Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.
» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)
Mostrar mensagens com a etiqueta pedreiros de avental. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta pedreiros de avental. Mostrar todas as mensagens

04/11/2023

Declaração de não voto em Isaltino Morais. A confirmação




Já tinha feito esta declaração por ocasião da inauguração do obelisco maçónico.

Entendi que não se justificaria reafirmá-la por ocasião dos "almoços de trabalho" e das "explicações" que o Dr. Isaltino entendeu dar, gravadas no vídeo acima.

Entretanto, o Dr. Isaltino resolveu promover através a Associação Inovar Oeiras, da qual é presidente da direcção, uma Tertúlia IN-OVConversa à solta de modo informal, descontraído e enriquecedora»), onde se fez convidar como orador principal num evento sobre «Dignidade no exercício das funções públicas». 

Entendi, desta vez, que face a uma tal desfaçatez, descaramento, impudência, pouca-vergonha, excessiva até para o Dr. Isaltino, deveria reiterar a declaração de não voto.

03/05/2021

Declaração de não voto em Isaltino Morais. Não é por ser um obelisco maçónico, é por ser um obelisco

Apesar do Dr. Isaltino Morais não ter um passado recomendável, tem feito mandatos aceitáveis como presidente da câmara de Oeiras. Não obstante algumas asneiras e decisões por vezes opacas, tenho votado nele como mal menor face às alternativas.

Com os 600 mil euros (mas podiam ser 60 mil) torrados num obelisco de simbologia maçónica (mas podia ser de outra qualquer simbologia), com uma placa de inauguração onde se explica que é um «espaço de cultura e laser», atravessou a linha vermelha e perdeu o meu voto nas próximas eleições. Não tenho a certeza se alguém ganhará esse voto.

04/08/2014

CASE STUDY: quem é o deus ex machina da Ongoing? (16)

Há 5 anos escrevi o primeiro post da série «Quem é o deus ex machina da Ongoing?» que começava com o seguinte parágrafo:

Se me perguntassem quais os mistérios mais densos, de entre a multidão de mistérios que pululam na intersecção, cada vez mais volumosa, entre os mundos dos negócios e da política portuguesa, apontaria sem hesitação dois relacionados entre si. Quem é o criador da criatura Ongoing-Vasconcelos e quais os seus propósitos? É o primeiro mistério. Porquê este mistério parece não interessar a ninguém nos mídia?

Gradualmente, depois da queda do segundo governo Sócrates - um dos pilares de sustentação da Ongoing a quem prestou inúmeros serviços (ver a série de posts e em particular este), o mistério foi sendo desvendado e hoje, cinco anos decorridos, com a queda do segundo pilar - precisamente o deux ex machina Espírito Santo - o mistério deixou de o ser.

Com a ruína dos pilares, a Ongoing está beira do colapso financeiro. A sua participação de 10% na PT que lhe custou 700 milhões vale hoje 150 milhões, os dividendos de 50 milhões que recebia em média vão descer para menos de um décimo. Sem surpresa está em incumprimento num empréstimo de 140 milhões.

Com a queda da Ongoing e do seu deus ex machina a economia portuguesa fica mais higiénica.

14/07/2012

ESTADO DE SÍTIO: Está tudo explicado - é o avental

Segundo a Sábado (*), «Miguel Relvas e Manuel Damásio, presidente do Conselho de Administração da Universidade Lusófona, pertencem ao Grande Oriente Lusitano (GOL)». Algumas lojas do GOL têm relações estreitas com a loja Mozart da Grande Loja Legal de Portugal a que pertencem os cabecilhas da Ongoing.

Está explicado o aparente mistério das equivalências a 32 das 36 cadeiras: foi considerada a frequência de lojas e o uso de aventais.

(*) Espero que a Sábado não partilhe o mesmo rigor, independência e apego à verdade do Expresso.

04/06/2012

CASE STUDY: quem é o deus ex machina da Ongoing? (15)

[Continuação de (1), (2), (3), (4), (5), (6), (7), (8), (9), (10), (11), (12), (13) e (14)]

Quem tenha acompanhado os 14 capítulos anteriores desta saga no (Im)pertinências, saberá há muito quem é o deus ex machina da Ongoing, quem é a Ongoing e até saberá que a Ongoing é, por seu turno, o deus ex machina da turma secreta do avental e, portanto, apenas poderá ter ficado surpreendido por ter demorado tanto tempo a ser exposta esta relação espúria.

Se ficou surpreendido pela demora, a meu ver foi sem razão. De facto, tal exposição provavelmente teria ficado arredada por mais tempo ou até sempre perdida nas catacumbas das conspirações do regime, não fora a conjugação dos astros proporcionar uma oportunidade ímpar para entalar o Jorge Coelho do PSD e dois jornais de «referência» se proclamarem vítimas da cabala amadora de uma coligação de aprendizes de espião com aprendizes de feiticeiro.

31/05/2012

ESTADO DE SÍTIO: Um Estado capturado por lóbis e corporações

O episódio das secretas e das suas ligações às maçonarias, à banca do regime, aos partidos do poder, ao jornalismo de causas, à justiça de causas e aos interesses variados que parasitam o Estado constitui um paradigma da fraqueza desse Estado omnipresente e omnipotente com os fracos e impotente com os fortes e sempre, mas sempre, parasitado por elites fedorentas.

E entre essas elites fedorentas há poucos inocentes, por muito que se tentem vitimizar. Os que condenam os processos ínvios contra si usados são os mesmos que os usam contra outros. Veja-se como as «vítimas» da SIC desenterram argumentos na cloaca das provas a que têm acesso como se tivessem a polícia e os magistrados a trabalhar para eles.

10/01/2012

ARTIGO DEFUNTO: Contra-informação

Afinal as versões do Público e do Expresso, entre outros, de os deputados do PSD terem escamoteado as referências às ligações entre parlamentares e maçonarias são, como escreveu o poeta Aleixo, uma mentira com alguma verdade à mistura para alcançar profundidade. Quem se bateu para retirar do projecto de relatório final sobre os espiões as referências à influência dos pedreiros foram os aventais velhos do PS e os aventais novos do CDS.

Se as ligações entre deputados e maçonaria são perigosamente equívocas, as ligações entre fardas e aventais são inequivocamente perigosas. Que dizer de um coronel, ainda para mais ligado aos espiões, e de um general, pelo menos, referenciados com ligações à loja Mozart?