Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)
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08/09/2015
05/09/2014
O ruído do silêncio da gente honrada no PS é ensurdecedor (92) - Porquê Vara e Penedos tentaram entalar o amigo?
Um tanto surpreendentemente, pelo menos para mim, vários membros do gangue da «Face Oculta» liderado por Armando Vara, durante vários anos o acólito principal de José Sócrates, e composto por 36 outros cúmplices com destaque para José Penedos, foram condenados a prisão (Vara e Penedos a 5 anos e o sucateiro a 17 anos).
Sabendo-se da proximidade do gangue a José Sócrates e sabendo-se que este foi escutado, certamente não a falar sobre o estado do tempo à época, como explicar que Vara e Penedos requereram ao tribunal a não destruição das gravações e da sua transcrição, provas que com toda a probabilidade só poderiam sujar mais (supondo que tal fosse possível) a reputação de Sócrates?
Sabendo-se da proximidade do gangue a José Sócrates e sabendo-se que este foi escutado, certamente não a falar sobre o estado do tempo à época, como explicar que Vara e Penedos requereram ao tribunal a não destruição das gravações e da sua transcrição, provas que com toda a probabilidade só poderiam sujar mais (supondo que tal fosse possível) a reputação de Sócrates?
04/06/2012
O ruído do silêncio da gente honrada no PS é ensurdecedor (59) – cada tiro, cada melro (II)
Quase dois anos depois da acusação pela CMVM de Armando Vara e Francisco Bandeira, por terem autorizado em 2006 e 2007 créditos a clientes (também amigos?) usados para aquisição de acções da REN, da Galp e da Martifer através de contas fictícias para fintar os limites de subscrição e «melhorar» o rateio, estes dois amigos do peito do estudante de filosofia foram finalmente multados em 50 mil euros – trocos para qualquer deles e sobretudo para o primeiro, agora ao serviço da Camargo Corrêa nas cleptocracias africanas.
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31/03/2012
ESTADO DE SÍTIO: As engrenagens mais pesadas não se lubrificam com vinho e bacalhaus, nem mesmo com robalos
«"Toda a gente pensava que o Freeport estava cheio de dinheiro. Toda da gente queria trabalhar para o Freeport. Estávamos a ser assediados. Todos queriam ganhar dinheiro, Eram sobrinhos de presidentes, primos de ministros e de secretários de Estado. Toda a gente queria trabalhar para o Freeport e tivemos de filtrar muitas situações", relatou o engenheiro civil João Cabral, que trabalhou para a empresa de consultoria Smith & Pedro e que atualmente integra os quadros da Freeport.
João Cabral, cuja inquirição no Tribunal do Barreiro, onde decorre o julgamento, prossegue hoje à tarde, lembrou que "toda a gente pensava que a Freeport estava cheia de dinheiro e que era fácil ganhar dinheiro com a Freeport".
A testemunha, que na altura trabalhava com os arguidos Charles Smith e Manuel Pedro como consultores do empreendimento, confirmou que na noite de 05 de dezembro de 2001 foram chamados de urgência ao escritório de advogados de Albertino Antunes, onde, através do advogado José Gandarez, lhes foi comunicado que o chumbo do projeto Freeport estava iminente e seria conhecido dentro de dias, mas que eles conseguiriam inverter a situação caso os ingleses disponibilizassem dois milhões de libras.
João Cabral relatou que a Smith & Pedro exigiu ao escritório de advogados que fizesse a proposta por escrito para ser enviada aos ingleses, muito embora tenha ficado em "estado de choque" com a sugestão dos advogados, cujo porta-voz foi José Gandarez.
A proposta chegou ao escritório da Smith & Pedro nessa mesma madrugada, mas a verba exigida para garantir a aprovação do projeto baixara para 1,250 milhões, não sabendo a testemunha precisar se eram libras ou escudos.»
[Diário de Notícias]
João Cabral, cuja inquirição no Tribunal do Barreiro, onde decorre o julgamento, prossegue hoje à tarde, lembrou que "toda a gente pensava que a Freeport estava cheia de dinheiro e que era fácil ganhar dinheiro com a Freeport".
A testemunha, que na altura trabalhava com os arguidos Charles Smith e Manuel Pedro como consultores do empreendimento, confirmou que na noite de 05 de dezembro de 2001 foram chamados de urgência ao escritório de advogados de Albertino Antunes, onde, através do advogado José Gandarez, lhes foi comunicado que o chumbo do projeto Freeport estava iminente e seria conhecido dentro de dias, mas que eles conseguiriam inverter a situação caso os ingleses disponibilizassem dois milhões de libras.
João Cabral relatou que a Smith & Pedro exigiu ao escritório de advogados que fizesse a proposta por escrito para ser enviada aos ingleses, muito embora tenha ficado em "estado de choque" com a sugestão dos advogados, cujo porta-voz foi José Gandarez.
A proposta chegou ao escritório da Smith & Pedro nessa mesma madrugada, mas a verba exigida para garantir a aprovação do projeto baixara para 1,250 milhões, não sabendo a testemunha precisar se eram libras ou escudos.»
[Diário de Notícias]
ESTADO DE SÍTIO: Lubrificando as engrenagens com vinho e bacalhaus
Que um funcionário público, director de serviços da Direcção Regional de Economia (DRE) do Centro, tenha recebido durante talvez duas décadas presumivelmente milhares de alegados «presentes» – só durante os últimos 12 meses terá recebido alegadamente 141 - para alegadamente «facilitar» o licenciamento de alegados projectos para o que alegadamente falsificou alegados documentos e praticou alegados abusos de poder, a troco de alegadas garrafas de vinho, champanhe, aguardentes, whiskies, e alegados bacalhaus, presuntos e leitões, sem que isso até recentemente tivesse quaisquer consequências é só por isso um indicador do alegado estado do Estado.
09/11/2011
DIÁRIO DE BORDO: Deve haver uma boa explicação…
… para só os suspeitos ou acusados de crimes de corrupção e os seus advogados se desdobrarem em declarações de fé nos tribunais e na justiça portuguesa.
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05/05/2011
O (IM)PERTINÊNCIAS FEITO PELOS SEUS DETRACTORES: As sementes de vara
Será a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária «parenta» da Fundação para a Prevenção e Segurança criada pelo amigo Vara?
[Enviado por JB]
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21/01/2011
30/12/2010
CAMINHO PARA A SERVIDÃO: PT, uma rameira do regime, agora no Brasil
Beneficiando do know-how adquirido durante décadas em Portugal e da filosofia dos Espíritos – os banqueiros de todos os regimes, como os próprios se classificam – a PT tornou-se após a venda da Viva parceira de Lulinha, o filho de Lula da Silva, na Gamecorp. Esta empresa, também participada pela Oi, fornece conteúdos para a televisão da Oi e desde a sua criação é um poço de prejuízos que a Oi se tem aprestado a financiar.
16/08/2010
Os mais poderosos da economia 2010
Talvez por estarmos a atravessar a silly season, o Jornal de Negócios resolveu fazer um inventário silly dos mais poderosos da economia portuguesa. Caiu-me o olho neste homem que tem este curriculum e é o 19.º mais poderoso. Se este é o 19.º como serão o 20.º e seguintes, interroguei-me. Quatro lugares mais abaixo está Cavaco Silva seguido de um Espírito. Concluí que devem ser os poderes ocultos da criatura.
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23/07/2010
O ruído do silêncio da gente honrada no PS é ensurdecedor (21) – cada tiro, cada melro
Com a saída do amigo Armando Vara da vice-presidência da Caixa, ficou o outro amigo Francisco Bandeira. Ambos são agora acusados pela CMVM de eventual dolo por terem autorizado em 2006 e 2007 créditos a clientes (também amigos?) usados para aquisição de acções da REN, da Galp e da Martifer através de contas fictícias para fintar os limites de subscrição e «melhorar» o rateio.
Alegam os amigos desconhecer a marosca e ter sido a coisa engendrada por uns funcionários ignotos. A CMVM acha que todos estiveram com a mão na massa e lá terá as suas razões. Tratando-se de quem se trata, aqui no (Im)pertinências não se põe as mãos no lume por tais amigos do chefe e especialistas em trapalhadas.
[Aqui para nós, poderia ser até caso para inverter o ónus de prova.]
Alegam os amigos desconhecer a marosca e ter sido a coisa engendrada por uns funcionários ignotos. A CMVM acha que todos estiveram com a mão na massa e lá terá as suas razões. Tratando-se de quem se trata, aqui no (Im)pertinências não se põe as mãos no lume por tais amigos do chefe e especialistas em trapalhadas.
[Aqui para nós, poderia ser até caso para inverter o ónus de prova.]
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27/03/2010
DIÁLOGOS DE PLUTÃO: os tentáculos do polvo socialista estão onde estão porque pensam alto
- ...[Diálogo citado pelo Sol entre Paiva Nunes, ex-gestor da EDP Imobiliária e angariador do sucateiro Godinho, a mando de Armando Vara, casado com uma prima de Sócrates, e José Nascimento, empresário e presidente da CCAM de Sintra]
- Ó pá, neste momento, mais dois aninhos e a gente tem que olhar para a frente.
- Exactamente. Ok.
- …
- Olha, temos que ter sinergia. Eu porque sou ponta–de-lança e tenho uma empresa imobiliária e posso aparecer. Ele porque está a conhecer o mercado. Tu porque estás onde estás. Eh pá, e o nosso amigo [Vara], que está onde está. Podemos fazer uma multinacional bem feitas.
- …
- Tens de pensar alto, percebes? Pensar alto. É que neste momento estou free para fazer coisas bonitas.… Temos que aproveitar porque isto passa num instante, pá.
- Eu dou-te um feedback.
Se este país fosse para levar a sério, ou o governo se teria demitido por iniciativa própria ou por pressão do PS ou o jornal Sol seria condenado a pagar milhões de euros de indemnizações. Acontece que este país não é para ser levado a sério, o governo não se demitiu, continua a ser apoiado pelo aparelho do polvo socialista e pelos novos situacionistas, e o Sol não será condenado, a não ser talvez por violar o segredo de justiça.
26/03/2010
O ruído do silêncio da gente honrada no PS é ensurdecedor (13) – amarrados ao Vara
Segundo informações não desmentidas, a clique socrática por intermédio da Caixa prepara-se, ou preparou-se, para tentar vender aos brasileiros, que são actualmente os maiores accionistas da Cimpor, a ideia de escolher para a administração Mário Lino (presidente), o que já seria bastante mau, e, por inacreditável que pareça, Armando Vara (administrador não executivo). Se estes candidatos se destinavam a garantir a defesa dos centros nacionais de decisão eu acharia preferível entregá-los de mão beijada aos estrangeiros.
Não se ouviu um lamento, um protesto, nem mesmo um discordar sussurrado, dos novos situacionistas.
Não se ouviu um lamento, um protesto, nem mesmo um discordar sussurrado, dos novos situacionistas.
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06/03/2010
CASE STUDY: quem é o deus ex machina da Ongoing? (9)
[Continuação de (1), (2), (3), (4), (5), (6), (7) e (8)]
Quem é a Ongoing e o seu deus ex machina já é conhecido. Quem são os timoneiros da Ongoing vai-se sabendo, também pela boca de Armando Vara, uma autoridade na matéria, que explicou ao amigo Oliveira que quem se mete com a Ongoing «não sabe com quem se meteu (porque Nuno Vasconcelos e Rafael Mora) … não têm quaisquer escrúpulos». Já não é apenas a versão do camarada Jorge Coelho «quem se mete com o PS leva» que, apesar de tudo, tinha algo de previsível - leva-se o que já se sabia que se levaria. Com o par Ongoing, devidamente apadrinhado pelos Espíritos, não se sabe o que se pode levar e teme-se o pior, vindo a informação de alguém que um Vara classifica sem quaisquer escrúpulos. Quem somos nós para discordar dum parecer de alguém tão conhecedor do meio como o banqueiro Vara.
Quem é a Ongoing e o seu deus ex machina já é conhecido. Quem são os timoneiros da Ongoing vai-se sabendo, também pela boca de Armando Vara, uma autoridade na matéria, que explicou ao amigo Oliveira que quem se mete com a Ongoing «não sabe com quem se meteu (porque Nuno Vasconcelos e Rafael Mora) … não têm quaisquer escrúpulos». Já não é apenas a versão do camarada Jorge Coelho «quem se mete com o PS leva» que, apesar de tudo, tinha algo de previsível - leva-se o que já se sabia que se levaria. Com o par Ongoing, devidamente apadrinhado pelos Espíritos, não se sabe o que se pode levar e teme-se o pior, vindo a informação de alguém que um Vara classifica sem quaisquer escrúpulos. Quem somos nós para discordar dum parecer de alguém tão conhecedor do meio como o banqueiro Vara.
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03/02/2010
O ruído do silêncio da gente honrada no PS é ensurdecedor (5)

«Armando Vara terá tentado o exercício de influência sobre o ministro Mário Lino, por causa dos negócios de Godinho na Refer; terá solicitado e recebido dez mil euros para apresentar Godinho a Paiva Nunes, da EDP Imobiliária, e terá ainda recebido 25 mil euros por conseguir que Paiva Nunes “arranjasse trabalho” ao sucateiro de Ovar.» (Jornal de Negócios)
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13/12/2009
DIÁLOGOS DE PLUTÃO: conversas inocentes
- Bom dia, estou à procura da EDP para falar com um senhor que trata dos concursos da sucata, disse o senhor de bigode com ar de estar perdido.
- Este edifício não é da EDP. Isto é a sede do Millenium bcp, respondeu o senhor com ar de porteiro.
- Ah é? E tem aí alguém que saiba onde é a EDP?
- Só se for o senhor doutor, que vai lá muitas vezes falar com eles.
O senhor de bigode conseguiu deste modo falar com o senhor doutor, que para o receber, gentilmente interrompeu a conversa com o senhor engenheiro (ao entrar, o senhor de bigode ainda ouviu o senhor doutor dizer «precisamos de ajudar o grupo do António que está sem dinheiro» e pensou com os seus botões: «Isto é gente amiga dos seus amigos. Vou-me dar bem com o senhor doutor. Se isto correr bem vou-lhe oferecer uma caixa de robalos.») e, não só lhe explicou o caminho para a EDP, como se prontificou a fazer um telefonema para o senhor que estava a tratar do concurso da venda de sucata.
É precisa muita maldade e muito ressaibo para fazer espionagem política a propósito de conversas inocentes.
- Este edifício não é da EDP. Isto é a sede do Millenium bcp, respondeu o senhor com ar de porteiro.
- Ah é? E tem aí alguém que saiba onde é a EDP?
- Só se for o senhor doutor, que vai lá muitas vezes falar com eles.
- E eu poderia falar com o senhor doutor?
- Vou ver. Entra, com o gajo de bigode pela ilharga, pega no telefone, liga e pergunta: ó dona Albertina, o senhor doutor está? Está aqui um senhor de bigode que quer saber a morada da EDP.- O senhor doutor está ao telefone com o senhor engenheiro, responde a dona Albertina. O senhor de bigode tem audiência marcada?
- Parece que não. Ele diz que é para tratar de sucata com a EDP.
- Ah, então está bem. Mande-o subir. Tenho instruções do senhor doutor para dar prioridade à sucata.
O senhor de bigode conseguiu deste modo falar com o senhor doutor, que para o receber, gentilmente interrompeu a conversa com o senhor engenheiro (ao entrar, o senhor de bigode ainda ouviu o senhor doutor dizer «precisamos de ajudar o grupo do António que está sem dinheiro» e pensou com os seus botões: «Isto é gente amiga dos seus amigos. Vou-me dar bem com o senhor doutor. Se isto correr bem vou-lhe oferecer uma caixa de robalos.») e, não só lhe explicou o caminho para a EDP, como se prontificou a fazer um telefonema para o senhor que estava a tratar do concurso da venda de sucata.É precisa muita maldade e muito ressaibo para fazer espionagem política a propósito de conversas inocentes.
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