Durante o consolado do Dr. Centeno e dos seus sucessores foi prática orçamental da política das “contas certas”, inventada pelo Dr. Costa, comparar sistematicamente o investimento público orçamentado no ano (sempre empolado e nunca executado) com o investimento público executado no ano anterior (sempre inferior ao orçamentado para esse ano) e anunciar estar sempre a aumentar quando na verdade não aumentava ou mesmo diminuía.
Com a redução ou a extinção dos excedentes orçamentais e a distribuição do bodo aos pobres da descida de IRS e da gratificação de Natal aos pensionistas, o Dr. Miranda Sarmento pode ver-se na necessidade de adoptar o expediente que ele tão fortemente criticou há cinco anos («A farsa orçamental continua… mesmo em tempos de pandemia») e que baptizámos de autoestrada mexicana do investimento. É o que se pode deduzir da garantia do MF aos deputados de que se a coisa correr mal a resposta «não assentará em aumentos generalizados de impostos, nem em cortes indiscriminados nos serviços públicos, preservando antes o equilíbrio através de controlo rigoroso da despesa e priorização das medidas com maior impacto económico e social» (fonte)
Os portugueses «vão ter razões para confiar no SNS»
O número de cirurgias no 1.º semestre desceu nas três maiores regiões de saúde e caiu 4,7% no total nacional, enquanto o número de “utentes” na fila aumentou 278 mil ou 4,2% do total (fonte).
«Portugal não esperou pela Europa. Fez o trabalho de casa»
Foi o que, face à proposta apresentada pela CE, disse o Dr. Pinto Pangloss Luz, "trabalho de casa" que o governo diz ter feito com o programa “Construir Portugal”.
O trabalho de casa
O número de edifícios licenciados caiu 9,7% no primeiro trimestre e 7,1% no segundo (fonte).
“O acerto de contas chegou” (*)
| Taxa de inflação (Trading Economics= |
| Euribor Rates |
(*) Ricardo Reis, um pouco antes de não ser nomeado como economista-chefe do FMI
No topo errado do ranking da UE
| Expresso |
Tendo como base o ano de 2025, em dez anos a economia portuguesa teve, até ao segundo trimestre deste ano, o quarto aumento mais baixo da produtividade, abaixo ou mesmo muito abaixo do pelotão dos países ex-COMECON que, libertos do jugo do Estado Soviético, têm tido uma progressão muito mais rápida do que a do Portugal dos Pequeninos liberto do jugo do Estado Novo.
