Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)
31/08/2020
Crónica da asfixia da sociedade civil pela Passarola de Costa (48) - Em tempo de vírus (XXV)
30/08/2020
ARTIGO DEFUNTO: Quando a emenda do semanário de reverência é pior do que o soneto do Dr. Costa. Expiação da culpa
«Este é, na verdade, também um teste político ao ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos, numa área querida à esquerda que tem demorado a apresentar resultados.»
De volta ao Covid-19. Colocando a ameaça em perspectiva (37) - O risco da pandemia nos jovens é muito pequeno e não há razões para manter as escolas fechadas
Desde que foram conhecidos os primeiros dados por escalões etários, ficou evidente que a letalidade da pandemia era muito baixa nos jovens e principalmente nas crianças.
Essa constatação foi uma vez mais confirmada pelo estudo Clinical characteristics of children and young people admitted to hospital with covid-19 in United Kingdom: prospective multicentre observational cohort study da Universidade de Liverpool, abrangendo dois terços de todos os pacientes internados em 260 hospitais da Inglaterra, Escócia e País de Gales, publicado há poucos dias no British Medical Journal.
29/08/2020
Pro memoria (404) – O choque com a realidade do carro eléctrico de Sócrates (VII) - O PS vive da falta de memória dos cidadãos
Numa entrevista que o Jornal Económico destaca na primeira página, o presidente da MOBI.E – a Entidade Gestora da Rede de Mobilidade Elétrica (EGME) «revela o projeto de instalação de postos de carregamento que aumentará a cobertura geográfica de 165 para 278 municípios, admitindo que a atual rede nacional duplicará no espaço de um ano».
Vejamos o que se passou até agora com as Boas Novas Socialistas nesta matéria.
Segundo os planos do governo socialista de José Sócrates, até 2020 existiriam 25 mil postos de carregamento e 180 mil veículos eléctricos.
No princípio de 2020, a CEO da EDP Comercial, Vera Pinto Pereira, disse que ambicionaria ter no final deste ano 300 postos de carregamento público e 750 pontos de carregamento privado.| Alternative Fuels Observatory |
28/08/2020
De volta ao Covid-19. Colocando a ameaça em perspectiva (36) - Habituem-se. Ele e os outros vieram para ficar
Intervalo para lembrar que depois da pandemia teremos a anemia, de novo. O Covid-19 segue dentro de momentos (2)
A descapitalização crescente da economia portuguesa, a impreparação de uma parte significativa dos empresários e gestores e a falta de qualificações adequadas da mão-de-obra portuguesa explicam o enorme handicap da economia portuguesa em matéria de produtividade e, em consequência, também de competitividade.
Uma das consequências dessa descapitalização é a alienação pelos empresários portugueses das suas empresas. No sector financeiro, onde os bancos e as seguradoras foram quase todos vendidos, o processo foi mais longe, mas também a uma parte da pouca indústria que por cá havia foi alienada. O sector da construção civil e obras públicas foi dos mais atingidos a começar pela Somague e a acabar em muitas outras empresas.
27/08/2020
AVALIAÇÃO CONTÍNUA: Boris Johnson,
Ser de esquerda é... (7)
Outros "Ser de esquerda é..."
26/08/2020
CASE STUDY: «A única função das previsões económicas é tornar respeitável a astrologia» (5)
25/08/2020
SERVIÇO PÚBLICO: "A coisa mais perigosa sobre o coronavírus é a histeria" (5)
«Every time a parent sends their child off to school pre-covid they may have been involved in a road traffic accident... that risk, or the risk from seasonal flu, we think is probably higher than the current risk of covid.»
Deputy chief medical officer Jenny Harries on school’s reopening
De volta ao Covid-19. Colocando a ameaça em perspectiva (35) - Efeitos secundários do confinamento
Nesta altura já não é possível, a não ser por má-fé, ignorar as consequências das estratégias de resposta à pandemia adoptadas na maioria dos países em consequência de histerismo ou oportunismo dos mídia e dos decisores políticos e em particular dos prosélitos do estatismo. No fim do dia, essas consequências estão a traduzir-se por excessos de mortalidade em relação à média dos últimos anos, excessos de que só numa pequena parte são explicados pela pandemia, sendo a maior parte consequência da falta de resposta da saúde pública inexplicavelmente focada a 100% na pandemia e ainda dos efeitos secundários do confinamento.
- Um em cada cinco adultos experimentaram alguma forma de depressão, o dobro da média antes da pandemia;
- Um em cada oito adultos desenvolveram sintomas moderado ou severos
- As mulheres adultas entre os 16 e os 39 anos sem possibilidade de suportar despesas inesperadas foram as mais propensas à depressão
- Oito em cada dez adultos sentiram stress ou ansiedade associada à depressão
- Dois em cada cinco adultos que experimentaram alguma forma de depressão disseram que as suas relações foram afectadas o dobro dos adultos sem ou com depressão moderada
- Os jovens adultos (16-39 anos) mostraram-se os mais propensos à depressão (ver diagrama)
24/08/2020
ARTIGO DEFUNTO: Quando a emenda do semanário de reverência é pior do que o soneto do Dr. Costa
«É que o presidente da ARS mandou para lá os médicos fazerem o que lhes competia. E os gajos, cobardes, não fizeram.»Ficámos a conhecer por um vídeo gravado pelo Expresso após a entrevista, que o Dr. Costa a propósito do escândalo do lar de Reguengos de Monsaraz, em que estão envolvidos os Três Zés socialistas, disse o que disse.
Crónica da asfixia da sociedade civil pela Passarola de Costa (47) - Em tempo de vírus (XXIV)
Ineficiente, sempre. Ineficaz quando possível
No passado usaram-se guardas-florestais para prevenir incêndios. Há dois anos o exército torrou quase 6 milhões na compra de drones para a vigilância de fogos que não foram usados. E o que faz um governo socialista nestas circunstâncias? Compra mais 12 drones para a Força Aérea e começa a contratar guardas-florestais. Isto foi o que escrevi há quase três meses. Depois disso, a Força Aérea assina o contrato em 3 de Julho quando os drones já deveriam andar a vigiar os incêndios; a 17 o ministro do Ambiente diz que estariam operacionais dentro de dias; a 4 de Agosto os ministros fazem uma acção de promoção e nada de drones; talvez alguns sejam entregues a partir de 31 de Agosto.
23/08/2020
O balão de hidrogénio do Dr. Galamba ou mais um elefante branco a caminho (3) - Da discussão nasce a luz, salvo quando se discute com lâmpadas fundidas
«Estamos, sim, perante o retomar do circo mediático iniciado em 2005 pelo Governo Sócrates para promover as potências elétricas intermitentes, solares e eólicas, à custa dos consumidores.
Para atrair investidores para essas tecnologias, na altura imaturas, foram-lhes oferecidas FIT (Feed in Tariffs), que dão a quem delas beneficia generosas tarifas garantidas, em simultâneo com uma reserva absoluta de mercado durante 15 anos.
É assim que ainda hoje as famílias e as PME estão a pagar 380 euros/MWh pela eletricidade solar dos parques concedidos pelo Governo Sócrates em 2010, quando o preço atual de mercado está abaixo de 40 euros/MWh!
O que conduz a um sobrecusto de 600 milhões de euros por ano. E se juntarmos as FIT concedidas maciçamente às eólicas, os sobrecustos atingem os 2000 milhões de euros por ano. Uma bagatela para uma economia muito enfraquecida como a portuguesa.
E foram também as FIT concedidas às potências intermitentes que expulsam a atual central de Sines do mercado e forçaram a proprietária EDP a solicitar o respetivo encerramento, deitando assim ao lixo a mais eficiente central a carvão da Península Ibérica.
E para a substituir aparece agora um projeto megalómano de fazer uma monumental unidade de eletrólise para consumir eletricidade e água do mar, que para o efeito terá de ser dessalinizada para produzir hidrogénio, que, por sua vez, se vai queimar para depois se voltar a produzir eletricidade ...
Ou seja, desperdiçar milhares de milhões de euros de um país terrivelmente endividado num projeto completamente desnecessário e ineficiente do ponto de vista energético. E, de caminho, dar mais FIT aos novos promotores de mais 2000 MW de potências intermitentes, destruindo qualquer veleidade de se voltar a ter um mercado elétrico nos próximos 15 anos.
O país não pode derreter mais dinheiro em mais tecnologias imaturas, que apenas têm contribuído para enriquecer os respetivos promotores e arruinar a economia portuguesa desde 2005.
Por expor estas ideias no âmbito da discussão pública promovida pelo próprio Governo, fui já publicamente insultado pelo secretário de Estado João Galamba. Será uma nova ferramenta de pressão mediática que, todavia, não me intimida ... »
CAMINHO PARA A SERVIDÃO: Devotos da submissão
«Não ocorre por um instante a estes devotos da submissão que as regras que postulam a utilização da máscara foram evoluindo, para a frente e para trás, de acordo com alucinações diversas – e com a capacidade de socialistas criarem empresas para importar o pechisbeque. E os devotos da submissão não se lembram de questionar decretos produzidos pelos exactos génios que, em sete meses de “pandemia”, deixaram os velhos nos “lares” entregues ao abandono e, desculpem a redundância, ao PS. E os devotos da submissão não duvidam da propaganda espalhada por “media” ligados à vida por subsídios governamentais. E os devotos da submissão não ligam às opiniões de especialistas que desaconselham a máscara e, em caso de hereges terminais, desvalorizam a covid. Os devotos da submissão não questionam coisa nenhuma, nem sequer as excepções abertas para que comunistas festejem o estalinismo, pasmados aplaudam comediantes, o dr. Costa assista à bola e o prof. Marcelo finja resgatar banhistas em apuros. Os devotos da submissão limitam-se a obedecer às mais absurdas directivas a propósito dos mais absurdos pretextos. O curioso é que os devotos da submissão julgam que os indivíduos sem açaime os ameaçam com um vírus gripal, e não reparam que eles é que nos condenam a todos ao vírus da tirania, que parecendo que não é ligeiramente pior.»
Baile de máscaras, Alberto Gonçalves no Observador
Caminho para a Servidão, nome com que baptizei esta série de posts há mais de uma década foi inspirado na obra de Friedrich Hayek de 1944. Decorridos estes anos, talvez deva alterar o nome para simplesmente Servidão.22/08/2020
CASE STUDY: Elefantes brancos em Espanha (24)
Este post é uma continuação da série Elefantes brancos em Espanha onde publiquei quase toda a colectânea apócrifa «ESPAÑA PAIS DE MILLONARIOS» dos resultados do socialismo ibérico em Espanha. Oito anos depois repesco o tema a propósito de um artigo recente da Economist, sobre o AVES (TGV em Espanha), um gigantesco elefante branco. Respigo desse artigo alguns passagens baseadas num estudo da AIReF (Autoridad Independiente de Responsabilidad Fiscal, entidade que tem como missão «velar pela sustentabilidade das finanças públicas»).
«Nas últimas três décadas, a Espanha injectou dinheiro nas infraestruturas de transporte, incluindo rodovias e aeroportos, bem como no AVES. Agora tem 3.086 km de linhas ferroviárias de alta velocidade (mais de 250 km por hora), rede superada apenas pela China. O número de passageiros quase dobrou na última década, à medida que o AVES conquistou passageiros aos voos domésticos. Mesmo assim, há menos de um terço do número de passageiros por quilómetro de França.
A rede custou € 61 mil milhões até agora. A AIReF já fez o primeiro estudo completo de custo-benefício dos comboios. Constatou que os benefícios, inclusive para o meio ambiente, são inferiores ao custo total, embora isso possa eventualmente mudar para as linhas de Madrid a Sevilha e Barcelona. Mas há planos para mais 5.654 km de linhas de alta velocidade, a um custo de pelo menos € 73 mil milhões. Muito melhor, diz a AIReF, seria investir nas redes de passageiros esquecidas, que transportam 89% dos passageiros ferroviários. A AIReF pressiona a criação de uma agência independente para definir as prioridades do transporte e avaliar os projectos.»
É o socialismo, na sua modalidade ibérica.
21/08/2020
Dúvidas (315) - E porque não uma petição para ilegalizar os grupos de cariz neocomunista?
A petição Contra conferências Neonazis em Portugal e pela ilegalização efetiva de grupos de cariz fascista/racista/neonazis, criada em 2 de Novembro do ano passado a pretexto da realização no dia 10 de Agosto, em Lisboa, de uma reunião de organizações de extrema-direita, assinada por dezenas de associações como Antifascistas Autonômos de Goiâna, Bloco de Esquerda, MTST - Movimento dos Trabalhadores sem Teto, Queer Tropical, UMAR, etc., foi avaliada por uma Comissão Parlamentar em 7 de Julho, e vai ser discutida em plenário depois de Setembro (DN).
É discutível que numa democracia avançada (estou a falar em abstracto, porque Portugal é uma democracia asmática com um Estado ocupado por neosituacionistas) se devam ilegalizar entidades porque, segundo os peticionários, perfilham a ideologia fascista. Dando de barato a legitimidade de ilegalizar tais entidades fundada no facto de se identificarem com regimes políticos totalitários e considerado a resolução do Parlamento Europeu que equiparou nazismo e comunismo, pergunto se não devemos peticionar a ilegalização do Partido Comunista Português e do Bloco de Esquerda, por exemplo.
LA DONNA (E L'UOMO) È UN ANIMALE STRAVAGANTE: Para tirar os trapinhos qualquer causa é boa (25)
![]() |
| "alemães jogam futebol nus contra a corrupção" |
- Para tirar os trapinhos qualquer causa é boa;
- Se Françoise Giroud, que no seu tempo disse o que se sabe, ainda por cá andasse, poderia dizer agora que já foi alcançada a igualdade em matéria de imbecilidade.










