| Financial Times |
| The Wall Street Journal |
A Dr.ª Mariana Mortágua, deputada do Bloco de Esquerda, candidata a líder e provável futura líder da mesma agremiação, depois de três audições na CPI em que sucessivas personagens revelaram detalhes sobre os bastidores dos escândalos que têm envolvido a TAP, produziu o seguinte pensamento:
«A gestão privada da TAP canibalizou a empresa utilizando os seus recursos em benefício próprio.»
Espantado com o pensamento, mesmo proveniente da emérita deputada, sobre os escândalos que se têm abatido sobre uma empresa que o governo socialista, apoiado pela geringonça de que fez parte a agremiação da Dr.ª Mortágua, nacionalizou e onde já injectou cerca de dois mil milhões de euros, parte de três mil e duzentos milhões, perguntei ao ChatGPT 4 o que significaria.
Após duas horas a moer o pensamento, desisti do ChatGPT 4 e submeti-o ao web bot de AI com machine learning baseada numa Neural Network com acesso a servidores de Big Data que uso há alguns anos e treinei para desintrincar os elaborados pensamentos da esquerdalhada do Portugal dos Pequeninos. O Web Bot piscou bullshit várias vezes respondeu passados alguns segundos:
«Não é um pensamento. Não estou preparado para interpretar a fórmula. Favor carregar a BD de slogans e palavras de ordem.»
| Público |
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| Jornal Eco |
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| mais liberdade |
Jeffrey D. Sachs, um «professor de economia reconhecido mundialmente, autor de "best-sellers", inovador educador e líder global em desenvolvimento sustentável», com um enviesamento acentuadamente esquerdista, acrescento eu, escreveu no seu site sobre a guerra na Ucrânia um panfleto «The Ninth Anniversary of the Ukraine War» do qual, com o atraso de um mês, o Jornal de Negócios publicou uma versão em português.
A tese do prof Sachs, segundo o Jornal de Negócios, pode resumir-se assim:
«Esta é uma guerra que começou devido à pressão impulsiva dos neoconservadores norte-americanos em prol do alargamento da NATO, seguida da participação – por parte desses mesmos neoconservadores – na operação de mudança de regime de 2014.»
Por coincidência, escrevi o ano passado um post sobre os maluquinhos que defendem teses semelhantes fundadas não nos factos históricos, que agora recordo, mas em inserções ideológicas na amígdala e no córtex parietal. Aqui vai a lista cronológica:
Pior mesmo são as agendas mal disfarçadas. Que a Comunicação Social supostamente séria não perceba quão voláteis são os instintos da turba. Do mesmo modo acho estranho que os jornalistas ditos “sérios” se recusem a olhar sob diferentes ângulos o relatório da Comissão Independente e as perversas consequências que dele emergem. Os populistas usam a mesma técnica para públicos mais ou menos básicos, alimentando-os dos bodes expiatórios de ocasião, sacrificados na fogueira da praça pública para alívio das suas frustrações e pobres vidas. O André Ventura pretende ganhar votos, a Comunicação Social audiências, de pessoas zangadas ou com medo.
Quando a tensão chegar ao máximo e a rua imperar, a primeira coisa a ceder será a liberdade que tomamos por garantida. Ou o Terror de Paris.»
João Távora no Corta-Fitas
Contrariando Yeats, Not all the best lack conviction, while the worst; Are full of passionate intensity.
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| «Russia’s population nightmare is going to get even worse» |
War is not the sole—or even the main—cause of these troubles, but it has made them all worse. According to Western estimates, 175,000-250,000 Russian soldiers have been killed or wounded in the past year (Russia’s figures are lower). Somewhere between 500,000 and 1m mostly young, educated people have evaded the meat-grinder by fleeing abroad. Even if Russia had no other demographic problems, losing so many in such a short time would be painful. As it is, the losses of war are placing more burdens on a shrinking, ailing population. Russia may be entering a doom loop of demographic decline.»
Durante estes 12 anos, aos acusados, nomeadamente ao segundo, a imprensa amiga foi dando acolhimento às suas opiniões, umas vezes escritas por comentadores ao seu serviço e outras escritas pelos próprios, directa ou indirectamente relacionadas com o processo. Só este ano, os dois citados tiveram oportunidade de ver publicados artigos de opinião saídos do seu punho: «Uma história de aflição» do Eng. Sócrates, no Expresso, e «Um "não" dito com convicção» do Dr. Pinho no Diário de Notícias.
Outros "Ser de esquerda é..."
Reiteradamente o jornalismo de causas doméstico publica as mesmas teses. Neste caso é o estudo requentado do CESIS sobre o «valor do trabalho não pago de cuidado e doméstico», objecto de mais uma "notícia" pelo Negócios. Republico por isso, sem pudor, o post requentado de há quatro meses sobre o mesmo estudo. Aqui vai ele:«A propósito da insubordinação no navio Mondego, ouvi vários comentadores dizer que o chefe do Estado-Maior da Armada tinha dado uma «reprimenda em público» aos marinheiros sublevados, sujeitando-os a «uma tremenda humilhação».
Os próprios advogados bateram na mesma tecla, afirmando que os militares estavam «psicologicamente afetados» por esse puxão de orelhas em público.
Ora, nem os militares insubordinados levaram uma ‘reprimenda’, nem foi ‘em público’.
Estranho que os comentadores não soubessem que os marinheiros sublevados não estavam presentes na cerimónia, e, sobretudo, que não tenham reparado que as imagens mostradas pela RTP eram filmadas de longe e não captadas no local.
Nenhuma câmara nem nenhum microfone estavam no convés do navio.
Os cameramen atuaram como os paparazzi: filmaram de longe e captaram o som com microfones de longo alcance.
E isso era fácil de percecionar, pois as imagens não eram nítidas e o som era defeituoso, tanto assim que foi necessário recorrer a legendas.»
«Como foi possível ninguém se aperceber disto?» pergunta-se retoricamente José António Saraiva no jornal Nascer do Sol, sabendo certamente que os comentadores em causa (por exemplo o Dr. Daniel Oliveira e o Dr. Pacheco Pereira) e a esquerdalhada em geral sofrem do reflexo de Pavlov e, apercebendo-se ou não, começam logo a salivar quando se fala de certos nomes, como Cavaco Silva, Passos Coelho e, mais recentemente, de Gouveia e Melo.
Há mais de 20 anos que as forças armadas americanas estão focadas nos conflitos numa área geográfica que se costuma chamar o Grande Oriente Médio e em acções de "nation-building" e contra-insurgência. Este foco teve consequências em todos os domínios e deixou os EU muito mal preparados para enfrentar os desafios estratégicos do século 21, como acentua um artigo recente (How the Iraq war bent America’s army out of shape) de onde extrai os parágrafos seguintes (tradução automática).
«Pior ainda, tudo isso veio em um período crucial para a posição global dos Estados Unidos. Na década anterior à invasão do Iraque, os gastos militares da China praticamente dobraram. Na década que se seguiu, quadruplicou. Enquanto isso, os Estados Unidos desperdiçavam recursos extraordinários. O custo das operações militares no Iraque desde 2003 chega a mais de US$ 800 bilhões em uma estimativa conservadora, e aos trilhões em medidas mais expansivas.
O problema não era apenas a perdulidade. Por mais de uma década, apesar de um esforço muito elogiado pelo governo Obama para efetuar um "pivô" da estratégia americana para a Ásia e o Pacífico, as forças armadas dos EUA dedicaram a maior parte de seus esforços intelectuais e organizacionais à guerra irregular que enfrentaram no Iraque e no Afeganistão. Os oficiais ganharam experiência de combate, com certeza. Mas eles foram festejados por escrever manuais sobre contra-insurgência, em vez de ponderar batalhas de tanques na Europa ou guerra naval na Ásia. (...)
A China assistiu e aprendeu. Embora o Exército de Libertação Popular estivesse impressionado com a velocidade e a determinação do impulso dos EUA a Bagdá, ele observou cuidadosamente a dependência dos EUA de grandes bases, logística segura e acesso garantido a satélites. Investiu metodicamente em táticas e capacidades – como mísseis balísticos, armas antissatélite e guerra cibernética – projetadas para perfurar esse modo americano de guerra. "Muitas dessas reformas foram criadas a partir da experiência americana no Iraque", observou um relatório do Centro para uma Nova Segurança Americana, um think tank, em 2008 (um dos autores foi Kurt Campbell, que agora atua como principal autoridade do presidente Joe Biden na Ásia). (...)
"Durante grande parte das últimas duas décadas, o foco de Washington no Oriente Médio reduziu a prontidão militar, distorceu as prioridades da estrutura da força e, até recentemente, deixou a força conjunta mal equipada e incapaz de se preparar adequadamente para a competição militar de ponta com um adversário de pares", concluiu uma avaliação contundente das tendências de segurança asiáticas publicada pelo Instituto Internacional de Estudos Estratégicos. um think-tank, em junho. Uma guerra que foi travada em 2003 em parte para espantar adversários e cimentar a primazia militar americana deixou cicatrizes duradouras no vencedor.»
Perguntar-se-á e o que importa isso aos europeus que esperam que os ianques lhes protejam as costas enquanto eles se esmeram nos regulamentos sobre a protecção de dados? E o que importa isso em particular aos habitantes do Portugal dos Pequeninos que nem conseguem manter operacionais os seus equipamentos? The answer, my friend, is not blowing in the wind. The answer, my friend, is blowing in history. Starting in old Thucydides' History of the Peloponnesian War.
| The Spectator |