIA
Precisamos de persistência para resolver os problemas que têm solução, de paciência para conviver com os que não têm e inteligência para distinguir uns dos outros (Ditado chinês) .
Precisamos também de conhecimento para evitarmos o recurso aos palpites e bitaites, uma patologia que no Portugal dos Pequeninos infecta desde analfabetos até doutorados.
03/02/2026
Crónica da passagem de um governo (35b)
Outras Crónicas do Governo de Passagem
Uma tempestade proporciona uma oportunidade para as lamentações, as acusações e performances dos passa-culpas e culmina num peditório e lamento dos subsídios sempre insuficientes, subsídios que os pedintes nunca chegam a perceber que não saem dos bolsos do governo, mas dos bolsos dos contribuintes. Várias tempestades multiplicam as oportunidades dos pedintes e as demonstrações de caridade das autoridades que, desta vez, se desdobraram em 14 medidas que somam 2,5 mil milhões, que é um número para encher o olho que mistura subsídios com créditos.
Os canários piariam ainda mais alto se acrescentarmos os resultados de um inquérito a 1500 empresários da indústria, que antecipa uma queda acentuada do emprego nos próximos meses, e que a indústria do calçado, uma das mais competitivas desde que se começou a focar no calçado de qualidade, está a começar a ser ameaçada pelos produtores asiáticos que já dominam o mercado do calçado barato e estão a entrar no upper market, a preços que não deixarão de ser muito mais baixos do que os portugueses. Se a tudo isto acrescentarmos o impacto das tempestades em milhares de empresas, o retrato não fica bonito.
Como no passado, os empresários e os consumidores, embalados pelos cânticos governamentais, não ouvirão o piar dos canários e continuarão, como se não houvesse amanhã, a comprar os seus popós cuja venda aumentou 18% em termos homólogos, em cima de um parque automóvel existente que nos coloca na metade superior do ranking europeu, aquela metade em que o crescimento da produtividade deveria situar-se para garantir que continuaremos a comprar popós no futuro.
Uma Boa Nova, ou talvez não
A dívida pública em percentagem do PIB reduziu-se de 93,6% em 2024, para 89,7% em 2025.
Essa é a boa notícia. A má notícia é que o valor da dívida líquida e da dívida bruta aumentaram quase 4 mil milhões e a redução da dívida bruta no último trimestre atingiu quase 20 mil milhões para melhorar a fotografia.
(Continuação de 35a)
Um novo pletórico peditório, desta vez o das tempestades
Uma tempestade proporciona uma oportunidade para as lamentações, as acusações e performances dos passa-culpas e culmina num peditório e lamento dos subsídios sempre insuficientes, subsídios que os pedintes nunca chegam a perceber que não saem dos bolsos do governo, mas dos bolsos dos contribuintes. Várias tempestades multiplicam as oportunidades dos pedintes e as demonstrações de caridade das autoridades que, desta vez, se desdobraram em 14 medidas que somam 2,5 mil milhões, que é um número para encher o olho que mistura subsídios com créditos.
No final não se fará nada para planear as respostas e mitigar os danos no futuro e ficará tudo na mesma. E não, isto não é coisa deste governo, é coisa de todos os governos, é coisa do desporto nacional de chutar a bola para o lado ou para a frente inspirada numa cultura de improviso e desenrascanço.
[Contava-se nalgumas empresas alemãs com quem trabalhei que cada uma delas deveria ter um português numa redoma com uma legenda “partir em caso de emergência” para as raríssimas situações em que os alemães não teriam nada preparado, um português sairia da redoma para lidar com uma situação que para ele seria trivial e igual a qualquer outra.]
Canários na mina de carvão
A estimativa rápida do INE confirma uma baixa do crescimento do PIB de 2,1% em 2024 para 1,9% em 2025, abaixo das previsões do governo (2,0%), ou seja, descemos um degrau no mesmo patamar de crescimento medíocre, numa trajectória de queda nos últimos 3 anos (3,1%, 2,1%, 1,9%). Sem o crescimento do turismo e os dinheiros do PRR já estaríamos em recessão. Para alcançarmos a França, um país não particularmente dinâmico, se crescêssemos um ponto percentual acima, precisaríamos de quatro décadas para atingir o mesmo PIB per capita.
[Contava-se nalgumas empresas alemãs com quem trabalhei que cada uma delas deveria ter um português numa redoma com uma legenda “partir em caso de emergência” para as raríssimas situações em que os alemães não teriam nada preparado, um português sairia da redoma para lidar com uma situação que para ele seria trivial e igual a qualquer outra.]
Canários na mina de carvão
A estimativa rápida do INE confirma uma baixa do crescimento do PIB de 2,1% em 2024 para 1,9% em 2025, abaixo das previsões do governo (2,0%), ou seja, descemos um degrau no mesmo patamar de crescimento medíocre, numa trajectória de queda nos últimos 3 anos (3,1%, 2,1%, 1,9%). Sem o crescimento do turismo e os dinheiros do PRR já estaríamos em recessão. Para alcançarmos a França, um país não particularmente dinâmico, se crescêssemos um ponto percentual acima, precisaríamos de quatro décadas para atingir o mesmo PIB per capita.
Os canários piariam ainda mais alto se acrescentarmos os resultados de um inquérito a 1500 empresários da indústria, que antecipa uma queda acentuada do emprego nos próximos meses, e que a indústria do calçado, uma das mais competitivas desde que se começou a focar no calçado de qualidade, está a começar a ser ameaçada pelos produtores asiáticos que já dominam o mercado do calçado barato e estão a entrar no upper market, a preços que não deixarão de ser muito mais baixos do que os portugueses. Se a tudo isto acrescentarmos o impacto das tempestades em milhares de empresas, o retrato não fica bonito.
Como no passado, os empresários e os consumidores, embalados pelos cânticos governamentais, não ouvirão o piar dos canários e continuarão, como se não houvesse amanhã, a comprar os seus popós cuja venda aumentou 18% em termos homólogos, em cima de um parque automóvel existente que nos coloca na metade superior do ranking europeu, aquela metade em que o crescimento da produtividade deveria situar-se para garantir que continuaremos a comprar popós no futuro.
Uma Boa Nova, ou talvez não
A dívida pública em percentagem do PIB reduziu-se de 93,6% em 2024, para 89,7% em 2025.
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02/02/2026
Crónica da passagem de um governo (35a)
Outras Crónicas do Governo de Passagem
Para deter 37 membros do Grupo 1143, um grupo cuja ideologia causa mais danos às suas mentes alucinadas do que à democracia, a Polícia Judiciária teve de alugar 49 veículos por falta de cabimento orçamental para a compra de novos veículos o que não a impediu de ter contratado no ano passado 113 inspectores e estar em curso o recrutamento de mais 150.
Boa Nova
O governo anunciou ter pedido à CP propostas para subconcessionar a operadores privados as linhas suburbanas de Sintra-Azambuja, Cascais, Sado e Porto. Apesar de não parecer uma boa ideia encarregar a CP de fazer uma proposta de auto-amputação das linhas potencialmente mais rentáveis, poderá ser uma boa notícia se houver uma decisão um pouco mais rápida do que a escolha da localização do novo aeroporto de Lisboa. A coisa poderá à primeira vista parecer uma medida reformista se esquecermos que a linha de Cascais era privada nos tempos do Estado Novo e só foi nacionalizada durante o PREC.
Enquanto espera que Portugal venha a ser «um líder mundial na IA», o ministro da Reforma do Estado, Dr. Matias, apresentou aos empresários a Carteira Digital da Empresa que terá três documentos a que se juntarão mais tarde vários outros. Ninguém se lembrou de perguntar ao ChatGPT, ao Gemini ou ao karaokê Amália se em vez da digitalização das papeladas não faria mais sentido eliminar algumas delas.
Infelizmente, as leis da oferta e da procura não se mudam por decreto
As leis da oferta e da procura não se mudam por decreto e ignoram olimpicamente as dezenas de planos e as centenas de medidas que os sucessivos governos nos têm oferecido,
Os portugueses «vão ter razões para confiar no SNS». Os incentivos errados
A incapacidade de as urgências hospitalares darem conta do recado tem obviamente várias razões que vão desde uma procura aumentada pelo envelhecimento da população, a dificuldade de recrutar e reter médicos de Urgência e Emergência até ao expediente que os “utentes” usam para fintar as filas de espera das várias especialidades entrando pela porta das urgências, sem esquecer o défice de gestão dos apparatchiks a todos os níveis que o governo nomeia. A acreditar no médico Nuno Figueiredo e Sousa, a estas causas devemos acrescentar uma infinidade de motivos fúteis que constituem uma parte das chamadas “falsas urgências” de que ele dá dezenas de exemplos na sua página do Instagram (fonte).
O governo AD também circula na autoestrada mexicana do investimento
Numa das crónicas anteriores referi que o governo AD orçamentou um crescimento do investimento da ordem dos 30% e até ao final do 3.º trimestre o crescimento foi apenas 17%, executando apenas metade do investimento previsto. Confirma-se agora que no ano passado do investimento orçamentado de 12,7 mil milhões o governo apenas executou 9,5 mil milhões, ou seja, pouco mais de 2/3.
(Continua)
O estado do Estado sucial. Um exemplo
Para deter 37 membros do Grupo 1143, um grupo cuja ideologia causa mais danos às suas mentes alucinadas do que à democracia, a Polícia Judiciária teve de alugar 49 veículos por falta de cabimento orçamental para a compra de novos veículos o que não a impediu de ter contratado no ano passado 113 inspectores e estar em curso o recrutamento de mais 150.
Boa Nova
O governo anunciou ter pedido à CP propostas para subconcessionar a operadores privados as linhas suburbanas de Sintra-Azambuja, Cascais, Sado e Porto. Apesar de não parecer uma boa ideia encarregar a CP de fazer uma proposta de auto-amputação das linhas potencialmente mais rentáveis, poderá ser uma boa notícia se houver uma decisão um pouco mais rápida do que a escolha da localização do novo aeroporto de Lisboa. A coisa poderá à primeira vista parecer uma medida reformista se esquecermos que a linha de Cascais era privada nos tempos do Estado Novo e só foi nacionalizada durante o PREC.
Enquanto espera que Portugal venha a ser «um líder mundial na IA», o ministro da Reforma do Estado, Dr. Matias, apresentou aos empresários a Carteira Digital da Empresa que terá três documentos a que se juntarão mais tarde vários outros. Ninguém se lembrou de perguntar ao ChatGPT, ao Gemini ou ao karaokê Amália se em vez da digitalização das papeladas não faria mais sentido eliminar algumas delas.
Infelizmente, as leis da oferta e da procura não se mudam por decreto
| mais liberdade |
As leis da oferta e da procura não se mudam por decreto e ignoram olimpicamente as dezenas de planos e as centenas de medidas que os sucessivos governos nos têm oferecido,
Os portugueses «vão ter razões para confiar no SNS». Os incentivos errados
A incapacidade de as urgências hospitalares darem conta do recado tem obviamente várias razões que vão desde uma procura aumentada pelo envelhecimento da população, a dificuldade de recrutar e reter médicos de Urgência e Emergência até ao expediente que os “utentes” usam para fintar as filas de espera das várias especialidades entrando pela porta das urgências, sem esquecer o défice de gestão dos apparatchiks a todos os níveis que o governo nomeia. A acreditar no médico Nuno Figueiredo e Sousa, a estas causas devemos acrescentar uma infinidade de motivos fúteis que constituem uma parte das chamadas “falsas urgências” de que ele dá dezenas de exemplos na sua página do Instagram (fonte).
O governo AD também circula na autoestrada mexicana do investimento
Numa das crónicas anteriores referi que o governo AD orçamentou um crescimento do investimento da ordem dos 30% e até ao final do 3.º trimestre o crescimento foi apenas 17%, executando apenas metade do investimento previsto. Confirma-se agora que no ano passado do investimento orçamentado de 12,7 mil milhões o governo apenas executou 9,5 mil milhões, ou seja, pouco mais de 2/3.
(Continua)
01/02/2026
Há nativismos bons e nativismos maus? (1)
E se, de repente, os tetranetos de Gerómimo, Touro Sentado, Cochise, Cavalo Louco et alia federassem Apaches, Sioux, Navajos, Cherokees, Comanches e as restantes nações índias e expulsassem os imigrantes europeus desde a chegada dos Peregrinos no Mayflower?
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