Cativo e descativo, se me apetecer. Ponto
Em Outubro de 2024, a propósito do OE 2025, já da responsabilidade do Dr. Morais Sarmento, a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) considerou as cativações «exemplos deprimentes da Administração Pública a trabalhar para si própria, inúteis para reprimir a despesa e opacas porque é impossível conhecer ex ante». Pouco depois, o Dr. Miranda Sarmento explicou num artigo de opinião no Público que, ao contrário do que tinha acontecido nos governos socialistas, as suas cativações poderiam ser descativadas pelos outros ministros e não apenas pelo ministro das Finanças. Decorridos dois anos, o mesmo ministro das Finanças cativa 2,4 mil milhões de despesa que só ele poderá descativar.
Preparado para tudo. Até para o que não sabe se está preparado
«Nunca, neste século, Portugal esteve tão bem preparado para suportar choques inesperados», garantiu o Dr. Sarmento no parlamento. Como pode o governo saber que está preparado para o que não é esperado? É mais um exemplo de como um homem provavelmente inteligente, quando põe a cartola de político, diz coisas estúpidas. Não sendo provável que tenha de repente ficado estúpido, resta a explicação que acha que os súbditos são estúpidos.
Os portugueses «vão ter razões para confiar no SNS»
Segundo o Portal da Transparência, o número de cirurgias até Julho foi inferior em 24 mil ao do mesmo período do ano passado, e a lista de espera bateu mais um recorde com 284 mil contra 268 mil no mesmo mês do ano passado. A resposta do governo é a mesma de sempre: deitar mais dinheiro em cima do problema e aumentar a despesa do OE2027 em 3%.
O governo do Dr. Montenegro é campeão do Drifting nas obras públicas
Talvez fruto do ressabiamento (uma importante motivação nas instituições do Estado sucial) em relação à perda de poderes, o Tribunal de Contas andou a escarafunchar os contratos de obras públicas e concluiu que os acréscimos de custos o ano passado atingiram 204,4 milhões, o valor mais elevado dos últimos 20 anos, equivalente a 9,8% do valor da adjudicação sem contar com a revisão de preços e o pagamento de indemnizações.
(Continua)







