Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.
» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)

03/07/2022

PUBLIC SERVICE: On Tyranny (18)

On Tyranny, Timothy Snyder

Avoid groupthink, dogmas, single-mindedness and thought cancellation.

02/07/2022

Putin e Hitler, eles e as circunstâncias

«É espantoso como analogias entre os nossos tempos e aqueles que antecederam o início da Segunda Guerra Mundial funcionam. Refiro-me a analogias de carácter e de procedimentos dos participantes. Do lado de Putin, como do lado de Hitler, a mentira permanente. Do lado das democracias, nesta nossa última década como naquele tempo, uma confiança sôfrega na possibilidade da paz. Chamberlain não era a excepção: era a regra. Uma confiança que parecia renovada, e mesmo fortalecida, a cada nova violência nazi. Hitler, fizesse o que fizesse, era, no mínimo, “sincero”, “um homem em quem se podia confiar”. Os “homens culpados” – Guilty Men foi o título de um livro publicado em 1940, sob o pseudónimo de “Catão”, por três jornalistas, um liberal, outro conservador e outro, Michael Foot, futuro líder dos trabalhistas – tentaram apaziguar Hitler até às últimas possibilidades, e muito para lá delas. Quaisquer que sejam as revisões que a história tenha vindo e continue a fazer (o próprio Churchill, aquando da sua morte, fez um seu belo elogio), é difícil não ver Chamberlain à luz daquilo que, na altura, escreveu Dorothy Parker: “o primeiro primeiro-ministro da história a rastejar a quatrocentos quilómetros por hora”.

Tal como hoje Putin faz com a NATO, Hitler acusava a Inglaterra, em pleno período de “apaziguamento”, e com Chamberlain a continuar a recusar um rearmamento substancial, de visar a “aniquilação” da Alemanha. E, como hoje para Putin, para Hitler era a Alemanha a ameaçada e agredida – pelos polacos, por exemplo, antepassados dos “neo-nazis ucranianos”. Não fazia senão tentar libertar os falantes de alemão, onde quer que se encontrassem – nos Sudetas, entre outros lugares –, ameaçados de exterminação pelos outros povos. Lembra-vos alguma coisa? E, tal como hoje em relação a Putin, os jornais eram muitas vezes acusados de serem injustos para com Hitler.»

«Hitler e Putin», Paulo Tunhas no Observador

Suspeito que mais do que as semelhanças entre eles, talvez reduzidas ao ódio de ambos à democracia liberal, têm mais significado as semelhanças das suas circunstâncias: as fragilidades das democracias face à emergência dos movimentos extremos que as ameaçam, então como hoje, e a pusilamimidade dos líderes democráticos que ambos tentaram usar em seu benefício.

01/07/2022

CASE STUDY: Trumpology (76) - Behind the scenes of the Capitol Invasion (2)

 More trumpology.

«Throughout the Donald Trump era in American politics, there have been many days of explosive testimony before congressional committees or inquests: James Comey, the former fbi director, testified about his abrupt sacking; Robert Mueller, a special prosecutor, detailed the extent of Russian interference in the 2016 election; Christine Blasey Ford accused Brett Kavanaugh, now a justice on the Supreme Court, of sexual assault. Yet none of these may prove as indelible as that of Cassidy Hutchinson, who on June 28th delivered testimony to the select committee investigating the attack on the Capitol on January 6th 2021 by a pro-Trump mob.

For two hours Ms Hutchinson, who was a senior aide to Mark Meadows, the president’s final chief of staff, calmly detailed her observations of Mr Trump and his coterie on and around that fateful day. The testimony was damning. Mr Meadows was repeatedly alerted about the possibility of violence, acknowledging, according to Ms Hutchinson, that things could get “real, real bad” on January 6th, the day that Congress would be counting the electoral-college votes affirming Joe Biden’s election victory.

When the president’s supporters, incensed by fabricated charges of voter fraud, congregated in front of the White House before storming the Capitol, Mr Trump appeared to grasp the mob’s violent intent. Some armed members of the group refused to pass through magnetometers (or mags for short) set up by the secret service. This would give television cameras the impression that the rally was not at maximum capacity. The president, according to Ms Hutchinson, found that displeasing. “I don’t effing care that they have weapons. They’re not here to hurt me. Take the effing mags away. Let my people in. They can march to the Capitol from here,” she reported Mr Trump as saying.

‎Após o comício, o presidente tinha a intenção de se juntar a seus apoiadores no próprio Capitólio — algo que ele havia prometido fazer em seu discurso. Quando a segurança do sr. Trump se recusou a permitir que ele fosse, a Sra. Hutchinson repassou (ela não estava presente para o incidente) que ele tentou pegar o volante da limusine presidencial e atirou em um membro do serviço secreto. O presidente tinha a intenção de um esquema de cérebro leporino para chegar à vanguarda de seu exército irregular — um plano que Pat Cipollone, o advogado da Casa Branca, avisou a Sra. Hutchinson que significaria "seremos acusados de todos os crimes imagináveis‎.”

Ms Hutchinson testified that she heard Mr Meadows and Mr Cipollone speaking after a meeting with an irate Mr Trump later that day. “He doesn’t want to do anything,” Mr Meadows said about emerging news of the storming of the Capitol, to which Mr Cipollone allegedly replied: “Blood is going to be on your fucking hands.” Referring to a conversation in which Mr Trump was told that the mob was chanting to hang Vice-President Mike Pence, who had refused to usurp the electoral count, Mr Meadows allegedly said, “You heard him, Pat. He thinks Mike deserves it. He doesn’t think they’re doing anything wrong.”

Members of the president’s cabinet were so disgusted with his actions that they seriously contemplated invoking the 25th Amendment, which would have removed the president from power. The next day, Mr Trump had to be dissuaded from mentioning the possibility of pardons for those who had taken part in the attempted insurrection. Mr Meadows and Rudy Giuliani, the president’s lawyer (who filed frivolous lawsuits about voter fraud and put pressure on state legislators to decertify lawful election results), would later both seek presidential pardons.

The hearing, scheduled with little advance notice, is the sort of prime-time spectacle that could break through to Republicans who have largely tried to push the magnitude of Mr Trump’s transgressions out of their minds. The former president is still plainly at the helm of the party—the man assiduously courted by many candidates in a continuing series of Republican primaries.

But neither Ms Hutchinson nor other prominent witnesses called by the committee can easily be dismissed as never-Trumpers. And they are laying out in painful detail the extent of Mr Trump’s plot to subvert the American republic: an assertion of voter fraud with reckless disregard for the truth; the concoction of an absurd legal theory that the sitting vice-president had in essence plenary authority to determine the next president; and the intense campaign of pressure waged against state legislatures and Mr Pence simply to go along with this self-coup. All of this culminated in the tragedy of the day, and the stain on the American body politic which the Republican Party has, as yet, shown precious little resolve to help efface.

Democrats have often hoped that a forensic accounting such as this one would break the Trumpian fever that has afflicted the Republican Party for the better part of a decade. Each time, they have been disappointed to find that the forces of extreme partisanship, combined with the sycophancy of the party elite, are too powerful to be overcome. A remarkably large share of Republicans still attest to the central lie of Mr Trump’s campaign—that the election was robbed from the rightful winner. If testimony like this is not enough to spur the Republican Party into excising it, it is hard to imagine what could.»

«Donald Trump’s shameful role in the storming of the Capitol»

It is true that one can always live in a parallel universe and say that these are conspiracy theories. But it is a little insane, isn't it?

30/06/2022

QUEM SÓ TEM UM MARTELO VÊ TODOS OS PROBLEMAS COMO PREGOS: O alívio quantitativo aliviará? (74) Unintended consequences (XXVI)

Outras marteladas.

Recapitulando, o intervencionismo do BCE, que copiou com atraso a Fed e o BoE, adoptando o alívio quantitativo e as taxas de juro negativas ou nulas, desde o «whatever it takes» do Super Mario de Julho de 2012, é parecido como terapêutica com a sangria dos pacientes praticada pela medicina medieval para tratar qualquer doença, incluindo a anemia.

Depois de mais de uma década de alívio quantitativo e em cima dos incentivos relacionados com a pandemia, nomeadamente o Plano de Recuperação e Resiliência, regressa a inflação com o aumento do preço dos combustíveis e as outras consequências da invasão da Ucrânia, tudo a cavalo das injecções do alívio quantitativo, inflação cuja contenção, recorde-se, é o esquecido objectivo central do mandato do BCE.

De facto, o BCE esteve concentrado nos últimos dez anos a comprar dívida dos PIGS, a pretexto de salvar o Euro, e a evitar uma recessão, propósito não previsto no seu mandato, diferentemente da Fed cujo mandato inclui a contenção do desemprego. Pelo caminho gerou uma inundação de dinheiro barato que alimentou a especulação nos mercados de capitais e imobiliário.

Agora, o BCE debate-se com um dilema: para combater a inflação teria de aumentar os juros à medida do maior aumento dos preços em décadas (ver gráfico aqui ao lado) e suspender a compra de dívida e, fazendo-o, colocaria os PIGS em dificuldades que ficariam mais dependentes dos mercados e a taxas muito mais altas. 

Por isso, o BCE começou por tratar a inflação como algo pontual para justificar não aumentar as taxas e inventou preventivamente um novo mecanismo de "anti-fragmentação" das dívidas públicas para aplicar os rendimentos da dívida comprada no âmbito do PEPP (Pandemic emergency purchase programme) na compra de mais dívida pública aos países em dificuldades, isto é, aos PIGS.


Esquecendo, por agora, as consequências de várias naturezas da compra aos PIGS da sua dívida, o pressuposto de uma inflação passageira não tem qualquer suporte por várias razões incluindo, e não é certamente a menos importante, as expectativas dos consumidores e das empresas que apontam para uma inflação persistente (ver gráficos acima).

Mais tarde ou mais cedo, a UE estará novamente confrontada com as suas contradições: uma união monetária, mais tarde completada com uma união bancária parcial, a que pertencem apenas 2/3 dos países, sem uma união fiscal (que possivelmente exigiria uma união política), e a vontade dos governos dos PIGS de terem sol na eira (endividamento sem limites a taxas europeias) e chuva no nabal (liberdade orçamental para alimentarem as suas clientelas sem sujeição a uma disciplina orçamental). 

E tudo isto era previsível, pelo menos desde 1961, quando Robert Mundell («A Theory of Optimum Currency Areas»), concluiu que uma zona monetária para ser óptima precisaria cumprir um certo número de condições e entre elas a mobilidade da mão-de-obra que no caso da EU apresenta ainda barreiras culturais e administrativas (acesso condicionado a muitas profissões, sistemas de segurança social heterogéneos, etc.), e obviamente linguísticas (mais de 20 línguas diferentes), que constituem obstáculos poderosos. 

Ou, vá lá, previsível pelo menos desde 1997 quando Milton Friedman escreveu «The Euro: Monetary Unity To Political Disunity?» cujo último parágrafo é:
«The drive for the Euro has been motivated by politics not economics. The aim has been to link Germany and France so closely as to make a future European war impossible, and to set the stage for a federal United States of Europe. I believe that adoption of the Euro would have the opposite effect. It would exacerbate political tensions by converting divergent shocks that could have been readily accommodated by exchange rate changes into divisive political issues. Political unity can pave the way for monetary unity. Monetary unity imposed under unfavorable conditions will prove a barrier to the achievement of political unity.»
Os tempos não vão estar fáceis.

29/06/2022

¿Por qué no te callas? (31) - Um caso de plágio

No jornal Le Monde de 11 Março de 1983, Françoise Giroud escreveu provocatoriamente 
«La femme serait vraiment l'égale de l'homme le jour où, à un poste important, on désignerait une femme incompétente.»
Quarenta anos depois, o Dr. Marcelo Rebelo de Sousa, o actual inquilino do palácio de Belém, disse com a sua habitual leviandade e neste caso com o que se pode classificar de desonestidade, atribuindo-se o que Giroud escreveu há quarenta anos, como se fosse seu o pensamento: 
«Eu costumava dizer o seguinte: só haverá verdadeiramente igualdade entre homens e mulheres, quando chegar aos mais altos postos uma mulher tão incompetente como chega em vários casos, em ínumeros casos, aos mais altos postos, um homem.» 

Daqui e de muitas outras coisas que S. Ex.ª tem vindo a produzir, concluo que vai ser difícil encontrar uma mulher para Belém para atingir a igualdade.

28/06/2022

Denazification and demilitarization according to Tsar Vlad's Grozny model (4)

Continuação de (1), (2) e (3).

 

Semanário de Bordo da Nau Catrineta comandada pelo Dr. Costa no caminho para o socialismo (20b)

Continuação das Crónicas: «da anunciada avaria irreparável da geringonça», «da avaria que a geringonça está a infligir ao País» e «da asfixia da sociedade civil pela Passarola de Costa». Outras edições do Semanário de Bordo.

(Continuação de 20a)

Incentivando a emigração da «geração mais bem preparada de sempre»

O mantra «geração mais bem preparada de sempre» tem sido o slogan usado para a comentadoria do regime glorificar a paixão socialista pela educação e justificar um galopante número de licenciaturas e mestrados inúteis e um crescente número de graduados que na sua grande maioria vão engrossar a legião dos utentes da vaca marsupial pública, trabalhar na restauração ou, na melhor hipótese, aumentar o stock de talento dos países para onde vão trabalhar.

Por isso, não admira que como mostra o relatório «Estado da Nação sobre Educação, Emprego e Competências em Portugal», da Fundação José Neves os salários dos trabalhadores com o ensino básico têm aumentado mais do que os salários dos mais graduados que até registaram uma perda, sobretudo os com o ensino superior que em dez anos perderam 11%.

Foi Vasco Pulido Valente, salvo erro, que escreveu não conhecer nenhum país que se tivesse desenvolvido à custa de aumentar o número de graduados. Eu também não. É mais the other way round. Sabendo-se que o desenvolvimento só se faz com crescimento e que este só acontece com o aumento da produtividade, veja-se o diagrama seguinte.

Take Another Plan

Para quem tivesse dúvidas que a TAP pública é estratégica, aí está a reunião frustrada de 400 pilotos no refeitório para discutirem as suas mordomias, enquanto deixariam no chão 12 voos.

Que seria do Dr. Costa sem a mãozinha do BCE?

Expresso

Sem os 32% da dívida comprada pelo BCE que “investidores” (que incluem os bancos que detêm 24 mil milhões) a teriam comprado?

Com o governo socialista o PSI20 minguou para PSI14

O PSI20, o índice da bolsa de valores de Lisboa, há três anos passou a ter apenas 18 empresas cotadas. Este ano depois da saída da Pharol, Ramada e Novabase ficou com 15 e agora a Lisgráfica aprovou a saída a bolsa.

O sector que mais prospera é o que menos depende do governo e dos portugueses

Segundo a estimativa do BdP, o crescimento do turismo este ano representará dois terços do crescimento do PIB.

«Pagar a dívida é ideia de criança»

O endividamento da economia, isto é, a dívida total das empresas, excepto as do sector financeiro, e das famílias, voltou a subir 5,1 mil milhões em Abril, atingindo 782,5 mil milhões, isto é quase quatro vezes o PIB de 2021.

27/06/2022

"Alta contenção nos salários" em europês diz-se em dialecto costista os "privados" devem aumentar os salários

DN

Semanário de Bordo da Nau Catrineta comandada pelo Dr. Costa no caminho para o socialismo (20a)

Continuação das Crónicas: «da anunciada avaria irreparável da geringonça», «da avaria que a geringonça está a infligir ao País» e «da asfixia da sociedade civil pela Passarola de Costa». Outras edições do Semanário de Bordo.

Dr. Costa, demagogia e oportunismo

Que outra coisa se poderia dizer de um político que (1) por um lado, deixa sua freguesia eleitoral de funcionários públicos a perder poder de compra e, por outro, clama que as empresas aumentem os salários dos seus trabalhadores em 20% em quatro anos, e (2) numa semana diz ao Financial Times que tinha muitas dúvidas sobre a adesão da Ucrânia à UE e na semana seguinte, depois de Macron, Shultz e Dagri irem a Kiev, telefona a Zelensky a jurar a sua fé na adesão?

O governo socialista mostra que é sempre possível ir mais longe no desprestígio do Portugal dos Pequeninos

O Dr. Costa ofereceu à Ucrânia 15 blindados da centena e meia dos blindados descartados pelos EUA e comprados a preço da chuva pelas FA portuguesas nos anos 90. Os 15 blindados ainda não foram enviados porque o Exército não tem verba para pagar o seu transporte.

Boa Nova

Se por um lado o Dr. Costa não tem dinheiro para expedir os blindados, por outro, anuncia um «aumento histórico de pensões» em 2023. Se por um lado o Dr. Costa não tem dinheiro para financiar o SIRES e a empresa não está a pagar aos fornecedores, por outro anuncia pela boca do ministro que planeia gastar 150 milhões para ter SIRESP «mais robusto e resiliente».

A Dr. Temido é a heroína do socialismo

A Dr. Temido tem sido criticada por discriminar a saúde privada e por ter acabado com as PPP em quatro hospitais geridos pelos "privados", hospitais com melhor qualidade de serviço e um custo menor do que os hospitais de gestão pública. É um ponto de vista, mas há outros, como o que entende que a Dr.ª Temido «com o apoio incondicional do primeiro-ministro, salvou o socialismo da vergonha que as PPP lhe estavam a causar» (João Cerqueira no jornal Nascer do Sol)

Em defesa do SNS, sempre»

A Dr.ª Temido não apenas salvou o socialismo de vergonha como deu uma grande ajuda aos “privados”, como eles dizem, que entre muitas outras coisas fizeram 30% dos partos na Grande Lisboa, e viram o seu negócio prosperar colocando Portugal no terceiro lugar dos países europeus em que a despesa privada em saúde é mais elevada. Nada mal para quem vocifera que a saúde em Portugal é “tendencialmente gratuita”. Enquanto isso, a directora-geral da Saúde desaconselha o Bacalhau à Brás nos piqueniques e recomenda que não adoeçamos em Agosto.

O socialismo transforma a abundância em escassez

Uma das desculpas para o caos do SNS é a falta de médicos. Sabendo-se que Portugal tem a 8.ª maior densidade mundial de médicos, o que só é comparável ao 9.º lugar mundial na dívida pública, isso coloca o socialismo costista ao nível do socialismo chavista do Sr. Maduro que num país que tem as maiores reservas mundiais de petróleo já teve de receber combustível do Irão e dispondo de uma elevada precipitação e do rio Orinoco com o quarto maior caudal do mundo, deixa mais de 5 milhões de caraquenhos sem abastecimento regular de água.

Reembolsos do IRS, a medida do saque do Estado sucial aos contribuintes

A Autoridade Tributária e Aduaneira anunciou ter reembolsado até agora 2.420 milhões de euros de IRS, ou seja, quase um quinto do montante total cobrado foi injustificadamente retido pelo Estado sucial do Dr. Costa.

(Continua)

26/06/2022

PUBLIC SERVICE: On Tyranny (17)

On Tyranny, Timothy Snyder

‎Add fascism to the list of names to use sparingly‎.

25/06/2022

Não é caso para deitar foguetes, mas podia ser pior

«O índice City Liveability da EIU classifica as condições de vida em 172 cidades (contra 140 no ano passado) com base em mais de 30 fatores. São agrupadas em cinco categorias: estabilidade, saúde, cultura e meio ambiente, educação e infraestrutura. Este é o segundo ano em que o índice incorpora indicadores relacionados à Covid; estes avaliam como cada cidade tem lidado com o aumento da demanda em estabelecimentos de saúde e com fechamentos ou limites de capacidade para escolas, restaurantes e espaços culturais.‎»

The world’s most liveable cities

 A posição de Lisboa melhorou ligeiramente (uns 5 pontos) de 2021 para 2022. 

24/06/2022

DIÁRIO DE BORDO: Elegeram-no? Então aguentem outros cinco anos de TV Marcelo (7) - Marcelo, o Repetidor

Então aguentem outros cinco anos, uma espécie de sequência indesejada da série Outras preces (não escutadas)

Confesso, nunca aguentei ouvir o que diz Dr. Marcelo e faz algum tempo já não aguento ler o que se diz que ele disse. Por isso, esta série de posts tem apenas sete. Felizmente, ainda há quem o escute ou o leia, e não me refiro às legiões de retardados que ainda se babam com o show Marcelo. Falo de gente ilustrada e com juízo, como Alexandre Homem Cristo que a propósito da cumplicidade de S. Ex ª com o Dr. Costa escreveu várias coisas e entre elas o seguinte parágrafo que subscreveria tirando a expressão «continua a admirar-me uma coisa:» que substituiria por «não me admira nada».
«Ora, a mim, desculpem-me o desabafo, continua a admirar-me uma coisa: que o Presidente da República tenha escolhido para si este papel — o de ser cúmplice institucional de um primeiro-ministro que, após anos de geringonça e imobilismo anti-reformista, está a arrastar um país com ele. As coisas são o que são. E, a Marcelo Rebelo de Sousa acontecerá o que acontece aos que lideram para gerir o imediato, em vez de para construir o futuro: a história julgá-lo-á.»

23/06/2022

Dúvidas (339) - Se o bloqueio a Kaliningrado for um acto de guerra, a invasão da Ucrânia será o quê?

 

Expresso

Ora que pergunta! A invasão da Ucrânia é um «Специальная военная операция», e eu sou o menino Jesus.

SERVIÇO PÚBLICO: A demagogia e a incompetência tornaram aplicável a lei das consequências imprevistas às energias renováveis

«A Alemanha gastou em 20 anos 550 mil milhões de euros nas energias eólica e solar, mas acabou na situação que antecipei em 2008, e levou a União Europeia, seguindo a estratégia alemã, para uma situação gravíssima na energia, dependendo em 57% do exterior para o seu aprovisionamento e com uma perigosa dependência da Rússia, enquanto que os EUA são autossuficientes em termos energéticos e com uma energia bem mais barata do que a que utilizamos. Também não quisemos explorar o gás de xisto que havia no nosso subsolo, ao contrário dos EUA, e ainda há um ano a Comissão Europeia na sua taxonomia financeira, em dirigiste mood sintonizado com a religião climática, queria proibir o carvão, o GN e a energia nuclear, quando agora já se recomenda que se utilize o carvão e o nuclear para reduzir a dependência do GN...

A invasão da Ucrânia veio agora tornar evidente aos olhos do grande público tudo isto. Em vez duma transição energética, quis-se fazer uma disrupção acabando abruptamente com as formas clássicas e incumbentes de energia. E depois da dependência da Rússia na energia, acabaremos dependentes da China na produção industrial das tecnologias da descarbonização! A produção de painéis fotovoltaicos já migrou para a China, os produtores europeus de geradores eólicos estão já em sérias dificuldades económicas e os materiais para a produção de baterias bem como a respetiva cadeia de valor até à produção de baterias já são controlados pela China. Em suma, Europa sem energia e sem indústria..

Excerto de Europa sem energia e sem indústria, Luís Mira Amaral

22/06/2022

SERVIÇO PÚBLICO: Queda de seis posições no World Competitiveness Ranking. Será por isso que o Dr. Costa pronuncia "competividade"?

Quase todos os jornais fizeram referência ao Global Competitiveness Report do World Economic Forum. publicado a semana passado salientando que Portugal tinha caído seis posições de 36.º para 42.º no ranking de competitividade.  

Esqueceram-se de dizer que depois de ter caído desde 2009-10 até 2013-14, sucessivamente 43.º, 46.º, 45.º, 49.º e 51.º), Portugal ganhou 15 lugares e subiu a 36.º em 2014-15, no ano em que o governo de Passos Coelho conseguiu uma "saída limpa" do resgate. Agora com o governo do Dr. Costa a "competividade" (*) despencou novamente. 

Portugal - Country Overview 

Vale a pena ver quais os factores mais fracos (realçados a amarelo) em que Portugal está pior posicionado no ranking. Não é surpreendente, pois não?

(*) Para quem não saiba, o Dr. Costa em vez de competividade diz "competividade". Nunca reparou? Confirme aqui.

De boas intenções está o inferno cheio (58) – A religião é a política por outros meios? (XXV)

Outros posts sobre a religião como a política por outros meios.

«Gostaria que fizessem uma pergunta: O que estou a fazer hoje pelo povo ucraniano? Eu rezo, atuo e tento entender... O que estou a fazer pelo povo ucraniano? Que cada um responda no seu coração.», perguntou-se o outro dia o Papa Francisco à janela do Palácio Apostólico, no Vaticano.

Pela minha parte, que sou agnóstico, respondo com o meu coração à pergunta do sumo pontífice lembrando a sua entrevista ao Corriere della Sera onde limpa a folha de Putin justificando a invasão da Ucrânia como resultado do «latido da OTAN à porta da Rússia» («l’abbaiare della Nato alla porta della Russia»).

21/06/2022

Semanário de Bordo da Nau Catrineta comandada pelo Dr. Costa no caminho para o socialismo (19b)

Continuação das Crónicas: «da anunciada avaria irreparável da geringonça», «da avaria que a geringonça está a infligir ao País» e «da asfixia da sociedade civil pela Passarola de Costa». Outras edições do Semanário de Bordo.


O socialismo tem nos empresários o mesmo efeito da metadona nos agarrados

Em entrevista ao Expresso, o presidente da AEP (Associação Empresarial de Portugal) não pede para o governo deixar os empresários trabalhar, simplificar a burocracia, reduzir a carga fiscal, etc. Em vez disso, a criatura implora ao governo que torre 26 mil milhões (60% dos fundos comunitários) extorquidos aos contribuintes europeus (incluindo os portugueses) para “alavancar” o investimento empresarial.

Choque da realidade com a Boa Nova. O Arrendamento Acessível

Recordemos os programas de Renda Acessível lançados em concorrência pelo Dr. Medina (na altura presidente da Câmara de Lisboa) e pelo Dr. Pedro Nuno Santos (ministro das Infraestruturas), ex-putativos candidatos a sucessores do Dr. Costa, todos eles fracassados. Decorridos vários anos, o programa do Dr. Pedro Nuno tem em vigor 771-contratos-771, ou seja, 0,084% dos 921 mil arrendamentos em Portugal.

Boa Nova

Recordam-se do Banco de Fomento várias vezes anunciado para as «próximas semanas», sucedendo a um banco de fomento que fora privatizado por um governo PS, tinha ressuscitado em 2018 e segundo o Dr. Siza já estava criado em Janeiro de 2020 e só viu a luz do dia em 2021? A última encrenca é que não há administradores que aceitem os salários que o governo oferece.

O governo anunciou que a coisa está resolvida com a eliminação do limite salarial dos gestores públicos. Suspeito que esta medida apenas servirá para pagar um salário mais elevado a um apparatchik escolhido entre os socialistas que estarão dispostos a sujeitar-se à humilhação de ser tratado como apparatchik por um governo que esperará a aprovação dos financiamentos dos projectos dos empresários amigos.

Que seria do Dr. Costa sem a mãozinha do BCE?

O ano passado o BCE aumentou em 13% para 22,6 mil milhões a compra de dívida portuguesa, o equivalente a 8,3% do stock da dívida no final do ano e a 84% das necessidades brutas de financiamento em 2021. (Relatório Anual de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública – 2021)

Já é o mafarrico e já se sente o cheiro das brasas

Prenunciando o futuro difícil dos PIGS, as yields da dívida pública italiana a 10 anos ultrapassaram 4%, o valor mais alto desde 2014 e as yields da dívida pública portuguesa a 10 anos ultrapassaram 3% pela primeira vez em 5 anos. Segundo o INE, a inflação atingiu 8% em Maio, valor mais alto desde Fevereiro de 1993. Ainda segundo dados do INE, os preços na produção industrial aumentaram 24,5% em Maio.

20/06/2022

Semanário de Bordo da Nau Catrineta comandada pelo Dr. Costa no caminho para o socialismo (19a)

Continuação das Crónicas: «da anunciada avaria irreparável da geringonça», «da avaria que a geringonça está a infligir ao País» e «da asfixia da sociedade civil pela Passarola de Costa». Outras edições do Semanário de Bordo.

«Em defesa do SNS, sempre». Mais uma paixão socialista que deu para o torto

Agora já é impossível de esconder: depois de seis anos de governo socialistas, o SNS colapsou sob o peso da incúria, incompetência e irresponsabilidade. Até o Dr. Costa foi obrigado a reconhecer que «há problemas estruturais que precisam de ter resposta», um estado que a jornalista Helena Garrido caracterizou com um título que diz tudo «Um SNS a caminho da morte».

«Estamos preparados»

Foi o que disse no início da pandemia a ministra do SNS, que canta A Internacional quando está ansiosa. Dois anos depois está a morrer-se mais 26% do que na média entre 2009 e 2019 e as mortes por Covid só explicam 60% do excesso de mortalidade, o resto presumivelmente explica-se pelo colapso do SNS.

Afinal a mão invisível está a funcionar no SNS

O Estado sucial do Dr. Costa paga aos médicos do SNS salários muito inferiores aos dos hospitais privados. Em resposta, os médicos trabalham o mínimo possível, mesmo os que nunca ouviram falar de Adam Smith. Por isso, as administrações dos hospitais públicos, que não podem contratar mais médicos que, de resto, também não estariam dispostos a trabalhar no SNS, contratam “tarefeiros”, isto é, médicos em regime de prestação de serviços a quem pagam o dobro ou o triplo do que pagam aos médicos “do quadro”. E quem são esses tarefeiros? São os médicos “do quadro” de outros hospitais públicos, e até do mesmo, que se dispõem a fazer “horas extraordinárias” para arredondar o salário como médicos “do quadro”. Por isso, desde que o Dr. Costa reside em S. Bento as despesas com “tarefeiros”, que nalguns casos representam até 80% dos médicos, cresceram mais de 50%.

Uma das explicações mais à mão para a alegada falta de médicos no SNS é que faltam médicos em Portugal porque, entre outras razões, a corporação médica força uma redução da formação de novos médicos. Não é preciso ser-se um especialista para perceber que isto é pura treta. Com ou sem pressões corporativas, os efectivos voltaram a aumentar em 2020 de 5,4 para 5,7 médicos e de 7,4 para 7,6 médicos por mil habitantes e Portugal é um dos 10 países do mundo com mais médicos por mil habitantes.

Caos nos aeroportos? A culpa é do SEF ou do PSD. What else?

As filas de passageiros alongam-se nos aeroportos. No caso do maior deles, aeroporto de Lisboa a culpa é, consoante as versões, das instalações (que é feito do novo aeroporto que anda há décadas a ser “estudado”?), da falta de pessoal (onde param os 82 mil utentes que o Dr. Costa acrescentou à vaca marsupial pública?), ou segundo o ministro da Administração Interna de «uma falha» do SEF, mas, no fundo, ainda segundo ele, o problema é o PSD que ainda não aderiu ao «amplo consenso social» para a construção do novo aeroporto.

Andará o Dr. Costa a preparar o seu futuro europeu, antecipando que poderá ser mais cedo do que o esperado?

«Costa anda há dois meses em digressão pela Europa» titulou o Expresso, informando-nos que o Dr. Costa já visitou 9-países-9 desde que tomou posse.

Ineficiente, sempre. Ineficaz quando possível. E caloteiro

O SIRESP (Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal), ao qual o Dr. Costa tem ligações umbilicais dos tempos em que foi ministro da Administração Interna e em que o seu amigo Dr. Lacerda Machado andou envolvido na compra dos helicópteros Kamov, falhou rotundamente no incêndio de 2016 (Pedrógão Grande, etc.). Prepara-se para falhar novamente porque, segundo a administração da empresa que gere o sistema, o governo não fez financiamento previsto e a empresa não está a pagar aos fornecedores.

Take Another Plan. Premiando a corruptência

A Parpública, que detém a participação do Estado na TAP, foi condenada a pagar aos antigos administradores 1,7 milhões de bónus relativos aos exercícios de 2006 a 2009, exercícios durante os quais se concretizou a compra da VEM, a empresa de manutenção que o Dr. Lacerda Machado, o amigo do Dr. Costa, impingiu ao governo do Eng. Sócrates, VEM que foi finalmente liquidada o mês passado na qual a TAP torrou um total estimado em 1,2 mil milhões ou 40% das injecções que os contribuintes vão pagar pela TAP («TAP: a culpa morre sempre solteira?»).

(Continua)

19/06/2022

NOVA ENTRADA PARA O GLOSSÁRIO DAS IMPERTINÊNCIAS: Corruptência, corruptente

Corruptência

O atributo de uma criatura, o corruptente, na qual convivem num estado simbiótico um corrupto e um incompetente. É uma espécie abundante nos partidos e em geral nos sistemas burocráticos protegidos da concorrência.

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On Tyranny, Timothy Snyder

If it is recommended for Americans, guess what it must be like in those corners, like Portugal dos Pequeninos.