Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.
» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)

31/07/2018

Berloquistas: saiam do armário e dediquem-se a ganhar dinheiro. Não é pecado e é bom para o país

Continuação daqui, dali e dacoli.

«Catarina Martins tem posição em empresa de alojamento local. Mas é no interior do país»

«A coordenadora do BE fundou a Logradouro Lda. com o marido há quase dez anos e foi sócia-gerente da empresa até final de 2009, altura em que assumiu funções como deputada em regime de exclusividade. Atualmente, a empresa explora quatro empreendimentos turísticos e uma unidade de alojamento local no concelho do Sabugal, distrito da Guarda»

Este escarafunchar da vida "comercial" dos berloquistas parece estar oficializar a teoria da conspiração de LR no Blasfémias: «Isto só tem uma explicação: interessa ao seu patrão supremo – o PS – fragilizar o Bloco.»

O berloquismo e a especulação imobiliária: conclusão e teoria da conspiração

Continuação daqui e dali.

Conclusão


Teoria da conspiração

Não é surpreendente a profusão de notícias e indignações nos média dos últimos dias a propósito do fait divers da especulação imobiliária de Robles, apenas um entre os muitos esquerdistas caviar que vivem à margem da moral hipócrita berloquista, sabendo-se que o berloquismo está tão presente e é tão querido das redacções que habitualmente "secam" estas notícias inconvenientes?

Estou tentado a adoptar a explicação de LR no Blasfémias:
«Uma imprensa tradicionalmente tão servil com o BE, que desde sempre e por tudo e por nada lhe garante tempos de antena sem nenhum contraditório e desproporcionados face à sua real implantação, não se tem calado nos últimos dias com o “folhetim robles”. Isto só tem uma explicação: interessa ao seu patrão supremo – o PS – fragilizar o Bloco.»

30/07/2018

CASE STUDY: Os profissionais portugueses de futebol como um exemplo de excelência (2)

A propósito da selecção Sub-19 ter vencido o campeonato da Europa, republico parcialmente este post que apesar de estar mais dirigido aos jogadores seniores se aplica também aos juniores que em breve serão seniores.

Porque atingem os futebolistas profissionais portugueses o topo?

Devemos começar por reconhecer que os jogadores portugueses de futebol são os únicos profissionais que verdadeiramente trabalham num mercado internacional competitivo sujeitos a uma avaliação constante e impiedosa. Deve ser mais fácil encontrar uma agulha num palheiro do que um português de outra profissão integrado num mercado de trabalho internacional comparável ao mais modesto dos nossos jogadores no estrangeiro.

E o que é que tem o futebol de diferente do resto das actividades em Portugal? Várias coisas, entre as quais: uma regulação leve, concorrência nacional e internacional entre operadores e, sobretudo, um mercado de trabalho aberto, competitivo e internacional - deve ser a única actividade em Portugal em que as famílias, os partidos e as maçonarias não arranjam lugares na profissão do chuto para os seus filhos, camaradas e irmãos, respectivamente.

Crónica da anunciada avaria irreparável da geringonça (146)

Outras avarias da geringonça.

Se há área onde este Portugal dos Pequeninos se destaca é no peditório. Somos o terceiro país da UE que mais fundos recebeu desde 2015: quase cinco mil milhões ou 8,2% do total. E para onde foi o grosso deste peditório? Para alimentar a vaca marsupial pública que abocanhou 26 dos 30 maiores financiamentos,

Se há coisas em que este governo se destaca é a anunciar o que considera serem os seus feitos. Por vezes ainda mesmo de o serem, como com o anúncio do envio 50 elementos da Força Especial de Bombeiros que a Grécia não aceitou.

No Sporting está só uma pequena parte

«Temos uma elite bafienta e, logo por azar, está toda no Sporting», disse Bruno de Carvalho, o capo demitido dos lagartos, em entrevista ao jornal SOL.

Ter temos, mas infelizmente não está toda no Sporting.

29/07/2018

CAMINHO PARA A SERVIDÃO: O Estado Sucial kafkiano


«E aprendi também que o Banco de Portugal aplicou ao comércio automóvel um regulamento europeu para os empréstimos à habitação, o que tem efeitos kafkianos (por exemplo, o envio de um complicado impresso para a ASAE sempre que se venda um carro que custe mais de 15.000 euros, o que significa 400.000 impressos por ano), e agrava imenso os custos de contexto dos pequenos comerciantes de usados.»

José Miguel Júdice no Eco

Títulos inspirados (80) - Palavras para quê? É um artista português

«Presidente da EMEL quer ser líder da Dieta Maçónica»

(Jornal Sol)

28/07/2018

Todos os especuladores imobiliários são iguais mas há uns mais iguais do que outros

Continuação deste post.

Recapitulando: Ricardo Robles e a mana compraram por 347 mil euros à Segurança Social um prédio em Alfama, remodelaram-no por 650 mil e colocaram-no à venda quatro anos depois por 5,7 milhões.

Qual é problema? Afinal o jovem Robles mostrou sentido de oportunidade e olho para o negócio. Isso é censurável? De todo não! Ou, mais exactamente, censurável acham os comunistas e achavam os berloquistas.

Achavam mas já não acham. A Comissão Política do BE veio esclarecer que «a conduta do vereador Ricardo Robles em nada diminui a sua legitimidade na defesa das políticas públicas que tem proposto». Ah bom? E quais políticas tem ele proposto?

Segundo o esquerda.net, uma fonte insuspeita a este respeito, o dirigente e vereador berloquista da câmara de Lisboa Robles defendia há um ano «um programa 100 por cento público, trazer pessoas para Lisboa, 7500 casas, através de um programa financiado pela câmara, pela taxa turística e pelo fundo de estabilização da Segurança Social (e) não entregar mais casas ao carrocel da especulação imobiliária».

Oops! Lá se vai a superioridade moral da esquerda chic.

A defesa dos centros de decisão nacional (24) - Onde o público e o privado se equivalem

[Continuação de (1), (2), (3), (4), (5), (6), (7),  (8), (9), (10), (11), (12), (13), (14), (15), (16), (17), (18), (19), (20), (21), (22) e (23)]

Recordemos os inúmeros manifestos pela defesa dos centros de decisão nacional, alguns deles assinados por empresários que passado algum tempo venderam a estrangeiros as suas empresas e as inúmeras declarações no mesmo sentido da esquerdalhada em geral. Recordemos também que esta necessidade de vender o país aos retalhos surge pelo endividamento gigantesco de públicos e privados e pela consequente descapitalização da economia portuguesa, consequência de décadas a viver acima das posses.


«O grupo SATA anunciou em 17 de Abril que a Loftleiðir Icelandic foi pré-qualificada para a segunda fase do processo de negociação da alienação de 49% do capital social da Azores Airlines. Segundo o grupo, ficou pré-qualificado o único potencial comprador que apresentou manifestação de interesse na Azores Airlines. (...) O capital social do grupo SATA é detido por um único accionista, a Região Autónoma dos Açores.» (Público)

Esclarecimento: nós aqui no (Im)pertinências não temos por princípio nada contra a participação de capital estrangeiro em empresas portuguesas, pelo contrário. Quem se dizia contra eram os empresários que assinaram os manifestos antes de venderem as suas empresas e a esquerdalhada que enche a boca com aquelas tretas contra a globalização, etc.

27/07/2018

A defesa dos centros de decisão nacional (23) - Vendem-se as empresas, salvam-se os iates e as quintas

[Continuação de (1), (2), (3), (4), (5), (6), (7),  (8), (9), (10), (11), (12), (13), (14), (15), (16), (17), (18), (19), (20), (21) e (22)]

Recordemos os inúmeros manifestos pela defesa dos centros de decisão nacional, alguns deles assinados por empresários que passado algum tempo venderam a estrangeiros as suas empresas. Recordemos também que esta necessidade de vender o país aos retalhos surge pelo endividamento gigantesco de públicos e privados e pela consequente descapitalização da economia portuguesa, consequência de décadas a viver acima das posses.

Com a holding SAG cada vez mais endividada à banca e já sem capacidade financeira para importar veículos VW, chegou agora a vez de Pereira Coutinho vender a SIVA, o concessionária dos veículos VW e Audi, à Porsche Holding Salzburg, a maior distribuidora europeia do grupo Volskwagen. (fonte)

Há especulação imobiliária boa e má, dependendo de quem beneficia

Newsletter do Jornal Económico

26/07/2018

Dúvidas (230) - E o Jerónimo, a Catarina e tutti quanti não deveriam estar lá ASAP?

«Marcelo quer Soares e Sá Carneiro no Panteão. E defende mexida na lei»

ESTADO DE SÍTIO: Adivinhe onde fica



A foto mostra a entrada de uma unidade militar onde se guarda armamento e munições. Habilite-se a uma visita guiada se acertar na localização:

  • Burundi 
  • República Centro Africana
  • Venezuela
  • Honduras
  • Afeganistão
  • Butão
  • Algures em outro País do Terceiro Mundo em vias de Subdesenvolvimento

25/07/2018

ARTIGO DEFUNTO: Escolha conforme o gosto

«Juncker tenta convencer um Trump cada vez mais adepto de taxas

Na véspera de receber o presidente da Comissão Europeia para falar sobre comércio, Trump explica a sua estratégia: quem não aceitar um acordo justo com os EUA, vê as taxas alfandegárias subirem.»
25 de Julho de 2018, 6:00, Público

«Trump defende abolição de tarifas, barreiras e subsídios entre EUA e a UE

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu na quarta-feira a ideia de que os EUA e a União Europeia (UE) devem abolir tarifas, barreiras e subsídios nas trocas comerciais entre os dois países.»
25 de Julho de 2018, 8:18, Jornal Económico

Chávez & Chávez, Sucessores (68) - Realizações do socialismo bolivariano

Outras obras do chávismo.

«Venezuela: FMI prevê queda de 18% do PIB e inflação de 1.000.000% até final do ano»

«Venezuela. Observatório de Segurança regista 6363 homicídios em seis meses»

24/07/2018

Quem leva à bancarrota três vezes (1977, 1983 e 2011) leva quatro

Expresso Diário

DEIXAR DE DAR GRAXA PARA MUDAR DE VIDA: Portugueses no topo do mundo (9)

Outros portugueses no topo do mundo.


«A «Quantum Racing» foi a grande vencedora da Rolex TP52 Super Series, que terminou este sábado em Cascais. E nesta equipa, oriunda dos Estados Unidos, também se fala português. Pedro Rebelo de Andrade é um dos membros desta equipa.»

CASE STUDY: Consequências indesejadas das políticas de affirmative action (2)

Este é um tema já tratado várias vezes no (Im)pertinências, por exemplo:
Há um ano citei aqui um estudo do NYT com o título que é uma síntese: Even With Affirmative Action, Blacks and Hispanics Are More Underrepresented at Top Colleges Than 35 Years Ago». O estudo mostra que em consequência da affirmative action a representação dos negros e dos hispânicos diminuiu no conjunto e em especial nas admissões às faculdades e universidades «altamente selectivas», apesar de ter aumentado nas «menos selectivas». Ou seja, a discriminação chamada positiva teve efeitos pelo menos parcialmente negativos contrários aos seus propósitos.

A minha conclusão de então foi que os problemas de desigualdade não se resolvem com a engenharia social baseada em ciências ocultas e na vulgata do politicamente correcto.


Mais recentemente, no mês passado, num artigo com um título que é também uma síntese (Affirmative dissatisfaction), a Economist, deu conta da controvérsia à volta das práticas selectivas de Harvard que a organização Students for Fair Admissions (SFFA) contestou por evidenciarem discriminação contra os estudantes de origem asiática. O diagrama acima, que sumariza os resultados do estudo promovido pela SFFA, confirma a tese que os asiáticos são discriminados negativamente nas admissões a Harvard

Mas não só os asiáticos são discriminados. Veja-se que dos dez por cento dos melhores alunos de cada uma das etnias, só cerca de 15% dos asiáticos, cerca de 20% dos brancos e cerca de 35% dos latinos são admitidos contra quase 60% dos negros - a quem o politicamente correcto chama afro-americanos, designação estúpida porque os magrebinos não são negros e podem ser afro-americanos.

À conclusão de que os problemas de desigualdade não se resolvem com a engenharia social baseada em ciências ocultas e na vulgata do politicamente correcto adiciono outra conclusão: essa engenharia social pode acrescentar novas desigualdades às desigualdades existentes e, por certo cria novas injustiças.

23/07/2018

Crónica da anunciada avaria irreparável da geringonça (145)

Outras avarias da geringonça.

Esta semana tivemos uma reedição da comédia de Tancos com o ministro das forças desarmadas - dispensado do serviço militar por ter o pé chato (OK, é uma boutade) -, a confessar não fazer a menor ideia se ainda há ou não há material desaparecido de Tancos ainda por recuperar como o ministério público parece ter concluído.

E tivemos também novas comédias, como a contratação da empresa de um dos amigos de Costa, que já tinha feito a campanha das eleições legislativas, a fazer agora a campanha de sensibilização para limpeza das matas. Com tantos amigos destes, bem podia Costa substituir os concursos públicos pela sua lista de amigos. De notar também o tique situacionista, fazendo lembrar o Estado Novo, de nomear a Sr.ª Costa para madrinha do navio NRP Sines acabado de construir nos estaleiros de Viana do Castelo. Ou o desvio de meio milhão de euros dos donativos para a reconstrução das habitações destruídas pelos incêndios em Pedrógão usados em casas não prioritárias - quem sabe se os seus proprietários não estariam numa qualquer das muitas listas de amigos.

22/07/2018

No castrismo, uma variedade do comunismo tropical, é mais fácil morrer do que ser enterrado

«Os cubanos tiveram nove dias a fazer o luto de Fidel Castro, morto em Novembro de 2016. Depois de um funeral de Estado, os soldados levaram as suas cinzas de Havana a Santiago, refazendo a rota do exército revolucionário que ele liderou. Quando alguém menos importante morre, os agentes funerários têm que se apressar. Apenas duas casas funerárias têm refrigeração, e isso é reservado para estrangeiros e VIP. Por causa do calor escaldante de Cuba, a maioria das pessoas tem que ser enterrada em 24 horas. Os nove crematórios de Cuba lidam com um décimo das 99 mil pessoas que morrem a cada ano.

Os funerais, como a educação e a saúde, são gratuitos no estado socialista (embora a cremação seja paga). Os cubanos pagam de outras maneiras. Os caixões, feitos pela empresa florestal estatal, são frágeis. Os funcionários funerários têm carregá-los com extremo cuidado, para que não desfaçam. Os funcionários públicos conseguem melhores caixões; as crianças são enterradas em caixões brancos. Com flores em falta, os enlutados fazem coroas com galhos e folhas.
»

Cuba’s funerals: cheap and especially uncheerful, The Economist